Esta noite, em Alvalade, vão estar frente a frente os primeiro e segundo classificados da Liga, a cinco jornadas do fim do campeonato.
O Sporting joga em casa, tem dois pontos de atraso, e vem de uma impressionante série de 10 vitórias consecutivas (que começaram precisamente contra o Benfica).
Já o FC Porto lidera e tem melhorado nos últimos tempos, à medida que a equipa se vai adaptando ao 3-3-4 de Co Adriaanse, e sabe que, se ganhar é campeão.
Na partida de logo não há favoritos (é claramente jogo de “tripla”), sendo que o Sporting para além do factor casa, tem a vantagem dos resultados nos jogos decisivos (o técnico holandês ainda não ganhou nenhum clássico) e vai ser interessante a luta táctica dos dois técnicos.
Adriaanse e Bento já começaram a troca de palavras sobre quem estava mais pressionado, mas não foi nada que não seja habitual.
Acredito que apesar de ser um jogo (quase) decisivo, os treinadores não vão alterar as tácticas mais habituais: o 4-4-2 losango de Paulo Bento contra o 3-3-4 elástico (muito por culpa de Cech e Assunçã0) de Adriaanse.
Claro que convém não esquecer que, para além da vitória, o empate serve mais aos "azuis e brancos".
SPORTING
Nos “leões” não me parece que haja grandes dúvidas:
Ricardo
Abel, Tonel, Polga e Caneira
Custódio, João Moutinho, Carlos Martins e Sá Pinto
Deivid e Liedson
A dúvida pode ser a posição do capitão Sá Pinto, que se despede dos clássicos: se jogar na frente, pode entrar João Alves (mais defensivo) ou Nani (mais ofensivo) para o meio campo.
No banco estarão ainda Koke e Douala para o caso de ser preciso virar um resultado.
FC PORTO
Nos “dragões” Cech e Lucho recuperaram e devem ser titulares:
Helton
Bosingwa, Pepe e Pedro Emanuel
Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho
Quaresma, Adriano, McCarthy e Cech
A titularidade de Cech pode ser determinante, graças à sua polivalência, já que pode jogar no ataque, no meio-campo e na defesa o que, só por si, transforma o 3-3-4, num 3-4-3 ou num 4-4-2.
Seja qual for o “11” são inúmeras as opções ofensivas que Adriaanse pode ter a seu lado no banco: Alan, Jorginho, Ivanildo, Lisandro e Hugo Almeida.
SURPRESAS?
Claro que surpresa (grande) seria os técnicos alterarem aquilo que é habitual e tentarem trocar as voltas ao adversário.
E se o Sporting entrasse em 4-3-3? Aí jogadores como Douala, Koke e, outra vez, Nani poderiam jogar de início.
E se o FC Porto entrasse em 4-3-3? Aí, Jorginho e Lisandro poderiam ser as novidades.
À ESPREITA
Entretanto, a sonhar com o impossível estará o Benfica que quererá o empate (para ambos perderem pontos). No entanto, por mim, acho que o mais avisado seria apostar na derrota do Sporting para ainda pensar, seriamente, no segundo posto que dá acesso directo à “Champions”.
sábado, abril 08, 2006
quarta-feira, abril 05, 2006
Já (não) está
O Benfica caiu aos pés do Barcelona em Camp Nou e despediu-se da Liga dos Campeões por esta época. Nada a dizer quanto à justiça da eliminatória.
Antes de mais, gostaria de deixar já assinalado que a equipa da Luz, neste "regresso" à Europa dos grandes, cumpriu a sua obrigação, recuperou algum prestígio e respeito perdidos e ganhou bom dinheiro.
Venceu quem mais mereceu, com os catalães a provarem em campo a sua superioridade, mas a verdade é que fica a sensação que nos dois jogos, apesar do que sofreu, o Benfica poderia ter chegado mais longe.
É certo que nos dois jogos (especialmente no primeiro), o Barça falhou uma mão cheia de oportunidades claras de golo que poderiam ter desequilibrado a eliminatória... mas, na realidade, foram pormenores que resolveram a contenda.
Para além das arbitragens, que decidiram sempre a favor dos espanhóis (incluindo penalties, cartões, faltas à entrada das áreas), nota para estúpidos erros de meio campo, que deram os dois golos adversários, e para a total falta de eficácia ofensiva nas (poucas) oportunidades que foram criadas, com destaque para Simão que falhou uma em cada partida que daria, seguramente, outra cara à eliminatória.
Independetemente da sorte ou não, das "ajudas" ou da falta delas, o que realço no Benfica de hoje é a péssima exibição da primeira parte. Foi um zero completo, só com preocupações defensivas, sem conseguir esticar uma única vez para a frente, sem sequer conseguir trocar a bola e controlar o jogo.
O primeiro (e único) remate do Benfica aconteceu aos 48 minutos por Andersson, na sequência de um livre. Absolutamente lamentável.
Eu tinha escrito que, sim senhor, era preciso defender, mas não se podia perder de vista a baliza adversária; respeito sim, medo não - e isso não aconteceu.
Na segunda parte o Benfica esticou-se mais no campo - também não podia ser de outra forma - e tentou jogar futebol.
É verdade que não o conseguiu muitas vezes, mas aquele falhanço de Simão a passe de Miccoli decide a eliminatória. É, claramente, o momento do jogo.
A partir daqui destaque para um grande remate de Karagounis e para o segundo golo do Barcelona em contra-ataque depois de dois erros defensivos (primeiro Petit e depois Andersson).
Como escrevi antes da partida, eu teria colocado a equipa a jogar de outra forma e, passados os 90 minutos, reforço a ideia de que talvez tivesse razão.
Por outro lado, confesso que não entendi porque razão não foi o Beto o primeiro a sair, quando entrou Karagounis; não entendi porque Marcel não entrou mais cedo, quando se sabia que era preciso marcar um golo (entrou a 9 minutos do fim) e, já agora, não entendi porque raio é que entrou o Robert se não o deixaram marcar os livres.
E assim, a 5 de Abril, terminou a época "encarnada". Falta fazer cinco jogos, reforçar o terceiro lugar, sonhar com o segundo e delirar com o primeiro.
A partir desta noite Vieira e Veiga podem começar a preparar a próxima época, com Koeman, que tem contrato, ou sem ele; com Luisão e Simão ou sem eles.
Antes de mais, gostaria de deixar já assinalado que a equipa da Luz, neste "regresso" à Europa dos grandes, cumpriu a sua obrigação, recuperou algum prestígio e respeito perdidos e ganhou bom dinheiro.
Venceu quem mais mereceu, com os catalães a provarem em campo a sua superioridade, mas a verdade é que fica a sensação que nos dois jogos, apesar do que sofreu, o Benfica poderia ter chegado mais longe.
É certo que nos dois jogos (especialmente no primeiro), o Barça falhou uma mão cheia de oportunidades claras de golo que poderiam ter desequilibrado a eliminatória... mas, na realidade, foram pormenores que resolveram a contenda.
Para além das arbitragens, que decidiram sempre a favor dos espanhóis (incluindo penalties, cartões, faltas à entrada das áreas), nota para estúpidos erros de meio campo, que deram os dois golos adversários, e para a total falta de eficácia ofensiva nas (poucas) oportunidades que foram criadas, com destaque para Simão que falhou uma em cada partida que daria, seguramente, outra cara à eliminatória.
Independetemente da sorte ou não, das "ajudas" ou da falta delas, o que realço no Benfica de hoje é a péssima exibição da primeira parte. Foi um zero completo, só com preocupações defensivas, sem conseguir esticar uma única vez para a frente, sem sequer conseguir trocar a bola e controlar o jogo.
O primeiro (e único) remate do Benfica aconteceu aos 48 minutos por Andersson, na sequência de um livre. Absolutamente lamentável.
Eu tinha escrito que, sim senhor, era preciso defender, mas não se podia perder de vista a baliza adversária; respeito sim, medo não - e isso não aconteceu.
Na segunda parte o Benfica esticou-se mais no campo - também não podia ser de outra forma - e tentou jogar futebol.
É verdade que não o conseguiu muitas vezes, mas aquele falhanço de Simão a passe de Miccoli decide a eliminatória. É, claramente, o momento do jogo.
A partir daqui destaque para um grande remate de Karagounis e para o segundo golo do Barcelona em contra-ataque depois de dois erros defensivos (primeiro Petit e depois Andersson).
Como escrevi antes da partida, eu teria colocado a equipa a jogar de outra forma e, passados os 90 minutos, reforço a ideia de que talvez tivesse razão.
Por outro lado, confesso que não entendi porque razão não foi o Beto o primeiro a sair, quando entrou Karagounis; não entendi porque Marcel não entrou mais cedo, quando se sabia que era preciso marcar um golo (entrou a 9 minutos do fim) e, já agora, não entendi porque raio é que entrou o Robert se não o deixaram marcar os livres.
E assim, a 5 de Abril, terminou a época "encarnada". Falta fazer cinco jogos, reforçar o terceiro lugar, sonhar com o segundo e delirar com o primeiro.
A partir desta noite Vieira e Veiga podem começar a preparar a próxima época, com Koeman, que tem contrato, ou sem ele; com Luisão e Simão ou sem eles.
Certo ou errado?
Ao que parece, a esta hora, o Benfica vai mesmo jogar no 4-3-3 "clássico" e não em 4-4-2 "losango", como era da minha preferência.
A confirmar-se, os "encarnados" vão defrontar o Barcelona, em Camp Nou, de igual para igual, no que diz respeito à disposição dos jogadores em campo. Quatro defesas, três médios, três avançados.
Continuo a achar que, para este jogo, Karagounis no vértice superior do losango, à frente dos três médios e nas contas de Simão e Geovanni, tinha duas vantagens: "desequilibrava" o meio campo (em relação ao trio do Barça) e dava mais liberdade aos avançados.
Por outro lado, "gastar" Miccoli e Geovanni, de início, quando se sabe que nenhum dos dois aguenta os 90 minutos, parece-me um risco desnecessário (e já nem estou a pensar na hipótese de prolongamento).
São as opções de Koeman e eu, apesar de não concordar, respeito e espero, sinceramente, que o técnico holandês tenha razão
Por fim, admitindo marcações individuais (a Ronaldinho e, eventualmente, a Deco), convém que o "11" que entre em campo não bloquei nessa "obrigatoriedade", saiba fazer as compensações e "jogar" o seu jogo, não esquecendo que tem que atacar e destabilizar o Barcelona.
Eu acredito... apesar de ter os pés bem assentes no chão, saber que o Barcelona é melhor, amplamente favorito e que o Benfica já cumpriu a sua missão, neste "regresso" à Europa.
Era bonito que se repetisse a final de 1961.
A confirmar-se, os "encarnados" vão defrontar o Barcelona, em Camp Nou, de igual para igual, no que diz respeito à disposição dos jogadores em campo. Quatro defesas, três médios, três avançados.
Continuo a achar que, para este jogo, Karagounis no vértice superior do losango, à frente dos três médios e nas contas de Simão e Geovanni, tinha duas vantagens: "desequilibrava" o meio campo (em relação ao trio do Barça) e dava mais liberdade aos avançados.
Por outro lado, "gastar" Miccoli e Geovanni, de início, quando se sabe que nenhum dos dois aguenta os 90 minutos, parece-me um risco desnecessário (e já nem estou a pensar na hipótese de prolongamento).
São as opções de Koeman e eu, apesar de não concordar, respeito e espero, sinceramente, que o técnico holandês tenha razão
Por fim, admitindo marcações individuais (a Ronaldinho e, eventualmente, a Deco), convém que o "11" que entre em campo não bloquei nessa "obrigatoriedade", saiba fazer as compensações e "jogar" o seu jogo, não esquecendo que tem que atacar e destabilizar o Barcelona.
Eu acredito... apesar de ter os pés bem assentes no chão, saber que o Barcelona é melhor, amplamente favorito e que o Benfica já cumpriu a sua missão, neste "regresso" à Europa.
Era bonito que se repetisse a final de 1961.
segunda-feira, abril 03, 2006
O losango das Bermudas
O Benfica vai ter que se transcender na quarta-feira para conseguir ultrapassar o Barcelona no Camp Nou. Só um conjunto de circunstâncias especiais pode dar o triunfo aos portugueses.
Obviamente, o favoritismo é dos catalães, por todas as razões: são (muito) melhores, mais experientes, jogam em casa, conseguiram um bom resultado na primeira mão… Enfim, tudo joga a favor da equipa “blau grana”.
É caso para dizer: ainda bem. É nestes jogos e nestes ambientes que os “encarnados” se transcendem. O jogo de Anfield Road é um bom exemplo.
Claro que as partidas não se repetem e, bem entendido, o Barcelona é mais forte que o Liverpool, especialmente em termos ofensivos, com Ronaldinho, Etoo, Deco e companhia.
O Benfica vai sofrer e vai ter que o saber fazer, vai ter que aguentar a pressão do jogo, do adversário, do ambiente, do resultado, do relógio.
O campeão nacional tem que ser uma equipa concentrada, unida, adulta, mas, sobretudo, sem medo de tentar ser feliz.
Os “encarnados” têm que defender, mas ter sempre em atenção a baliza adversária e não podem esquecer-se que têm que marcar na Catalunha.
Depois do que se passou na Luz, em que o Benfica demorou 45 minutos a “entrar em jogo”, os “encarnados” precisam da mesma sorte defensiva e da certeza atacante de Liverpool.
Para esta partida, em que o Barça deve trocar Puyol (que estava castigado), por Thiago Motta (que se lesionou), e repetir o clássico 4-3-3, que tal se o Benfica entrasse num 4-4-2 em losango?
Com os jogadores mais concentrados no meio-campo (para uma melhor cobertura e entre ajuda) e com dois homens (rápidos) soltos na frente, talvez seja possível controlar o miolo espanhol e explorar a defesa remendada do adversário.
Como se sabe, o Benfica não tem muitas opções defensivas (Alcides está lesionado e Nelson preso por arames à espera de uma operação) e no ataque já não há Manduca e vai faltar Nuno Gomes.
Por isso, não há grandes dúvidas:
Moretto
Ricardo Rocha, Luisão, Andersson e Leo
Beto (no vértice inferior), Petit e Manuel Fernandes (nos lados), Karagounis (na frente)
Simão (mais solto, a cair nas alas, mas também no apoio ao ponta de lança) e Geovanni ou Miccoli (apesar de eu preferir, dadas as condições físicas do italiano, poupá-lo para o segundo tempo).
Assim, teríamos quatro defesas para os três avançados do Barça, quatro médios centro do Benfica para três dos catalães e dois avançados para dois defesas-centrais.
O problema aqui é que a equipa não está rotinada para esta táctica “à Mourinho”, os jogadores podem amontoar-se no centro e não conseguir cobrir os espaços e fazer as compensações, até tendo em conta as subidas dos laterais adversários.
Claro que, se Koeman quiser manter um “11” mais clássico, sai Karagounis e entra um de dois: Miccoli ou Robert (com vantagem para o italiano) e, assim, teremos um 4-3-3.
Vamos esperar para ver… que os deuses do futebol estejam com o Benfica e se repitam as grandes noites europeias.
Obviamente, o favoritismo é dos catalães, por todas as razões: são (muito) melhores, mais experientes, jogam em casa, conseguiram um bom resultado na primeira mão… Enfim, tudo joga a favor da equipa “blau grana”.
É caso para dizer: ainda bem. É nestes jogos e nestes ambientes que os “encarnados” se transcendem. O jogo de Anfield Road é um bom exemplo.
Claro que as partidas não se repetem e, bem entendido, o Barcelona é mais forte que o Liverpool, especialmente em termos ofensivos, com Ronaldinho, Etoo, Deco e companhia.
O Benfica vai sofrer e vai ter que o saber fazer, vai ter que aguentar a pressão do jogo, do adversário, do ambiente, do resultado, do relógio.
O campeão nacional tem que ser uma equipa concentrada, unida, adulta, mas, sobretudo, sem medo de tentar ser feliz.
Os “encarnados” têm que defender, mas ter sempre em atenção a baliza adversária e não podem esquecer-se que têm que marcar na Catalunha.
Depois do que se passou na Luz, em que o Benfica demorou 45 minutos a “entrar em jogo”, os “encarnados” precisam da mesma sorte defensiva e da certeza atacante de Liverpool.
Para esta partida, em que o Barça deve trocar Puyol (que estava castigado), por Thiago Motta (que se lesionou), e repetir o clássico 4-3-3, que tal se o Benfica entrasse num 4-4-2 em losango?
Com os jogadores mais concentrados no meio-campo (para uma melhor cobertura e entre ajuda) e com dois homens (rápidos) soltos na frente, talvez seja possível controlar o miolo espanhol e explorar a defesa remendada do adversário.
Como se sabe, o Benfica não tem muitas opções defensivas (Alcides está lesionado e Nelson preso por arames à espera de uma operação) e no ataque já não há Manduca e vai faltar Nuno Gomes.
Por isso, não há grandes dúvidas:
Moretto
Ricardo Rocha, Luisão, Andersson e Leo
Beto (no vértice inferior), Petit e Manuel Fernandes (nos lados), Karagounis (na frente)
Simão (mais solto, a cair nas alas, mas também no apoio ao ponta de lança) e Geovanni ou Miccoli (apesar de eu preferir, dadas as condições físicas do italiano, poupá-lo para o segundo tempo).
Assim, teríamos quatro defesas para os três avançados do Barça, quatro médios centro do Benfica para três dos catalães e dois avançados para dois defesas-centrais.
O problema aqui é que a equipa não está rotinada para esta táctica “à Mourinho”, os jogadores podem amontoar-se no centro e não conseguir cobrir os espaços e fazer as compensações, até tendo em conta as subidas dos laterais adversários.
Claro que, se Koeman quiser manter um “11” mais clássico, sai Karagounis e entra um de dois: Miccoli ou Robert (com vantagem para o italiano) e, assim, teremos um 4-3-3.
Vamos esperar para ver… que os deuses do futebol estejam com o Benfica e se repitam as grandes noites europeias.
quarta-feira, março 29, 2006
"Anjo e Demónio"
Como têm reparado os (3) fiéis leitores deste blog, não tenho feito comentários às exibições de Moretto no Benfica.
Sabem os que me acompanham que eu sou, primeiramente, adepto do Moreira e, neste caso entre Moretto e Quim, fui defensor da titularidade do brasileiro.
Passando à frente de todos os jogos que realizou anteriormente, a exibição de Moretto, esta noite, frente ao Barcelona deveria ser transformada em "case study" e analisada por especialistas de várias áreas, do futebol e não só.
É inacreditável que, num mesmo jogo, o mesmo jogador, o mesmo guarda redes, seja "anjo" e "demónio", "herói" e "vilão", a "besta" e o "bestial".
O "31" "encarnado" comete dois erros gravissimos (agarrar a bola num atraso e a "desmarcação" para Etoo depois de uma defesa) que podiam ter acabado com a eliminatória.
Se o Benfica tem sofrido golos em algum destes lances, Moretto não tinha desculpa, seria, seguramente, crucificado e perderia, com naturalidade, a titularidade.
O que também é certo é que, para além desses casos inacreditáveis, que nem um jogador infantil pode cometer, Moretto fez uma exibição "cinco estrelas" - diria mesmo monumental - safando, pelo menos, uma média dúzia de "bolas impossíveis".
Já tenho pensado sobre o que se tem passado com o guarda-redes brasileiro e tenho uma teoria que, obviamente, é isso mesmo, uma teoria, sem qualquer base científica:
Moretto sofre do sindroma de "guarda-redes de equipa pequena": por um lado, precisa, para continuar concentrado, de estar sempre em acção, de ter (muito) trabalho; por outro lado, por ser jovem, mas especialmente não ter "escola" (veio do Brasil incógnito, depois Felgueiras, Setúbal e... salto meteórico para um Grande) falta-lhe adaptar-se à pressão de um clube grande.
Resumindo, para Camp Nou, o Benfica precisa das grandes defesas do Moretto, não das suas desconcentrações que matam sócios e adeptos de susto.
Sabem os que me acompanham que eu sou, primeiramente, adepto do Moreira e, neste caso entre Moretto e Quim, fui defensor da titularidade do brasileiro.
Passando à frente de todos os jogos que realizou anteriormente, a exibição de Moretto, esta noite, frente ao Barcelona deveria ser transformada em "case study" e analisada por especialistas de várias áreas, do futebol e não só.
É inacreditável que, num mesmo jogo, o mesmo jogador, o mesmo guarda redes, seja "anjo" e "demónio", "herói" e "vilão", a "besta" e o "bestial".
O "31" "encarnado" comete dois erros gravissimos (agarrar a bola num atraso e a "desmarcação" para Etoo depois de uma defesa) que podiam ter acabado com a eliminatória.
Se o Benfica tem sofrido golos em algum destes lances, Moretto não tinha desculpa, seria, seguramente, crucificado e perderia, com naturalidade, a titularidade.
O que também é certo é que, para além desses casos inacreditáveis, que nem um jogador infantil pode cometer, Moretto fez uma exibição "cinco estrelas" - diria mesmo monumental - safando, pelo menos, uma média dúzia de "bolas impossíveis".
Já tenho pensado sobre o que se tem passado com o guarda-redes brasileiro e tenho uma teoria que, obviamente, é isso mesmo, uma teoria, sem qualquer base científica:
Moretto sofre do sindroma de "guarda-redes de equipa pequena": por um lado, precisa, para continuar concentrado, de estar sempre em acção, de ter (muito) trabalho; por outro lado, por ser jovem, mas especialmente não ter "escola" (veio do Brasil incógnito, depois Felgueiras, Setúbal e... salto meteórico para um Grande) falta-lhe adaptar-se à pressão de um clube grande.
Resumindo, para Camp Nou, o Benfica precisa das grandes defesas do Moretto, não das suas desconcentrações que matam sócios e adeptos de susto.
segunda-feira, março 27, 2006
A dúvida de Koeman
Admitindo que Ronald Koeman não vai enganar-se, pensar que é do Barcelona, e que vai mesmo orientar o Benfica amanhã, acredito que tenha uma dúvida: quem vai jogar no lugar de Nuno Gomes?
Para as outras posições não haverá, em princípio, dúvidas, sendo que há sempre a hipótese de Ricardo Rocha jogar para dar altura e peso à defesa:
Moretto
Nelson, Andersson, Luisão e Léo
Petit, Manuel Fernandes
Simão,...., Robert
Geovanni
Na vaga em aberto há, digo eu, três opções de características diferentes: um médio defensivo (Beto), um médio ofensivo (Karagounis) ou um avançado (Miccoli).
Koeman tem que pensar, bem, no que quer fazer e que resultado quer tentar sabendo que esta é uma eliminatória a duas mãos, que o primeiro jogo é em casa, que o adversário é, actualmente, a melhor equipa do mundo, mas sabendo também que o Barça vai jogar com debilidades defensivas difíceis de repetir.
Convém recordar que aos catalães faltam quatro titulares do meio-campo para trás [Puyol e Marquez (defesas-centrais), Edmilson (central ou trinco) e Xavi (trinco)], isto para além de Messi na frente.
Sabe-se, por outro lado, que a grande força do Benfica é a estrutura defensiva e é aí que os "encarnados" vão certamente voltar a basear o seu jogo contra um ataque temível com o melhor do mundo, o melhor africano e, se calhar, o melhor português.
No entanto, para além de não puder sofrer golos, a equipa da Luz tem que conseguir marcar para levar um resultado minimamente positivo para a segunda mão e o jogo de amanhã é o ideal para conseguir isso.
É preciso assumi-lo sem rodeios: o Benfica vai jogar frente ao Barça tal como as equipas da nossa Liga jogam contra os "encarnados": fechados e concentrados na defesa, rápidos e incisivos no contra-ataque, esperando um dia mau das estrelas adversárias.
Rijkaard, depois de poupar jogadores na última partida da Liga, vem jogar, seguramente, na máxima força possível, no 4-3-3 habitual.
Valdez
Belletti, Oleguer, Rodri, Gio
Mota, Van Boomell e Deco
Giuli, Etoo e Ronaldinho
Ora, sendo assim, o Benfica deveria, no tal pressuposto que é obrigatório marcar, jogar em 4-4-2 para ter maioria em todos os sectores do campo: Quatro defesas para três avançados, quatro médios para três e dois avançados para dois centrais.
Obviamente que esta táctica obrigaria a que, especialmente os quatro de meio-campo, tivessem um grande esforço quer defensivo quer ofensivo nas dobras, compensações e apoios.
Uma das dúvidas é saber, por exemplo, se Robert está disposto a ajudar o seu defesa lateral e, depois, ainda ter disponibilidade para sair para o ataque.
Posto isto, apesar de eu achar que vai acabar por entrar Beto (tal como no jogo em casa com o Liverpool), a minha escolha seria colocar Miccoli na frente com Geovanni.
Para as outras posições não haverá, em princípio, dúvidas, sendo que há sempre a hipótese de Ricardo Rocha jogar para dar altura e peso à defesa:
Moretto
Nelson, Andersson, Luisão e Léo
Petit, Manuel Fernandes
Simão,...., Robert
Geovanni
Na vaga em aberto há, digo eu, três opções de características diferentes: um médio defensivo (Beto), um médio ofensivo (Karagounis) ou um avançado (Miccoli).
Koeman tem que pensar, bem, no que quer fazer e que resultado quer tentar sabendo que esta é uma eliminatória a duas mãos, que o primeiro jogo é em casa, que o adversário é, actualmente, a melhor equipa do mundo, mas sabendo também que o Barça vai jogar com debilidades defensivas difíceis de repetir.
Convém recordar que aos catalães faltam quatro titulares do meio-campo para trás [Puyol e Marquez (defesas-centrais), Edmilson (central ou trinco) e Xavi (trinco)], isto para além de Messi na frente.
Sabe-se, por outro lado, que a grande força do Benfica é a estrutura defensiva e é aí que os "encarnados" vão certamente voltar a basear o seu jogo contra um ataque temível com o melhor do mundo, o melhor africano e, se calhar, o melhor português.
No entanto, para além de não puder sofrer golos, a equipa da Luz tem que conseguir marcar para levar um resultado minimamente positivo para a segunda mão e o jogo de amanhã é o ideal para conseguir isso.
É preciso assumi-lo sem rodeios: o Benfica vai jogar frente ao Barça tal como as equipas da nossa Liga jogam contra os "encarnados": fechados e concentrados na defesa, rápidos e incisivos no contra-ataque, esperando um dia mau das estrelas adversárias.
Rijkaard, depois de poupar jogadores na última partida da Liga, vem jogar, seguramente, na máxima força possível, no 4-3-3 habitual.
Valdez
Belletti, Oleguer, Rodri, Gio
Mota, Van Boomell e Deco
Giuli, Etoo e Ronaldinho
Ora, sendo assim, o Benfica deveria, no tal pressuposto que é obrigatório marcar, jogar em 4-4-2 para ter maioria em todos os sectores do campo: Quatro defesas para três avançados, quatro médios para três e dois avançados para dois centrais.
Obviamente que esta táctica obrigaria a que, especialmente os quatro de meio-campo, tivessem um grande esforço quer defensivo quer ofensivo nas dobras, compensações e apoios.
Uma das dúvidas é saber, por exemplo, se Robert está disposto a ajudar o seu defesa lateral e, depois, ainda ter disponibilidade para sair para o ataque.
Posto isto, apesar de eu achar que vai acabar por entrar Beto (tal como no jogo em casa com o Liverpool), a minha escolha seria colocar Miccoli na frente com Geovanni.
quarta-feira, março 22, 2006
O oferecido
Já aqui escrevi noutros "posts" que acho que Koeman fala demais sobre determinados assuntos e, quase sempre, em alturas impróprias.
Aconteceu, por exemplo, no “caso Mantorras” (com o técnico a dizer, alto e bom som, que o angolano dificilmente voltaria a jogar. Aí está, pouco tempo depois, o mesmo jogador “deu-lhe” mais três pontos).
Voltou a acontecer após a partida com a Naval (Koeman atirou a toalha ao chão no que diz respeito ao campeonato, mas, dados os infelizes comentários, teve que voltar a trás e explicar-se melhor).
Agora, mais uma vez, o holandês falou em Barcelona e disse mais do que devia.
O desejo de Koeman é treinar em Espanha e, obviamente, uma equipa GRANDE como Real Madrid ou Barça.
Há vários pontos que merecem análise neste comentário do actual treinador do Benfica que, recorde-se, tem mais um ano de contrato com a equipa da Luz.
Por um lado, é perfeitamente legitimo que um treinador ou qualquer trabalhador queira melhorar a sua situação profissional ou financeira. Nada a opor quanto a isso.
O que já não me parece nada correcto é que o treinador se ande a “oferecer” a “merengues” ou a “blau grana” quando tem contrato em vigor com uma instituição desportiva e quando se sabe que um dos clubes citados como desejo/objectivo vai ser seu adversário directo dentro de poucos dias.
Para terminar - e isso já me parece vergonhoso – é que Ronald Koeman fale do Benfica como se estivesse a falar de um qualquer clubezinho lá da sua Holanda natal.
Alguém tem que explicar ao senhor Koeman o que é o Benfica e o que é que ele representa para o nosso país. Podia, por exemplo, ir informar-se com os dois últimos técnicos dos “encarnados” (Camacho e Trapattoni), que demonstraram bem mais respeito pela instituição.
Aconteceu, por exemplo, no “caso Mantorras” (com o técnico a dizer, alto e bom som, que o angolano dificilmente voltaria a jogar. Aí está, pouco tempo depois, o mesmo jogador “deu-lhe” mais três pontos).
Voltou a acontecer após a partida com a Naval (Koeman atirou a toalha ao chão no que diz respeito ao campeonato, mas, dados os infelizes comentários, teve que voltar a trás e explicar-se melhor).
Agora, mais uma vez, o holandês falou em Barcelona e disse mais do que devia.
O desejo de Koeman é treinar em Espanha e, obviamente, uma equipa GRANDE como Real Madrid ou Barça.
Há vários pontos que merecem análise neste comentário do actual treinador do Benfica que, recorde-se, tem mais um ano de contrato com a equipa da Luz.
Por um lado, é perfeitamente legitimo que um treinador ou qualquer trabalhador queira melhorar a sua situação profissional ou financeira. Nada a opor quanto a isso.
O que já não me parece nada correcto é que o treinador se ande a “oferecer” a “merengues” ou a “blau grana” quando tem contrato em vigor com uma instituição desportiva e quando se sabe que um dos clubes citados como desejo/objectivo vai ser seu adversário directo dentro de poucos dias.
Para terminar - e isso já me parece vergonhoso – é que Ronald Koeman fale do Benfica como se estivesse a falar de um qualquer clubezinho lá da sua Holanda natal.
Alguém tem que explicar ao senhor Koeman o que é o Benfica e o que é que ele representa para o nosso país. Podia, por exemplo, ir informar-se com os dois últimos técnicos dos “encarnados” (Camacho e Trapattoni), que demonstraram bem mais respeito pela instituição.
O aperitivo
Joga-se, esta noite, a “final antecipada” da Taça de Portugal ou, melhor dizendo, o “ensaio geral” da decisão da Liga.
Este é um jogo a eliminar, tudo vai ficar resolvido… o que quer dizer que FC Porto e Sporting vão ter, ambos, que procurar o golo porque o empate não serve a ninguém.
FC PORTO
Os “dragões” começam a dar mostras (especialmente nas últimas três partidas) de que interiorizaram o 3-3-4 como “táctica de partida”, com a “nuance” da posição do Paulo Assunção (que faz de quarto defesa).
A adaptação de Pepe ao novo sistema, o (surpreendente) atrevimento atacante revelado, agora, por Raul Meireles (com tiros de fora da área e entradas como segundo avançado), a disponibilidade de Adriano para jogar um pouco mais atrás quando necessário e o regresso aos golos de McCarthy ajudaram o FC Porto a sair da “dependência” de Lucho e Quaresma.
Apesar de já ter resolvido estas “questões”, que melhoraram a equipa, Co Adriaanse tem outras posições que não estão ainda consolidadas: as laterais da defesa e o lado esquerdo do ataque.
Por exemplo, neste último caso, o técnico holandês já experimentou Lisandro Lopes, Alan, Ivanildo, César Peixoto e, agora, o miúdo Anderson.
Aposta para hoje:
Vítor Baia
Bosingwa, Pepe, Pedro Emanuel
Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho
Quaresma, Adriano, McCarthy e Anderson
SPORTING
Do lado do Sporting, dificilmente se pode pedir mais a uma equipa que leva 10 vitórias consecutivas (oito para a Liga, duas para a Taça).
Sem deslumbrar, longe disso, os “leões” têm demonstrado eficácia e unidade, o que lhes tem permitido marcar um golinho, sofrer o assédio do adversário e, depois, matar o jogo no contra-ataque.
Com Abel, Caneira e a titularidade de Tonel a defesa ganhou a consistência que nunca teve com Peseiro, o “losango” de meio-campo funciona melhor com Moutinho ao centro e o ataque, apesar de menos goleador, continua a cumprir.
Aposta para hoje
Ricardo
Abel, Tonel, Polga e Caneira
Custódio, Carlos Martins, João Moutinho e Sá Pinto
Liedson e Deivid
O JOGO
Ora, no papel, o que é que temos: um 3-3-4 dos “azuis”, um 4-4-2 dos “verdes”.
Sendo assim, a chave vai estar precisamente nas defesas: como é que os quatro defesas do Sporting (seguramente com o apoio de Custódio) se vão dar com os quatro avançados do FC Porto? Como é que o central Pepe se vai dar, sozinho ou com Paulo Assunção, com Liedson e Deivid?
Depois há os artistas que, individualmente, podem resolver a partida: O “levezinho”, mais Moutinho e Carlos Martins, por exemplo; Lucho, mais Quaresma e, quem sabe, Anderson e McCarthy.
Também no banco, ambos os técnicos têm boas opções ofensivas para virar o jogo, se necessário for: Lisandro e Hugo Almeida, Koke, Douala e Nani.
Hoje é a Taça, de aperitivos, para o prato principal da Liga dentro de alguns dias. Aí é outra “estória”.
Este é um jogo a eliminar, tudo vai ficar resolvido… o que quer dizer que FC Porto e Sporting vão ter, ambos, que procurar o golo porque o empate não serve a ninguém.
FC PORTO
Os “dragões” começam a dar mostras (especialmente nas últimas três partidas) de que interiorizaram o 3-3-4 como “táctica de partida”, com a “nuance” da posição do Paulo Assunção (que faz de quarto defesa).
A adaptação de Pepe ao novo sistema, o (surpreendente) atrevimento atacante revelado, agora, por Raul Meireles (com tiros de fora da área e entradas como segundo avançado), a disponibilidade de Adriano para jogar um pouco mais atrás quando necessário e o regresso aos golos de McCarthy ajudaram o FC Porto a sair da “dependência” de Lucho e Quaresma.
Apesar de já ter resolvido estas “questões”, que melhoraram a equipa, Co Adriaanse tem outras posições que não estão ainda consolidadas: as laterais da defesa e o lado esquerdo do ataque.
Por exemplo, neste último caso, o técnico holandês já experimentou Lisandro Lopes, Alan, Ivanildo, César Peixoto e, agora, o miúdo Anderson.
Aposta para hoje:
Vítor Baia
Bosingwa, Pepe, Pedro Emanuel
Paulo Assunção, Raul Meireles e Lucho
Quaresma, Adriano, McCarthy e Anderson
SPORTING
Do lado do Sporting, dificilmente se pode pedir mais a uma equipa que leva 10 vitórias consecutivas (oito para a Liga, duas para a Taça).
Sem deslumbrar, longe disso, os “leões” têm demonstrado eficácia e unidade, o que lhes tem permitido marcar um golinho, sofrer o assédio do adversário e, depois, matar o jogo no contra-ataque.
Com Abel, Caneira e a titularidade de Tonel a defesa ganhou a consistência que nunca teve com Peseiro, o “losango” de meio-campo funciona melhor com Moutinho ao centro e o ataque, apesar de menos goleador, continua a cumprir.
Aposta para hoje
Ricardo
Abel, Tonel, Polga e Caneira
Custódio, Carlos Martins, João Moutinho e Sá Pinto
Liedson e Deivid
O JOGO
Ora, no papel, o que é que temos: um 3-3-4 dos “azuis”, um 4-4-2 dos “verdes”.
Sendo assim, a chave vai estar precisamente nas defesas: como é que os quatro defesas do Sporting (seguramente com o apoio de Custódio) se vão dar com os quatro avançados do FC Porto? Como é que o central Pepe se vai dar, sozinho ou com Paulo Assunção, com Liedson e Deivid?
Depois há os artistas que, individualmente, podem resolver a partida: O “levezinho”, mais Moutinho e Carlos Martins, por exemplo; Lucho, mais Quaresma e, quem sabe, Anderson e McCarthy.
Também no banco, ambos os técnicos têm boas opções ofensivas para virar o jogo, se necessário for: Lisandro e Hugo Almeida, Koke, Douala e Nani.
Hoje é a Taça, de aperitivos, para o prato principal da Liga dentro de alguns dias. Aí é outra “estória”.
segunda-feira, março 20, 2006
O bombom envenenado
O Benfica foi beneficiado esta noite em Vila do Conde, frente ao Rio Ave, e deve assumir-se isso sem traumas.
Há um golo mal anulado aos donos da casa (a bola dá toda a ideia de não ter saído), já bem perto do final da partida, e o golo dos “encarnados” é precedido de falta (Mantorras ainda não é judoca).
São, portanto, lances decisivos que ofereceram três pontos ao (ainda) campeão nacional.
O que gostava de notar é que, após uma época em que o Benfica tem sido muitíssimo prejudicado pelas arbitragens, de que são exemplo as três últimas partidas (Estrela da Amadora, Naval e Guimarães), os “encarnados” foram hoje claramente beneficiados.
Coincidência? Talvez não.
Se calhar não é coincidência que a mesma arbitragem que arredou o Benfica da luta pelo título e da Taça de Portugal, seja a mesma que, agora, lhe oferece três pontos importantes para a luta pelo… terceiro lugar.
Este benefício à equipa da Luz (claramente a mais prejudicada dos três grandes durante a época) deve estar a ser interpretado como um: “Estão a ver, vocês queixam-se, queixam-se, mas também são beneficiados”.
Pois, agora…
PS1: Para a semana há um decisivo Benfica - Sporting de Braga, na luta pelo... terceiro lugar.
PS2: Era bonito que, agora, os dirigentes "encarnados" admitissem o benefício.
Há um golo mal anulado aos donos da casa (a bola dá toda a ideia de não ter saído), já bem perto do final da partida, e o golo dos “encarnados” é precedido de falta (Mantorras ainda não é judoca).
São, portanto, lances decisivos que ofereceram três pontos ao (ainda) campeão nacional.
O que gostava de notar é que, após uma época em que o Benfica tem sido muitíssimo prejudicado pelas arbitragens, de que são exemplo as três últimas partidas (Estrela da Amadora, Naval e Guimarães), os “encarnados” foram hoje claramente beneficiados.
Coincidência? Talvez não.
Se calhar não é coincidência que a mesma arbitragem que arredou o Benfica da luta pelo título e da Taça de Portugal, seja a mesma que, agora, lhe oferece três pontos importantes para a luta pelo… terceiro lugar.
Este benefício à equipa da Luz (claramente a mais prejudicada dos três grandes durante a época) deve estar a ser interpretado como um: “Estão a ver, vocês queixam-se, queixam-se, mas também são beneficiados”.
Pois, agora…
PS1: Para a semana há um decisivo Benfica - Sporting de Braga, na luta pelo... terceiro lugar.
PS2: Era bonito que, agora, os dirigentes "encarnados" admitissem o benefício.
O regresso
Cinco meses depois, mais cedo que o esperado, o guarda-redes Moreira voltou à baliza do Benfica num jogo oficial.
O jovem defendeu as redes da equipa B dos “encarnados” e, ao que consta, foi decisivo no difícil empate conseguido frente ao Louletano, líder do campeonato.
Foi uma recuperação em tempo recorde do miúdo que, agora, necessita de ganhar ritmo para, quem sabe, voltar à baliza da equipa principal.
O jovem defendeu as redes da equipa B dos “encarnados” e, ao que consta, foi decisivo no difícil empate conseguido frente ao Louletano, líder do campeonato.
Foi uma recuperação em tempo recorde do miúdo que, agora, necessita de ganhar ritmo para, quem sabe, voltar à baliza da equipa principal.
O sistema
O FC Porto é o líder da Liga com dois pontos de vantagem sobre o Sporting e sete sobre o Benfica. A “nova” táctica parece estar a assentar e a dar frutos.
O 3-3-4 foi estreada na segunda parte do jogo da Estrela da Amadora, numa altura em que os “azuis e brancos” queriam virar um resultado.
A partir daí, o holandês Co Adriaanse manteve o sistema nos jogos seguintes, mas a equipa demorou a adaptar-se: vitórias magras, dois empates e a derrota na Luz.
Desde o clássico… três vitórias, zero golos sofridos e, mais do que isso, vitórias seguras e boas exibições.
O “tira-teimas” pode ser já na próxima quarta-feira, na meia-final da Taça de Portugal, naquele que será um aquecimento para o jogo decisivo do campeonato.
Vamos ver como é que os três defesas, os três médios (sem um claro camisa "10" e com um dos trincos a fazer de quarto defesa) e os quatro avançados (com dois alas e dois avançados-centro) se dá com Liedson e companhia.
O certo é que Pepe tem conseguido, neste novo formato, comandar a defesa de uma forma que me tem, claramente, surpreendido. McCarthy voltou aos golos, Lucho é isso mesmo e Quaresma até já nem parece tão importante.
O 3-3-4 foi estreada na segunda parte do jogo da Estrela da Amadora, numa altura em que os “azuis e brancos” queriam virar um resultado.
A partir daí, o holandês Co Adriaanse manteve o sistema nos jogos seguintes, mas a equipa demorou a adaptar-se: vitórias magras, dois empates e a derrota na Luz.
Desde o clássico… três vitórias, zero golos sofridos e, mais do que isso, vitórias seguras e boas exibições.
O “tira-teimas” pode ser já na próxima quarta-feira, na meia-final da Taça de Portugal, naquele que será um aquecimento para o jogo decisivo do campeonato.
Vamos ver como é que os três defesas, os três médios (sem um claro camisa "10" e com um dos trincos a fazer de quarto defesa) e os quatro avançados (com dois alas e dois avançados-centro) se dá com Liedson e companhia.
O certo é que Pepe tem conseguido, neste novo formato, comandar a defesa de uma forma que me tem, claramente, surpreendido. McCarthy voltou aos golos, Lucho é isso mesmo e Quaresma até já nem parece tão importante.
Duas mãos cheias
O Sporting alcançou esta noite a 10ª vitória consecutiva em jogos oficiais e este facto é de assinalar.
É obrigatório dar mérito a quem o merece e os “leões” de Paulo Bento merecem que se realce este facto.
São 10 vitórias consecutivas (oito para a Liga, duas para a Taça), cinco das quais sem sofrer golos.
Tudo começou, curiosamente, no “derby” da Luz, na partida em que a equipa de Alvalade jogava o “tudo ou nada”.
A segurança defensiva e a união do grupo são as notas de destaque deste novo Sporting que, não jogando bem, privilegia os resultados.
Paulo Bento ganhou o grupo depois de dar uns puxões de orelha, tem tido sorte em alguns jogos, poucas lesões na estrutura base e conseguido gerir bem os amarelos num plantel curto.
Vamos ver até onde se aguentam estes “leões” que têm quarta-feira uma “final”, na meia-final da Taça de Portugal, frente ao FC Porto.
É obrigatório dar mérito a quem o merece e os “leões” de Paulo Bento merecem que se realce este facto.
São 10 vitórias consecutivas (oito para a Liga, duas para a Taça), cinco das quais sem sofrer golos.
Tudo começou, curiosamente, no “derby” da Luz, na partida em que a equipa de Alvalade jogava o “tudo ou nada”.
A segurança defensiva e a união do grupo são as notas de destaque deste novo Sporting que, não jogando bem, privilegia os resultados.
Paulo Bento ganhou o grupo depois de dar uns puxões de orelha, tem tido sorte em alguns jogos, poucas lesões na estrutura base e conseguido gerir bem os amarelos num plantel curto.
Vamos ver até onde se aguentam estes “leões” que têm quarta-feira uma “final”, na meia-final da Taça de Portugal, frente ao FC Porto.
sábado, março 18, 2006
Quo Vadis Sporting?
Por uma unha, a proposta de Filipe Soares Franco não convenceu dois terços dos sócios presentes na Assembleia Geral do Sporting e a questão que se coloca é: E Agora?
O que vai fazer o presidente do clube? Confirma o que prometeu e avança para eleições antecipadas, sem se candidatar?
O que fazem os candidatos a candidatos que estavam contra a venda de património não desportivo?
Vai haver dinheiro para pagar os salários nos próximos meses?
O que se faz aos contratos com o BES?
O que vai fazer o presidente do clube? Confirma o que prometeu e avança para eleições antecipadas, sem se candidatar?
O que fazem os candidatos a candidatos que estavam contra a venda de património não desportivo?
Vai haver dinheiro para pagar os salários nos próximos meses?
O que se faz aos contratos com o BES?
quarta-feira, março 15, 2006
E depois do adeus?
O Benfica caiu esta noite na Luz para a Taça de Portugal diante do Vitória de Guimarães e reafirma a crise nos resultados internos.
Mais uma vez, foram vários os factores que justificam mais esta derrota do (ainda) campeão nacional:
- A equipa voltou a entrar mal, de forma lenta e que, só depois de ter sofrido o golo, é que verdadeiramente procurou o golo.
- Koeman demorou a ler o jogo, errou ao apostar em Mantorras, atrasou-se a colocar Robert e manteve muita gente atrás contra um Guimarães com 10.
- Continua a haver titulares em baixo de forma que jogam sem se perceber porquê mas, mais grave ainda, é que dá toda a ideia que o técnico já não manda na equipa e já não controla os jogadores.
- As lesões condicionaram a estratégia, já que a equipa, de repente, ficou sem Alcides, Léo, Petit, Simão e Miccoli.
- É verdade que a expulsão de Cléber é forçada, mas não percebo como é que Paito e Flávio Meireles ficaram em campo. Por outro lado, foi incrivel o anti-jogo vimaranense, que começou ainda no primeiro tempo.
- O guarda-redes Nilson, que já deu frangos monumentais esta época, terá feito o jogo da sua vida.
- Pelo terceiro jogo consecutivo, o Benfica foi prejudicado pela arbitragem. O golo de Dário foi irregular já que Flávio Meireles joga com o braço. Dá a sensação que quanto mais os “encarnados” se queixam, mais problemas têm.
Agora que disse adeus à Taça de Portugal, se atrasou na Liga portuguesa e vai defrontar “só” o Barcelona na Champions, a situação do futebol do Benfica, em geral, e de Koeman, em particular, é muito complicada.
Mais uma vez, foram vários os factores que justificam mais esta derrota do (ainda) campeão nacional:
- A equipa voltou a entrar mal, de forma lenta e que, só depois de ter sofrido o golo, é que verdadeiramente procurou o golo.
- Koeman demorou a ler o jogo, errou ao apostar em Mantorras, atrasou-se a colocar Robert e manteve muita gente atrás contra um Guimarães com 10.
- Continua a haver titulares em baixo de forma que jogam sem se perceber porquê mas, mais grave ainda, é que dá toda a ideia que o técnico já não manda na equipa e já não controla os jogadores.
- As lesões condicionaram a estratégia, já que a equipa, de repente, ficou sem Alcides, Léo, Petit, Simão e Miccoli.
- É verdade que a expulsão de Cléber é forçada, mas não percebo como é que Paito e Flávio Meireles ficaram em campo. Por outro lado, foi incrivel o anti-jogo vimaranense, que começou ainda no primeiro tempo.
- O guarda-redes Nilson, que já deu frangos monumentais esta época, terá feito o jogo da sua vida.
- Pelo terceiro jogo consecutivo, o Benfica foi prejudicado pela arbitragem. O golo de Dário foi irregular já que Flávio Meireles joga com o braço. Dá a sensação que quanto mais os “encarnados” se queixam, mais problemas têm.
Agora que disse adeus à Taça de Portugal, se atrasou na Liga portuguesa e vai defrontar “só” o Barcelona na Champions, a situação do futebol do Benfica, em geral, e de Koeman, em particular, é muito complicada.
O máximo risco ou a máxima incompetência
Sou daqueles que acredita que só um plantel equilibrado e com opções em todas as posições pode ganhar campeonatos e, mais do que isso, pretender manter-se na luta por várias competições.
Exemplo disso, o FC Porto de José Mourinho que conseguiu vencer primeiro a UEFA, depois a Champions, ao mesmo tempo de conquistava a Liga nacional e ainda uma Taça de Portugal.
A qualidade, competitividade e rotatividade do plantel permitiu ao técnico gerir melhor e assim tirar o máximo rendimento dos atletas.
Vem tudo isto a propósito do plantel e da temporada do Benfica.
Não consigo entender como é que uma equipa, que está a disputar três competições oficiais, e com aspirações a lutar pela vitória, se arrisca a fazer metade da época com apenas seis defesas.
Já aqui tinha deixado clara (na reabertura de portas em Janeiro) a minha oposição às dispensas no "mercado de Inverno" de João Pereira e Dos Santos. Agora, sou obrigado a lembrar esse facto, numa altura em que Alcides e Léo estão fora de combate e o próprio Luisão vai jogar saido directamente da cama com uma constipação que o impediu de defrontar a Naval.
A questão que se coloca é: Quem promoveu estas saídas? Quem as autorizou? Com que justificação? Que alternativas ficam?
Por exemplo, na partida desta noite frente ao Vitória de Guimarães para a Taça de Portugal, Koeman tem à sua disposição, apenas, quatro defesas (Nélson, Luisão, Andersson e Ricardo Rocha). Mais estranho ainda é o facto de, no banco, não haver um único jogador de características defensivas.
É nestas alturas que importa recordar aos técnicos do Benfica que está disponível uma equipa B, que tem que servir para estas situações.
Num jogo a meio da semana, o que impede alguns dos miúdos da segunda equipa dos "encarnados" de, pelo menos, irem para o banco e, eventualmente, substituirem alguns dos titulares?
Das duas uma: ou é incompetência dos técnicos - e eu não quero acreditar nisso porque foi-nos dito que Tony Bruins era especialista em jovens talentos - ou é a prova de que as camadas jovens não estão a produzir qualidade - também me custa a acreditar porque, nos últimos dois anos, conquistaram um título de juniores, foram à final de outro e subiram de divisão com os "B".
O que fará Koeman se acontecer mais uma lesão (grave) entre os defesas? Vai ter que partir para as adaptações. Aqui ficam as sugestões: Marco Ferreira (lateral direito), Marcel e Mantorras (centrais), Manduca (defesa-esquerdo).
Há coisas com que não se devia brincar...
Exemplo disso, o FC Porto de José Mourinho que conseguiu vencer primeiro a UEFA, depois a Champions, ao mesmo tempo de conquistava a Liga nacional e ainda uma Taça de Portugal.
A qualidade, competitividade e rotatividade do plantel permitiu ao técnico gerir melhor e assim tirar o máximo rendimento dos atletas.
Vem tudo isto a propósito do plantel e da temporada do Benfica.
Não consigo entender como é que uma equipa, que está a disputar três competições oficiais, e com aspirações a lutar pela vitória, se arrisca a fazer metade da época com apenas seis defesas.
Já aqui tinha deixado clara (na reabertura de portas em Janeiro) a minha oposição às dispensas no "mercado de Inverno" de João Pereira e Dos Santos. Agora, sou obrigado a lembrar esse facto, numa altura em que Alcides e Léo estão fora de combate e o próprio Luisão vai jogar saido directamente da cama com uma constipação que o impediu de defrontar a Naval.
A questão que se coloca é: Quem promoveu estas saídas? Quem as autorizou? Com que justificação? Que alternativas ficam?
Por exemplo, na partida desta noite frente ao Vitória de Guimarães para a Taça de Portugal, Koeman tem à sua disposição, apenas, quatro defesas (Nélson, Luisão, Andersson e Ricardo Rocha). Mais estranho ainda é o facto de, no banco, não haver um único jogador de características defensivas.
É nestas alturas que importa recordar aos técnicos do Benfica que está disponível uma equipa B, que tem que servir para estas situações.
Num jogo a meio da semana, o que impede alguns dos miúdos da segunda equipa dos "encarnados" de, pelo menos, irem para o banco e, eventualmente, substituirem alguns dos titulares?
Das duas uma: ou é incompetência dos técnicos - e eu não quero acreditar nisso porque foi-nos dito que Tony Bruins era especialista em jovens talentos - ou é a prova de que as camadas jovens não estão a produzir qualidade - também me custa a acreditar porque, nos últimos dois anos, conquistaram um título de juniores, foram à final de outro e subiram de divisão com os "B".
O que fará Koeman se acontecer mais uma lesão (grave) entre os defesas? Vai ter que partir para as adaptações. Aqui ficam as sugestões: Marco Ferreira (lateral direito), Marcel e Mantorras (centrais), Manduca (defesa-esquerdo).
Há coisas com que não se devia brincar...
segunda-feira, março 13, 2006
Ressaca
O Benfica voltou a empatar frente à Naval (*) e terá dito adeus à revalidação do título.
No regresso às competições internas, depois da noite épica de Anfield Road, os “encarnados” entraram mal, mas, mesmo assim, criaram situações de perigo suficientes para ganhar o jogo tranquilamente.
Um misto de azar, ineficácia ofensiva e intervenção “exterior” explicam este resultado, numa partida em que a equipa de Koeman fez 22 remates à baliza, sem conseguir marcar uma única vez.
Não há palavras para descrever os falhanços de Andersson e Marcel, já na parte final do jogo…
Este é o terceiro jogo de ressaca das competições europeias que corre mal ao campeão nacional com mais um empate (seis pontos deitados à rua só nestas situações).
Agora, a oito jogos do fim do campeonato e no meio de um furacão de 11 jogos no espaço de um mês, o Benfica muito dificilmente recuperará os sete pontos que tem em atraso.
PS: Pior que o resultado, só mesmo as lesões de Alcides e Léo. Só espero que não sejam graves.
(*) Como é que uma equipa como a Naval do fundo da tabela rouba quatro pontos ao Benfica?
No regresso às competições internas, depois da noite épica de Anfield Road, os “encarnados” entraram mal, mas, mesmo assim, criaram situações de perigo suficientes para ganhar o jogo tranquilamente.
Um misto de azar, ineficácia ofensiva e intervenção “exterior” explicam este resultado, numa partida em que a equipa de Koeman fez 22 remates à baliza, sem conseguir marcar uma única vez.
Não há palavras para descrever os falhanços de Andersson e Marcel, já na parte final do jogo…
Este é o terceiro jogo de ressaca das competições europeias que corre mal ao campeão nacional com mais um empate (seis pontos deitados à rua só nestas situações).
Agora, a oito jogos do fim do campeonato e no meio de um furacão de 11 jogos no espaço de um mês, o Benfica muito dificilmente recuperará os sete pontos que tem em atraso.
PS: Pior que o resultado, só mesmo as lesões de Alcides e Léo. Só espero que não sejam graves.
(*) Como é que uma equipa como a Naval do fundo da tabela rouba quatro pontos ao Benfica?
sábado, março 11, 2006
“Fora de jogo” (3)
As discussões ciclicas entre dirigentes do futebol português são demonstrativas que o nosso futebol tem, ainda, pormenores do terceiro mundo.
A facilidade com que se fazem acordos, alianças, manifestos é a mesma com que se desfazem. O meu “amigo” de hoje, é o meu inimigo de amanhã... e vai rodando, consoante as conviniências de uns e outros.
Vem tudo isto a propósito da última polémica: a que coloca frente a frente Filipe Soares Franco e Luís Filipe Vieira.
Foi o presidente do Sporting que “abriu as hostilidades” ao servir-se do exemplo do Benfica para dizer: “o nosso passivo é grande, mas o deles é maior”.
Não sei se as contas dos clubes estão certas (alegadamente ambas são auditadas), mas parece-me uma criancice este tipo de conversa: “o meu pai é melhor que o teu, ‘tá bem, mas o meu é maior”.
Ora, a esta criancice de Soares Franco (que quer justificar os erros de gestão com o injustificável - o Benfica é maior, gera mais receitas, consegue ir pagando aos bancos), deveria Vieira ter ficado calado, mas infelizmente não resistiu e foi ressuscitar o “caso Nacional”, que não faz o mínimo sentido.
A facilidade com que se fazem acordos, alianças, manifestos é a mesma com que se desfazem. O meu “amigo” de hoje, é o meu inimigo de amanhã... e vai rodando, consoante as conviniências de uns e outros.
Vem tudo isto a propósito da última polémica: a que coloca frente a frente Filipe Soares Franco e Luís Filipe Vieira.
Foi o presidente do Sporting que “abriu as hostilidades” ao servir-se do exemplo do Benfica para dizer: “o nosso passivo é grande, mas o deles é maior”.
Não sei se as contas dos clubes estão certas (alegadamente ambas são auditadas), mas parece-me uma criancice este tipo de conversa: “o meu pai é melhor que o teu, ‘tá bem, mas o meu é maior”.
Ora, a esta criancice de Soares Franco (que quer justificar os erros de gestão com o injustificável - o Benfica é maior, gera mais receitas, consegue ir pagando aos bancos), deveria Vieira ter ficado calado, mas infelizmente não resistiu e foi ressuscitar o “caso Nacional”, que não faz o mínimo sentido.
(Quase) Impossível
Foi o Barcelona que calhou em “sorte” ao Benfica no sorteio da Liga dos Campeões.
Antes das “bolinhas”, tinha três prognósticos de nível diferente:
- o “fácil”: Villarreal (especialmente porque temos umas contas a ajustar, mas que tinha o problema de tornar os “encarnados” como favoritos e isso parecia-me contraproducente face à forma como a equipa joga).
- o “difícil”: Arsenal (porque é inglês e, já agora, completava-se a “triologia”, com uma defesa frágil, mas que tinha um enorme problema chamado Thierry Henry).
- o “impossível”: Barcelona (a melhor equipa do mundo que, em princípio, só seria “útil” para a receita e para o campeão nacional jogar a “sua” final antecipada).
Calhou mesmo a equipa da Catalunha e apetece perguntar: E agora? Há alguma hipótese?
Vamos a factos concretos e objectivos: o Barça lidera, tranquilo, o campeonato espanhol; o Barça “despachou” a primeira fase da “champions” com cinco vitórias e um empate (fora); o Barça tem um “goal-average” de 16-2, nestes seis jogos; o Barça eliminou o Chelsea, “sem espinhas”.
Como se isto não bastasse: os “blau-grana” têm “só” o melhor jogador do mundo e o melhor jogador africano, isto, claro, para além de um tremendo lote de internacionais: brasileiros, argentinos, franceses, holandeses, suecos, portugueses e, até, espanhóis.
A equipa de Rijkaard joga habitualmente em 4-3-3
Valdés
Belletti (Oleguer), Puyol, Marquez, Gio
Edmilson, Thiago Motta (Van Bommel), Deco
Messi, Etoo, Ronaldinho
Duas notas: falta aqui Xavi (que está e estará no “estaleiro” e é necessário descontar Puyol (castigado) e Messi (lesionado) do jogo da primeira mão.
Face a este cartão de visita e potencial, o que tem o Benfica a perder? Nada ou muito pouco.
O campeão nacional, de regresso à “alta roda”, depois de vários anos de ausência – é necessário ser realista e pôr os pés no chão -, já cumpriu mais do que a sua “obrigação” (não podemos esquecer-nos que os “encarnados” partiram do quarto pote e, entretanto, já eliminaram Manchester United e o Liverpool), por isso, este jogo é já uma espécie de bónus.
Para além das vitórias históricas, o Benfica já fez também 15 milhões de euros com esta campanha e isso não pode, obviamente, ser negligenciado.
Agora, tudo o que vier, é lucro: se perder, não perde nada, se ganhar, pára o país e espanta o mundo futebolístico.
O milagre pode voltar a acontecer. É “só” preciso sorte, concentração máxima, entrega total, segurança defensiva, meio-campo activo e um ataque matreiro e mortífero.
Para além disto, basta só anular algumas pedras do adversário.
Como se percebe, não estou a pedir nada de especial. Não é impossível, só “quase”.
Atenção, ninguém ganha um jogo antes do tempo... e sonhar ainda não paga imposto.
Dia 28, vai ser bonita a festa, pá. Era tão bonito repetir a vitória da final de 1961.
Antes das “bolinhas”, tinha três prognósticos de nível diferente:
- o “fácil”: Villarreal (especialmente porque temos umas contas a ajustar, mas que tinha o problema de tornar os “encarnados” como favoritos e isso parecia-me contraproducente face à forma como a equipa joga).
- o “difícil”: Arsenal (porque é inglês e, já agora, completava-se a “triologia”, com uma defesa frágil, mas que tinha um enorme problema chamado Thierry Henry).
- o “impossível”: Barcelona (a melhor equipa do mundo que, em princípio, só seria “útil” para a receita e para o campeão nacional jogar a “sua” final antecipada).
Calhou mesmo a equipa da Catalunha e apetece perguntar: E agora? Há alguma hipótese?
Vamos a factos concretos e objectivos: o Barça lidera, tranquilo, o campeonato espanhol; o Barça “despachou” a primeira fase da “champions” com cinco vitórias e um empate (fora); o Barça tem um “goal-average” de 16-2, nestes seis jogos; o Barça eliminou o Chelsea, “sem espinhas”.
Como se isto não bastasse: os “blau-grana” têm “só” o melhor jogador do mundo e o melhor jogador africano, isto, claro, para além de um tremendo lote de internacionais: brasileiros, argentinos, franceses, holandeses, suecos, portugueses e, até, espanhóis.
A equipa de Rijkaard joga habitualmente em 4-3-3
Valdés
Belletti (Oleguer), Puyol, Marquez, Gio
Edmilson, Thiago Motta (Van Bommel), Deco
Messi, Etoo, Ronaldinho
Duas notas: falta aqui Xavi (que está e estará no “estaleiro” e é necessário descontar Puyol (castigado) e Messi (lesionado) do jogo da primeira mão.
Face a este cartão de visita e potencial, o que tem o Benfica a perder? Nada ou muito pouco.
O campeão nacional, de regresso à “alta roda”, depois de vários anos de ausência – é necessário ser realista e pôr os pés no chão -, já cumpriu mais do que a sua “obrigação” (não podemos esquecer-nos que os “encarnados” partiram do quarto pote e, entretanto, já eliminaram Manchester United e o Liverpool), por isso, este jogo é já uma espécie de bónus.
Para além das vitórias históricas, o Benfica já fez também 15 milhões de euros com esta campanha e isso não pode, obviamente, ser negligenciado.
Agora, tudo o que vier, é lucro: se perder, não perde nada, se ganhar, pára o país e espanta o mundo futebolístico.
O milagre pode voltar a acontecer. É “só” preciso sorte, concentração máxima, entrega total, segurança defensiva, meio-campo activo e um ataque matreiro e mortífero.
Para além disto, basta só anular algumas pedras do adversário.
Como se percebe, não estou a pedir nada de especial. Não é impossível, só “quase”.
Atenção, ninguém ganha um jogo antes do tempo... e sonhar ainda não paga imposto.
Dia 28, vai ser bonita a festa, pá. Era tão bonito repetir a vitória da final de 1961.
quarta-feira, março 08, 2006
Quem veio... morreu
Confirmou-se o prognóstico do presidente do Benfica após a eliminação do Manchester United: o adversário seguinte dos "encarnados" caiu aos pés do campeão português e o adversário era só o Campeão Europeu.
O Benfica fez um jogo fantástico, concentrado, tranquilo, com poucos erros defensivos e com a dose de sorte, que é sempre necessária nestas partidas.
É verdade que o Liverpool teve mais posse de bola, mais ataque, mais remates, mas a equipa da Luz nunca perdeu a cabeça e marcou em momentos decisivos.
Mesmo sem Petit (Beto terá feito o seu melhor jogo), a equipa esteve coesa e até podia, ofensivamente, ter conseguido melhor.
Na equipa. destaque para Andersson e Léo, na defesa, Manuel Fernandes, no meio-campo, Geovanni e Simão, na frente.
Decisivas ainda as entradas de Karagounis, Ricardo Rocha e Miccoli, o que quer dizer que Ronald Koeman esteve bem no banco.
No regresso à Europa, o Benfica está de parabéns porque venceu e venceu bem, com dois golos fabulosos.
Agora, venha quem vier, já não há nada a perder e o sonho continua...
PS: Entretanto, "matámos o borrego": marcámos, ganhámos e eliminámos o Liverpool.
O Benfica fez um jogo fantástico, concentrado, tranquilo, com poucos erros defensivos e com a dose de sorte, que é sempre necessária nestas partidas.
É verdade que o Liverpool teve mais posse de bola, mais ataque, mais remates, mas a equipa da Luz nunca perdeu a cabeça e marcou em momentos decisivos.
Mesmo sem Petit (Beto terá feito o seu melhor jogo), a equipa esteve coesa e até podia, ofensivamente, ter conseguido melhor.
Na equipa. destaque para Andersson e Léo, na defesa, Manuel Fernandes, no meio-campo, Geovanni e Simão, na frente.
Decisivas ainda as entradas de Karagounis, Ricardo Rocha e Miccoli, o que quer dizer que Ronald Koeman esteve bem no banco.
No regresso à Europa, o Benfica está de parabéns porque venceu e venceu bem, com dois golos fabulosos.
Agora, venha quem vier, já não há nada a perder e o sonho continua...
PS: Entretanto, "matámos o borrego": marcámos, ganhámos e eliminámos o Liverpool.
Sem medo... e com cabecinha
O Benfica defronta, daqui a pouco, o Liverpool na segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Vai ser preciso sofrer, mas tudo pode acontecer.
A lesão de última hora de Petit é uma péssima notícia para o grupo e vai fazer muita falta à equipa e não vai ser verdadeiramente colmatada por ninguém.
Sem o senhor Teixeira, parece que vai jogar Nuno Gomes nas costas de Geovanni na frente, com Beto no “lugar” de Petit.
Para lá disso, Moretto vai continuar na baliza.
Na defesa vai jogar o quarteto dos últimos jogos (Alcides, Luisão, Andersson e Leo) e, seguramente, os quatro internacionais brasileiros vão ter muito trabalho contra o temível ataque aéreo inglês (com Crouch e Morientes).
No meio campo, dois trincos (com Manuel Fernandes a tentar fazer a Gerrard o que fez a Lucho) e dois extremos (Robert e Simão) para aproveitar as lacunas das laterais do Liverpool.
No ataque, como já disso, Nuno Gomes vai jogar nas costas de Geovanni.
Resumindo, vai ser preciso aguentar a pressão do público, o “pressing” da primeira meia-hora dos “red devils”, mas, ao mesmo tempo, nunca perder a cabeça, saber controlar a bola, pôr a bola no chão, contra-atacar sempre que for possível e tentar o golo.
O Benfica tem um golo de vantagem, tem que saber sofrer e continuar a acreditar.
Por outro lado, se acontecer a derrota na eliminatória, os “encarnados” não perdem nada, a experiência e o favoritismo são do Campeão Europeu e o Benfica já cumpriu a sua obrigação, neste ano de regresso.
Nota final para três jogadores que vão ser titulares: Moretto, Beto e Simão.
Moretto tem tremido mas, hoje, em Anfield, o guarda-redes pode começar por justificar a contratação com uma exibição tranquila, segura, num dia de muito trabalho “à Setúbal”.
Beto tem sido assobiado por ter um tipo de jogo que não agrada aos adeptos, mas, hoje, se aguentar a pressão, pode ser fundamental, especialmente depois da lesão de Petit. É mais um que pode hoje justificar porque foi contratado.
Simão anda há meses “desaparecido”. Esperemos que volte hoje a ser decisivo, como já foi tantas vezes.
Entretanto, a equipa da Luz já facturou 10 milhões de euros e, só o jogo de hoje, vale mais cinco milhões.
Et pluribus unum...
A lesão de última hora de Petit é uma péssima notícia para o grupo e vai fazer muita falta à equipa e não vai ser verdadeiramente colmatada por ninguém.
Sem o senhor Teixeira, parece que vai jogar Nuno Gomes nas costas de Geovanni na frente, com Beto no “lugar” de Petit.
Para lá disso, Moretto vai continuar na baliza.
Na defesa vai jogar o quarteto dos últimos jogos (Alcides, Luisão, Andersson e Leo) e, seguramente, os quatro internacionais brasileiros vão ter muito trabalho contra o temível ataque aéreo inglês (com Crouch e Morientes).
No meio campo, dois trincos (com Manuel Fernandes a tentar fazer a Gerrard o que fez a Lucho) e dois extremos (Robert e Simão) para aproveitar as lacunas das laterais do Liverpool.
No ataque, como já disso, Nuno Gomes vai jogar nas costas de Geovanni.
Resumindo, vai ser preciso aguentar a pressão do público, o “pressing” da primeira meia-hora dos “red devils”, mas, ao mesmo tempo, nunca perder a cabeça, saber controlar a bola, pôr a bola no chão, contra-atacar sempre que for possível e tentar o golo.
O Benfica tem um golo de vantagem, tem que saber sofrer e continuar a acreditar.
Por outro lado, se acontecer a derrota na eliminatória, os “encarnados” não perdem nada, a experiência e o favoritismo são do Campeão Europeu e o Benfica já cumpriu a sua obrigação, neste ano de regresso.
Nota final para três jogadores que vão ser titulares: Moretto, Beto e Simão.
Moretto tem tremido mas, hoje, em Anfield, o guarda-redes pode começar por justificar a contratação com uma exibição tranquila, segura, num dia de muito trabalho “à Setúbal”.
Beto tem sido assobiado por ter um tipo de jogo que não agrada aos adeptos, mas, hoje, se aguentar a pressão, pode ser fundamental, especialmente depois da lesão de Petit. É mais um que pode hoje justificar porque foi contratado.
Simão anda há meses “desaparecido”. Esperemos que volte hoje a ser decisivo, como já foi tantas vezes.
Entretanto, a equipa da Luz já facturou 10 milhões de euros e, só o jogo de hoje, vale mais cinco milhões.
Et pluribus unum...
A baixa e a escolha
Jorge Andrade lesionou-se com gravidade e vai ficar fora do próximo Mundial de futebol.
É uma baixa de peso para a selecção nacional – não podemos esquecer-nos que estamos a falar de um titular indiscutível dos últimos anos – e uma infelicidade para o atleta, que vai perder este grande palco.
Agora, é caso para perguntar: O que vai fazer o senhor Scolari para colmatar a ausência do jogador do Depor?
Seguramente, seja quem for o escolhido do técnico brasileiro, vai ser uma surpresa para todos.
Infelizmente, em nenhum dos vários jogos particulares e oficiais, foram testadas alternativas. Nunca se saiu do “catálogo” habitual e, agora, que é necessário ir à procura de um novo “cromo”, podemos não saber onde o ir buscar.
Luiz Felipe Scolari vai ter que descobrir um defesa-central para fazer companhia a Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Caneira.
Como não sei se ele tem visto jogos suficientes ou se conhece outros jogadores para além daqueles que convoca, vou dar-lhe várias opções:
- Ricardo Rocha ou Ricardo Costa (dois jogadores dos “grandes” que, em tempos, chegaram à selecção nacional, mas que não são titulares indiscutíveis nas suas equipas – não que isso seja impeditivo nos critérios do treinador).
- Nunes e José António (dois centrais titulares no estrangeiro, mas que nunca foram chamados e nunca devem ter sido vistos pela equipa técnica).
- Beto (esteve no Euro 2004, mas, entretanto, perdeu influência no Sporting, foi para Bordéus, onde não é primeira opção) e Litos (que também chegou a ser chamado e foi sempre um nome para reforçar os grandes).
- José Castro (titular da Académica, grande futuro, mas que deve estar limitado por ter o Europeu de Esperanças antes do Mundial).
- “Last but not least” aquele que seria, em princípio, a minha primeira escolha: Tonel. É titular do Sporting, tem experiência de outras equipas, está em forma, é rápido...
Espero que ajude...
PS: Esperemos é que não haja mais baixas.
É uma baixa de peso para a selecção nacional – não podemos esquecer-nos que estamos a falar de um titular indiscutível dos últimos anos – e uma infelicidade para o atleta, que vai perder este grande palco.
Agora, é caso para perguntar: O que vai fazer o senhor Scolari para colmatar a ausência do jogador do Depor?
Seguramente, seja quem for o escolhido do técnico brasileiro, vai ser uma surpresa para todos.
Infelizmente, em nenhum dos vários jogos particulares e oficiais, foram testadas alternativas. Nunca se saiu do “catálogo” habitual e, agora, que é necessário ir à procura de um novo “cromo”, podemos não saber onde o ir buscar.
Luiz Felipe Scolari vai ter que descobrir um defesa-central para fazer companhia a Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Caneira.
Como não sei se ele tem visto jogos suficientes ou se conhece outros jogadores para além daqueles que convoca, vou dar-lhe várias opções:
- Ricardo Rocha ou Ricardo Costa (dois jogadores dos “grandes” que, em tempos, chegaram à selecção nacional, mas que não são titulares indiscutíveis nas suas equipas – não que isso seja impeditivo nos critérios do treinador).
- Nunes e José António (dois centrais titulares no estrangeiro, mas que nunca foram chamados e nunca devem ter sido vistos pela equipa técnica).
- Beto (esteve no Euro 2004, mas, entretanto, perdeu influência no Sporting, foi para Bordéus, onde não é primeira opção) e Litos (que também chegou a ser chamado e foi sempre um nome para reforçar os grandes).
- José Castro (titular da Académica, grande futuro, mas que deve estar limitado por ter o Europeu de Esperanças antes do Mundial).
- “Last but not least” aquele que seria, em princípio, a minha primeira escolha: Tonel. É titular do Sporting, tem experiência de outras equipas, está em forma, é rápido...
Espero que ajude...
PS: Esperemos é que não haja mais baixas.
segunda-feira, março 06, 2006
O sincero ou o ingénuo
Ronald Koeman admitiu, antes da última partida, que Mantorras vai ter dificuldades em voltar a jogar pelo Benfica e que, talvez, fosse melhor para o atleta ser emprestado no final da época.
Esta declaração do técnico holandês tem tanto de verdadeira como de despropositada. Vamos por partes:
Koeman preferiu ser sincero, a dar uma resposta politicamente correcta e isso caiu mal em alguns sectores.
É verdade que Mantorras, em condições normais, é a última opção para o ataque “encarnado” depois de Nuno Gomes, Miccoli, Geovanni e Marcel. Como se percebe, se não houver lesões, o avançado angolano terá poucas hipóteses de jogar.
Convém não esquecer ainda que, para além da concorrência dentro das “quatro linhas”, Mantorras tem outro grande adversário (o maior): o joelho.
A grave lesão e a incúria dos médicos (também do Benfica), que o afastaram dos relvados durante dois anos, destruiram (sem aspas) a carreira do “9”.
Mantorras dificilmente fará 90 minutos e ainda mais dificilmente uma época com 50 jogos oficiais.
Será que um clube como o Benfica se pode dar ao luxo de conservar um activo que joga meia-hora de tempos a tempos?
É duvidoso... a não ser que seja por uma espécie de “sentimento de culpa”.
É aqui que entra o “puxão de orelhas” que o presidente do clube deu ao técnico holandês. Algo do género: “Koeman precipitou-se, Mantorras faz parte do plantel, qualquer assunto deve ser discutido internamente, nada está decidido”.
Em tese, nada a obstar a esta declaração de Luís Filipe Vieira, que, como se percebe, acaba por não contrariar em nada a teoria do treinador.
No entanto, Koeman escolheu mal a altura para falar sobre isso, especialmente por duas razões: primeiro porque o mercado futebolístico acabou de fechar e depois porque, faltando ainda três meses para o final da época, é bem possível que Mantorras venha mesmo a ser necessário.
Como vão reagir jogador e técnico se chegarmos a uma situação desse tipo?
“Last but not least”: Koeman “esqueceu-se” que não tem os sócios e adeptos conquistados e, por isso, deveria ter mais cuidado em atingir um dos “meninos queridos” do “terceiro anel”.
Apesar de ter vindo de lesão, Mantorras foi decisivo em várias partidas da época passada, em jogos que acabaram por “carimbar” o título há 11 anos procurado. Os benfiquistas não esquecem isso...
Resumindo, compreendo as duas partes: acho que Mantorras não tem (infelizmente) condições para jogar no Benfica ao mais alto nível e, por isso, deveria ser emprestado e apoiado pelo clube; no entanto, também percebo o presidente. Esta não é a altura para falar nisto.
Enfim, uma questão de “timming”.
Esta declaração do técnico holandês tem tanto de verdadeira como de despropositada. Vamos por partes:
Koeman preferiu ser sincero, a dar uma resposta politicamente correcta e isso caiu mal em alguns sectores.
É verdade que Mantorras, em condições normais, é a última opção para o ataque “encarnado” depois de Nuno Gomes, Miccoli, Geovanni e Marcel. Como se percebe, se não houver lesões, o avançado angolano terá poucas hipóteses de jogar.
Convém não esquecer ainda que, para além da concorrência dentro das “quatro linhas”, Mantorras tem outro grande adversário (o maior): o joelho.
A grave lesão e a incúria dos médicos (também do Benfica), que o afastaram dos relvados durante dois anos, destruiram (sem aspas) a carreira do “9”.
Mantorras dificilmente fará 90 minutos e ainda mais dificilmente uma época com 50 jogos oficiais.
Será que um clube como o Benfica se pode dar ao luxo de conservar um activo que joga meia-hora de tempos a tempos?
É duvidoso... a não ser que seja por uma espécie de “sentimento de culpa”.
É aqui que entra o “puxão de orelhas” que o presidente do clube deu ao técnico holandês. Algo do género: “Koeman precipitou-se, Mantorras faz parte do plantel, qualquer assunto deve ser discutido internamente, nada está decidido”.
Em tese, nada a obstar a esta declaração de Luís Filipe Vieira, que, como se percebe, acaba por não contrariar em nada a teoria do treinador.
No entanto, Koeman escolheu mal a altura para falar sobre isso, especialmente por duas razões: primeiro porque o mercado futebolístico acabou de fechar e depois porque, faltando ainda três meses para o final da época, é bem possível que Mantorras venha mesmo a ser necessário.
Como vão reagir jogador e técnico se chegarmos a uma situação desse tipo?
“Last but not least”: Koeman “esqueceu-se” que não tem os sócios e adeptos conquistados e, por isso, deveria ter mais cuidado em atingir um dos “meninos queridos” do “terceiro anel”.
Apesar de ter vindo de lesão, Mantorras foi decisivo em várias partidas da época passada, em jogos que acabaram por “carimbar” o título há 11 anos procurado. Os benfiquistas não esquecem isso...
Resumindo, compreendo as duas partes: acho que Mantorras não tem (infelizmente) condições para jogar no Benfica ao mais alto nível e, por isso, deveria ser emprestado e apoiado pelo clube; no entanto, também percebo o presidente. Esta não é a altura para falar nisto.
Enfim, uma questão de “timming”.
quinta-feira, março 02, 2006
"Fora de jogo" (2)
É mais um sério aviso para quem anda distraido ou quer "tapar o sol com uma peneira": o caso "Apito Dourado" é só a ponta de um iceberg - é Maria José Morgado quem o admite em declarações à RR.
Diz a Procuradora Geral Adjunta que casos como estas "são realidades patológicas do mundo do futebol e que têm de ser combatidas permanentemente, sob pena de não termos verdade desportiva, embora o fenómeno seja muito mais vasto do que isso".
"Isto exige uma máquina judiciária e um aparelho de investigação, que no nosso caso ainda não está preparado. Mas o pior de tudo nessas situações é a impunidade. Nunca se investiga tudo, agora pior do que isso é não se fazer nada".
Maria José Morgado acrescenta que falta organização e eficácia ao Ministério Público e que "a criação de um mega processo como o Apito Dourado é sempre muito morosa e de eficácia duvidosa".
Disse, 'tá dito. Quem sabe, sabe...
Diz a Procuradora Geral Adjunta que casos como estas "são realidades patológicas do mundo do futebol e que têm de ser combatidas permanentemente, sob pena de não termos verdade desportiva, embora o fenómeno seja muito mais vasto do que isso".
"Isto exige uma máquina judiciária e um aparelho de investigação, que no nosso caso ainda não está preparado. Mas o pior de tudo nessas situações é a impunidade. Nunca se investiga tudo, agora pior do que isso é não se fazer nada".
Maria José Morgado acrescenta que falta organização e eficácia ao Ministério Público e que "a criação de um mega processo como o Apito Dourado é sempre muito morosa e de eficácia duvidosa".
Disse, 'tá dito. Quem sabe, sabe...
quarta-feira, março 01, 2006
Catálogo
Luiz Felipe Scolari disse esta terça-feira que Portugal tem poucas opções para algumas posições.
Até sou capaz de concordar com ele, até porque, obviamente, Portugal não é o Brasil, mas seguramente que lhe encontro um bom lote de jogadores que o seleccionador nunca convocou.
Antes disso, gostaria só de dizer que até percebo aquela ideia do treinador de querer transformar o “grupo de seleccionáveis” numa espécie de “clube”, com um lote de “convocáveis”.
Reparem que escrevi “percebo”, não escrevi “concordo” porque, apesar da ideia de Scolari ser potenciadora do “espírito de grupo” e do “entrosamento”, não dá margem de manobra… “não permite” lesões, subidas e descidas de forma, aparições súbitas…
Ora, posto isto, vamos então lá ajudar o senhor Scolari.
De um lado, o “11” (chapa 5) do técnico brasileiro, do outro, as opções “nunca convocáveis” (jogadores habitualmente titulares nas suas equipas e que nunca foram chamados por esta equipa técnica).
Ricardo – Pedro Roma (Académica)
Miguel – Abel (Sporting)
Ricardo Carvalho – Nunes (Maiorca)
Jorge Andrade – Tonel (Sporting)
Nuno Valente – Miguelito (Nacional)
Costinha – Lucas (Boavista)
Maniche – Pedro Mendes (Porthmouth)
Deco – Carlos Martins (Sporting)
Figo – José Manuel (Boavista)
Pauleta – João Tomás (Sp Braga)
Cristiano Ronaldo – Duda (Málaga)
É uma escolha para a mesma táctica e ainda deixa bons jogadores de fora. Não é muito difícil encontrar uma equipa 100% alternativa (sem sequer ir aos sub-21 ou às apostas intermitentes)... basta ver jogos.
Era bom que o senhor Scolari deixa-se de convocar por catálogo.
PS: Admito que algumas destas opções possam ser polémicas ou estranhas mas, para mim, mais estranho é convocar jogadores que não jogam ou jogadores que não se vê jogar.
Até sou capaz de concordar com ele, até porque, obviamente, Portugal não é o Brasil, mas seguramente que lhe encontro um bom lote de jogadores que o seleccionador nunca convocou.
Antes disso, gostaria só de dizer que até percebo aquela ideia do treinador de querer transformar o “grupo de seleccionáveis” numa espécie de “clube”, com um lote de “convocáveis”.
Reparem que escrevi “percebo”, não escrevi “concordo” porque, apesar da ideia de Scolari ser potenciadora do “espírito de grupo” e do “entrosamento”, não dá margem de manobra… “não permite” lesões, subidas e descidas de forma, aparições súbitas…
Ora, posto isto, vamos então lá ajudar o senhor Scolari.
De um lado, o “11” (chapa 5) do técnico brasileiro, do outro, as opções “nunca convocáveis” (jogadores habitualmente titulares nas suas equipas e que nunca foram chamados por esta equipa técnica).
Ricardo – Pedro Roma (Académica)
Miguel – Abel (Sporting)
Ricardo Carvalho – Nunes (Maiorca)
Jorge Andrade – Tonel (Sporting)
Nuno Valente – Miguelito (Nacional)
Costinha – Lucas (Boavista)
Maniche – Pedro Mendes (Porthmouth)
Deco – Carlos Martins (Sporting)
Figo – José Manuel (Boavista)
Pauleta – João Tomás (Sp Braga)
Cristiano Ronaldo – Duda (Málaga)
É uma escolha para a mesma táctica e ainda deixa bons jogadores de fora. Não é muito difícil encontrar uma equipa 100% alternativa (sem sequer ir aos sub-21 ou às apostas intermitentes)... basta ver jogos.
Era bom que o senhor Scolari deixa-se de convocar por catálogo.
PS: Admito que algumas destas opções possam ser polémicas ou estranhas mas, para mim, mais estranho é convocar jogadores que não jogam ou jogadores que não se vê jogar.
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
A Luz continua acesa
O Benfica ganhou (bem) ao FC Porto e voltou a entrar na luta pelo título. Falta perceber se ainda vão a tempo.
A outra dúvida é saber se os “encarnados” vão continuar motivados, também nos “pequenos jogos” (é que é nesses que se perdem ou ganham campeonatos).
Faltam 10 jogos, 30 pontos, e o atraso dos campeões nacionais para os “dragões” é, agora, de cinco pontos. Pelo meio ainda há Sporting e talvez Sporting de Braga.
Na partida de hoje, sem ter sido uma grande partida (longe disso), venceu quem jogou para ganhar.
Esta noite na Luz, se existiam dúvidas, ficou provado que jogar ao ataque não é o mesmo que ter muitos avançados.
O teórico “3-3-4” de Co Adriaanse (com Paulo Assunção a jogar a defesa central até depois do golo do Benfica) não criou oportunidades de golo (lembrou-me de duas – Lisandro e McCarthy – já em tempo de descontos).
É verdade que o Benfica não criou muito mais, mas pelo menos uma de Nuno Gomes, ainda no primeiro tempo, e outra de Manuel Fernandes (no segundo) podiam ter sentenciado a partida, isto, claro, já para não falar do “penalty” que ficou por marcar por falta de Lucho sobre Petit.
Laurent Robert tinha garantido a um jornal que ia começar a apontar as faltas do Benfica, mas Vítor Baia não deve ter lido e deu uma ajudinha. Ficou provado porque Adriaanse prefere Helton na baliza.
Na equipa da Luz voltou a ser irrepreensível a exibição de toda a defesa (Luisão e Leo gigantes) e é visível a melhoria de Manuel Fernandes ao lado de Petit.
Continua desaparecido o “capitão” Simão e Robert só com a bola no pé. Isso tem dificultado as saídas para o ataque.
Do lado do FC Porto destaque, especialmente, para Pepe e Quaresma.
Quanto aos treinadores, “sem saber ler nem escrever”, continua a goleada de Koeman a Adriaanse (8 vitórias/dois empates).
O Sporting, que estava à espreita, deve ter gostado (e muito) deste resultado, mas não pode dar nas vistas…
A outra dúvida é saber se os “encarnados” vão continuar motivados, também nos “pequenos jogos” (é que é nesses que se perdem ou ganham campeonatos).
Faltam 10 jogos, 30 pontos, e o atraso dos campeões nacionais para os “dragões” é, agora, de cinco pontos. Pelo meio ainda há Sporting e talvez Sporting de Braga.
Na partida de hoje, sem ter sido uma grande partida (longe disso), venceu quem jogou para ganhar.
Esta noite na Luz, se existiam dúvidas, ficou provado que jogar ao ataque não é o mesmo que ter muitos avançados.
O teórico “3-3-4” de Co Adriaanse (com Paulo Assunção a jogar a defesa central até depois do golo do Benfica) não criou oportunidades de golo (lembrou-me de duas – Lisandro e McCarthy – já em tempo de descontos).
É verdade que o Benfica não criou muito mais, mas pelo menos uma de Nuno Gomes, ainda no primeiro tempo, e outra de Manuel Fernandes (no segundo) podiam ter sentenciado a partida, isto, claro, já para não falar do “penalty” que ficou por marcar por falta de Lucho sobre Petit.
Laurent Robert tinha garantido a um jornal que ia começar a apontar as faltas do Benfica, mas Vítor Baia não deve ter lido e deu uma ajudinha. Ficou provado porque Adriaanse prefere Helton na baliza.
Na equipa da Luz voltou a ser irrepreensível a exibição de toda a defesa (Luisão e Leo gigantes) e é visível a melhoria de Manuel Fernandes ao lado de Petit.
Continua desaparecido o “capitão” Simão e Robert só com a bola no pé. Isso tem dificultado as saídas para o ataque.
Do lado do FC Porto destaque, especialmente, para Pepe e Quaresma.
Quanto aos treinadores, “sem saber ler nem escrever”, continua a goleada de Koeman a Adriaanse (8 vitórias/dois empates).
O Sporting, que estava à espreita, deve ter gostado (e muito) deste resultado, mas não pode dar nas vistas…
domingo, fevereiro 26, 2006
Tripla
Esta noite o Benfica tem a última hipótese de continuar a lutar pela reconquista do campeonato. Já o FC Porto pode manter o Sporting a cinco pontos.
Os campeões nacionais regressam à Liga portuguesa e a pôr os pés no chão, depois de mais uma vitória na Champions, mas a pressão não diminui porque não há volta a dar-lhe: ou os “encarnados” ganham ou ficam “despachados” à 24ª jornada.
Vai ser mais um encontro entre Koeman e Adriaanse e, se se confirmarem as perspectivas, vai ser um jogo rico tacticamente.
Os “dragões” têm jogado nas últimas partidas numa espécie de 3-3-4 (três defesas/um central/dois trincos, um médio mais ofensivo, dois alas e dois pontas de lança).
Já o Benfica não tem fugido do 4-2-3-1 (com dois trincos e Nuno Gomes atrás do avançado centro, à excepção do jogo frente ao Liverpool em que apareceu com Beto também a “trancar” o meio-campo.
Posto isto, fica a dúvida: será que Co Adriaanse vai manter a mesma táctica? Será que Koeman vai repetir a equipa da Liga dos Campeões?
Eu cá, respondo “não” às duas perguntas.
Assim sendo, aposto (e é mesmo uma aposta) que o FC Porto vai jogar, de início, em 4-3-3:
Vítor Baia
Bosingwa, Pepe, Pedro Emanuel e Cech
Raul Meireles, Paulo Assunção e Lucho
Quaresma, Adriano e Lisandro
Do lado do Benfica também não há certezas, até porque Ronald Koeman é pródigo em surpresas.
Apesar disso, aqui fica a minha aposta:
Moretto
Nelson, Luisão, Andersson e Leo
Petit, Manuel Fernandes
Robert, Karagounis, Simão
Nuno Gomes
Como se vê, em ambas as equipas, há fortes probabilidades de erro, porque há muitas opções, quer em termos de jogadores, quer mesmo em termos de tácticas.
Se Adriaanse quiser insistir nos três defesas, entra McCarthy para sair um defesa (ou Pedro Emanuel ou Cech) e pode jogar Ivanildo no lugar de Lisandro.
Já Koeman tanto pode jogar com Beto no lugar de Karagounis, como apostar em Marcel ou Manduca no lugar do grego. E ainda... Alcides pode sempre jogar no lugar de Nélson e Ricardo Rocha no lugar de Andersson.
O certo é que, como qualquer clássico, este é um jogo de tripla. Tudo se pode decidir por um qualquer pormenor, mas também pela força física e mental para aguentar a pressão e importância do jogo.
Vamos aguardar… O Sporting está à espreita depois da quinta vitória consecutiva na Liga.
No final do jogo vai ficar a saber-se se o Benfica ainda é candidato à Liga portuguesa.
Os campeões nacionais regressam à Liga portuguesa e a pôr os pés no chão, depois de mais uma vitória na Champions, mas a pressão não diminui porque não há volta a dar-lhe: ou os “encarnados” ganham ou ficam “despachados” à 24ª jornada.
Vai ser mais um encontro entre Koeman e Adriaanse e, se se confirmarem as perspectivas, vai ser um jogo rico tacticamente.
Os “dragões” têm jogado nas últimas partidas numa espécie de 3-3-4 (três defesas/um central/dois trincos, um médio mais ofensivo, dois alas e dois pontas de lança).
Já o Benfica não tem fugido do 4-2-3-1 (com dois trincos e Nuno Gomes atrás do avançado centro, à excepção do jogo frente ao Liverpool em que apareceu com Beto também a “trancar” o meio-campo.
Posto isto, fica a dúvida: será que Co Adriaanse vai manter a mesma táctica? Será que Koeman vai repetir a equipa da Liga dos Campeões?
Eu cá, respondo “não” às duas perguntas.
Assim sendo, aposto (e é mesmo uma aposta) que o FC Porto vai jogar, de início, em 4-3-3:
Vítor Baia
Bosingwa, Pepe, Pedro Emanuel e Cech
Raul Meireles, Paulo Assunção e Lucho
Quaresma, Adriano e Lisandro
Do lado do Benfica também não há certezas, até porque Ronald Koeman é pródigo em surpresas.
Apesar disso, aqui fica a minha aposta:
Moretto
Nelson, Luisão, Andersson e Leo
Petit, Manuel Fernandes
Robert, Karagounis, Simão
Nuno Gomes
Como se vê, em ambas as equipas, há fortes probabilidades de erro, porque há muitas opções, quer em termos de jogadores, quer mesmo em termos de tácticas.
Se Adriaanse quiser insistir nos três defesas, entra McCarthy para sair um defesa (ou Pedro Emanuel ou Cech) e pode jogar Ivanildo no lugar de Lisandro.
Já Koeman tanto pode jogar com Beto no lugar de Karagounis, como apostar em Marcel ou Manduca no lugar do grego. E ainda... Alcides pode sempre jogar no lugar de Nélson e Ricardo Rocha no lugar de Andersson.
O certo é que, como qualquer clássico, este é um jogo de tripla. Tudo se pode decidir por um qualquer pormenor, mas também pela força física e mental para aguentar a pressão e importância do jogo.
Vamos aguardar… O Sporting está à espreita depois da quinta vitória consecutiva na Liga.
No final do jogo vai ficar a saber-se se o Benfica ainda é candidato à Liga portuguesa.
“Erro de cálculo”
O Sporting adiou a Assembleia Geral mais importante do clube das últimas décadas porque não esperava mais de 1500 sócios.
Segundo o presidente do clube, foi apenas um “erro de cálculo”. Para mim foi, simplesmente, falta de hábito.
A questão é que os dirigentes de Alvalade não estão habituados (nem gostam) a manifestações populares dos seus sócios, que têm cada vez menos votos na matéria (aliás, como nas outras SADs).
Não consigo compreender como é que alguém pode ter achado que um espaço com 1500 lugares seria suficiente para albergar todos os sócios interessados em saber se se vai, ou não, vender quatro dos principais imóveis não desportivos do clube. E para quê?
Mais de 10 anos passados sobre a última vez em que houve eleições, é natural que os sócios se queiram pronunciar.
Não vou discutir sobre qual o caminho que deve ser seguido porque não tenho a informação necessária.
Eu não tenho os pormenores sobre os acordos realizados mas… “Quem sabe, sabe e o BES sabe”.
Segundo o presidente do clube, foi apenas um “erro de cálculo”. Para mim foi, simplesmente, falta de hábito.
A questão é que os dirigentes de Alvalade não estão habituados (nem gostam) a manifestações populares dos seus sócios, que têm cada vez menos votos na matéria (aliás, como nas outras SADs).
Não consigo compreender como é que alguém pode ter achado que um espaço com 1500 lugares seria suficiente para albergar todos os sócios interessados em saber se se vai, ou não, vender quatro dos principais imóveis não desportivos do clube. E para quê?
Mais de 10 anos passados sobre a última vez em que houve eleições, é natural que os sócios se queiram pronunciar.
Não vou discutir sobre qual o caminho que deve ser seguido porque não tenho a informação necessária.
Eu não tenho os pormenores sobre os acordos realizados mas… “Quem sabe, sabe e o BES sabe”.
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
A montanha pariu um rato...
Algumas horas passadas, confesso que ainda não percebi que bicho mordeu ao Liverpool no jogo da Luz.
Benitez montou a equipa no clássico 4-4-2, mas sem a mínima vontade de atacar. Nem uma oportunidade de golo, nem um remate, nada...
Com a equipa na máxima força, os “red devils” foram poupadinhos e, a jogar assim, não justificaram o título de campeão europeu.
Não sei o que passou pela cabeça do técnico espanhol, não sei se foi receio, respeito exagerado ou simples estratégia, estando consciente que o jogo estava apenas no intervalo.
Fosse qual fosse a razão, o certo é que a partida foi “sem sal” e isso acabou por beneficiar a equipa mais fraca, que voltou a “usar” a Liga dos Campeões como “antibiótico”.
O mesmo remédio já tinha sido utilizado com o Lille e com o Manchester United e voltou a resultar.
Os “encarnados” ganharam e ganharam bem porque foram os únicos a tentar alguma coisa.
É certo que, consciente das suas limitações, o campeão nacional entrou devagar, devagarinho e o treinador “aproveitou” para dar uma hora de avanço.
Só depois da entrada de Karagounis se viu algum futebol. Nunca saberemos o que poderia ter acontecido se o grego tem entrado de início, a única certeza é que o jogo teria sido diferente.
A insistência em Beto devia ser alvo de psicanálise, mas o que é verdade é que Koeman não é o único treinador a gostar de jogadores “destes”. Só no Benfica e, sem pensar muito, lembrou-me de Jamir, Thomas e Paulo Almeida, já para não falar de Fernando Aguiar que, comparando com estes, é um autêntico Patrick Vieira.
Para além do “caso Beto” (injustamente assobiado, porque é o menos culpado), mais uma vez, confirmou-se a importância de Luisão e Petit, a melhoria, aos poucos, de Manuel Fernandes e especialmente Robert, e novo desaparecimento de Simão.
Resumindo, o essencial foi conseguido: ganhar. Mas a “guerra” ainda é longa e falta a “batalha” decisiva.
O Liverpool vai ter que virar a eliminatória e, assim sendo, vai jogar, “à inglesa” e não com a frieza “continental”.
Vamos ver como reage um Benfica com pouca experiência e muitos jogadores estreantes na alta roda europeia.
A pressão vai ser enorme e vai ser necessário um grupo concentrado a 100%, uma defesa irrepreensível, força no meio campo, mas sem perder de vista a baliza adversária.
Benitez montou a equipa no clássico 4-4-2, mas sem a mínima vontade de atacar. Nem uma oportunidade de golo, nem um remate, nada...
Com a equipa na máxima força, os “red devils” foram poupadinhos e, a jogar assim, não justificaram o título de campeão europeu.
Não sei o que passou pela cabeça do técnico espanhol, não sei se foi receio, respeito exagerado ou simples estratégia, estando consciente que o jogo estava apenas no intervalo.
Fosse qual fosse a razão, o certo é que a partida foi “sem sal” e isso acabou por beneficiar a equipa mais fraca, que voltou a “usar” a Liga dos Campeões como “antibiótico”.
O mesmo remédio já tinha sido utilizado com o Lille e com o Manchester United e voltou a resultar.
Os “encarnados” ganharam e ganharam bem porque foram os únicos a tentar alguma coisa.
É certo que, consciente das suas limitações, o campeão nacional entrou devagar, devagarinho e o treinador “aproveitou” para dar uma hora de avanço.
Só depois da entrada de Karagounis se viu algum futebol. Nunca saberemos o que poderia ter acontecido se o grego tem entrado de início, a única certeza é que o jogo teria sido diferente.
A insistência em Beto devia ser alvo de psicanálise, mas o que é verdade é que Koeman não é o único treinador a gostar de jogadores “destes”. Só no Benfica e, sem pensar muito, lembrou-me de Jamir, Thomas e Paulo Almeida, já para não falar de Fernando Aguiar que, comparando com estes, é um autêntico Patrick Vieira.
Para além do “caso Beto” (injustamente assobiado, porque é o menos culpado), mais uma vez, confirmou-se a importância de Luisão e Petit, a melhoria, aos poucos, de Manuel Fernandes e especialmente Robert, e novo desaparecimento de Simão.
Resumindo, o essencial foi conseguido: ganhar. Mas a “guerra” ainda é longa e falta a “batalha” decisiva.
O Liverpool vai ter que virar a eliminatória e, assim sendo, vai jogar, “à inglesa” e não com a frieza “continental”.
Vamos ver como reage um Benfica com pouca experiência e muitos jogadores estreantes na alta roda europeia.
A pressão vai ser enorme e vai ser necessário um grupo concentrado a 100%, uma defesa irrepreensível, força no meio campo, mas sem perder de vista a baliza adversária.
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Fado, Futebol e Fátima (*)
O Benfica recebe amanhã o Liverpool na primeira mão dos oitavos de final da Champions League. O campeão europeu defronta um Benfica fragilizado.
Como já aqui escrevi, em Dezembro, acho que a equipa de Rafa Benitez era a pior que poderia ter calhado ao Benfica, talvez só tendo como paralelo a Juventus.
E porquê?
É que, ao contrário de Manchester United, que “só” tinha ataque (van Nistelroy, Rooney, Giggs, Cristiano Ronaldo, mais Saha e Park, isto sem contar com Scholes), os “red devils” têm uma equipa muito mais equilibrada em todos os sectores.
Para complicar ainda mais as contas, os ingleses chegam moralizados, por terem derrotado o Man United para a Taça, e na máxima força.
Como dizia Paulo Autuori, é dificil encontrar pontos fracos numa equipa que tem Reyna (suplente de Casillas na selecção) na baliza, uma defesa que é a segunda melhor de Inglaterra, com Sammy Hyypia no comando, um meio-campo com o regressado Xabi Alonso e o fantástico Gerrard e um ataque com opções para todos os gostos com Crouch e Morientes, Cisse e Fowler, Kewell e Luis Garcia.
E depois ainda há mais um conjunto de internacionais como Carragher e Riise, Hamman e Sissoko, Traoré e Finnan, por exemplo.
Curiosamente o Benfica regressa às lides europeias tal como as iniciou com o Lille: a oito pontos da liderança e vindo de uma série de maus resultados. A diferença é que já não estamos da quarta para a quinta jornada, vamos para a 24ª.
Pode ser que esta coinciência sirva de inspiração e se inicie amanhã, no Inferno da Luz (esperemos que o seja para o Liverpool, não para os donos da casa), mais uma recuperação, psicológica, animica e, como se diz agora, de espírito de grupo.
Ronald Koeman, entretanto, teve a convocatória mais simples da sua vida enquanto técnico dos “encarnados”: chamou os 18 jogadores disponíveis.
Com Geovanni e Miccoli lesionados, Manduca e Marco Ferreira não inscritos, Nuno Assis castigado, João Pereira, Dos Santos, Carlitos e Hélio Roque por outras paragens, não fica ninguém na bancada por opção do treinador.
Quais vão ser as opções do mister holandês? Sinceramente não sei, mas cheira-me que Alcides, Andersson, Beto e Karagounis vão voltar ao “11”.
Cá vai uma aposta à Koeman:
Moretto
Alcides, Luisão, Andersson e Leo
Petit e Beto
Nelson, Karagounis, Simão
Nuno Gomes
Face a esta equipa titular, no banco estariam: Quim, Ricardo Rocha, Manuel Fernandes, Karyaka, Robert, Mantorras e Marcel.
A minha escolha seria, apesar de tudo, mais ofensiva com Manuel Fernandes no lugar de Beto, Nelson no seu lugar de origem e Robert numa das alas, em constantes trocas com Simão.
Por falar no “capitão”, convinha que esta terça-feira o “20” voltasse aos grandes jogos, a justificar o interesse do campeão europeu e a merecer, precisamente, nota “20” dos comentadores.
Resumindo e concluindo, o Liverpool é claramente favorito, não só para a eliminatória, mas também, já, para o jogo de amanhã.
Todos os dados apontam nesse sentido, os ingleses são fortíssimos, equilibrados, estão na máxima força, têm mais experiência internacional, o Benfica tem baixas importantes, está psicologicamente debilitado, desunido...
É precisamente nestas alturas e nestas circunstâncias que os “milagres” (expressão já muito utilizada aquando da partida frente a Alex Fergusson e companhia) acontecem.
Face ao actual quadro vai ser difícil, quase impossível, e é assim que nós gostamos: missões impossíveis, exibições épicas, sofrimento, até às lágrimas...
É o nosso fado... bem português
(*) a “triologia” de Salazar aplica-se aqui na perfeição
Como já aqui escrevi, em Dezembro, acho que a equipa de Rafa Benitez era a pior que poderia ter calhado ao Benfica, talvez só tendo como paralelo a Juventus.
E porquê?
É que, ao contrário de Manchester United, que “só” tinha ataque (van Nistelroy, Rooney, Giggs, Cristiano Ronaldo, mais Saha e Park, isto sem contar com Scholes), os “red devils” têm uma equipa muito mais equilibrada em todos os sectores.
Para complicar ainda mais as contas, os ingleses chegam moralizados, por terem derrotado o Man United para a Taça, e na máxima força.
Como dizia Paulo Autuori, é dificil encontrar pontos fracos numa equipa que tem Reyna (suplente de Casillas na selecção) na baliza, uma defesa que é a segunda melhor de Inglaterra, com Sammy Hyypia no comando, um meio-campo com o regressado Xabi Alonso e o fantástico Gerrard e um ataque com opções para todos os gostos com Crouch e Morientes, Cisse e Fowler, Kewell e Luis Garcia.
E depois ainda há mais um conjunto de internacionais como Carragher e Riise, Hamman e Sissoko, Traoré e Finnan, por exemplo.
Curiosamente o Benfica regressa às lides europeias tal como as iniciou com o Lille: a oito pontos da liderança e vindo de uma série de maus resultados. A diferença é que já não estamos da quarta para a quinta jornada, vamos para a 24ª.
Pode ser que esta coinciência sirva de inspiração e se inicie amanhã, no Inferno da Luz (esperemos que o seja para o Liverpool, não para os donos da casa), mais uma recuperação, psicológica, animica e, como se diz agora, de espírito de grupo.
Ronald Koeman, entretanto, teve a convocatória mais simples da sua vida enquanto técnico dos “encarnados”: chamou os 18 jogadores disponíveis.
Com Geovanni e Miccoli lesionados, Manduca e Marco Ferreira não inscritos, Nuno Assis castigado, João Pereira, Dos Santos, Carlitos e Hélio Roque por outras paragens, não fica ninguém na bancada por opção do treinador.
Quais vão ser as opções do mister holandês? Sinceramente não sei, mas cheira-me que Alcides, Andersson, Beto e Karagounis vão voltar ao “11”.
Cá vai uma aposta à Koeman:
Moretto
Alcides, Luisão, Andersson e Leo
Petit e Beto
Nelson, Karagounis, Simão
Nuno Gomes
Face a esta equipa titular, no banco estariam: Quim, Ricardo Rocha, Manuel Fernandes, Karyaka, Robert, Mantorras e Marcel.
A minha escolha seria, apesar de tudo, mais ofensiva com Manuel Fernandes no lugar de Beto, Nelson no seu lugar de origem e Robert numa das alas, em constantes trocas com Simão.
Por falar no “capitão”, convinha que esta terça-feira o “20” voltasse aos grandes jogos, a justificar o interesse do campeão europeu e a merecer, precisamente, nota “20” dos comentadores.
Resumindo e concluindo, o Liverpool é claramente favorito, não só para a eliminatória, mas também, já, para o jogo de amanhã.
Todos os dados apontam nesse sentido, os ingleses são fortíssimos, equilibrados, estão na máxima força, têm mais experiência internacional, o Benfica tem baixas importantes, está psicologicamente debilitado, desunido...
É precisamente nestas alturas e nestas circunstâncias que os “milagres” (expressão já muito utilizada aquando da partida frente a Alex Fergusson e companhia) acontecem.
Face ao actual quadro vai ser difícil, quase impossível, e é assim que nós gostamos: missões impossíveis, exibições épicas, sofrimento, até às lágrimas...
É o nosso fado... bem português
(*) a “triologia” de Salazar aplica-se aqui na perfeição
domingo, fevereiro 19, 2006
“Jogar como nunca, perder como sempre”
Esta foi uma das máximas que o técnico Paulo Bento quis evitar e que lançou assim que pegou na equipa sénior do Sporting.
Estava feita a crítica ao seu antecessor que se babava com o “futebol bonito” dos seus jogadores (“o melhor futebol da I Liga”), mas que ficou conhecida como a “equipa do quase”, que não ganhou nada.
O que é certo é que, sem jogar nada de especial - aliás, como se viu ontem frente ao Paços de Ferreira - o Sporting lá vai andando e já chegou à quarta vitória consecutiva para o campeonato (nesta fase, melhor só o fantástico Boavista de Carlos Brito).
O fundamental tem sido conseguido pelos comandados de Paulo Bento: vitórias… o resto é lirismo. A excepção a esta mediania exibicional terá sido a partida frente ao Benfica, mas ainda assim, muito por culpa dos donos da casa.
Outra coisa que se nota por Alvalade, exactamente na inversa do que acontece na Luz, é que os “leões” uniram-se e, agora, todos vão remando para o mesmo lado.
Curiosamente com uma táctica idêntica à de Peseiro (4-4-2 sem extremos), este “novo” Sporting ganha porque a defesa conseguiu coesão (graças às chegadas de Caneira e Abel, mas também devido à titularidade assumida de Tonel e à melhoria de Polga – a trabalhar para a renovação).
Vamos ver como corre o resto do campeonato. Faltam 11 jogos e falta perceber se a equipa de Alvalade aguenta a pressão interna e externa e se tem sorte com as lesões para que não se notem as poucas opções em algumas posições no campo.
Estava feita a crítica ao seu antecessor que se babava com o “futebol bonito” dos seus jogadores (“o melhor futebol da I Liga”), mas que ficou conhecida como a “equipa do quase”, que não ganhou nada.
O que é certo é que, sem jogar nada de especial - aliás, como se viu ontem frente ao Paços de Ferreira - o Sporting lá vai andando e já chegou à quarta vitória consecutiva para o campeonato (nesta fase, melhor só o fantástico Boavista de Carlos Brito).
O fundamental tem sido conseguido pelos comandados de Paulo Bento: vitórias… o resto é lirismo. A excepção a esta mediania exibicional terá sido a partida frente ao Benfica, mas ainda assim, muito por culpa dos donos da casa.
Outra coisa que se nota por Alvalade, exactamente na inversa do que acontece na Luz, é que os “leões” uniram-se e, agora, todos vão remando para o mesmo lado.
Curiosamente com uma táctica idêntica à de Peseiro (4-4-2 sem extremos), este “novo” Sporting ganha porque a defesa conseguiu coesão (graças às chegadas de Caneira e Abel, mas também devido à titularidade assumida de Tonel e à melhoria de Polga – a trabalhar para a renovação).
Vamos ver como corre o resto do campeonato. Faltam 11 jogos e falta perceber se a equipa de Alvalade aguenta a pressão interna e externa e se tem sorte com as lesões para que não se notem as poucas opções em algumas posições no campo.
Equipa em estado de KOeMAn (*)
Era o início de um ciclo terrível, mas fundamental. Isso mesmo foi admitido por Ronald Koeman antes do jogo de Guimarães, isso não teve foi reflexo no relvado.
Das duas uma: ou os jogadores não perceberam a mensagem do treinador ao longo da semana, ou ignoraram as suas indicações.
Por aquilo que se tem visto, começo a pensar que muito do que se está a passar tem a ver com a segunda hipótese.
Voltamos a bater na mesma tecla, desde o “mercado de inverno” a gestão do grupo tem sido muito mal feita e isso tem sido evidente.
Bom, mas sobre isso, já falámos e muito em vários posts.
Especificamente, em relação ao jogo de ontem, a pergunta sacramental: o que correu mal?
Antes de mais: uma equipa que se deixa pressionar daquela maneira e faz o primeiro remate ao minuto 41 não merece ganhar o jogo.
Depois, estando a perder, quando o melhor que consegue é “aquilo”, também não pode haver milagres. É verdade que os “encarnados” melhoraram no segundo tempo – também só podia ser, face a um primeiro tempo tão apagado – e que, antes do segundo golo vimaranense, criaram perigo, mas não foi daqueles jogos em que se possa dizer que o Benfica falhou uma mão cheia de oportunidades.
Independetemente de ter havido uma ou duas grandes penalidades a favor da equipa da Luz (não são absolutamente claros os lances), o certo é que a equipa voltou a não jogar o suficiente para ganhar.
No “11” são vários os jogadores em claro défice de forma e, assim sendo, talvez tivesse sido melhor a Koeman perceber isso e, pelo menos por agora, deixar a rotatividade (alternando jogadores em baixo de forma, por outros igualmente nada bem) e tentar procurar os melhores nesta altura decisiva.
Foi exactamente isso que fez o São Paulo para preparar a partida frente ao Liverpool. O “segredo” é contado por Autuori n”A Bola”.
Onde está o Nelson dos primeiros jogos? Onde está o Manuel Fernandes “box to box”, Simão e especialmente Marco Ferreira não estiveram em campo, Marcel está ainda em fase de adaptação e falta-lhe o primeiro golo.
Só aqui está metade da equipa titular no Afonso Henriques e, juntando isso à pressão, ao “azar” no primeiro golo e à imensa moralização vimaranense, aí está a terceira derrota em quatro jogos.
Vem aí Liverpool e FC Porto...
(*) Excelente o título d”A Bola”.
Das duas uma: ou os jogadores não perceberam a mensagem do treinador ao longo da semana, ou ignoraram as suas indicações.
Por aquilo que se tem visto, começo a pensar que muito do que se está a passar tem a ver com a segunda hipótese.
Voltamos a bater na mesma tecla, desde o “mercado de inverno” a gestão do grupo tem sido muito mal feita e isso tem sido evidente.
Bom, mas sobre isso, já falámos e muito em vários posts.
Especificamente, em relação ao jogo de ontem, a pergunta sacramental: o que correu mal?
Antes de mais: uma equipa que se deixa pressionar daquela maneira e faz o primeiro remate ao minuto 41 não merece ganhar o jogo.
Depois, estando a perder, quando o melhor que consegue é “aquilo”, também não pode haver milagres. É verdade que os “encarnados” melhoraram no segundo tempo – também só podia ser, face a um primeiro tempo tão apagado – e que, antes do segundo golo vimaranense, criaram perigo, mas não foi daqueles jogos em que se possa dizer que o Benfica falhou uma mão cheia de oportunidades.
Independetemente de ter havido uma ou duas grandes penalidades a favor da equipa da Luz (não são absolutamente claros os lances), o certo é que a equipa voltou a não jogar o suficiente para ganhar.
No “11” são vários os jogadores em claro défice de forma e, assim sendo, talvez tivesse sido melhor a Koeman perceber isso e, pelo menos por agora, deixar a rotatividade (alternando jogadores em baixo de forma, por outros igualmente nada bem) e tentar procurar os melhores nesta altura decisiva.
Foi exactamente isso que fez o São Paulo para preparar a partida frente ao Liverpool. O “segredo” é contado por Autuori n”A Bola”.
Onde está o Nelson dos primeiros jogos? Onde está o Manuel Fernandes “box to box”, Simão e especialmente Marco Ferreira não estiveram em campo, Marcel está ainda em fase de adaptação e falta-lhe o primeiro golo.
Só aqui está metade da equipa titular no Afonso Henriques e, juntando isso à pressão, ao “azar” no primeiro golo e à imensa moralização vimaranense, aí está a terceira derrota em quatro jogos.
Vem aí Liverpool e FC Porto...
(*) Excelente o título d”A Bola”.
O mundo ao contrário
“O futebol não é matemática” (*) - Esta frase pode ajudar a explicar o que está a acontecer ao campeão nacional nas últimas semanas.
Foi dito e isso era sabido: o Benfica tinha, dos três grandes, o plantel mais curto e, por isso mesmo, necessitava de se reforçar no chamado “mercado de inverno”.
O milagre da conquista do título não ia voltar a acontecer só com o melhor balneário e os dirigentes sabiam disso.
Assim, bem mais privilegiado que Trapattoni, Koeman viu a sua equipa ser reforçada com cinco jogadores (três deles para as públicas lacunas da equipa: guarda-redes, extremo e ponta-de-lança).
No entanto, ao contrário do que seria natural (estando com mais opções e, portanto, mais forte), a equipa não só não melhorou, como até regrediu.
E porquê? Especialmente porque a gestão da “fartura” foi mal feita por parte do técnico e o principal “trunfo” (a união do grupo) foi destruido.
Há jogadores insatisfeitos, em baixo de forma, sub-aproveitados, sobre-valorizados, inadaptados – e como é fácil colocar nomes que encaixem nestas opções.
Conclusão, depois de nove triunfos consecutivos, a equipa levou um abanão frente ao Sporting e já vai em três derrotas e um empate nos últimos cinco jogos).
E, ainda mais grave do que isto (se é possível) é o sentimento de incapacidade ou rendição que parece transparecer de todo o grupo de trabalho na Luz.
A outra “anormalidade” tem a ver com o chamado “pico de forma”. Na semana em que recebe FC Porto e Liverpool, o Benfica deveria estar a 100%. Como está bom de ver... não está.
E a questão não pode ser só psicológica porque, já na série de vitórias, a qualidade de jogo não era fantástica e a maioria foi arrancada a ferros, muito alicerçada na segurança defensiva (segurança essa que, entretanto, parece ter passado para o outro lado da Segunda Circular).
Com mais esta derrota (são já seis), a equipa da Luz terá dito adeus à revalidação do título nacional.
Se o FC Porto ganhar ao Marítimo, os “encarnados” voltam a ficar a oito pontos da liderança e cada vez há menos jornadas para a recuperação.
Volto a escrever o que já escrevi por aqui anteriormente, ou Koeman (ou alguém por ele) põe mão nisto ou a “coisa” vai acabar mal.
PS: Proximamente, a análise ao jogo frente ao Vitória de Guimarães e, depois, a antevisão da partida contra o Liverpool.
(*) Deve ser por isso que gosto tanto dele.
Foi dito e isso era sabido: o Benfica tinha, dos três grandes, o plantel mais curto e, por isso mesmo, necessitava de se reforçar no chamado “mercado de inverno”.
O milagre da conquista do título não ia voltar a acontecer só com o melhor balneário e os dirigentes sabiam disso.
Assim, bem mais privilegiado que Trapattoni, Koeman viu a sua equipa ser reforçada com cinco jogadores (três deles para as públicas lacunas da equipa: guarda-redes, extremo e ponta-de-lança).
No entanto, ao contrário do que seria natural (estando com mais opções e, portanto, mais forte), a equipa não só não melhorou, como até regrediu.
E porquê? Especialmente porque a gestão da “fartura” foi mal feita por parte do técnico e o principal “trunfo” (a união do grupo) foi destruido.
Há jogadores insatisfeitos, em baixo de forma, sub-aproveitados, sobre-valorizados, inadaptados – e como é fácil colocar nomes que encaixem nestas opções.
Conclusão, depois de nove triunfos consecutivos, a equipa levou um abanão frente ao Sporting e já vai em três derrotas e um empate nos últimos cinco jogos).
E, ainda mais grave do que isto (se é possível) é o sentimento de incapacidade ou rendição que parece transparecer de todo o grupo de trabalho na Luz.
A outra “anormalidade” tem a ver com o chamado “pico de forma”. Na semana em que recebe FC Porto e Liverpool, o Benfica deveria estar a 100%. Como está bom de ver... não está.
E a questão não pode ser só psicológica porque, já na série de vitórias, a qualidade de jogo não era fantástica e a maioria foi arrancada a ferros, muito alicerçada na segurança defensiva (segurança essa que, entretanto, parece ter passado para o outro lado da Segunda Circular).
Com mais esta derrota (são já seis), a equipa da Luz terá dito adeus à revalidação do título nacional.
Se o FC Porto ganhar ao Marítimo, os “encarnados” voltam a ficar a oito pontos da liderança e cada vez há menos jornadas para a recuperação.
Volto a escrever o que já escrevi por aqui anteriormente, ou Koeman (ou alguém por ele) põe mão nisto ou a “coisa” vai acabar mal.
PS: Proximamente, a análise ao jogo frente ao Vitória de Guimarães e, depois, a antevisão da partida contra o Liverpool.
(*) Deve ser por isso que gosto tanto dele.
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
1 ano
Pois é, estou “doente” há um ano e não parece haver grandes hipóteses de melhorar.
365 dias e 122 posts depois, os sintomas de que me queixo são os mesmos: o amor ao jogo dentro das quatro linhas, o futebol bonito e limpo, a febre pelo Benfica…
Apesar destes “defeitos”, que nunca escondi, tenho tentado analisar todos os outros casos (com especial destaque para a selecção e os outros grandes, sem esquecer as rubricas “outras bolas”, “fora de jogo” e “cartão vermelho”) com o máximo de isenção.
Se alguma vez, não o consegui, peço desde já desculpa, mas o mundo do futebol é isto mesmo: plural, mas polémico, transversal, mas não unânime.
Agradeço a todos os que tiveram a paciência de por aqui passar e ler os meus posts. Espero contar com os vossos coments no futuro.
365 dias e 122 posts depois, os sintomas de que me queixo são os mesmos: o amor ao jogo dentro das quatro linhas, o futebol bonito e limpo, a febre pelo Benfica…
Apesar destes “defeitos”, que nunca escondi, tenho tentado analisar todos os outros casos (com especial destaque para a selecção e os outros grandes, sem esquecer as rubricas “outras bolas”, “fora de jogo” e “cartão vermelho”) com o máximo de isenção.
Se alguma vez, não o consegui, peço desde já desculpa, mas o mundo do futebol é isto mesmo: plural, mas polémico, transversal, mas não unânime.
Agradeço a todos os que tiveram a paciência de por aqui passar e ler os meus posts. Espero contar com os vossos coments no futuro.
Puxão de orelhas
Depois de vários casos de “instabilidade” interna (chamemos-lhe assim) no plantel, o técnico do Benfica foi obrigado a puxar dos galões e a chamar a atenção de alguns jogadores.
Na verdade, parece que a virose, que o afastou de alguns treinos, fez bem a Ronald Koeman e o levou a mudar a atitude perante os atletas.
Não sei exactamente o que se passou, mas parece-me positivo que o treinador dos “encarnados” coloque alguma ordem na casa antes de uma semana absolutamente decisiva para o clube da Luz.
Se ainda querem ganhar algo, todo o grupo vai ter que voltar a unir-se e a ser solidário para, fazendo das fraquezas forças, ultrapassar os adversários que vão aparecer pela frente dentro de campo.
Em jogo estão a Liga, a Champions e a Taça.
O Benfica é a única equipa que está nas três frentes e vai ser preciso muito trabalho (conjunto) se quiser continuar a estar.
Na verdade, parece que a virose, que o afastou de alguns treinos, fez bem a Ronald Koeman e o levou a mudar a atitude perante os atletas.
Não sei exactamente o que se passou, mas parece-me positivo que o treinador dos “encarnados” coloque alguma ordem na casa antes de uma semana absolutamente decisiva para o clube da Luz.
Se ainda querem ganhar algo, todo o grupo vai ter que voltar a unir-se e a ser solidário para, fazendo das fraquezas forças, ultrapassar os adversários que vão aparecer pela frente dentro de campo.
Em jogo estão a Liga, a Champions e a Taça.
O Benfica é a única equipa que está nas três frentes e vai ser preciso muito trabalho (conjunto) se quiser continuar a estar.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
"Zangam-se as comadres..."
Este é um ditado antigo que o povo português utiliza muitas vezes e que, desta vez, parece aplicar-se ao momento actual do Sporting.
Numa altura em que as eleições estão à porta e, pela primeira vez em muitos anos, se prefilam várias candidaturas, a discussão vai intensa.
No ringue estão vários personagens desde ex-presidentes (João Rocha, José Roquette e Dias da Cunha), ex e actuais dirigentes e, ainda, alguns dos candidatos ao cargo de presidente da instituição.
Em causa está, fundamentalmente, a actual situação económica e financeira do Grupo Sporting (clube e SADs) e o que fazer para o futuro.
Há quem culpe o passado e o conhecido "plano Roquette" pelo, alegado, descalabro das contas, há quem defenda a alienação de património para fazer face a esses problemas e há quem esteja contra isso tudo.
Entretanto, já há ameaças de queixas-crime, amigos e antigos parceiros de direcção em lados opostos da "barricada".
O fundamental é que, quando a poeira assentar, se "saibam as verdades", realmente se perceba em que estado está o Sporting e que o acto eleitoral, para além de clarificador, seja digno de uma instituição que está a assinalar os 100 anos de vida.
Entretanto, vamos ver se o plantel profissional de futebol, que está a tentar recuperar a estabilidade, aguenta mais estes "tiros no pé" que estão a ser dados por dirigentes, ex-dirigentes e futuros dirigentes.
Numa altura em que as eleições estão à porta e, pela primeira vez em muitos anos, se prefilam várias candidaturas, a discussão vai intensa.
No ringue estão vários personagens desde ex-presidentes (João Rocha, José Roquette e Dias da Cunha), ex e actuais dirigentes e, ainda, alguns dos candidatos ao cargo de presidente da instituição.
Em causa está, fundamentalmente, a actual situação económica e financeira do Grupo Sporting (clube e SADs) e o que fazer para o futuro.
Há quem culpe o passado e o conhecido "plano Roquette" pelo, alegado, descalabro das contas, há quem defenda a alienação de património para fazer face a esses problemas e há quem esteja contra isso tudo.
Entretanto, já há ameaças de queixas-crime, amigos e antigos parceiros de direcção em lados opostos da "barricada".
O fundamental é que, quando a poeira assentar, se "saibam as verdades", realmente se perceba em que estado está o Sporting e que o acto eleitoral, para além de clarificador, seja digno de uma instituição que está a assinalar os 100 anos de vida.
Entretanto, vamos ver se o plantel profissional de futebol, que está a tentar recuperar a estabilidade, aguenta mais estes "tiros no pé" que estão a ser dados por dirigentes, ex-dirigentes e futuros dirigentes.
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Prognóstico
No dia em que a Federação Portuguesa de Futebol apresentou os equipamentos que a Selecção vai levar ao Mundial da Alemanha, vou lançar, com três meses de antecedência, os meus convocados.
Esperando que não haja lesões e castigos e que Scolari convoque os melhores, vamos então avançar para os “23 finalistas”.
Na baliza, o técnico já o disse, Ricardo e Quim têm lugar garantido e, para a terceira vaga, Bruno Vale, do Estrela da Amadora.
Para a defesa devem ser chamados sete jogadores. Eu apostaria em Miguel e Paulo Ferreira (na direita), Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Fernando Meira e Caneira (ao centro), Nuno Valente (na esquerda).
No meio campo seis vagas: Costinha e Petit, Maniche e Tiago, Deco e João Moutinho.
Nas alas: Cristiano Ronaldo, Figo, Simão e Quaresma.
Na frente: Pauleta, Nuno Gomes e Hugo Almeida.
Aqui estão 23 nomes, meias surpresas são quatro: Bruno Vale, João Moutinho, Quaresma e Hugo Almeida.
Claro que há aqui algumas condicionantes e a maior é o Europeu de Esperanças que pode afastar estes jogadores da Alemanha.
Por outro lado, há ainda outros jogadores à porta da selecção “AA”: Paulo Santos (que pode ser chamado para o lugar de Bruno Vale), Miguelito (se Scolari quiser um segundo defesa-esquerdo), Boa-Morte (se Quaresma for só aos sub-21), Manuel Fernandes, Hugo Viana ou Pedro Mendes (se Moutinho ficar pelas “esperanças”) e Postiga ou João Tomás (para a vaga de Hugo Almeida).
Vamos aguardar… em Maio chegam as certezas de Luiz Felipe Scolari.
Esperando que não haja lesões e castigos e que Scolari convoque os melhores, vamos então avançar para os “23 finalistas”.
Na baliza, o técnico já o disse, Ricardo e Quim têm lugar garantido e, para a terceira vaga, Bruno Vale, do Estrela da Amadora.
Para a defesa devem ser chamados sete jogadores. Eu apostaria em Miguel e Paulo Ferreira (na direita), Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Fernando Meira e Caneira (ao centro), Nuno Valente (na esquerda).
No meio campo seis vagas: Costinha e Petit, Maniche e Tiago, Deco e João Moutinho.
Nas alas: Cristiano Ronaldo, Figo, Simão e Quaresma.
Na frente: Pauleta, Nuno Gomes e Hugo Almeida.
Aqui estão 23 nomes, meias surpresas são quatro: Bruno Vale, João Moutinho, Quaresma e Hugo Almeida.
Claro que há aqui algumas condicionantes e a maior é o Europeu de Esperanças que pode afastar estes jogadores da Alemanha.
Por outro lado, há ainda outros jogadores à porta da selecção “AA”: Paulo Santos (que pode ser chamado para o lugar de Bruno Vale), Miguelito (se Scolari quiser um segundo defesa-esquerdo), Boa-Morte (se Quaresma for só aos sub-21), Manuel Fernandes, Hugo Viana ou Pedro Mendes (se Moutinho ficar pelas “esperanças”) e Postiga ou João Tomás (para a vaga de Hugo Almeida).
Vamos aguardar… em Maio chegam as certezas de Luiz Felipe Scolari.
Raridades… a quatro
Este fim-de-semana futebolístico trouxe duas raridades à luz do dia: uma a nível nacional e outra internacional, com a “chancela” de um ilustre técnico português.
À jornada 22 da principal Liga nacional, os chamados “três grandes” venceram os respectivos jogos. Foi, apenas, a quarta vez que isto aconteceu.
O líder FC Porto ganhou ao Belenenses por 2-0, tranquilamente, com dois golos de Adriano, ambos a passe de Quaresma.
É verdade que, para a equipa melhorar, Co Adriaanse teve que voltar aos quatro defesas (Paulo Assunção jogou recuado ao lado de Pepe e muitas vezes nas sobras) e beneficiou ainda de uma equipa do Restelo muito macia (aliás, como o Penafiel na Luz).
O Sporting, beneficiando de duas bombas de Carlos Martins e de um Marco Tábuas fraquinho, conseguiu a terceira vitória consecutiva, mesmo sem golos de Liedson.
O susto causado por aquele “penalty” inventado no final do jogo não foi suficiente para anular a justeza da vitória leonina e veio, digamos, compensar um lance que poderia dar golo no ataque sadino, anulado, mal, por fora de jogo.
Os “encarnados” também ganharam, três jogos depois, voltaram às goleadas, mas o resultado foi bem melhor que a exibição.
O Benfica começou a ganhar o jogo com duas grandes defesas de Moretto, ainda beneficiou de um auto-golo e teve duas grandes assistências de Petit e Manuel Fernandes para golos em contra-ataque de Geovanni e Simão.
Resumindo, alguma tranquilidade na Liga, entre os grandes, vamos ver o que vai acontecer na próxima jornada.
Entretanto, lá por fora, a surpresa das surpresas, o Chelsea perdeu (e só isso já era novidade), mas perdeu bem e “sem espinhas” (3-0).
O campeonato inglês não está em causa, mas é realmente estranho ver a equipa de Mourinho ser derrotada desta forma, sem apelo nem agravo.
A última derrota por estes números foi no FC Porto e já tinha havido um anterior, pelo Benfica.
À jornada 22 da principal Liga nacional, os chamados “três grandes” venceram os respectivos jogos. Foi, apenas, a quarta vez que isto aconteceu.
O líder FC Porto ganhou ao Belenenses por 2-0, tranquilamente, com dois golos de Adriano, ambos a passe de Quaresma.
É verdade que, para a equipa melhorar, Co Adriaanse teve que voltar aos quatro defesas (Paulo Assunção jogou recuado ao lado de Pepe e muitas vezes nas sobras) e beneficiou ainda de uma equipa do Restelo muito macia (aliás, como o Penafiel na Luz).
O Sporting, beneficiando de duas bombas de Carlos Martins e de um Marco Tábuas fraquinho, conseguiu a terceira vitória consecutiva, mesmo sem golos de Liedson.
O susto causado por aquele “penalty” inventado no final do jogo não foi suficiente para anular a justeza da vitória leonina e veio, digamos, compensar um lance que poderia dar golo no ataque sadino, anulado, mal, por fora de jogo.
Os “encarnados” também ganharam, três jogos depois, voltaram às goleadas, mas o resultado foi bem melhor que a exibição.
O Benfica começou a ganhar o jogo com duas grandes defesas de Moretto, ainda beneficiou de um auto-golo e teve duas grandes assistências de Petit e Manuel Fernandes para golos em contra-ataque de Geovanni e Simão.
Resumindo, alguma tranquilidade na Liga, entre os grandes, vamos ver o que vai acontecer na próxima jornada.
Entretanto, lá por fora, a surpresa das surpresas, o Chelsea perdeu (e só isso já era novidade), mas perdeu bem e “sem espinhas” (3-0).
O campeonato inglês não está em causa, mas é realmente estranho ver a equipa de Mourinho ser derrotada desta forma, sem apelo nem agravo.
A última derrota por estes números foi no FC Porto e já tinha havido um anterior, pelo Benfica.
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Sinais 2
Já aqui falei nisto há alguns dias, mas o certo é que os "sinais" continuam a avolumar-se e, por isso, a tornar-se cada vez mais preocupantes.
Na partida de ontem frente ao Nacional da Madeira, para a Taça de Portugal, os jogadores do Benfica voltaram a confirmar que algo de grave se está a passar no grupo:
Primeiro, Luisão e Marcel tiveram uma discussão pública e notória em pleno relvado, no intervalo do prolongamento, e só os colegas e o início do jogo, os separaram.
Depois, Simão marcou o "penalty" decisivo, que carimbou a passagem para a fase seguinte, mas fugiu aos festejos e só Nuno Gomes o segurou no relvado.
Algo de grave se passa, o treinador e/ou a direcção têm que ter mão "nisto".
Na partida de ontem frente ao Nacional da Madeira, para a Taça de Portugal, os jogadores do Benfica voltaram a confirmar que algo de grave se está a passar no grupo:
Primeiro, Luisão e Marcel tiveram uma discussão pública e notória em pleno relvado, no intervalo do prolongamento, e só os colegas e o início do jogo, os separaram.
Depois, Simão marcou o "penalty" decisivo, que carimbou a passagem para a fase seguinte, mas fugiu aos festejos e só Nuno Gomes o segurou no relvado.
Algo de grave se passa, o treinador e/ou a direcção têm que ter mão "nisto".
"Fora de Jogo"
Volta este rubrica ao "Doente da Bola" para falar sobre duas personagens do nosso futebol: Valentim Loureiro e Rui Alves.
O presidente da Liga de Clubes é um dos 27 acusados já confirmados no processo "Apito Dourado" (mais deverão surgir lá mais para a frente, já que foram extraidas 81 certidões).
Valentim Loureiro é acusado de 26 crimes de corrupção activa.
Para já, o também autarca de Gondomar garante que ainda não foi notificado e queixa-se da violação do segredo de justiça.
Aguardemos...
Entretanto, o engenheiro Rui Alves, presidente do Nacional da Madeira, contiua a sua pega com o Sporting.
Hoje diz que os "leões" não têm estofo para lutar pelo título e reafirma que, por isso, são concorrentes directos com os insulares por um lugar na UEFA.
"Estofo", mas especialmente educação e seriedade negocial, é coisa que tem faltado ao presidente do Nacional.
Eu, enquanto contribuinte com impostos pagos, e portanto "sócio" do clube, através do Governo Regional da Madeira, gostaria que o "meu" presidente tivesse outro comportamento e se deixasse destas tácticas rasteiras, que já não se deviam utilizar.
O presidente da Liga de Clubes é um dos 27 acusados já confirmados no processo "Apito Dourado" (mais deverão surgir lá mais para a frente, já que foram extraidas 81 certidões).
Valentim Loureiro é acusado de 26 crimes de corrupção activa.
Para já, o também autarca de Gondomar garante que ainda não foi notificado e queixa-se da violação do segredo de justiça.
Aguardemos...
Entretanto, o engenheiro Rui Alves, presidente do Nacional da Madeira, contiua a sua pega com o Sporting.
Hoje diz que os "leões" não têm estofo para lutar pelo título e reafirma que, por isso, são concorrentes directos com os insulares por um lugar na UEFA.
"Estofo", mas especialmente educação e seriedade negocial, é coisa que tem faltado ao presidente do Nacional.
Eu, enquanto contribuinte com impostos pagos, e portanto "sócio" do clube, através do Governo Regional da Madeira, gostaria que o "meu" presidente tivesse outro comportamento e se deixasse destas tácticas rasteiras, que já não se deviam utilizar.
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
A vontade do freguês
O Benfica voltou a perder em Leiria, depois da humilhação frente ao Sporting, e atrasou-se, quiçá irremediavelmente, na luta pelo título.
Depois da catástrofe da Luz e das muitas críticas, Ronald Koeman fez várias alterações no 11 inicial: cinco novos jogadores, mais duas mudanças de posição.
Alcides, Manduca e Geovanni saíram, Leo regressou e Marcel estreou-se a titular – foi, assim, feita a vontade dos adeptos.
A equipa melhorou (também só podia em relação à última partida), teve bons períodos, podia e devia ter marcado mais golos, mas o certo é que não ganhou e demonstrou falhas inacreditáveis.
Luisão deu a segunda balda consecutiva, Petit não está a 100%, Manuel Fernandes precipitado, Simão está intermitente, Nelson – talvez pela passagem pela esquerda – perdeu fôlego, Robert ainda não explodiu, Moretto parece nervoso… e, assim, aqui está quase toda a equipa titular.
Depois há outro factor de que não gosto de falar, mas que realmente faz falta em determinadas alturas: a “sorte” e o “se” que foram determinantes nesta partida.
Costinha esteve, outra vez, inultrapassável, outra vez contra o Benfica, e os “encarnados” falharam, à vontade, uma mão cheia de grandes ocasiões.
Posto isto, o campeão nacional pode ficar, mais uma vez atrasado, agora a sete pontos do líder.
E, já agora, antes que me perguntem, eu respondo: Acho que o técnico Ronald Koeman fez o que podia nesta partida e, por isso, não o culpo por esta derrota. O homem até fez a vontade dos críticos.
Vamos ver se a (ex?!) força do grupo de trabalho vai dar frutos e se a equipa vai reagir já na partida frente ao terrível Nacional da Madeira.
O que não percebo é como é que, de um dia para o outro, o ponto forte da equipa, a defesa, começou a meter água por todo o lado.
Depois da catástrofe da Luz e das muitas críticas, Ronald Koeman fez várias alterações no 11 inicial: cinco novos jogadores, mais duas mudanças de posição.
Alcides, Manduca e Geovanni saíram, Leo regressou e Marcel estreou-se a titular – foi, assim, feita a vontade dos adeptos.
A equipa melhorou (também só podia em relação à última partida), teve bons períodos, podia e devia ter marcado mais golos, mas o certo é que não ganhou e demonstrou falhas inacreditáveis.
Luisão deu a segunda balda consecutiva, Petit não está a 100%, Manuel Fernandes precipitado, Simão está intermitente, Nelson – talvez pela passagem pela esquerda – perdeu fôlego, Robert ainda não explodiu, Moretto parece nervoso… e, assim, aqui está quase toda a equipa titular.
Depois há outro factor de que não gosto de falar, mas que realmente faz falta em determinadas alturas: a “sorte” e o “se” que foram determinantes nesta partida.
Costinha esteve, outra vez, inultrapassável, outra vez contra o Benfica, e os “encarnados” falharam, à vontade, uma mão cheia de grandes ocasiões.
Posto isto, o campeão nacional pode ficar, mais uma vez atrasado, agora a sete pontos do líder.
E, já agora, antes que me perguntem, eu respondo: Acho que o técnico Ronald Koeman fez o que podia nesta partida e, por isso, não o culpo por esta derrota. O homem até fez a vontade dos críticos.
Vamos ver se a (ex?!) força do grupo de trabalho vai dar frutos e se a equipa vai reagir já na partida frente ao terrível Nacional da Madeira.
O que não percebo é como é que, de um dia para o outro, o ponto forte da equipa, a defesa, começou a meter água por todo o lado.
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
Assi(s)m não
Nuno Assis acusou uma substância dopante num controlo efectuado a 3 de Dezembro, após o jogo com o Marítimo, e encontra-se suspenso preventivamente até à conclusão do processo.
Os resultados da contra-análise confirmaram índices elevados de 19-norandrosterona, um derivado da nandrolona (esteróide anabolizante).
Quando acontece um caso destes, este é o procedimento normal e, quanto a isso, nada a apontar.
O que é certo é que, como sempre, o jogador diz que está inocente, que nada tomou, e o clube garante que o vai defender até às últimas consequências. O normal…
Posto isto, e sem ter mais dados sobre o assunto, só vejo duas hipóteses: ou é um erro (das análises ou devido a um “problema” do organismo do jogador) ou é uma estupidez, pelo menos do tamanho do Estádio da Luz.
É que convém relembrar que é o Benfica que (há vários anos) exige controlo anti-doping em todos os seus jogos.
Sendo assim, excluindo a hipótese de ser um “caso natural”, criado pelo organismo do jogador (ao que parece é possível, mas não nas quantidades aqui encontradas), o que pode ter acontecido é um “tratamento” por fora das indicações do clube (como aconteceu, por exemplo, com Kenedy) para tentar melhorar o rendimento.
O certo é que Nuno Assis entrou muito bem na época passada, mas foi perdendo protagonismo e, esta época, raramente foi utilizado por Ronald Koeman, causando até alguma indignação e incredulidade por parte de sócios e adeptos.
Já agora… se se confirmar o caso e o jogador for castigado, Nuno Assis pode ficar suspenso entre seis meses e dois anos.
Vamos esperar…
Os resultados da contra-análise confirmaram índices elevados de 19-norandrosterona, um derivado da nandrolona (esteróide anabolizante).
Quando acontece um caso destes, este é o procedimento normal e, quanto a isso, nada a apontar.
O que é certo é que, como sempre, o jogador diz que está inocente, que nada tomou, e o clube garante que o vai defender até às últimas consequências. O normal…
Posto isto, e sem ter mais dados sobre o assunto, só vejo duas hipóteses: ou é um erro (das análises ou devido a um “problema” do organismo do jogador) ou é uma estupidez, pelo menos do tamanho do Estádio da Luz.
É que convém relembrar que é o Benfica que (há vários anos) exige controlo anti-doping em todos os seus jogos.
Sendo assim, excluindo a hipótese de ser um “caso natural”, criado pelo organismo do jogador (ao que parece é possível, mas não nas quantidades aqui encontradas), o que pode ter acontecido é um “tratamento” por fora das indicações do clube (como aconteceu, por exemplo, com Kenedy) para tentar melhorar o rendimento.
O certo é que Nuno Assis entrou muito bem na época passada, mas foi perdendo protagonismo e, esta época, raramente foi utilizado por Ronald Koeman, causando até alguma indignação e incredulidade por parte de sócios e adeptos.
Já agora… se se confirmar o caso e o jogador for castigado, Nuno Assis pode ficar suspenso entre seis meses e dois anos.
Vamos esperar…
terça-feira, janeiro 31, 2006
Sinais…
Ainda mais grave do que a (inexistente) exibição frente ao Sporting, é o que se tem passado nas últimas semanas nos treinos do Benfica e que pode ser um sinal perigoso para o futuro.
Depois dos “incidentes”, chamemos-lhes assim, entre Luisão e Karagounis, Miccoli e Andersson, mais dois casos marcaram os últimos dois dias na Luz.
Antes de avançar, gostaria só de relembrar aos mais esquecidos que os “encarnados” venceram o campeonato na época passada não por terem o melhor plantel, nem o melhor futebol, mas porque tinham (indiscutivelmente) o melhor balneário.
Desde a “tragédia Fehér”, o grupo criou uma empatia, uma ligação, que, juntamente com a força e o saber de dois técnicos experientes e de dirigentes "batidos", levou o Benfica, quase por milagre, à reconquista do título 11 anos depois.
Isso parece, agora, estar a perder-se…
Posto isto, voltemos aos acontecimentos dos últimos dias, casos que podem também ajudar a explicar o “eclipse” geral da equipa no “derby”.
Ontem, o técnico Ronald Koeman dividiu o grupo em dois. Propositado ou não, o certo é que de um lado ficaram todos os brasileiros (mais Nelson) e do outro os restantes portugueses e os outros estrangeiros.
Das duas uma: ou foi o treinador que assim dividiu o plantel e fez mal, ou foi uma “coincidência” e é grave porque pode ser o sinal da existência de “grupos dentro do grupo”.
Hoje, um comentário no site oficial de Simão Sabrosa provocou mal-estar na Luz e o texto, que falava do descalabro de sábado, acabou por ser retirado.
Ao que parece, esse comentário era do sogro do capitão “encarnado”, mas o que é certo é que já não é a primeira vez que há polémicas com Simão, desde o episódio da braçadeira com Hélder.
Não está em causa a categoria do jogador (indiscutível), apesar do desaparecimento em alguns jogos fundamentais, nem a liberdade de expressão, mas o certo é que é necessário ter atenção, contenção e cuidado com o que se diz ou escreve.
Depois dos “incidentes”, chamemos-lhes assim, entre Luisão e Karagounis, Miccoli e Andersson, mais dois casos marcaram os últimos dois dias na Luz.
Antes de avançar, gostaria só de relembrar aos mais esquecidos que os “encarnados” venceram o campeonato na época passada não por terem o melhor plantel, nem o melhor futebol, mas porque tinham (indiscutivelmente) o melhor balneário.
Desde a “tragédia Fehér”, o grupo criou uma empatia, uma ligação, que, juntamente com a força e o saber de dois técnicos experientes e de dirigentes "batidos", levou o Benfica, quase por milagre, à reconquista do título 11 anos depois.
Isso parece, agora, estar a perder-se…
Posto isto, voltemos aos acontecimentos dos últimos dias, casos que podem também ajudar a explicar o “eclipse” geral da equipa no “derby”.
Ontem, o técnico Ronald Koeman dividiu o grupo em dois. Propositado ou não, o certo é que de um lado ficaram todos os brasileiros (mais Nelson) e do outro os restantes portugueses e os outros estrangeiros.
Das duas uma: ou foi o treinador que assim dividiu o plantel e fez mal, ou foi uma “coincidência” e é grave porque pode ser o sinal da existência de “grupos dentro do grupo”.
Hoje, um comentário no site oficial de Simão Sabrosa provocou mal-estar na Luz e o texto, que falava do descalabro de sábado, acabou por ser retirado.
Ao que parece, esse comentário era do sogro do capitão “encarnado”, mas o que é certo é que já não é a primeira vez que há polémicas com Simão, desde o episódio da braçadeira com Hélder.
Não está em causa a categoria do jogador (indiscutível), apesar do desaparecimento em alguns jogos fundamentais, nem a liberdade de expressão, mas o certo é que é necessário ter atenção, contenção e cuidado com o que se diz ou escreve.
segunda-feira, janeiro 30, 2006
Res… friado
Normalmente, nestas alturas, costuma fazer-se o rescaldo dos grandes jogos. Neste caso fazemos o “resfriado”, porque é um rescaldo feito já “a frio” e com “C-Gripes” tomados.
O essencial foi dito no “post” anterior ("Banho de bola"), mas há algumas notas que, quase 48 horas passadas, merecem destaque.
Primeiro gostaria de reforçar que a vitória do Sporting é inquestionável e, pelo volume criado, podia até ter sido mais expressiva.
Agora, queria aproveitar a ocasião para defender (apesar de não ter nenhum tipo de procuração) o jogador mais criticado na noite de sábado: Alcides.
É verdade que o miúdo teve uma noite infeliz e esteve ligado aos golos de Liedson mas, atenção, o que não se pode é dizer: “Este jogador não tem as mínimas condições para jogar a defesa direito”.
Isso é desleal e desonesto porque os que disseram isto foram os mesmos que, nas últimas semanas, o elogiaram (na lateral) em vários jogos, incluindo frente ao Manchester United.
Quanto a Beto, não há muito a dizer. O jogador tem as características que tem, os defeitos conhecidos. Se calhar, como temos dito, não serve para titular do Benfica, mas convém que Manuel Fernandes volte à forma.
Moretto teve 10 minutos terríveis. Ao que parece estava lesionado. Acho que é cedo para tirar conclusões precipitadas e, especialmente, era escusado ter relembrado e comparado “casos” passados com ex-jogadores do Benfica em grandes palcos.
Koeman podia ter reagido de outra maneira, podia, especialmente, ter colocado as pedras de outra forma em campo (Manduca na ala, Geovanni no centro à frente de Nuno Gomes), mas, naquela altura, até percebi a troca de Manduca por Manuel Fernandes.
A atitude de Sá Pinto aquando da substituição é demonstrativa, por um lado, do carácter do jogador (para o bem e para o mal), por outro, da importância transcendente que este jogo e o Benfica representam para os “leões”.
Parabéns ao Sporting ganhou o “seu” campeonato, o campeonato da Segunda Circular.
Foi também curioso ver o regresso de João Moutinho aos grandes jogos e a nova actuação de Liedson frente ao Benfica (ao que parece, com a renovação e o reforço da conta bencária à porta).
Para finalizar lamento que a rádio onde ouvi o relato tenha ignorado o lance de Nuno Gomes e Tonel na área leonina. Nem uma palavra, nem um “vamos esperar pela repetição”, ou um “lance duvidoso”. Nada.Enfim...
PS: A Liga continua em aberto. O Sr. Co Adriaanse voltou ontem a dar uma ajuda a Benfica e Sporting.
O essencial foi dito no “post” anterior ("Banho de bola"), mas há algumas notas que, quase 48 horas passadas, merecem destaque.
Primeiro gostaria de reforçar que a vitória do Sporting é inquestionável e, pelo volume criado, podia até ter sido mais expressiva.
Agora, queria aproveitar a ocasião para defender (apesar de não ter nenhum tipo de procuração) o jogador mais criticado na noite de sábado: Alcides.
É verdade que o miúdo teve uma noite infeliz e esteve ligado aos golos de Liedson mas, atenção, o que não se pode é dizer: “Este jogador não tem as mínimas condições para jogar a defesa direito”.
Isso é desleal e desonesto porque os que disseram isto foram os mesmos que, nas últimas semanas, o elogiaram (na lateral) em vários jogos, incluindo frente ao Manchester United.
Quanto a Beto, não há muito a dizer. O jogador tem as características que tem, os defeitos conhecidos. Se calhar, como temos dito, não serve para titular do Benfica, mas convém que Manuel Fernandes volte à forma.
Moretto teve 10 minutos terríveis. Ao que parece estava lesionado. Acho que é cedo para tirar conclusões precipitadas e, especialmente, era escusado ter relembrado e comparado “casos” passados com ex-jogadores do Benfica em grandes palcos.
Koeman podia ter reagido de outra maneira, podia, especialmente, ter colocado as pedras de outra forma em campo (Manduca na ala, Geovanni no centro à frente de Nuno Gomes), mas, naquela altura, até percebi a troca de Manduca por Manuel Fernandes.
A atitude de Sá Pinto aquando da substituição é demonstrativa, por um lado, do carácter do jogador (para o bem e para o mal), por outro, da importância transcendente que este jogo e o Benfica representam para os “leões”.
Parabéns ao Sporting ganhou o “seu” campeonato, o campeonato da Segunda Circular.
Foi também curioso ver o regresso de João Moutinho aos grandes jogos e a nova actuação de Liedson frente ao Benfica (ao que parece, com a renovação e o reforço da conta bencária à porta).
Para finalizar lamento que a rádio onde ouvi o relato tenha ignorado o lance de Nuno Gomes e Tonel na área leonina. Nem uma palavra, nem um “vamos esperar pela repetição”, ou um “lance duvidoso”. Nada.Enfim...
PS: A Liga continua em aberto. O Sr. Co Adriaanse voltou ontem a dar uma ajuda a Benfica e Sporting.
domingo, janeiro 29, 2006
Banho de bola
Numa noite fria e chuvosa, o Benfica constipou-se e levou um verdadeiro “banho de bola”.
Sem espinhas, o Sporting venceu e convenceu na Luz, num jogo em que, bem vistas as coisas, o resultado até é escasso.
Não foi seguramente esta a equipa que venceu o Manchester United e fez uma série de nove vitórias consecutivas. De recordar que o Benfica não teve uma única oportunidade de golo ao longo dos 90 minutos.
Já o “leão”, talvez enraivecido pelos últimos resultados, pela pressão da vitória, pelas declarações de Koeman, pelo ditado do “quanto pior melhor”, pela alegada inexperiência e juventude da equipa mostrou que está vivo e bem vivo para continuar a lutar pela Liga.
Resumindo, nem o Benfica tem uma equipa imbatível, nem o Sporting estava acabado.
Mas, afinal, o que é que aconteceu em campo para que acontecesse este desfecho?
Vamos por partes:
BENFICA
Koeman escolheu o “11” que eu, à partida, também escolheria. Acontece que em termos de posicionamento já não fomos coincidentes.
· Geovanni jogou (!?) encostado à direita quando deveria ter sido o homem mais adiantado à frente de Nuno Gomes
· Manduca deveria ter jogado na ala e não ao centro
· Alcides não teve ajuda a fechar o flanco e, como alertei e temia (apesar de também o ter colocado nessa posição) Nelson à esquerda apaga-se
· Petit não jogou o que é habitual, seguramente por ter recuperado à pressa para o jogo e Beto é Beto e não dá mais
· A entrada de Manuel Fernandes para o lugar de Manduca encolheu ainda mais a equipa e deu sinal negativo aos jogadores, apesar de eu ter percebido o que Koeman queria (dar força ao meio-campo)
· As “armas” Robert e Marcel também nada trouxeram de bom à equipa
· A habitual e elogiada segurança defensiva esteve completamente ausente (nem Moretto – que teve uns 10 minutos trágicos na primeira parte – nem Luisão, nem Andersson, muito menos Alcides)
· A força física da equipa não apareceu
SPORTING
Paulo Bento também escolheu o “11” sugerido, incluindo com João Moutinho mais dentro do jogo. Resultado, os “leões” melhoraram.
· Moutinho e Carlos Martins muito bem no meio-campo em losango
· Liedson endiabrado e decisivo como um ponta-de-lança (abençoado aumento de ordenado)
· Abel muito bem a marcar Simão e até a partir para o ataque
· Sá Pinto, a marca da raça sportinguista. Entrega total quer a defender, quer a atacar
· Sporting muito bem fisicamente, a pressionar o Benfica durante uns bons 70 minutos
· O melhor jogo dos “leões” esta época, pela primeira vez, consistente
Nota também para o árbitro que, não tendo influência no resultado, esqueceu-se de alguns cartões. Dos vários, destaco apenas um para cada lado que deviam ter sido vermelhos: Petit e Polga.
Face a este resultado, o Benfica pode deixar fugir o FC Porto e, mais do que isso, o Sporting reentra na corrida, estando agora a apenas três pontos dos “encarnados”.
Aí está mais uma altura, importante, para o campeão nacional e, já agora, os adeptos baixarem à terra, reflectirem sobre o que correu mal neste jogo ( que foi tudo) e, depois, esperar que a equipa volte a jogar à Benfica, o mais rápido possivel.
Hoje, o Benfica, simplesmente, não jogou, não existiu, não esteve em campo…
Hoje, o Benfica levou uma tareia das antigas em casa e, pior do que isso, não se pode queixar de nada… a não ser de si próprio.
Sem espinhas, o Sporting venceu e convenceu na Luz, num jogo em que, bem vistas as coisas, o resultado até é escasso.
Não foi seguramente esta a equipa que venceu o Manchester United e fez uma série de nove vitórias consecutivas. De recordar que o Benfica não teve uma única oportunidade de golo ao longo dos 90 minutos.
Já o “leão”, talvez enraivecido pelos últimos resultados, pela pressão da vitória, pelas declarações de Koeman, pelo ditado do “quanto pior melhor”, pela alegada inexperiência e juventude da equipa mostrou que está vivo e bem vivo para continuar a lutar pela Liga.
Resumindo, nem o Benfica tem uma equipa imbatível, nem o Sporting estava acabado.
Mas, afinal, o que é que aconteceu em campo para que acontecesse este desfecho?
Vamos por partes:
BENFICA
Koeman escolheu o “11” que eu, à partida, também escolheria. Acontece que em termos de posicionamento já não fomos coincidentes.
· Geovanni jogou (!?) encostado à direita quando deveria ter sido o homem mais adiantado à frente de Nuno Gomes
· Manduca deveria ter jogado na ala e não ao centro
· Alcides não teve ajuda a fechar o flanco e, como alertei e temia (apesar de também o ter colocado nessa posição) Nelson à esquerda apaga-se
· Petit não jogou o que é habitual, seguramente por ter recuperado à pressa para o jogo e Beto é Beto e não dá mais
· A entrada de Manuel Fernandes para o lugar de Manduca encolheu ainda mais a equipa e deu sinal negativo aos jogadores, apesar de eu ter percebido o que Koeman queria (dar força ao meio-campo)
· As “armas” Robert e Marcel também nada trouxeram de bom à equipa
· A habitual e elogiada segurança defensiva esteve completamente ausente (nem Moretto – que teve uns 10 minutos trágicos na primeira parte – nem Luisão, nem Andersson, muito menos Alcides)
· A força física da equipa não apareceu
SPORTING
Paulo Bento também escolheu o “11” sugerido, incluindo com João Moutinho mais dentro do jogo. Resultado, os “leões” melhoraram.
· Moutinho e Carlos Martins muito bem no meio-campo em losango
· Liedson endiabrado e decisivo como um ponta-de-lança (abençoado aumento de ordenado)
· Abel muito bem a marcar Simão e até a partir para o ataque
· Sá Pinto, a marca da raça sportinguista. Entrega total quer a defender, quer a atacar
· Sporting muito bem fisicamente, a pressionar o Benfica durante uns bons 70 minutos
· O melhor jogo dos “leões” esta época, pela primeira vez, consistente
Nota também para o árbitro que, não tendo influência no resultado, esqueceu-se de alguns cartões. Dos vários, destaco apenas um para cada lado que deviam ter sido vermelhos: Petit e Polga.
Face a este resultado, o Benfica pode deixar fugir o FC Porto e, mais do que isso, o Sporting reentra na corrida, estando agora a apenas três pontos dos “encarnados”.
Aí está mais uma altura, importante, para o campeão nacional e, já agora, os adeptos baixarem à terra, reflectirem sobre o que correu mal neste jogo ( que foi tudo) e, depois, esperar que a equipa volte a jogar à Benfica, o mais rápido possivel.
Hoje, o Benfica, simplesmente, não jogou, não existiu, não esteve em campo…
Hoje, o Benfica levou uma tareia das antigas em casa e, pior do que isso, não se pode queixar de nada… a não ser de si próprio.
sexta-feira, janeiro 27, 2006
SORTEio
Realizou-se hoje o sorteio para o Euro 2008, que vai disputar-se, a meias na Suíça e na Áustria.
Este, no geral, não foi um mau sorteio para Portugal, mas, atenção, não é caso para deitar foguetes antecipados.
É verdade que, do “pote 2”, nos calhou o brinde (a Polónia), mas, em compensação, do “pote 3”, saiu-nos “a fava” (Sérvia Montenegro).
Depois há ainda três nossas conhecidas que, não sendo adversários inacessíveis, não são propriamente fáceis (Finlândia, Bélgica e Polónia) e tanto podemos ganhar como perder pontos.
De recordar, por exemplo, que a última vez que jogamos com a Finlândia perdemos no Bessa, sem espinhas, na preparação para o Mundial 2002.
Vai ser com estes cinco adversários que, seguramente, tudo se vai decidir.
Com os outros três “colegas de grupo” (Arménia, Azerbaijão e Cazaquistão) não pode (não pode mesmo) haver deslizes.
Nota ainda para o facto de termos ficado no grupo maior e com várias equipas de Leste (viagens grandes, países frios, calendário apertado).
Grupo A:PORTUGALSérvia e MontenegroFinlândiaBélgicaPolóniaArméniaAzerbaijãoCazaquistão
Como disse, o sorteio podia ter sido bem pior e há, logo no “grupo B”, um exemplo disso: França, Itália, Ucrânia, Escócia…
Falta agora saber como duas coisas: qual o calendário dos jogos (e isso pode ser muito importante) e, já agora, quem vai ser o seleccionador.
Pelo que parece, o senhor Scolari estará do outro lado do Canal da Mancha.
Este, no geral, não foi um mau sorteio para Portugal, mas, atenção, não é caso para deitar foguetes antecipados.
É verdade que, do “pote 2”, nos calhou o brinde (a Polónia), mas, em compensação, do “pote 3”, saiu-nos “a fava” (Sérvia Montenegro).
Depois há ainda três nossas conhecidas que, não sendo adversários inacessíveis, não são propriamente fáceis (Finlândia, Bélgica e Polónia) e tanto podemos ganhar como perder pontos.
De recordar, por exemplo, que a última vez que jogamos com a Finlândia perdemos no Bessa, sem espinhas, na preparação para o Mundial 2002.
Vai ser com estes cinco adversários que, seguramente, tudo se vai decidir.
Com os outros três “colegas de grupo” (Arménia, Azerbaijão e Cazaquistão) não pode (não pode mesmo) haver deslizes.
Nota ainda para o facto de termos ficado no grupo maior e com várias equipas de Leste (viagens grandes, países frios, calendário apertado).
Grupo A:PORTUGALSérvia e MontenegroFinlândiaBélgicaPolóniaArméniaAzerbaijãoCazaquistão
Como disse, o sorteio podia ter sido bem pior e há, logo no “grupo B”, um exemplo disso: França, Itália, Ucrânia, Escócia…
Falta agora saber como duas coisas: qual o calendário dos jogos (e isso pode ser muito importante) e, já agora, quem vai ser o seleccionador.
Pelo que parece, o senhor Scolari estará do outro lado do Canal da Mancha.
O derby dos derbies
Amanhã regressa à Luz o jogo dos jogos para a Liga portuguesa. Independentemente do que estiver a acontecer, o Benfica – Sporting é sempre aquele jogo que ninguém quer perder.
Se o futebol fosse “matemática”, os “encarnados” venciam a partida deste sábado; se valer o “mito” dos grandes jogos, os “leões” vão levar a melhor precisamente porque estão pior.
O Benfica joga em casa, tem três pontos de vantagem, leva nove jogos consecutivos a vencer (sete no campeonato, uma na Taça e outra na Champions) e reforçou-se bastante no mercado de Inverno, equilibrando o seu plantel.
O Sporting ganhou com o novo treinador especialmente força defensiva (diminuíram os golos sofridos), mas tem faltado consistência durante os 90 minutos, opções de banco que façam a diferença e alguma maturidade em alguns momentos decisivos.
Face a tudo isto, o campeão nacional é favorito mas precisa de entrar concentrado e consciente das dificuldades, que a juventude dos leões e a ratice de Liedson podem trazer.
AS EQUIPAS
As equipas estão praticamente na máxima força já que ao Benfica falta Micolli e ao Sporting Douala.
Em princípio este vai ser um jogo em que ambos os treinadores vão apostar num 4-4-2, mas num esquema diferente.
Koeman prefere extremos e um avançado que possa jogar nas costas do outro, enquanto Paulo Bento deve apostar num meio-campo em losango e um ataque com dois homens lado a lado.
Assim, a equipa da Luz deve entrar com Moretto na baliza; Alcides, Luisão, Andersson e Nélson na defesa; Petit e Beto no meio-campo defensivo; Simão e Manduca nas alas, Nuno Gomes no apoio a Geovanni.
Já o Sporting deve jogar com Ricardo, Abel, Tonel, Polga e Caneira, na defesa; Custódio, João Moutinho, Carlos Martins e Sá Pinto, no meio-campo; Deivid e Liedson na frente.
Obviamente que há aqui notas a ter em conta em ambas as equipas:
· Nelson perde força na esquerda mas é importante que Alcides se mantenha na direita, quer pela velocidade, quer pela hipótese de ter que fazer de terceiro central
· Manuel Fernandes não está em forma e deve voltar ao banco, apesar de Beto ser, no geral, mais limitado que o internacional português
· Uma das dúvidas principais é saber se joga Manduca ou Laurent Robert de início. Aposto no brasileiro por ser polivalente e por estar mais bem integrado
· Koeman deve repetir a frente de ataque “versão Manchester” mas Marcel treinou bem durante a semana.
· Custódio tem estado mal e Luís Loureiro voltou aos convocados. No entanto, por uma questão de ritmo, o mais jovem deve ter vantagem
· João Moutinho também não tem estado muito bem, mas se Sá Pinto jogar no meio-campo, o miúdo regressa ao centro do terreno e vai melhorar
· Esta é mesmo uma das dúvidas, onde joga Sá Pinto: no lugar do “10” Romagnoli ou no lugar de Deivid?
· O argentino não tem ritmo para 90 minutos, talvez seja uma das armas para lançar apenas na segunda parte
Palavra também para o árbitro. Pedro Henriques é o meu árbitro favorito. Espero que confirme este estatuto, deixe jogar quando o puder fazer, actue disciplinarmente quando tiver que o fazer.
Nota final para a (chamada) “importância do jogo”. Não sendo decisivo é sempre um jogo importante (estão seis pontos em jogo). Os “leões” podem ter mais pressão porque, se perderem, ficam a nove pontos do Benfica e, talvez, a 12 do FC Porto.
De recordar que na primeira volta, por esta altura, a equipa de Alvalade tinha oito pontos de vantagem sobre os “encarnados”.
Se o futebol fosse “matemática”, os “encarnados” venciam a partida deste sábado; se valer o “mito” dos grandes jogos, os “leões” vão levar a melhor precisamente porque estão pior.
O Benfica joga em casa, tem três pontos de vantagem, leva nove jogos consecutivos a vencer (sete no campeonato, uma na Taça e outra na Champions) e reforçou-se bastante no mercado de Inverno, equilibrando o seu plantel.
O Sporting ganhou com o novo treinador especialmente força defensiva (diminuíram os golos sofridos), mas tem faltado consistência durante os 90 minutos, opções de banco que façam a diferença e alguma maturidade em alguns momentos decisivos.
Face a tudo isto, o campeão nacional é favorito mas precisa de entrar concentrado e consciente das dificuldades, que a juventude dos leões e a ratice de Liedson podem trazer.
AS EQUIPAS
As equipas estão praticamente na máxima força já que ao Benfica falta Micolli e ao Sporting Douala.
Em princípio este vai ser um jogo em que ambos os treinadores vão apostar num 4-4-2, mas num esquema diferente.
Koeman prefere extremos e um avançado que possa jogar nas costas do outro, enquanto Paulo Bento deve apostar num meio-campo em losango e um ataque com dois homens lado a lado.
Assim, a equipa da Luz deve entrar com Moretto na baliza; Alcides, Luisão, Andersson e Nélson na defesa; Petit e Beto no meio-campo defensivo; Simão e Manduca nas alas, Nuno Gomes no apoio a Geovanni.
Já o Sporting deve jogar com Ricardo, Abel, Tonel, Polga e Caneira, na defesa; Custódio, João Moutinho, Carlos Martins e Sá Pinto, no meio-campo; Deivid e Liedson na frente.
Obviamente que há aqui notas a ter em conta em ambas as equipas:
· Nelson perde força na esquerda mas é importante que Alcides se mantenha na direita, quer pela velocidade, quer pela hipótese de ter que fazer de terceiro central
· Manuel Fernandes não está em forma e deve voltar ao banco, apesar de Beto ser, no geral, mais limitado que o internacional português
· Uma das dúvidas principais é saber se joga Manduca ou Laurent Robert de início. Aposto no brasileiro por ser polivalente e por estar mais bem integrado
· Koeman deve repetir a frente de ataque “versão Manchester” mas Marcel treinou bem durante a semana.
· Custódio tem estado mal e Luís Loureiro voltou aos convocados. No entanto, por uma questão de ritmo, o mais jovem deve ter vantagem
· João Moutinho também não tem estado muito bem, mas se Sá Pinto jogar no meio-campo, o miúdo regressa ao centro do terreno e vai melhorar
· Esta é mesmo uma das dúvidas, onde joga Sá Pinto: no lugar do “10” Romagnoli ou no lugar de Deivid?
· O argentino não tem ritmo para 90 minutos, talvez seja uma das armas para lançar apenas na segunda parte
Palavra também para o árbitro. Pedro Henriques é o meu árbitro favorito. Espero que confirme este estatuto, deixe jogar quando o puder fazer, actue disciplinarmente quando tiver que o fazer.
Nota final para a (chamada) “importância do jogo”. Não sendo decisivo é sempre um jogo importante (estão seis pontos em jogo). Os “leões” podem ter mais pressão porque, se perderem, ficam a nove pontos do Benfica e, talvez, a 12 do FC Porto.
De recordar que na primeira volta, por esta altura, a equipa de Alvalade tinha oito pontos de vantagem sobre os “encarnados”.
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Nunca esquecidos, sempre presentes...
Este é um dia que nunca pode ser esquecido não só por sócios, adeptos e simpatizantes do Benfica, mas também por qualquer outra pessoa que costume acompanhar o fenómeno desportivo.
Neste dia, assinalam-se duas efemérides: uma positiva, outra trágica.
A 25 de Janeiro de 1942 nasceu Eusébio da Silva Ferreira, o “pantera negra”, o melhor jogador português de todos os tempos.
A 25 de Janeiro de 2004 morreu Miki Féher, avançado do Benfica, em pleno relvado, num jogo frente ao Guimarães.
Sem mais... as minhas homenagens.
Neste dia, assinalam-se duas efemérides: uma positiva, outra trágica.
A 25 de Janeiro de 1942 nasceu Eusébio da Silva Ferreira, o “pantera negra”, o melhor jogador português de todos os tempos.
A 25 de Janeiro de 2004 morreu Miki Féher, avançado do Benfica, em pleno relvado, num jogo frente ao Guimarães.
Sem mais... as minhas homenagens.
Bola na Área
Depois de um interregno “forçado”, o “Doente da Bola” regressa aos comentários da actualidade desportiva.
Para recuperar o atraso vamos repetir o formato “curtas e grossas” já utilizado noutras ocasiões mas, desta vez, por equipas.
BENFICA
· Os “encarnados” reforçaram-se com duas das minhas sugestões (Moretto e Marcel), mais Laurent Robert, Marco Ferreira e Manduca. A equipa está mais forte, é indiscutível. Falta um trinco com cabedal (ao estilo Patrick Vieira), mais do que um verdadeiro “10”.
· Mais duvidosas são as dispensas de João Pereira e especialmente Dos Santos. Da mesma forma que um plantel se faz de bons titulares, é necessário também um bom banco, equilibrado, com opções para todos os lugares.
· Quanto aos empréstimos de Carlitos e Hélio Roque… nada a apontar. Falta Karyaka ir pregar para outra freguesia.
· Apesar de perceber a tristeza de Quim por ter perdido a titularidade numa altura em que a equipa não sofria golos, o certo é que concordo com Koeman. Se Moretto é melhor, como acho que é, tem que jogar.
· Marcel sempre veio para o Benfica. É, em minha opinião, um grande reforço, mas foi lamentável a (mais esta) novela e o comportamento do jogador deixa a desejar e pode até (mais tarde) virar-se contra o clube.
SPORTING
· Os “leões” contrataram Abel, Caneira, Romagnoli e Koke. Sobre os três primeiros já falei; sobre o espanhol não posso dizer nada, não conheço. Em minha opinião, o Sporting continua a necessitar de um ponta-de-lança de área (diferente dos “levezinhos”) e extremos (se Paulo Bento os quiser na sua táctica principal, o que ainda não se percebeu)
· Polga e Deivid foram castigados por terem chegado atrasados das férias de Natal. Os dois jogadores foram multados e ficaram fora do jogo de Braga. Não concordo com a segunda parte do castigo. O que custa aos jogadores é a carteira (bastava a SAD ter “atacado” aí para ter resolvido o problema). O facto de não jogarem, não prejudica nada os atletas, apenas o clube.
· Wender jogou contra o Sporting e marcou dois golos. Os “leões” cumpriram os regulamentos e fizeram bem. No entanto, bem podiam ter atrasado um pouco o processo para evitar surpresas. Aliás, ainda estou para perceber o que aconteceu ao brasileiro em Alvalade.
· As eleições já mexem e o presidente-que-disse-que-não-se-candidataria-afinal-sempre-vai-avançar e os apoios de peso já começaram a surgir. Falta ver o que fazem os outros candidatos a candidatos. Será que vão mesmo regressar as eleições para as bandas de Alvalade.
FC PORTO
· Continuamos à espera da estreia do “jovem-prodígio” Andersson pelos “dragões” e, entretanto, Adriano foi “roubado” ao Sporting para reforçar o ataque portista.
· Faltam, na minha perspectiva, defesas laterais para equilibrar o plantel de Co Adriaanse.
· Vítor Baia, depois do “frango” da Reboleira perdeu a titularidade para Helton. Decisão polémica especialmente pelo nome e o peso específico de Baia. Um erro todos podem ter e não devem ser crucificados de imediato, o que é certo é que, apesar de tudo, eu até acho que o brasileiro é melhor que o português.
OS OUTROS
· O Sporting de Braga perdeu ¾ da defesa, vamos ver como reage a esta sangria
· O senhor do Nacional voltou a fazer das suas. Depois de ter desviado Adriano para os “dragões” de forma estranha, ainda picou a equipa de Alvalade dizendo que o Sporting era adversário directo. Alguém que ponha este homem no lugar
· Chumbita Nunes não se recandidata no Vitória de Setúbal. Ainda bem para o clube.
· O Penafiel está “despachado”. Tenho pena, acho Luís Castro um bom treinador.
· O Guimarães continua a reforçar-se (Antchouet e Wesley). Está na altura de começar a fazer pontos, sob pena de…
· … fazer companhia ao Belenenses na altura do “sufoco”.
· Excelente o campeonato da “equipa de todos os emprestados”, que até venceu o FC Porto
· João Lagos parece que vai salvar o Estoril. Esperemos que tudo corra bem.
PS: alguém que acabe com esta peixeirada/palhaçada entre Veiga e Pinto da Costa. Isto já não se usa e não dignifica ninguém.
Para recuperar o atraso vamos repetir o formato “curtas e grossas” já utilizado noutras ocasiões mas, desta vez, por equipas.
BENFICA
· Os “encarnados” reforçaram-se com duas das minhas sugestões (Moretto e Marcel), mais Laurent Robert, Marco Ferreira e Manduca. A equipa está mais forte, é indiscutível. Falta um trinco com cabedal (ao estilo Patrick Vieira), mais do que um verdadeiro “10”.
· Mais duvidosas são as dispensas de João Pereira e especialmente Dos Santos. Da mesma forma que um plantel se faz de bons titulares, é necessário também um bom banco, equilibrado, com opções para todos os lugares.
· Quanto aos empréstimos de Carlitos e Hélio Roque… nada a apontar. Falta Karyaka ir pregar para outra freguesia.
· Apesar de perceber a tristeza de Quim por ter perdido a titularidade numa altura em que a equipa não sofria golos, o certo é que concordo com Koeman. Se Moretto é melhor, como acho que é, tem que jogar.
· Marcel sempre veio para o Benfica. É, em minha opinião, um grande reforço, mas foi lamentável a (mais esta) novela e o comportamento do jogador deixa a desejar e pode até (mais tarde) virar-se contra o clube.
SPORTING
· Os “leões” contrataram Abel, Caneira, Romagnoli e Koke. Sobre os três primeiros já falei; sobre o espanhol não posso dizer nada, não conheço. Em minha opinião, o Sporting continua a necessitar de um ponta-de-lança de área (diferente dos “levezinhos”) e extremos (se Paulo Bento os quiser na sua táctica principal, o que ainda não se percebeu)
· Polga e Deivid foram castigados por terem chegado atrasados das férias de Natal. Os dois jogadores foram multados e ficaram fora do jogo de Braga. Não concordo com a segunda parte do castigo. O que custa aos jogadores é a carteira (bastava a SAD ter “atacado” aí para ter resolvido o problema). O facto de não jogarem, não prejudica nada os atletas, apenas o clube.
· Wender jogou contra o Sporting e marcou dois golos. Os “leões” cumpriram os regulamentos e fizeram bem. No entanto, bem podiam ter atrasado um pouco o processo para evitar surpresas. Aliás, ainda estou para perceber o que aconteceu ao brasileiro em Alvalade.
· As eleições já mexem e o presidente-que-disse-que-não-se-candidataria-afinal-sempre-vai-avançar e os apoios de peso já começaram a surgir. Falta ver o que fazem os outros candidatos a candidatos. Será que vão mesmo regressar as eleições para as bandas de Alvalade.
FC PORTO
· Continuamos à espera da estreia do “jovem-prodígio” Andersson pelos “dragões” e, entretanto, Adriano foi “roubado” ao Sporting para reforçar o ataque portista.
· Faltam, na minha perspectiva, defesas laterais para equilibrar o plantel de Co Adriaanse.
· Vítor Baia, depois do “frango” da Reboleira perdeu a titularidade para Helton. Decisão polémica especialmente pelo nome e o peso específico de Baia. Um erro todos podem ter e não devem ser crucificados de imediato, o que é certo é que, apesar de tudo, eu até acho que o brasileiro é melhor que o português.
OS OUTROS
· O Sporting de Braga perdeu ¾ da defesa, vamos ver como reage a esta sangria
· O senhor do Nacional voltou a fazer das suas. Depois de ter desviado Adriano para os “dragões” de forma estranha, ainda picou a equipa de Alvalade dizendo que o Sporting era adversário directo. Alguém que ponha este homem no lugar
· Chumbita Nunes não se recandidata no Vitória de Setúbal. Ainda bem para o clube.
· O Penafiel está “despachado”. Tenho pena, acho Luís Castro um bom treinador.
· O Guimarães continua a reforçar-se (Antchouet e Wesley). Está na altura de começar a fazer pontos, sob pena de…
· … fazer companhia ao Belenenses na altura do “sufoco”.
· Excelente o campeonato da “equipa de todos os emprestados”, que até venceu o FC Porto
· João Lagos parece que vai salvar o Estoril. Esperemos que tudo corra bem.
PS: alguém que acabe com esta peixeirada/palhaçada entre Veiga e Pinto da Costa. Isto já não se usa e não dignifica ninguém.
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Pedimos desculpa pela interrupção...
É só para avisar que, em breve, vão regressar os comentários à actualidade desportiva, feitos por um "Doente da Bola".
O "cabo das tormentas" foi ultrapassado ontem à noite e a calmaria vai permitir o regresso da análise ao que se tem passado por aí no mundo da bola.
Mais uma vez: Pedimos desculpa pela interrupção, prometemos ser breves.
O "cabo das tormentas" foi ultrapassado ontem à noite e a calmaria vai permitir o regresso da análise ao que se tem passado por aí no mundo da bola.
Mais uma vez: Pedimos desculpa pela interrupção, prometemos ser breves.
sábado, janeiro 07, 2006
Mercado de Inverno
A janela de contratações abriu a 1 de Janeiro, mas os principais clubes estão a trabalhar depressa e têm (quase) todos os reforços garantidos.
A cada um dos três grandes faltam avançados: pontas de lança a Benfica e FC Porto, extremo ao Sporting. Casos para serem resolvidos, seguramente, durante a próxima semana.
Fora isso, os “encarnados” conseguiram quatro reforços: o guarda-redes Moretto e três extremos (Robert e Manduca para a esquerda e Marco Ferreira para a direita).
Indiscutivelmente, as laterais do ataque eram zonas que estavam em défice, entregues em exclusividade a Simão (será que fica?).
À primeira vista os quatro jogadores contratados parecem bons reforços, uns mais que outros, claro.
Robert pode mesmo ser, se quiser e tiver cabeça, um grande reforço para o campeão nacional. É preciso que se adapte e se deixe de merdices se tiver que ir para o banco.
Manduca pode ser importante, dada a rapidez e, especialmente a polivalência, já que, para além de jogar à esquerda, pode jogar ao centro e à direita.
Marco Ferreira é a incógnita. O extremo-direito já foi internacional “AA”, mas tem andado desaparecido desde que deixou Mourinho no FC Porto. Um contrato por 3,5 parece-me muito arriscado. Pode, no entanto, ser opção mais válida que Carlitos.
Moretto, independente da “novela” exagerada, é um grande guarda-redes e pode mesmo “pegar de estaca” no clube da Luz.
No Sporting, depois da “bentania”, entraram Abel (defesa-direito), Caneira (defesa polivalente) e Romagnolli (médio criativo).
O argentino tem “cartel”, foi campeão mundial de sub-20, mas só isso não chega. Ao que consta é um jogador propenso a lesões. No entanto, tirando o facto de ir fechar as portas ao Carlos Martins, pode, se se adaptar, ser importante no desenvolvimento de jogadas de ataque. Por outro lado, tendo vindo por empréstimo, os “leões” estão defendidos, se alguma coisa correr mal.
Abel vem ocupar a vaga de Rogério e, à primeira vista, a equipa de Alvalade fica a perder com a troca, mas pode vir aí uma surpresa. O português tem a vantagem de ser mais rápido que o brasileiro.
Já Caneira é um valor seguro e vai, seguramente, ser titular, independentemente da posição que actuar. Grande reforço, infelizmente vão ser só seis meses. É claro que alguns puristas, entre os sportinguistas, já se insurgiram pelo facto do jogador voltar a vestir a camisola do Sporting depois da forma como saiu, mas é a vida…
No FC Porto, líder do campeonato, chega Andersson o “puto maravilha” do Brasil. O “segundo Ronaldinho Gaúcho” vai fazer furor ao lado de Quaresma e Lucho.
Aos "azuis e brancos" falta ainda, pelo menos, um lateral direito.
Vamos ver como continua o mercado e quem são os três “Reis Magos” que faltam…
Para já, parece que as três equipas têm condições para melhorar.
A cada um dos três grandes faltam avançados: pontas de lança a Benfica e FC Porto, extremo ao Sporting. Casos para serem resolvidos, seguramente, durante a próxima semana.
Fora isso, os “encarnados” conseguiram quatro reforços: o guarda-redes Moretto e três extremos (Robert e Manduca para a esquerda e Marco Ferreira para a direita).
Indiscutivelmente, as laterais do ataque eram zonas que estavam em défice, entregues em exclusividade a Simão (será que fica?).
À primeira vista os quatro jogadores contratados parecem bons reforços, uns mais que outros, claro.
Robert pode mesmo ser, se quiser e tiver cabeça, um grande reforço para o campeão nacional. É preciso que se adapte e se deixe de merdices se tiver que ir para o banco.
Manduca pode ser importante, dada a rapidez e, especialmente a polivalência, já que, para além de jogar à esquerda, pode jogar ao centro e à direita.
Marco Ferreira é a incógnita. O extremo-direito já foi internacional “AA”, mas tem andado desaparecido desde que deixou Mourinho no FC Porto. Um contrato por 3,5 parece-me muito arriscado. Pode, no entanto, ser opção mais válida que Carlitos.
Moretto, independente da “novela” exagerada, é um grande guarda-redes e pode mesmo “pegar de estaca” no clube da Luz.
No Sporting, depois da “bentania”, entraram Abel (defesa-direito), Caneira (defesa polivalente) e Romagnolli (médio criativo).
O argentino tem “cartel”, foi campeão mundial de sub-20, mas só isso não chega. Ao que consta é um jogador propenso a lesões. No entanto, tirando o facto de ir fechar as portas ao Carlos Martins, pode, se se adaptar, ser importante no desenvolvimento de jogadas de ataque. Por outro lado, tendo vindo por empréstimo, os “leões” estão defendidos, se alguma coisa correr mal.
Abel vem ocupar a vaga de Rogério e, à primeira vista, a equipa de Alvalade fica a perder com a troca, mas pode vir aí uma surpresa. O português tem a vantagem de ser mais rápido que o brasileiro.
Já Caneira é um valor seguro e vai, seguramente, ser titular, independentemente da posição que actuar. Grande reforço, infelizmente vão ser só seis meses. É claro que alguns puristas, entre os sportinguistas, já se insurgiram pelo facto do jogador voltar a vestir a camisola do Sporting depois da forma como saiu, mas é a vida…
No FC Porto, líder do campeonato, chega Andersson o “puto maravilha” do Brasil. O “segundo Ronaldinho Gaúcho” vai fazer furor ao lado de Quaresma e Lucho.
Aos "azuis e brancos" falta ainda, pelo menos, um lateral direito.
Vamos ver como continua o mercado e quem são os três “Reis Magos” que faltam…
Para já, parece que as três equipas têm condições para melhorar.
Bola de Natal
Infelizmente tenho tido pouco tempo para actualizar o blog como ele merecia, mas, apesar disso, tomei algumas notas “curtas e grossas”.
· O mercado de Inverno tem estado em plena ebulição. Falaremos sobre isso já a seguir.
· Há dois pontos de análise no “caso Moretto”: por um lado, a “chapada” é lamentável e indigna de um clube como o Benfica, aquela cena à “guarda Abel” faz-nos recuar alguns anos e relembrar o pior de Pinto da Costa; por outro lado, o presidente Luís Filipe Vieira, ao ir ao Brasil, demonstra que não tem medo das alegadas pressões dos adversários.
· Polga e Deivid chegaram vários dias atrasados e vão ficar fora de jogo na próxima partida do Sporting. Este problema dos brasileiros com aviões no Natal será genético?
· Agrava-se a crise financeira no futebol português. O Estoril está prestes a fechar as portas e outros clubes, especialmente da II Liga, podem seguir o mesmo caminho. O que será que o accionista Veiga tem a dizer sobre este caso?
· O campeonato português parou por duas semanas, enquanto em Inglaterra se fizeram quatro jogos…
· Apesar das “férias”, os árbitros continuam a ser nomeados sem o mínimo critério. Os juízes de campo que erram são premiados com nomeações importantes.
· Marcel é um dos nomes do momento no futebol português. Sem se questionar a qualidade do atleta, já aqui elogiada, é lamentável a pressão que o jogador está a fazer à Académica. Os contratos são assinados de livre vontade e são para cumprir, a não ser que se consiga um acordo de todas as partes.
· O Chelsea continua a esmagar e os adversários já admitiram a derrota. Entretanto, Maniche lá se safou da fria Moscovo.
· O mercado de Inverno tem estado em plena ebulição. Falaremos sobre isso já a seguir.
· Há dois pontos de análise no “caso Moretto”: por um lado, a “chapada” é lamentável e indigna de um clube como o Benfica, aquela cena à “guarda Abel” faz-nos recuar alguns anos e relembrar o pior de Pinto da Costa; por outro lado, o presidente Luís Filipe Vieira, ao ir ao Brasil, demonstra que não tem medo das alegadas pressões dos adversários.
· Polga e Deivid chegaram vários dias atrasados e vão ficar fora de jogo na próxima partida do Sporting. Este problema dos brasileiros com aviões no Natal será genético?
· Agrava-se a crise financeira no futebol português. O Estoril está prestes a fechar as portas e outros clubes, especialmente da II Liga, podem seguir o mesmo caminho. O que será que o accionista Veiga tem a dizer sobre este caso?
· O campeonato português parou por duas semanas, enquanto em Inglaterra se fizeram quatro jogos…
· Apesar das “férias”, os árbitros continuam a ser nomeados sem o mínimo critério. Os juízes de campo que erram são premiados com nomeações importantes.
· Marcel é um dos nomes do momento no futebol português. Sem se questionar a qualidade do atleta, já aqui elogiada, é lamentável a pressão que o jogador está a fazer à Académica. Os contratos são assinados de livre vontade e são para cumprir, a não ser que se consiga um acordo de todas as partes.
· O Chelsea continua a esmagar e os adversários já admitiram a derrota. Entretanto, Maniche lá se safou da fria Moscovo.
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