Sou daqueles que acredita que só um plantel equilibrado e com opções em todas as posições pode ganhar campeonatos e, mais do que isso, pretender manter-se na luta por várias competições.
Exemplo disso, o FC Porto de José Mourinho que conseguiu vencer primeiro a UEFA, depois a Champions, ao mesmo tempo de conquistava a Liga nacional e ainda uma Taça de Portugal.
A qualidade, competitividade e rotatividade do plantel permitiu ao técnico gerir melhor e assim tirar o máximo rendimento dos atletas.
Vem tudo isto a propósito do plantel e da temporada do Benfica.
Não consigo entender como é que uma equipa, que está a disputar três competições oficiais, e com aspirações a lutar pela vitória, se arrisca a fazer metade da época com apenas seis defesas.
Já aqui tinha deixado clara (na reabertura de portas em Janeiro) a minha oposição às dispensas no "mercado de Inverno" de João Pereira e Dos Santos. Agora, sou obrigado a lembrar esse facto, numa altura em que Alcides e Léo estão fora de combate e o próprio Luisão vai jogar saido directamente da cama com uma constipação que o impediu de defrontar a Naval.
A questão que se coloca é: Quem promoveu estas saídas? Quem as autorizou? Com que justificação? Que alternativas ficam?
Por exemplo, na partida desta noite frente ao Vitória de Guimarães para a Taça de Portugal, Koeman tem à sua disposição, apenas, quatro defesas (Nélson, Luisão, Andersson e Ricardo Rocha). Mais estranho ainda é o facto de, no banco, não haver um único jogador de características defensivas.
É nestas alturas que importa recordar aos técnicos do Benfica que está disponível uma equipa B, que tem que servir para estas situações.
Num jogo a meio da semana, o que impede alguns dos miúdos da segunda equipa dos "encarnados" de, pelo menos, irem para o banco e, eventualmente, substituirem alguns dos titulares?
Das duas uma: ou é incompetência dos técnicos - e eu não quero acreditar nisso porque foi-nos dito que Tony Bruins era especialista em jovens talentos - ou é a prova de que as camadas jovens não estão a produzir qualidade - também me custa a acreditar porque, nos últimos dois anos, conquistaram um título de juniores, foram à final de outro e subiram de divisão com os "B".
O que fará Koeman se acontecer mais uma lesão (grave) entre os defesas? Vai ter que partir para as adaptações. Aqui ficam as sugestões: Marco Ferreira (lateral direito), Marcel e Mantorras (centrais), Manduca (defesa-esquerdo).
Há coisas com que não se devia brincar...
quarta-feira, março 15, 2006
segunda-feira, março 13, 2006
Ressaca
O Benfica voltou a empatar frente à Naval (*) e terá dito adeus à revalidação do título.
No regresso às competições internas, depois da noite épica de Anfield Road, os “encarnados” entraram mal, mas, mesmo assim, criaram situações de perigo suficientes para ganhar o jogo tranquilamente.
Um misto de azar, ineficácia ofensiva e intervenção “exterior” explicam este resultado, numa partida em que a equipa de Koeman fez 22 remates à baliza, sem conseguir marcar uma única vez.
Não há palavras para descrever os falhanços de Andersson e Marcel, já na parte final do jogo…
Este é o terceiro jogo de ressaca das competições europeias que corre mal ao campeão nacional com mais um empate (seis pontos deitados à rua só nestas situações).
Agora, a oito jogos do fim do campeonato e no meio de um furacão de 11 jogos no espaço de um mês, o Benfica muito dificilmente recuperará os sete pontos que tem em atraso.
PS: Pior que o resultado, só mesmo as lesões de Alcides e Léo. Só espero que não sejam graves.
(*) Como é que uma equipa como a Naval do fundo da tabela rouba quatro pontos ao Benfica?
No regresso às competições internas, depois da noite épica de Anfield Road, os “encarnados” entraram mal, mas, mesmo assim, criaram situações de perigo suficientes para ganhar o jogo tranquilamente.
Um misto de azar, ineficácia ofensiva e intervenção “exterior” explicam este resultado, numa partida em que a equipa de Koeman fez 22 remates à baliza, sem conseguir marcar uma única vez.
Não há palavras para descrever os falhanços de Andersson e Marcel, já na parte final do jogo…
Este é o terceiro jogo de ressaca das competições europeias que corre mal ao campeão nacional com mais um empate (seis pontos deitados à rua só nestas situações).
Agora, a oito jogos do fim do campeonato e no meio de um furacão de 11 jogos no espaço de um mês, o Benfica muito dificilmente recuperará os sete pontos que tem em atraso.
PS: Pior que o resultado, só mesmo as lesões de Alcides e Léo. Só espero que não sejam graves.
(*) Como é que uma equipa como a Naval do fundo da tabela rouba quatro pontos ao Benfica?
sábado, março 11, 2006
“Fora de jogo” (3)
As discussões ciclicas entre dirigentes do futebol português são demonstrativas que o nosso futebol tem, ainda, pormenores do terceiro mundo.
A facilidade com que se fazem acordos, alianças, manifestos é a mesma com que se desfazem. O meu “amigo” de hoje, é o meu inimigo de amanhã... e vai rodando, consoante as conviniências de uns e outros.
Vem tudo isto a propósito da última polémica: a que coloca frente a frente Filipe Soares Franco e Luís Filipe Vieira.
Foi o presidente do Sporting que “abriu as hostilidades” ao servir-se do exemplo do Benfica para dizer: “o nosso passivo é grande, mas o deles é maior”.
Não sei se as contas dos clubes estão certas (alegadamente ambas são auditadas), mas parece-me uma criancice este tipo de conversa: “o meu pai é melhor que o teu, ‘tá bem, mas o meu é maior”.
Ora, a esta criancice de Soares Franco (que quer justificar os erros de gestão com o injustificável - o Benfica é maior, gera mais receitas, consegue ir pagando aos bancos), deveria Vieira ter ficado calado, mas infelizmente não resistiu e foi ressuscitar o “caso Nacional”, que não faz o mínimo sentido.
A facilidade com que se fazem acordos, alianças, manifestos é a mesma com que se desfazem. O meu “amigo” de hoje, é o meu inimigo de amanhã... e vai rodando, consoante as conviniências de uns e outros.
Vem tudo isto a propósito da última polémica: a que coloca frente a frente Filipe Soares Franco e Luís Filipe Vieira.
Foi o presidente do Sporting que “abriu as hostilidades” ao servir-se do exemplo do Benfica para dizer: “o nosso passivo é grande, mas o deles é maior”.
Não sei se as contas dos clubes estão certas (alegadamente ambas são auditadas), mas parece-me uma criancice este tipo de conversa: “o meu pai é melhor que o teu, ‘tá bem, mas o meu é maior”.
Ora, a esta criancice de Soares Franco (que quer justificar os erros de gestão com o injustificável - o Benfica é maior, gera mais receitas, consegue ir pagando aos bancos), deveria Vieira ter ficado calado, mas infelizmente não resistiu e foi ressuscitar o “caso Nacional”, que não faz o mínimo sentido.
(Quase) Impossível
Foi o Barcelona que calhou em “sorte” ao Benfica no sorteio da Liga dos Campeões.
Antes das “bolinhas”, tinha três prognósticos de nível diferente:
- o “fácil”: Villarreal (especialmente porque temos umas contas a ajustar, mas que tinha o problema de tornar os “encarnados” como favoritos e isso parecia-me contraproducente face à forma como a equipa joga).
- o “difícil”: Arsenal (porque é inglês e, já agora, completava-se a “triologia”, com uma defesa frágil, mas que tinha um enorme problema chamado Thierry Henry).
- o “impossível”: Barcelona (a melhor equipa do mundo que, em princípio, só seria “útil” para a receita e para o campeão nacional jogar a “sua” final antecipada).
Calhou mesmo a equipa da Catalunha e apetece perguntar: E agora? Há alguma hipótese?
Vamos a factos concretos e objectivos: o Barça lidera, tranquilo, o campeonato espanhol; o Barça “despachou” a primeira fase da “champions” com cinco vitórias e um empate (fora); o Barça tem um “goal-average” de 16-2, nestes seis jogos; o Barça eliminou o Chelsea, “sem espinhas”.
Como se isto não bastasse: os “blau-grana” têm “só” o melhor jogador do mundo e o melhor jogador africano, isto, claro, para além de um tremendo lote de internacionais: brasileiros, argentinos, franceses, holandeses, suecos, portugueses e, até, espanhóis.
A equipa de Rijkaard joga habitualmente em 4-3-3
Valdés
Belletti (Oleguer), Puyol, Marquez, Gio
Edmilson, Thiago Motta (Van Bommel), Deco
Messi, Etoo, Ronaldinho
Duas notas: falta aqui Xavi (que está e estará no “estaleiro” e é necessário descontar Puyol (castigado) e Messi (lesionado) do jogo da primeira mão.
Face a este cartão de visita e potencial, o que tem o Benfica a perder? Nada ou muito pouco.
O campeão nacional, de regresso à “alta roda”, depois de vários anos de ausência – é necessário ser realista e pôr os pés no chão -, já cumpriu mais do que a sua “obrigação” (não podemos esquecer-nos que os “encarnados” partiram do quarto pote e, entretanto, já eliminaram Manchester United e o Liverpool), por isso, este jogo é já uma espécie de bónus.
Para além das vitórias históricas, o Benfica já fez também 15 milhões de euros com esta campanha e isso não pode, obviamente, ser negligenciado.
Agora, tudo o que vier, é lucro: se perder, não perde nada, se ganhar, pára o país e espanta o mundo futebolístico.
O milagre pode voltar a acontecer. É “só” preciso sorte, concentração máxima, entrega total, segurança defensiva, meio-campo activo e um ataque matreiro e mortífero.
Para além disto, basta só anular algumas pedras do adversário.
Como se percebe, não estou a pedir nada de especial. Não é impossível, só “quase”.
Atenção, ninguém ganha um jogo antes do tempo... e sonhar ainda não paga imposto.
Dia 28, vai ser bonita a festa, pá. Era tão bonito repetir a vitória da final de 1961.
Antes das “bolinhas”, tinha três prognósticos de nível diferente:
- o “fácil”: Villarreal (especialmente porque temos umas contas a ajustar, mas que tinha o problema de tornar os “encarnados” como favoritos e isso parecia-me contraproducente face à forma como a equipa joga).
- o “difícil”: Arsenal (porque é inglês e, já agora, completava-se a “triologia”, com uma defesa frágil, mas que tinha um enorme problema chamado Thierry Henry).
- o “impossível”: Barcelona (a melhor equipa do mundo que, em princípio, só seria “útil” para a receita e para o campeão nacional jogar a “sua” final antecipada).
Calhou mesmo a equipa da Catalunha e apetece perguntar: E agora? Há alguma hipótese?
Vamos a factos concretos e objectivos: o Barça lidera, tranquilo, o campeonato espanhol; o Barça “despachou” a primeira fase da “champions” com cinco vitórias e um empate (fora); o Barça tem um “goal-average” de 16-2, nestes seis jogos; o Barça eliminou o Chelsea, “sem espinhas”.
Como se isto não bastasse: os “blau-grana” têm “só” o melhor jogador do mundo e o melhor jogador africano, isto, claro, para além de um tremendo lote de internacionais: brasileiros, argentinos, franceses, holandeses, suecos, portugueses e, até, espanhóis.
A equipa de Rijkaard joga habitualmente em 4-3-3
Valdés
Belletti (Oleguer), Puyol, Marquez, Gio
Edmilson, Thiago Motta (Van Bommel), Deco
Messi, Etoo, Ronaldinho
Duas notas: falta aqui Xavi (que está e estará no “estaleiro” e é necessário descontar Puyol (castigado) e Messi (lesionado) do jogo da primeira mão.
Face a este cartão de visita e potencial, o que tem o Benfica a perder? Nada ou muito pouco.
O campeão nacional, de regresso à “alta roda”, depois de vários anos de ausência – é necessário ser realista e pôr os pés no chão -, já cumpriu mais do que a sua “obrigação” (não podemos esquecer-nos que os “encarnados” partiram do quarto pote e, entretanto, já eliminaram Manchester United e o Liverpool), por isso, este jogo é já uma espécie de bónus.
Para além das vitórias históricas, o Benfica já fez também 15 milhões de euros com esta campanha e isso não pode, obviamente, ser negligenciado.
Agora, tudo o que vier, é lucro: se perder, não perde nada, se ganhar, pára o país e espanta o mundo futebolístico.
O milagre pode voltar a acontecer. É “só” preciso sorte, concentração máxima, entrega total, segurança defensiva, meio-campo activo e um ataque matreiro e mortífero.
Para além disto, basta só anular algumas pedras do adversário.
Como se percebe, não estou a pedir nada de especial. Não é impossível, só “quase”.
Atenção, ninguém ganha um jogo antes do tempo... e sonhar ainda não paga imposto.
Dia 28, vai ser bonita a festa, pá. Era tão bonito repetir a vitória da final de 1961.
quarta-feira, março 08, 2006
Quem veio... morreu
Confirmou-se o prognóstico do presidente do Benfica após a eliminação do Manchester United: o adversário seguinte dos "encarnados" caiu aos pés do campeão português e o adversário era só o Campeão Europeu.
O Benfica fez um jogo fantástico, concentrado, tranquilo, com poucos erros defensivos e com a dose de sorte, que é sempre necessária nestas partidas.
É verdade que o Liverpool teve mais posse de bola, mais ataque, mais remates, mas a equipa da Luz nunca perdeu a cabeça e marcou em momentos decisivos.
Mesmo sem Petit (Beto terá feito o seu melhor jogo), a equipa esteve coesa e até podia, ofensivamente, ter conseguido melhor.
Na equipa. destaque para Andersson e Léo, na defesa, Manuel Fernandes, no meio-campo, Geovanni e Simão, na frente.
Decisivas ainda as entradas de Karagounis, Ricardo Rocha e Miccoli, o que quer dizer que Ronald Koeman esteve bem no banco.
No regresso à Europa, o Benfica está de parabéns porque venceu e venceu bem, com dois golos fabulosos.
Agora, venha quem vier, já não há nada a perder e o sonho continua...
PS: Entretanto, "matámos o borrego": marcámos, ganhámos e eliminámos o Liverpool.
O Benfica fez um jogo fantástico, concentrado, tranquilo, com poucos erros defensivos e com a dose de sorte, que é sempre necessária nestas partidas.
É verdade que o Liverpool teve mais posse de bola, mais ataque, mais remates, mas a equipa da Luz nunca perdeu a cabeça e marcou em momentos decisivos.
Mesmo sem Petit (Beto terá feito o seu melhor jogo), a equipa esteve coesa e até podia, ofensivamente, ter conseguido melhor.
Na equipa. destaque para Andersson e Léo, na defesa, Manuel Fernandes, no meio-campo, Geovanni e Simão, na frente.
Decisivas ainda as entradas de Karagounis, Ricardo Rocha e Miccoli, o que quer dizer que Ronald Koeman esteve bem no banco.
No regresso à Europa, o Benfica está de parabéns porque venceu e venceu bem, com dois golos fabulosos.
Agora, venha quem vier, já não há nada a perder e o sonho continua...
PS: Entretanto, "matámos o borrego": marcámos, ganhámos e eliminámos o Liverpool.
Sem medo... e com cabecinha
O Benfica defronta, daqui a pouco, o Liverpool na segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Vai ser preciso sofrer, mas tudo pode acontecer.
A lesão de última hora de Petit é uma péssima notícia para o grupo e vai fazer muita falta à equipa e não vai ser verdadeiramente colmatada por ninguém.
Sem o senhor Teixeira, parece que vai jogar Nuno Gomes nas costas de Geovanni na frente, com Beto no “lugar” de Petit.
Para lá disso, Moretto vai continuar na baliza.
Na defesa vai jogar o quarteto dos últimos jogos (Alcides, Luisão, Andersson e Leo) e, seguramente, os quatro internacionais brasileiros vão ter muito trabalho contra o temível ataque aéreo inglês (com Crouch e Morientes).
No meio campo, dois trincos (com Manuel Fernandes a tentar fazer a Gerrard o que fez a Lucho) e dois extremos (Robert e Simão) para aproveitar as lacunas das laterais do Liverpool.
No ataque, como já disso, Nuno Gomes vai jogar nas costas de Geovanni.
Resumindo, vai ser preciso aguentar a pressão do público, o “pressing” da primeira meia-hora dos “red devils”, mas, ao mesmo tempo, nunca perder a cabeça, saber controlar a bola, pôr a bola no chão, contra-atacar sempre que for possível e tentar o golo.
O Benfica tem um golo de vantagem, tem que saber sofrer e continuar a acreditar.
Por outro lado, se acontecer a derrota na eliminatória, os “encarnados” não perdem nada, a experiência e o favoritismo são do Campeão Europeu e o Benfica já cumpriu a sua obrigação, neste ano de regresso.
Nota final para três jogadores que vão ser titulares: Moretto, Beto e Simão.
Moretto tem tremido mas, hoje, em Anfield, o guarda-redes pode começar por justificar a contratação com uma exibição tranquila, segura, num dia de muito trabalho “à Setúbal”.
Beto tem sido assobiado por ter um tipo de jogo que não agrada aos adeptos, mas, hoje, se aguentar a pressão, pode ser fundamental, especialmente depois da lesão de Petit. É mais um que pode hoje justificar porque foi contratado.
Simão anda há meses “desaparecido”. Esperemos que volte hoje a ser decisivo, como já foi tantas vezes.
Entretanto, a equipa da Luz já facturou 10 milhões de euros e, só o jogo de hoje, vale mais cinco milhões.
Et pluribus unum...
A lesão de última hora de Petit é uma péssima notícia para o grupo e vai fazer muita falta à equipa e não vai ser verdadeiramente colmatada por ninguém.
Sem o senhor Teixeira, parece que vai jogar Nuno Gomes nas costas de Geovanni na frente, com Beto no “lugar” de Petit.
Para lá disso, Moretto vai continuar na baliza.
Na defesa vai jogar o quarteto dos últimos jogos (Alcides, Luisão, Andersson e Leo) e, seguramente, os quatro internacionais brasileiros vão ter muito trabalho contra o temível ataque aéreo inglês (com Crouch e Morientes).
No meio campo, dois trincos (com Manuel Fernandes a tentar fazer a Gerrard o que fez a Lucho) e dois extremos (Robert e Simão) para aproveitar as lacunas das laterais do Liverpool.
No ataque, como já disso, Nuno Gomes vai jogar nas costas de Geovanni.
Resumindo, vai ser preciso aguentar a pressão do público, o “pressing” da primeira meia-hora dos “red devils”, mas, ao mesmo tempo, nunca perder a cabeça, saber controlar a bola, pôr a bola no chão, contra-atacar sempre que for possível e tentar o golo.
O Benfica tem um golo de vantagem, tem que saber sofrer e continuar a acreditar.
Por outro lado, se acontecer a derrota na eliminatória, os “encarnados” não perdem nada, a experiência e o favoritismo são do Campeão Europeu e o Benfica já cumpriu a sua obrigação, neste ano de regresso.
Nota final para três jogadores que vão ser titulares: Moretto, Beto e Simão.
Moretto tem tremido mas, hoje, em Anfield, o guarda-redes pode começar por justificar a contratação com uma exibição tranquila, segura, num dia de muito trabalho “à Setúbal”.
Beto tem sido assobiado por ter um tipo de jogo que não agrada aos adeptos, mas, hoje, se aguentar a pressão, pode ser fundamental, especialmente depois da lesão de Petit. É mais um que pode hoje justificar porque foi contratado.
Simão anda há meses “desaparecido”. Esperemos que volte hoje a ser decisivo, como já foi tantas vezes.
Entretanto, a equipa da Luz já facturou 10 milhões de euros e, só o jogo de hoje, vale mais cinco milhões.
Et pluribus unum...
A baixa e a escolha
Jorge Andrade lesionou-se com gravidade e vai ficar fora do próximo Mundial de futebol.
É uma baixa de peso para a selecção nacional – não podemos esquecer-nos que estamos a falar de um titular indiscutível dos últimos anos – e uma infelicidade para o atleta, que vai perder este grande palco.
Agora, é caso para perguntar: O que vai fazer o senhor Scolari para colmatar a ausência do jogador do Depor?
Seguramente, seja quem for o escolhido do técnico brasileiro, vai ser uma surpresa para todos.
Infelizmente, em nenhum dos vários jogos particulares e oficiais, foram testadas alternativas. Nunca se saiu do “catálogo” habitual e, agora, que é necessário ir à procura de um novo “cromo”, podemos não saber onde o ir buscar.
Luiz Felipe Scolari vai ter que descobrir um defesa-central para fazer companhia a Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Caneira.
Como não sei se ele tem visto jogos suficientes ou se conhece outros jogadores para além daqueles que convoca, vou dar-lhe várias opções:
- Ricardo Rocha ou Ricardo Costa (dois jogadores dos “grandes” que, em tempos, chegaram à selecção nacional, mas que não são titulares indiscutíveis nas suas equipas – não que isso seja impeditivo nos critérios do treinador).
- Nunes e José António (dois centrais titulares no estrangeiro, mas que nunca foram chamados e nunca devem ter sido vistos pela equipa técnica).
- Beto (esteve no Euro 2004, mas, entretanto, perdeu influência no Sporting, foi para Bordéus, onde não é primeira opção) e Litos (que também chegou a ser chamado e foi sempre um nome para reforçar os grandes).
- José Castro (titular da Académica, grande futuro, mas que deve estar limitado por ter o Europeu de Esperanças antes do Mundial).
- “Last but not least” aquele que seria, em princípio, a minha primeira escolha: Tonel. É titular do Sporting, tem experiência de outras equipas, está em forma, é rápido...
Espero que ajude...
PS: Esperemos é que não haja mais baixas.
É uma baixa de peso para a selecção nacional – não podemos esquecer-nos que estamos a falar de um titular indiscutível dos últimos anos – e uma infelicidade para o atleta, que vai perder este grande palco.
Agora, é caso para perguntar: O que vai fazer o senhor Scolari para colmatar a ausência do jogador do Depor?
Seguramente, seja quem for o escolhido do técnico brasileiro, vai ser uma surpresa para todos.
Infelizmente, em nenhum dos vários jogos particulares e oficiais, foram testadas alternativas. Nunca se saiu do “catálogo” habitual e, agora, que é necessário ir à procura de um novo “cromo”, podemos não saber onde o ir buscar.
Luiz Felipe Scolari vai ter que descobrir um defesa-central para fazer companhia a Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Caneira.
Como não sei se ele tem visto jogos suficientes ou se conhece outros jogadores para além daqueles que convoca, vou dar-lhe várias opções:
- Ricardo Rocha ou Ricardo Costa (dois jogadores dos “grandes” que, em tempos, chegaram à selecção nacional, mas que não são titulares indiscutíveis nas suas equipas – não que isso seja impeditivo nos critérios do treinador).
- Nunes e José António (dois centrais titulares no estrangeiro, mas que nunca foram chamados e nunca devem ter sido vistos pela equipa técnica).
- Beto (esteve no Euro 2004, mas, entretanto, perdeu influência no Sporting, foi para Bordéus, onde não é primeira opção) e Litos (que também chegou a ser chamado e foi sempre um nome para reforçar os grandes).
- José Castro (titular da Académica, grande futuro, mas que deve estar limitado por ter o Europeu de Esperanças antes do Mundial).
- “Last but not least” aquele que seria, em princípio, a minha primeira escolha: Tonel. É titular do Sporting, tem experiência de outras equipas, está em forma, é rápido...
Espero que ajude...
PS: Esperemos é que não haja mais baixas.
segunda-feira, março 06, 2006
O sincero ou o ingénuo
Ronald Koeman admitiu, antes da última partida, que Mantorras vai ter dificuldades em voltar a jogar pelo Benfica e que, talvez, fosse melhor para o atleta ser emprestado no final da época.
Esta declaração do técnico holandês tem tanto de verdadeira como de despropositada. Vamos por partes:
Koeman preferiu ser sincero, a dar uma resposta politicamente correcta e isso caiu mal em alguns sectores.
É verdade que Mantorras, em condições normais, é a última opção para o ataque “encarnado” depois de Nuno Gomes, Miccoli, Geovanni e Marcel. Como se percebe, se não houver lesões, o avançado angolano terá poucas hipóteses de jogar.
Convém não esquecer ainda que, para além da concorrência dentro das “quatro linhas”, Mantorras tem outro grande adversário (o maior): o joelho.
A grave lesão e a incúria dos médicos (também do Benfica), que o afastaram dos relvados durante dois anos, destruiram (sem aspas) a carreira do “9”.
Mantorras dificilmente fará 90 minutos e ainda mais dificilmente uma época com 50 jogos oficiais.
Será que um clube como o Benfica se pode dar ao luxo de conservar um activo que joga meia-hora de tempos a tempos?
É duvidoso... a não ser que seja por uma espécie de “sentimento de culpa”.
É aqui que entra o “puxão de orelhas” que o presidente do clube deu ao técnico holandês. Algo do género: “Koeman precipitou-se, Mantorras faz parte do plantel, qualquer assunto deve ser discutido internamente, nada está decidido”.
Em tese, nada a obstar a esta declaração de Luís Filipe Vieira, que, como se percebe, acaba por não contrariar em nada a teoria do treinador.
No entanto, Koeman escolheu mal a altura para falar sobre isso, especialmente por duas razões: primeiro porque o mercado futebolístico acabou de fechar e depois porque, faltando ainda três meses para o final da época, é bem possível que Mantorras venha mesmo a ser necessário.
Como vão reagir jogador e técnico se chegarmos a uma situação desse tipo?
“Last but not least”: Koeman “esqueceu-se” que não tem os sócios e adeptos conquistados e, por isso, deveria ter mais cuidado em atingir um dos “meninos queridos” do “terceiro anel”.
Apesar de ter vindo de lesão, Mantorras foi decisivo em várias partidas da época passada, em jogos que acabaram por “carimbar” o título há 11 anos procurado. Os benfiquistas não esquecem isso...
Resumindo, compreendo as duas partes: acho que Mantorras não tem (infelizmente) condições para jogar no Benfica ao mais alto nível e, por isso, deveria ser emprestado e apoiado pelo clube; no entanto, também percebo o presidente. Esta não é a altura para falar nisto.
Enfim, uma questão de “timming”.
Esta declaração do técnico holandês tem tanto de verdadeira como de despropositada. Vamos por partes:
Koeman preferiu ser sincero, a dar uma resposta politicamente correcta e isso caiu mal em alguns sectores.
É verdade que Mantorras, em condições normais, é a última opção para o ataque “encarnado” depois de Nuno Gomes, Miccoli, Geovanni e Marcel. Como se percebe, se não houver lesões, o avançado angolano terá poucas hipóteses de jogar.
Convém não esquecer ainda que, para além da concorrência dentro das “quatro linhas”, Mantorras tem outro grande adversário (o maior): o joelho.
A grave lesão e a incúria dos médicos (também do Benfica), que o afastaram dos relvados durante dois anos, destruiram (sem aspas) a carreira do “9”.
Mantorras dificilmente fará 90 minutos e ainda mais dificilmente uma época com 50 jogos oficiais.
Será que um clube como o Benfica se pode dar ao luxo de conservar um activo que joga meia-hora de tempos a tempos?
É duvidoso... a não ser que seja por uma espécie de “sentimento de culpa”.
É aqui que entra o “puxão de orelhas” que o presidente do clube deu ao técnico holandês. Algo do género: “Koeman precipitou-se, Mantorras faz parte do plantel, qualquer assunto deve ser discutido internamente, nada está decidido”.
Em tese, nada a obstar a esta declaração de Luís Filipe Vieira, que, como se percebe, acaba por não contrariar em nada a teoria do treinador.
No entanto, Koeman escolheu mal a altura para falar sobre isso, especialmente por duas razões: primeiro porque o mercado futebolístico acabou de fechar e depois porque, faltando ainda três meses para o final da época, é bem possível que Mantorras venha mesmo a ser necessário.
Como vão reagir jogador e técnico se chegarmos a uma situação desse tipo?
“Last but not least”: Koeman “esqueceu-se” que não tem os sócios e adeptos conquistados e, por isso, deveria ter mais cuidado em atingir um dos “meninos queridos” do “terceiro anel”.
Apesar de ter vindo de lesão, Mantorras foi decisivo em várias partidas da época passada, em jogos que acabaram por “carimbar” o título há 11 anos procurado. Os benfiquistas não esquecem isso...
Resumindo, compreendo as duas partes: acho que Mantorras não tem (infelizmente) condições para jogar no Benfica ao mais alto nível e, por isso, deveria ser emprestado e apoiado pelo clube; no entanto, também percebo o presidente. Esta não é a altura para falar nisto.
Enfim, uma questão de “timming”.
quinta-feira, março 02, 2006
"Fora de jogo" (2)
É mais um sério aviso para quem anda distraido ou quer "tapar o sol com uma peneira": o caso "Apito Dourado" é só a ponta de um iceberg - é Maria José Morgado quem o admite em declarações à RR.
Diz a Procuradora Geral Adjunta que casos como estas "são realidades patológicas do mundo do futebol e que têm de ser combatidas permanentemente, sob pena de não termos verdade desportiva, embora o fenómeno seja muito mais vasto do que isso".
"Isto exige uma máquina judiciária e um aparelho de investigação, que no nosso caso ainda não está preparado. Mas o pior de tudo nessas situações é a impunidade. Nunca se investiga tudo, agora pior do que isso é não se fazer nada".
Maria José Morgado acrescenta que falta organização e eficácia ao Ministério Público e que "a criação de um mega processo como o Apito Dourado é sempre muito morosa e de eficácia duvidosa".
Disse, 'tá dito. Quem sabe, sabe...
Diz a Procuradora Geral Adjunta que casos como estas "são realidades patológicas do mundo do futebol e que têm de ser combatidas permanentemente, sob pena de não termos verdade desportiva, embora o fenómeno seja muito mais vasto do que isso".
"Isto exige uma máquina judiciária e um aparelho de investigação, que no nosso caso ainda não está preparado. Mas o pior de tudo nessas situações é a impunidade. Nunca se investiga tudo, agora pior do que isso é não se fazer nada".
Maria José Morgado acrescenta que falta organização e eficácia ao Ministério Público e que "a criação de um mega processo como o Apito Dourado é sempre muito morosa e de eficácia duvidosa".
Disse, 'tá dito. Quem sabe, sabe...
quarta-feira, março 01, 2006
Catálogo
Luiz Felipe Scolari disse esta terça-feira que Portugal tem poucas opções para algumas posições.
Até sou capaz de concordar com ele, até porque, obviamente, Portugal não é o Brasil, mas seguramente que lhe encontro um bom lote de jogadores que o seleccionador nunca convocou.
Antes disso, gostaria só de dizer que até percebo aquela ideia do treinador de querer transformar o “grupo de seleccionáveis” numa espécie de “clube”, com um lote de “convocáveis”.
Reparem que escrevi “percebo”, não escrevi “concordo” porque, apesar da ideia de Scolari ser potenciadora do “espírito de grupo” e do “entrosamento”, não dá margem de manobra… “não permite” lesões, subidas e descidas de forma, aparições súbitas…
Ora, posto isto, vamos então lá ajudar o senhor Scolari.
De um lado, o “11” (chapa 5) do técnico brasileiro, do outro, as opções “nunca convocáveis” (jogadores habitualmente titulares nas suas equipas e que nunca foram chamados por esta equipa técnica).
Ricardo – Pedro Roma (Académica)
Miguel – Abel (Sporting)
Ricardo Carvalho – Nunes (Maiorca)
Jorge Andrade – Tonel (Sporting)
Nuno Valente – Miguelito (Nacional)
Costinha – Lucas (Boavista)
Maniche – Pedro Mendes (Porthmouth)
Deco – Carlos Martins (Sporting)
Figo – José Manuel (Boavista)
Pauleta – João Tomás (Sp Braga)
Cristiano Ronaldo – Duda (Málaga)
É uma escolha para a mesma táctica e ainda deixa bons jogadores de fora. Não é muito difícil encontrar uma equipa 100% alternativa (sem sequer ir aos sub-21 ou às apostas intermitentes)... basta ver jogos.
Era bom que o senhor Scolari deixa-se de convocar por catálogo.
PS: Admito que algumas destas opções possam ser polémicas ou estranhas mas, para mim, mais estranho é convocar jogadores que não jogam ou jogadores que não se vê jogar.
Até sou capaz de concordar com ele, até porque, obviamente, Portugal não é o Brasil, mas seguramente que lhe encontro um bom lote de jogadores que o seleccionador nunca convocou.
Antes disso, gostaria só de dizer que até percebo aquela ideia do treinador de querer transformar o “grupo de seleccionáveis” numa espécie de “clube”, com um lote de “convocáveis”.
Reparem que escrevi “percebo”, não escrevi “concordo” porque, apesar da ideia de Scolari ser potenciadora do “espírito de grupo” e do “entrosamento”, não dá margem de manobra… “não permite” lesões, subidas e descidas de forma, aparições súbitas…
Ora, posto isto, vamos então lá ajudar o senhor Scolari.
De um lado, o “11” (chapa 5) do técnico brasileiro, do outro, as opções “nunca convocáveis” (jogadores habitualmente titulares nas suas equipas e que nunca foram chamados por esta equipa técnica).
Ricardo – Pedro Roma (Académica)
Miguel – Abel (Sporting)
Ricardo Carvalho – Nunes (Maiorca)
Jorge Andrade – Tonel (Sporting)
Nuno Valente – Miguelito (Nacional)
Costinha – Lucas (Boavista)
Maniche – Pedro Mendes (Porthmouth)
Deco – Carlos Martins (Sporting)
Figo – José Manuel (Boavista)
Pauleta – João Tomás (Sp Braga)
Cristiano Ronaldo – Duda (Málaga)
É uma escolha para a mesma táctica e ainda deixa bons jogadores de fora. Não é muito difícil encontrar uma equipa 100% alternativa (sem sequer ir aos sub-21 ou às apostas intermitentes)... basta ver jogos.
Era bom que o senhor Scolari deixa-se de convocar por catálogo.
PS: Admito que algumas destas opções possam ser polémicas ou estranhas mas, para mim, mais estranho é convocar jogadores que não jogam ou jogadores que não se vê jogar.
segunda-feira, fevereiro 27, 2006
A Luz continua acesa
O Benfica ganhou (bem) ao FC Porto e voltou a entrar na luta pelo título. Falta perceber se ainda vão a tempo.
A outra dúvida é saber se os “encarnados” vão continuar motivados, também nos “pequenos jogos” (é que é nesses que se perdem ou ganham campeonatos).
Faltam 10 jogos, 30 pontos, e o atraso dos campeões nacionais para os “dragões” é, agora, de cinco pontos. Pelo meio ainda há Sporting e talvez Sporting de Braga.
Na partida de hoje, sem ter sido uma grande partida (longe disso), venceu quem jogou para ganhar.
Esta noite na Luz, se existiam dúvidas, ficou provado que jogar ao ataque não é o mesmo que ter muitos avançados.
O teórico “3-3-4” de Co Adriaanse (com Paulo Assunção a jogar a defesa central até depois do golo do Benfica) não criou oportunidades de golo (lembrou-me de duas – Lisandro e McCarthy – já em tempo de descontos).
É verdade que o Benfica não criou muito mais, mas pelo menos uma de Nuno Gomes, ainda no primeiro tempo, e outra de Manuel Fernandes (no segundo) podiam ter sentenciado a partida, isto, claro, já para não falar do “penalty” que ficou por marcar por falta de Lucho sobre Petit.
Laurent Robert tinha garantido a um jornal que ia começar a apontar as faltas do Benfica, mas Vítor Baia não deve ter lido e deu uma ajudinha. Ficou provado porque Adriaanse prefere Helton na baliza.
Na equipa da Luz voltou a ser irrepreensível a exibição de toda a defesa (Luisão e Leo gigantes) e é visível a melhoria de Manuel Fernandes ao lado de Petit.
Continua desaparecido o “capitão” Simão e Robert só com a bola no pé. Isso tem dificultado as saídas para o ataque.
Do lado do FC Porto destaque, especialmente, para Pepe e Quaresma.
Quanto aos treinadores, “sem saber ler nem escrever”, continua a goleada de Koeman a Adriaanse (8 vitórias/dois empates).
O Sporting, que estava à espreita, deve ter gostado (e muito) deste resultado, mas não pode dar nas vistas…
A outra dúvida é saber se os “encarnados” vão continuar motivados, também nos “pequenos jogos” (é que é nesses que se perdem ou ganham campeonatos).
Faltam 10 jogos, 30 pontos, e o atraso dos campeões nacionais para os “dragões” é, agora, de cinco pontos. Pelo meio ainda há Sporting e talvez Sporting de Braga.
Na partida de hoje, sem ter sido uma grande partida (longe disso), venceu quem jogou para ganhar.
Esta noite na Luz, se existiam dúvidas, ficou provado que jogar ao ataque não é o mesmo que ter muitos avançados.
O teórico “3-3-4” de Co Adriaanse (com Paulo Assunção a jogar a defesa central até depois do golo do Benfica) não criou oportunidades de golo (lembrou-me de duas – Lisandro e McCarthy – já em tempo de descontos).
É verdade que o Benfica não criou muito mais, mas pelo menos uma de Nuno Gomes, ainda no primeiro tempo, e outra de Manuel Fernandes (no segundo) podiam ter sentenciado a partida, isto, claro, já para não falar do “penalty” que ficou por marcar por falta de Lucho sobre Petit.
Laurent Robert tinha garantido a um jornal que ia começar a apontar as faltas do Benfica, mas Vítor Baia não deve ter lido e deu uma ajudinha. Ficou provado porque Adriaanse prefere Helton na baliza.
Na equipa da Luz voltou a ser irrepreensível a exibição de toda a defesa (Luisão e Leo gigantes) e é visível a melhoria de Manuel Fernandes ao lado de Petit.
Continua desaparecido o “capitão” Simão e Robert só com a bola no pé. Isso tem dificultado as saídas para o ataque.
Do lado do FC Porto destaque, especialmente, para Pepe e Quaresma.
Quanto aos treinadores, “sem saber ler nem escrever”, continua a goleada de Koeman a Adriaanse (8 vitórias/dois empates).
O Sporting, que estava à espreita, deve ter gostado (e muito) deste resultado, mas não pode dar nas vistas…
domingo, fevereiro 26, 2006
Tripla
Esta noite o Benfica tem a última hipótese de continuar a lutar pela reconquista do campeonato. Já o FC Porto pode manter o Sporting a cinco pontos.
Os campeões nacionais regressam à Liga portuguesa e a pôr os pés no chão, depois de mais uma vitória na Champions, mas a pressão não diminui porque não há volta a dar-lhe: ou os “encarnados” ganham ou ficam “despachados” à 24ª jornada.
Vai ser mais um encontro entre Koeman e Adriaanse e, se se confirmarem as perspectivas, vai ser um jogo rico tacticamente.
Os “dragões” têm jogado nas últimas partidas numa espécie de 3-3-4 (três defesas/um central/dois trincos, um médio mais ofensivo, dois alas e dois pontas de lança).
Já o Benfica não tem fugido do 4-2-3-1 (com dois trincos e Nuno Gomes atrás do avançado centro, à excepção do jogo frente ao Liverpool em que apareceu com Beto também a “trancar” o meio-campo.
Posto isto, fica a dúvida: será que Co Adriaanse vai manter a mesma táctica? Será que Koeman vai repetir a equipa da Liga dos Campeões?
Eu cá, respondo “não” às duas perguntas.
Assim sendo, aposto (e é mesmo uma aposta) que o FC Porto vai jogar, de início, em 4-3-3:
Vítor Baia
Bosingwa, Pepe, Pedro Emanuel e Cech
Raul Meireles, Paulo Assunção e Lucho
Quaresma, Adriano e Lisandro
Do lado do Benfica também não há certezas, até porque Ronald Koeman é pródigo em surpresas.
Apesar disso, aqui fica a minha aposta:
Moretto
Nelson, Luisão, Andersson e Leo
Petit, Manuel Fernandes
Robert, Karagounis, Simão
Nuno Gomes
Como se vê, em ambas as equipas, há fortes probabilidades de erro, porque há muitas opções, quer em termos de jogadores, quer mesmo em termos de tácticas.
Se Adriaanse quiser insistir nos três defesas, entra McCarthy para sair um defesa (ou Pedro Emanuel ou Cech) e pode jogar Ivanildo no lugar de Lisandro.
Já Koeman tanto pode jogar com Beto no lugar de Karagounis, como apostar em Marcel ou Manduca no lugar do grego. E ainda... Alcides pode sempre jogar no lugar de Nélson e Ricardo Rocha no lugar de Andersson.
O certo é que, como qualquer clássico, este é um jogo de tripla. Tudo se pode decidir por um qualquer pormenor, mas também pela força física e mental para aguentar a pressão e importância do jogo.
Vamos aguardar… O Sporting está à espreita depois da quinta vitória consecutiva na Liga.
No final do jogo vai ficar a saber-se se o Benfica ainda é candidato à Liga portuguesa.
Os campeões nacionais regressam à Liga portuguesa e a pôr os pés no chão, depois de mais uma vitória na Champions, mas a pressão não diminui porque não há volta a dar-lhe: ou os “encarnados” ganham ou ficam “despachados” à 24ª jornada.
Vai ser mais um encontro entre Koeman e Adriaanse e, se se confirmarem as perspectivas, vai ser um jogo rico tacticamente.
Os “dragões” têm jogado nas últimas partidas numa espécie de 3-3-4 (três defesas/um central/dois trincos, um médio mais ofensivo, dois alas e dois pontas de lança).
Já o Benfica não tem fugido do 4-2-3-1 (com dois trincos e Nuno Gomes atrás do avançado centro, à excepção do jogo frente ao Liverpool em que apareceu com Beto também a “trancar” o meio-campo.
Posto isto, fica a dúvida: será que Co Adriaanse vai manter a mesma táctica? Será que Koeman vai repetir a equipa da Liga dos Campeões?
Eu cá, respondo “não” às duas perguntas.
Assim sendo, aposto (e é mesmo uma aposta) que o FC Porto vai jogar, de início, em 4-3-3:
Vítor Baia
Bosingwa, Pepe, Pedro Emanuel e Cech
Raul Meireles, Paulo Assunção e Lucho
Quaresma, Adriano e Lisandro
Do lado do Benfica também não há certezas, até porque Ronald Koeman é pródigo em surpresas.
Apesar disso, aqui fica a minha aposta:
Moretto
Nelson, Luisão, Andersson e Leo
Petit, Manuel Fernandes
Robert, Karagounis, Simão
Nuno Gomes
Como se vê, em ambas as equipas, há fortes probabilidades de erro, porque há muitas opções, quer em termos de jogadores, quer mesmo em termos de tácticas.
Se Adriaanse quiser insistir nos três defesas, entra McCarthy para sair um defesa (ou Pedro Emanuel ou Cech) e pode jogar Ivanildo no lugar de Lisandro.
Já Koeman tanto pode jogar com Beto no lugar de Karagounis, como apostar em Marcel ou Manduca no lugar do grego. E ainda... Alcides pode sempre jogar no lugar de Nélson e Ricardo Rocha no lugar de Andersson.
O certo é que, como qualquer clássico, este é um jogo de tripla. Tudo se pode decidir por um qualquer pormenor, mas também pela força física e mental para aguentar a pressão e importância do jogo.
Vamos aguardar… O Sporting está à espreita depois da quinta vitória consecutiva na Liga.
No final do jogo vai ficar a saber-se se o Benfica ainda é candidato à Liga portuguesa.
“Erro de cálculo”
O Sporting adiou a Assembleia Geral mais importante do clube das últimas décadas porque não esperava mais de 1500 sócios.
Segundo o presidente do clube, foi apenas um “erro de cálculo”. Para mim foi, simplesmente, falta de hábito.
A questão é que os dirigentes de Alvalade não estão habituados (nem gostam) a manifestações populares dos seus sócios, que têm cada vez menos votos na matéria (aliás, como nas outras SADs).
Não consigo compreender como é que alguém pode ter achado que um espaço com 1500 lugares seria suficiente para albergar todos os sócios interessados em saber se se vai, ou não, vender quatro dos principais imóveis não desportivos do clube. E para quê?
Mais de 10 anos passados sobre a última vez em que houve eleições, é natural que os sócios se queiram pronunciar.
Não vou discutir sobre qual o caminho que deve ser seguido porque não tenho a informação necessária.
Eu não tenho os pormenores sobre os acordos realizados mas… “Quem sabe, sabe e o BES sabe”.
Segundo o presidente do clube, foi apenas um “erro de cálculo”. Para mim foi, simplesmente, falta de hábito.
A questão é que os dirigentes de Alvalade não estão habituados (nem gostam) a manifestações populares dos seus sócios, que têm cada vez menos votos na matéria (aliás, como nas outras SADs).
Não consigo compreender como é que alguém pode ter achado que um espaço com 1500 lugares seria suficiente para albergar todos os sócios interessados em saber se se vai, ou não, vender quatro dos principais imóveis não desportivos do clube. E para quê?
Mais de 10 anos passados sobre a última vez em que houve eleições, é natural que os sócios se queiram pronunciar.
Não vou discutir sobre qual o caminho que deve ser seguido porque não tenho a informação necessária.
Eu não tenho os pormenores sobre os acordos realizados mas… “Quem sabe, sabe e o BES sabe”.
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
A montanha pariu um rato...
Algumas horas passadas, confesso que ainda não percebi que bicho mordeu ao Liverpool no jogo da Luz.
Benitez montou a equipa no clássico 4-4-2, mas sem a mínima vontade de atacar. Nem uma oportunidade de golo, nem um remate, nada...
Com a equipa na máxima força, os “red devils” foram poupadinhos e, a jogar assim, não justificaram o título de campeão europeu.
Não sei o que passou pela cabeça do técnico espanhol, não sei se foi receio, respeito exagerado ou simples estratégia, estando consciente que o jogo estava apenas no intervalo.
Fosse qual fosse a razão, o certo é que a partida foi “sem sal” e isso acabou por beneficiar a equipa mais fraca, que voltou a “usar” a Liga dos Campeões como “antibiótico”.
O mesmo remédio já tinha sido utilizado com o Lille e com o Manchester United e voltou a resultar.
Os “encarnados” ganharam e ganharam bem porque foram os únicos a tentar alguma coisa.
É certo que, consciente das suas limitações, o campeão nacional entrou devagar, devagarinho e o treinador “aproveitou” para dar uma hora de avanço.
Só depois da entrada de Karagounis se viu algum futebol. Nunca saberemos o que poderia ter acontecido se o grego tem entrado de início, a única certeza é que o jogo teria sido diferente.
A insistência em Beto devia ser alvo de psicanálise, mas o que é verdade é que Koeman não é o único treinador a gostar de jogadores “destes”. Só no Benfica e, sem pensar muito, lembrou-me de Jamir, Thomas e Paulo Almeida, já para não falar de Fernando Aguiar que, comparando com estes, é um autêntico Patrick Vieira.
Para além do “caso Beto” (injustamente assobiado, porque é o menos culpado), mais uma vez, confirmou-se a importância de Luisão e Petit, a melhoria, aos poucos, de Manuel Fernandes e especialmente Robert, e novo desaparecimento de Simão.
Resumindo, o essencial foi conseguido: ganhar. Mas a “guerra” ainda é longa e falta a “batalha” decisiva.
O Liverpool vai ter que virar a eliminatória e, assim sendo, vai jogar, “à inglesa” e não com a frieza “continental”.
Vamos ver como reage um Benfica com pouca experiência e muitos jogadores estreantes na alta roda europeia.
A pressão vai ser enorme e vai ser necessário um grupo concentrado a 100%, uma defesa irrepreensível, força no meio campo, mas sem perder de vista a baliza adversária.
Benitez montou a equipa no clássico 4-4-2, mas sem a mínima vontade de atacar. Nem uma oportunidade de golo, nem um remate, nada...
Com a equipa na máxima força, os “red devils” foram poupadinhos e, a jogar assim, não justificaram o título de campeão europeu.
Não sei o que passou pela cabeça do técnico espanhol, não sei se foi receio, respeito exagerado ou simples estratégia, estando consciente que o jogo estava apenas no intervalo.
Fosse qual fosse a razão, o certo é que a partida foi “sem sal” e isso acabou por beneficiar a equipa mais fraca, que voltou a “usar” a Liga dos Campeões como “antibiótico”.
O mesmo remédio já tinha sido utilizado com o Lille e com o Manchester United e voltou a resultar.
Os “encarnados” ganharam e ganharam bem porque foram os únicos a tentar alguma coisa.
É certo que, consciente das suas limitações, o campeão nacional entrou devagar, devagarinho e o treinador “aproveitou” para dar uma hora de avanço.
Só depois da entrada de Karagounis se viu algum futebol. Nunca saberemos o que poderia ter acontecido se o grego tem entrado de início, a única certeza é que o jogo teria sido diferente.
A insistência em Beto devia ser alvo de psicanálise, mas o que é verdade é que Koeman não é o único treinador a gostar de jogadores “destes”. Só no Benfica e, sem pensar muito, lembrou-me de Jamir, Thomas e Paulo Almeida, já para não falar de Fernando Aguiar que, comparando com estes, é um autêntico Patrick Vieira.
Para além do “caso Beto” (injustamente assobiado, porque é o menos culpado), mais uma vez, confirmou-se a importância de Luisão e Petit, a melhoria, aos poucos, de Manuel Fernandes e especialmente Robert, e novo desaparecimento de Simão.
Resumindo, o essencial foi conseguido: ganhar. Mas a “guerra” ainda é longa e falta a “batalha” decisiva.
O Liverpool vai ter que virar a eliminatória e, assim sendo, vai jogar, “à inglesa” e não com a frieza “continental”.
Vamos ver como reage um Benfica com pouca experiência e muitos jogadores estreantes na alta roda europeia.
A pressão vai ser enorme e vai ser necessário um grupo concentrado a 100%, uma defesa irrepreensível, força no meio campo, mas sem perder de vista a baliza adversária.
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Fado, Futebol e Fátima (*)
O Benfica recebe amanhã o Liverpool na primeira mão dos oitavos de final da Champions League. O campeão europeu defronta um Benfica fragilizado.
Como já aqui escrevi, em Dezembro, acho que a equipa de Rafa Benitez era a pior que poderia ter calhado ao Benfica, talvez só tendo como paralelo a Juventus.
E porquê?
É que, ao contrário de Manchester United, que “só” tinha ataque (van Nistelroy, Rooney, Giggs, Cristiano Ronaldo, mais Saha e Park, isto sem contar com Scholes), os “red devils” têm uma equipa muito mais equilibrada em todos os sectores.
Para complicar ainda mais as contas, os ingleses chegam moralizados, por terem derrotado o Man United para a Taça, e na máxima força.
Como dizia Paulo Autuori, é dificil encontrar pontos fracos numa equipa que tem Reyna (suplente de Casillas na selecção) na baliza, uma defesa que é a segunda melhor de Inglaterra, com Sammy Hyypia no comando, um meio-campo com o regressado Xabi Alonso e o fantástico Gerrard e um ataque com opções para todos os gostos com Crouch e Morientes, Cisse e Fowler, Kewell e Luis Garcia.
E depois ainda há mais um conjunto de internacionais como Carragher e Riise, Hamman e Sissoko, Traoré e Finnan, por exemplo.
Curiosamente o Benfica regressa às lides europeias tal como as iniciou com o Lille: a oito pontos da liderança e vindo de uma série de maus resultados. A diferença é que já não estamos da quarta para a quinta jornada, vamos para a 24ª.
Pode ser que esta coinciência sirva de inspiração e se inicie amanhã, no Inferno da Luz (esperemos que o seja para o Liverpool, não para os donos da casa), mais uma recuperação, psicológica, animica e, como se diz agora, de espírito de grupo.
Ronald Koeman, entretanto, teve a convocatória mais simples da sua vida enquanto técnico dos “encarnados”: chamou os 18 jogadores disponíveis.
Com Geovanni e Miccoli lesionados, Manduca e Marco Ferreira não inscritos, Nuno Assis castigado, João Pereira, Dos Santos, Carlitos e Hélio Roque por outras paragens, não fica ninguém na bancada por opção do treinador.
Quais vão ser as opções do mister holandês? Sinceramente não sei, mas cheira-me que Alcides, Andersson, Beto e Karagounis vão voltar ao “11”.
Cá vai uma aposta à Koeman:
Moretto
Alcides, Luisão, Andersson e Leo
Petit e Beto
Nelson, Karagounis, Simão
Nuno Gomes
Face a esta equipa titular, no banco estariam: Quim, Ricardo Rocha, Manuel Fernandes, Karyaka, Robert, Mantorras e Marcel.
A minha escolha seria, apesar de tudo, mais ofensiva com Manuel Fernandes no lugar de Beto, Nelson no seu lugar de origem e Robert numa das alas, em constantes trocas com Simão.
Por falar no “capitão”, convinha que esta terça-feira o “20” voltasse aos grandes jogos, a justificar o interesse do campeão europeu e a merecer, precisamente, nota “20” dos comentadores.
Resumindo e concluindo, o Liverpool é claramente favorito, não só para a eliminatória, mas também, já, para o jogo de amanhã.
Todos os dados apontam nesse sentido, os ingleses são fortíssimos, equilibrados, estão na máxima força, têm mais experiência internacional, o Benfica tem baixas importantes, está psicologicamente debilitado, desunido...
É precisamente nestas alturas e nestas circunstâncias que os “milagres” (expressão já muito utilizada aquando da partida frente a Alex Fergusson e companhia) acontecem.
Face ao actual quadro vai ser difícil, quase impossível, e é assim que nós gostamos: missões impossíveis, exibições épicas, sofrimento, até às lágrimas...
É o nosso fado... bem português
(*) a “triologia” de Salazar aplica-se aqui na perfeição
Como já aqui escrevi, em Dezembro, acho que a equipa de Rafa Benitez era a pior que poderia ter calhado ao Benfica, talvez só tendo como paralelo a Juventus.
E porquê?
É que, ao contrário de Manchester United, que “só” tinha ataque (van Nistelroy, Rooney, Giggs, Cristiano Ronaldo, mais Saha e Park, isto sem contar com Scholes), os “red devils” têm uma equipa muito mais equilibrada em todos os sectores.
Para complicar ainda mais as contas, os ingleses chegam moralizados, por terem derrotado o Man United para a Taça, e na máxima força.
Como dizia Paulo Autuori, é dificil encontrar pontos fracos numa equipa que tem Reyna (suplente de Casillas na selecção) na baliza, uma defesa que é a segunda melhor de Inglaterra, com Sammy Hyypia no comando, um meio-campo com o regressado Xabi Alonso e o fantástico Gerrard e um ataque com opções para todos os gostos com Crouch e Morientes, Cisse e Fowler, Kewell e Luis Garcia.
E depois ainda há mais um conjunto de internacionais como Carragher e Riise, Hamman e Sissoko, Traoré e Finnan, por exemplo.
Curiosamente o Benfica regressa às lides europeias tal como as iniciou com o Lille: a oito pontos da liderança e vindo de uma série de maus resultados. A diferença é que já não estamos da quarta para a quinta jornada, vamos para a 24ª.
Pode ser que esta coinciência sirva de inspiração e se inicie amanhã, no Inferno da Luz (esperemos que o seja para o Liverpool, não para os donos da casa), mais uma recuperação, psicológica, animica e, como se diz agora, de espírito de grupo.
Ronald Koeman, entretanto, teve a convocatória mais simples da sua vida enquanto técnico dos “encarnados”: chamou os 18 jogadores disponíveis.
Com Geovanni e Miccoli lesionados, Manduca e Marco Ferreira não inscritos, Nuno Assis castigado, João Pereira, Dos Santos, Carlitos e Hélio Roque por outras paragens, não fica ninguém na bancada por opção do treinador.
Quais vão ser as opções do mister holandês? Sinceramente não sei, mas cheira-me que Alcides, Andersson, Beto e Karagounis vão voltar ao “11”.
Cá vai uma aposta à Koeman:
Moretto
Alcides, Luisão, Andersson e Leo
Petit e Beto
Nelson, Karagounis, Simão
Nuno Gomes
Face a esta equipa titular, no banco estariam: Quim, Ricardo Rocha, Manuel Fernandes, Karyaka, Robert, Mantorras e Marcel.
A minha escolha seria, apesar de tudo, mais ofensiva com Manuel Fernandes no lugar de Beto, Nelson no seu lugar de origem e Robert numa das alas, em constantes trocas com Simão.
Por falar no “capitão”, convinha que esta terça-feira o “20” voltasse aos grandes jogos, a justificar o interesse do campeão europeu e a merecer, precisamente, nota “20” dos comentadores.
Resumindo e concluindo, o Liverpool é claramente favorito, não só para a eliminatória, mas também, já, para o jogo de amanhã.
Todos os dados apontam nesse sentido, os ingleses são fortíssimos, equilibrados, estão na máxima força, têm mais experiência internacional, o Benfica tem baixas importantes, está psicologicamente debilitado, desunido...
É precisamente nestas alturas e nestas circunstâncias que os “milagres” (expressão já muito utilizada aquando da partida frente a Alex Fergusson e companhia) acontecem.
Face ao actual quadro vai ser difícil, quase impossível, e é assim que nós gostamos: missões impossíveis, exibições épicas, sofrimento, até às lágrimas...
É o nosso fado... bem português
(*) a “triologia” de Salazar aplica-se aqui na perfeição
domingo, fevereiro 19, 2006
“Jogar como nunca, perder como sempre”
Esta foi uma das máximas que o técnico Paulo Bento quis evitar e que lançou assim que pegou na equipa sénior do Sporting.
Estava feita a crítica ao seu antecessor que se babava com o “futebol bonito” dos seus jogadores (“o melhor futebol da I Liga”), mas que ficou conhecida como a “equipa do quase”, que não ganhou nada.
O que é certo é que, sem jogar nada de especial - aliás, como se viu ontem frente ao Paços de Ferreira - o Sporting lá vai andando e já chegou à quarta vitória consecutiva para o campeonato (nesta fase, melhor só o fantástico Boavista de Carlos Brito).
O fundamental tem sido conseguido pelos comandados de Paulo Bento: vitórias… o resto é lirismo. A excepção a esta mediania exibicional terá sido a partida frente ao Benfica, mas ainda assim, muito por culpa dos donos da casa.
Outra coisa que se nota por Alvalade, exactamente na inversa do que acontece na Luz, é que os “leões” uniram-se e, agora, todos vão remando para o mesmo lado.
Curiosamente com uma táctica idêntica à de Peseiro (4-4-2 sem extremos), este “novo” Sporting ganha porque a defesa conseguiu coesão (graças às chegadas de Caneira e Abel, mas também devido à titularidade assumida de Tonel e à melhoria de Polga – a trabalhar para a renovação).
Vamos ver como corre o resto do campeonato. Faltam 11 jogos e falta perceber se a equipa de Alvalade aguenta a pressão interna e externa e se tem sorte com as lesões para que não se notem as poucas opções em algumas posições no campo.
Estava feita a crítica ao seu antecessor que se babava com o “futebol bonito” dos seus jogadores (“o melhor futebol da I Liga”), mas que ficou conhecida como a “equipa do quase”, que não ganhou nada.
O que é certo é que, sem jogar nada de especial - aliás, como se viu ontem frente ao Paços de Ferreira - o Sporting lá vai andando e já chegou à quarta vitória consecutiva para o campeonato (nesta fase, melhor só o fantástico Boavista de Carlos Brito).
O fundamental tem sido conseguido pelos comandados de Paulo Bento: vitórias… o resto é lirismo. A excepção a esta mediania exibicional terá sido a partida frente ao Benfica, mas ainda assim, muito por culpa dos donos da casa.
Outra coisa que se nota por Alvalade, exactamente na inversa do que acontece na Luz, é que os “leões” uniram-se e, agora, todos vão remando para o mesmo lado.
Curiosamente com uma táctica idêntica à de Peseiro (4-4-2 sem extremos), este “novo” Sporting ganha porque a defesa conseguiu coesão (graças às chegadas de Caneira e Abel, mas também devido à titularidade assumida de Tonel e à melhoria de Polga – a trabalhar para a renovação).
Vamos ver como corre o resto do campeonato. Faltam 11 jogos e falta perceber se a equipa de Alvalade aguenta a pressão interna e externa e se tem sorte com as lesões para que não se notem as poucas opções em algumas posições no campo.
Equipa em estado de KOeMAn (*)
Era o início de um ciclo terrível, mas fundamental. Isso mesmo foi admitido por Ronald Koeman antes do jogo de Guimarães, isso não teve foi reflexo no relvado.
Das duas uma: ou os jogadores não perceberam a mensagem do treinador ao longo da semana, ou ignoraram as suas indicações.
Por aquilo que se tem visto, começo a pensar que muito do que se está a passar tem a ver com a segunda hipótese.
Voltamos a bater na mesma tecla, desde o “mercado de inverno” a gestão do grupo tem sido muito mal feita e isso tem sido evidente.
Bom, mas sobre isso, já falámos e muito em vários posts.
Especificamente, em relação ao jogo de ontem, a pergunta sacramental: o que correu mal?
Antes de mais: uma equipa que se deixa pressionar daquela maneira e faz o primeiro remate ao minuto 41 não merece ganhar o jogo.
Depois, estando a perder, quando o melhor que consegue é “aquilo”, também não pode haver milagres. É verdade que os “encarnados” melhoraram no segundo tempo – também só podia ser, face a um primeiro tempo tão apagado – e que, antes do segundo golo vimaranense, criaram perigo, mas não foi daqueles jogos em que se possa dizer que o Benfica falhou uma mão cheia de oportunidades.
Independetemente de ter havido uma ou duas grandes penalidades a favor da equipa da Luz (não são absolutamente claros os lances), o certo é que a equipa voltou a não jogar o suficiente para ganhar.
No “11” são vários os jogadores em claro défice de forma e, assim sendo, talvez tivesse sido melhor a Koeman perceber isso e, pelo menos por agora, deixar a rotatividade (alternando jogadores em baixo de forma, por outros igualmente nada bem) e tentar procurar os melhores nesta altura decisiva.
Foi exactamente isso que fez o São Paulo para preparar a partida frente ao Liverpool. O “segredo” é contado por Autuori n”A Bola”.
Onde está o Nelson dos primeiros jogos? Onde está o Manuel Fernandes “box to box”, Simão e especialmente Marco Ferreira não estiveram em campo, Marcel está ainda em fase de adaptação e falta-lhe o primeiro golo.
Só aqui está metade da equipa titular no Afonso Henriques e, juntando isso à pressão, ao “azar” no primeiro golo e à imensa moralização vimaranense, aí está a terceira derrota em quatro jogos.
Vem aí Liverpool e FC Porto...
(*) Excelente o título d”A Bola”.
Das duas uma: ou os jogadores não perceberam a mensagem do treinador ao longo da semana, ou ignoraram as suas indicações.
Por aquilo que se tem visto, começo a pensar que muito do que se está a passar tem a ver com a segunda hipótese.
Voltamos a bater na mesma tecla, desde o “mercado de inverno” a gestão do grupo tem sido muito mal feita e isso tem sido evidente.
Bom, mas sobre isso, já falámos e muito em vários posts.
Especificamente, em relação ao jogo de ontem, a pergunta sacramental: o que correu mal?
Antes de mais: uma equipa que se deixa pressionar daquela maneira e faz o primeiro remate ao minuto 41 não merece ganhar o jogo.
Depois, estando a perder, quando o melhor que consegue é “aquilo”, também não pode haver milagres. É verdade que os “encarnados” melhoraram no segundo tempo – também só podia ser, face a um primeiro tempo tão apagado – e que, antes do segundo golo vimaranense, criaram perigo, mas não foi daqueles jogos em que se possa dizer que o Benfica falhou uma mão cheia de oportunidades.
Independetemente de ter havido uma ou duas grandes penalidades a favor da equipa da Luz (não são absolutamente claros os lances), o certo é que a equipa voltou a não jogar o suficiente para ganhar.
No “11” são vários os jogadores em claro défice de forma e, assim sendo, talvez tivesse sido melhor a Koeman perceber isso e, pelo menos por agora, deixar a rotatividade (alternando jogadores em baixo de forma, por outros igualmente nada bem) e tentar procurar os melhores nesta altura decisiva.
Foi exactamente isso que fez o São Paulo para preparar a partida frente ao Liverpool. O “segredo” é contado por Autuori n”A Bola”.
Onde está o Nelson dos primeiros jogos? Onde está o Manuel Fernandes “box to box”, Simão e especialmente Marco Ferreira não estiveram em campo, Marcel está ainda em fase de adaptação e falta-lhe o primeiro golo.
Só aqui está metade da equipa titular no Afonso Henriques e, juntando isso à pressão, ao “azar” no primeiro golo e à imensa moralização vimaranense, aí está a terceira derrota em quatro jogos.
Vem aí Liverpool e FC Porto...
(*) Excelente o título d”A Bola”.
O mundo ao contrário
“O futebol não é matemática” (*) - Esta frase pode ajudar a explicar o que está a acontecer ao campeão nacional nas últimas semanas.
Foi dito e isso era sabido: o Benfica tinha, dos três grandes, o plantel mais curto e, por isso mesmo, necessitava de se reforçar no chamado “mercado de inverno”.
O milagre da conquista do título não ia voltar a acontecer só com o melhor balneário e os dirigentes sabiam disso.
Assim, bem mais privilegiado que Trapattoni, Koeman viu a sua equipa ser reforçada com cinco jogadores (três deles para as públicas lacunas da equipa: guarda-redes, extremo e ponta-de-lança).
No entanto, ao contrário do que seria natural (estando com mais opções e, portanto, mais forte), a equipa não só não melhorou, como até regrediu.
E porquê? Especialmente porque a gestão da “fartura” foi mal feita por parte do técnico e o principal “trunfo” (a união do grupo) foi destruido.
Há jogadores insatisfeitos, em baixo de forma, sub-aproveitados, sobre-valorizados, inadaptados – e como é fácil colocar nomes que encaixem nestas opções.
Conclusão, depois de nove triunfos consecutivos, a equipa levou um abanão frente ao Sporting e já vai em três derrotas e um empate nos últimos cinco jogos).
E, ainda mais grave do que isto (se é possível) é o sentimento de incapacidade ou rendição que parece transparecer de todo o grupo de trabalho na Luz.
A outra “anormalidade” tem a ver com o chamado “pico de forma”. Na semana em que recebe FC Porto e Liverpool, o Benfica deveria estar a 100%. Como está bom de ver... não está.
E a questão não pode ser só psicológica porque, já na série de vitórias, a qualidade de jogo não era fantástica e a maioria foi arrancada a ferros, muito alicerçada na segurança defensiva (segurança essa que, entretanto, parece ter passado para o outro lado da Segunda Circular).
Com mais esta derrota (são já seis), a equipa da Luz terá dito adeus à revalidação do título nacional.
Se o FC Porto ganhar ao Marítimo, os “encarnados” voltam a ficar a oito pontos da liderança e cada vez há menos jornadas para a recuperação.
Volto a escrever o que já escrevi por aqui anteriormente, ou Koeman (ou alguém por ele) põe mão nisto ou a “coisa” vai acabar mal.
PS: Proximamente, a análise ao jogo frente ao Vitória de Guimarães e, depois, a antevisão da partida contra o Liverpool.
(*) Deve ser por isso que gosto tanto dele.
Foi dito e isso era sabido: o Benfica tinha, dos três grandes, o plantel mais curto e, por isso mesmo, necessitava de se reforçar no chamado “mercado de inverno”.
O milagre da conquista do título não ia voltar a acontecer só com o melhor balneário e os dirigentes sabiam disso.
Assim, bem mais privilegiado que Trapattoni, Koeman viu a sua equipa ser reforçada com cinco jogadores (três deles para as públicas lacunas da equipa: guarda-redes, extremo e ponta-de-lança).
No entanto, ao contrário do que seria natural (estando com mais opções e, portanto, mais forte), a equipa não só não melhorou, como até regrediu.
E porquê? Especialmente porque a gestão da “fartura” foi mal feita por parte do técnico e o principal “trunfo” (a união do grupo) foi destruido.
Há jogadores insatisfeitos, em baixo de forma, sub-aproveitados, sobre-valorizados, inadaptados – e como é fácil colocar nomes que encaixem nestas opções.
Conclusão, depois de nove triunfos consecutivos, a equipa levou um abanão frente ao Sporting e já vai em três derrotas e um empate nos últimos cinco jogos).
E, ainda mais grave do que isto (se é possível) é o sentimento de incapacidade ou rendição que parece transparecer de todo o grupo de trabalho na Luz.
A outra “anormalidade” tem a ver com o chamado “pico de forma”. Na semana em que recebe FC Porto e Liverpool, o Benfica deveria estar a 100%. Como está bom de ver... não está.
E a questão não pode ser só psicológica porque, já na série de vitórias, a qualidade de jogo não era fantástica e a maioria foi arrancada a ferros, muito alicerçada na segurança defensiva (segurança essa que, entretanto, parece ter passado para o outro lado da Segunda Circular).
Com mais esta derrota (são já seis), a equipa da Luz terá dito adeus à revalidação do título nacional.
Se o FC Porto ganhar ao Marítimo, os “encarnados” voltam a ficar a oito pontos da liderança e cada vez há menos jornadas para a recuperação.
Volto a escrever o que já escrevi por aqui anteriormente, ou Koeman (ou alguém por ele) põe mão nisto ou a “coisa” vai acabar mal.
PS: Proximamente, a análise ao jogo frente ao Vitória de Guimarães e, depois, a antevisão da partida contra o Liverpool.
(*) Deve ser por isso que gosto tanto dele.
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
1 ano
Pois é, estou “doente” há um ano e não parece haver grandes hipóteses de melhorar.
365 dias e 122 posts depois, os sintomas de que me queixo são os mesmos: o amor ao jogo dentro das quatro linhas, o futebol bonito e limpo, a febre pelo Benfica…
Apesar destes “defeitos”, que nunca escondi, tenho tentado analisar todos os outros casos (com especial destaque para a selecção e os outros grandes, sem esquecer as rubricas “outras bolas”, “fora de jogo” e “cartão vermelho”) com o máximo de isenção.
Se alguma vez, não o consegui, peço desde já desculpa, mas o mundo do futebol é isto mesmo: plural, mas polémico, transversal, mas não unânime.
Agradeço a todos os que tiveram a paciência de por aqui passar e ler os meus posts. Espero contar com os vossos coments no futuro.
365 dias e 122 posts depois, os sintomas de que me queixo são os mesmos: o amor ao jogo dentro das quatro linhas, o futebol bonito e limpo, a febre pelo Benfica…
Apesar destes “defeitos”, que nunca escondi, tenho tentado analisar todos os outros casos (com especial destaque para a selecção e os outros grandes, sem esquecer as rubricas “outras bolas”, “fora de jogo” e “cartão vermelho”) com o máximo de isenção.
Se alguma vez, não o consegui, peço desde já desculpa, mas o mundo do futebol é isto mesmo: plural, mas polémico, transversal, mas não unânime.
Agradeço a todos os que tiveram a paciência de por aqui passar e ler os meus posts. Espero contar com os vossos coments no futuro.
Puxão de orelhas
Depois de vários casos de “instabilidade” interna (chamemos-lhe assim) no plantel, o técnico do Benfica foi obrigado a puxar dos galões e a chamar a atenção de alguns jogadores.
Na verdade, parece que a virose, que o afastou de alguns treinos, fez bem a Ronald Koeman e o levou a mudar a atitude perante os atletas.
Não sei exactamente o que se passou, mas parece-me positivo que o treinador dos “encarnados” coloque alguma ordem na casa antes de uma semana absolutamente decisiva para o clube da Luz.
Se ainda querem ganhar algo, todo o grupo vai ter que voltar a unir-se e a ser solidário para, fazendo das fraquezas forças, ultrapassar os adversários que vão aparecer pela frente dentro de campo.
Em jogo estão a Liga, a Champions e a Taça.
O Benfica é a única equipa que está nas três frentes e vai ser preciso muito trabalho (conjunto) se quiser continuar a estar.
Na verdade, parece que a virose, que o afastou de alguns treinos, fez bem a Ronald Koeman e o levou a mudar a atitude perante os atletas.
Não sei exactamente o que se passou, mas parece-me positivo que o treinador dos “encarnados” coloque alguma ordem na casa antes de uma semana absolutamente decisiva para o clube da Luz.
Se ainda querem ganhar algo, todo o grupo vai ter que voltar a unir-se e a ser solidário para, fazendo das fraquezas forças, ultrapassar os adversários que vão aparecer pela frente dentro de campo.
Em jogo estão a Liga, a Champions e a Taça.
O Benfica é a única equipa que está nas três frentes e vai ser preciso muito trabalho (conjunto) se quiser continuar a estar.
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
"Zangam-se as comadres..."
Este é um ditado antigo que o povo português utiliza muitas vezes e que, desta vez, parece aplicar-se ao momento actual do Sporting.
Numa altura em que as eleições estão à porta e, pela primeira vez em muitos anos, se prefilam várias candidaturas, a discussão vai intensa.
No ringue estão vários personagens desde ex-presidentes (João Rocha, José Roquette e Dias da Cunha), ex e actuais dirigentes e, ainda, alguns dos candidatos ao cargo de presidente da instituição.
Em causa está, fundamentalmente, a actual situação económica e financeira do Grupo Sporting (clube e SADs) e o que fazer para o futuro.
Há quem culpe o passado e o conhecido "plano Roquette" pelo, alegado, descalabro das contas, há quem defenda a alienação de património para fazer face a esses problemas e há quem esteja contra isso tudo.
Entretanto, já há ameaças de queixas-crime, amigos e antigos parceiros de direcção em lados opostos da "barricada".
O fundamental é que, quando a poeira assentar, se "saibam as verdades", realmente se perceba em que estado está o Sporting e que o acto eleitoral, para além de clarificador, seja digno de uma instituição que está a assinalar os 100 anos de vida.
Entretanto, vamos ver se o plantel profissional de futebol, que está a tentar recuperar a estabilidade, aguenta mais estes "tiros no pé" que estão a ser dados por dirigentes, ex-dirigentes e futuros dirigentes.
Numa altura em que as eleições estão à porta e, pela primeira vez em muitos anos, se prefilam várias candidaturas, a discussão vai intensa.
No ringue estão vários personagens desde ex-presidentes (João Rocha, José Roquette e Dias da Cunha), ex e actuais dirigentes e, ainda, alguns dos candidatos ao cargo de presidente da instituição.
Em causa está, fundamentalmente, a actual situação económica e financeira do Grupo Sporting (clube e SADs) e o que fazer para o futuro.
Há quem culpe o passado e o conhecido "plano Roquette" pelo, alegado, descalabro das contas, há quem defenda a alienação de património para fazer face a esses problemas e há quem esteja contra isso tudo.
Entretanto, já há ameaças de queixas-crime, amigos e antigos parceiros de direcção em lados opostos da "barricada".
O fundamental é que, quando a poeira assentar, se "saibam as verdades", realmente se perceba em que estado está o Sporting e que o acto eleitoral, para além de clarificador, seja digno de uma instituição que está a assinalar os 100 anos de vida.
Entretanto, vamos ver se o plantel profissional de futebol, que está a tentar recuperar a estabilidade, aguenta mais estes "tiros no pé" que estão a ser dados por dirigentes, ex-dirigentes e futuros dirigentes.
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Prognóstico
No dia em que a Federação Portuguesa de Futebol apresentou os equipamentos que a Selecção vai levar ao Mundial da Alemanha, vou lançar, com três meses de antecedência, os meus convocados.
Esperando que não haja lesões e castigos e que Scolari convoque os melhores, vamos então avançar para os “23 finalistas”.
Na baliza, o técnico já o disse, Ricardo e Quim têm lugar garantido e, para a terceira vaga, Bruno Vale, do Estrela da Amadora.
Para a defesa devem ser chamados sete jogadores. Eu apostaria em Miguel e Paulo Ferreira (na direita), Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Fernando Meira e Caneira (ao centro), Nuno Valente (na esquerda).
No meio campo seis vagas: Costinha e Petit, Maniche e Tiago, Deco e João Moutinho.
Nas alas: Cristiano Ronaldo, Figo, Simão e Quaresma.
Na frente: Pauleta, Nuno Gomes e Hugo Almeida.
Aqui estão 23 nomes, meias surpresas são quatro: Bruno Vale, João Moutinho, Quaresma e Hugo Almeida.
Claro que há aqui algumas condicionantes e a maior é o Europeu de Esperanças que pode afastar estes jogadores da Alemanha.
Por outro lado, há ainda outros jogadores à porta da selecção “AA”: Paulo Santos (que pode ser chamado para o lugar de Bruno Vale), Miguelito (se Scolari quiser um segundo defesa-esquerdo), Boa-Morte (se Quaresma for só aos sub-21), Manuel Fernandes, Hugo Viana ou Pedro Mendes (se Moutinho ficar pelas “esperanças”) e Postiga ou João Tomás (para a vaga de Hugo Almeida).
Vamos aguardar… em Maio chegam as certezas de Luiz Felipe Scolari.
Esperando que não haja lesões e castigos e que Scolari convoque os melhores, vamos então avançar para os “23 finalistas”.
Na baliza, o técnico já o disse, Ricardo e Quim têm lugar garantido e, para a terceira vaga, Bruno Vale, do Estrela da Amadora.
Para a defesa devem ser chamados sete jogadores. Eu apostaria em Miguel e Paulo Ferreira (na direita), Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Fernando Meira e Caneira (ao centro), Nuno Valente (na esquerda).
No meio campo seis vagas: Costinha e Petit, Maniche e Tiago, Deco e João Moutinho.
Nas alas: Cristiano Ronaldo, Figo, Simão e Quaresma.
Na frente: Pauleta, Nuno Gomes e Hugo Almeida.
Aqui estão 23 nomes, meias surpresas são quatro: Bruno Vale, João Moutinho, Quaresma e Hugo Almeida.
Claro que há aqui algumas condicionantes e a maior é o Europeu de Esperanças que pode afastar estes jogadores da Alemanha.
Por outro lado, há ainda outros jogadores à porta da selecção “AA”: Paulo Santos (que pode ser chamado para o lugar de Bruno Vale), Miguelito (se Scolari quiser um segundo defesa-esquerdo), Boa-Morte (se Quaresma for só aos sub-21), Manuel Fernandes, Hugo Viana ou Pedro Mendes (se Moutinho ficar pelas “esperanças”) e Postiga ou João Tomás (para a vaga de Hugo Almeida).
Vamos aguardar… em Maio chegam as certezas de Luiz Felipe Scolari.
Raridades… a quatro
Este fim-de-semana futebolístico trouxe duas raridades à luz do dia: uma a nível nacional e outra internacional, com a “chancela” de um ilustre técnico português.
À jornada 22 da principal Liga nacional, os chamados “três grandes” venceram os respectivos jogos. Foi, apenas, a quarta vez que isto aconteceu.
O líder FC Porto ganhou ao Belenenses por 2-0, tranquilamente, com dois golos de Adriano, ambos a passe de Quaresma.
É verdade que, para a equipa melhorar, Co Adriaanse teve que voltar aos quatro defesas (Paulo Assunção jogou recuado ao lado de Pepe e muitas vezes nas sobras) e beneficiou ainda de uma equipa do Restelo muito macia (aliás, como o Penafiel na Luz).
O Sporting, beneficiando de duas bombas de Carlos Martins e de um Marco Tábuas fraquinho, conseguiu a terceira vitória consecutiva, mesmo sem golos de Liedson.
O susto causado por aquele “penalty” inventado no final do jogo não foi suficiente para anular a justeza da vitória leonina e veio, digamos, compensar um lance que poderia dar golo no ataque sadino, anulado, mal, por fora de jogo.
Os “encarnados” também ganharam, três jogos depois, voltaram às goleadas, mas o resultado foi bem melhor que a exibição.
O Benfica começou a ganhar o jogo com duas grandes defesas de Moretto, ainda beneficiou de um auto-golo e teve duas grandes assistências de Petit e Manuel Fernandes para golos em contra-ataque de Geovanni e Simão.
Resumindo, alguma tranquilidade na Liga, entre os grandes, vamos ver o que vai acontecer na próxima jornada.
Entretanto, lá por fora, a surpresa das surpresas, o Chelsea perdeu (e só isso já era novidade), mas perdeu bem e “sem espinhas” (3-0).
O campeonato inglês não está em causa, mas é realmente estranho ver a equipa de Mourinho ser derrotada desta forma, sem apelo nem agravo.
A última derrota por estes números foi no FC Porto e já tinha havido um anterior, pelo Benfica.
À jornada 22 da principal Liga nacional, os chamados “três grandes” venceram os respectivos jogos. Foi, apenas, a quarta vez que isto aconteceu.
O líder FC Porto ganhou ao Belenenses por 2-0, tranquilamente, com dois golos de Adriano, ambos a passe de Quaresma.
É verdade que, para a equipa melhorar, Co Adriaanse teve que voltar aos quatro defesas (Paulo Assunção jogou recuado ao lado de Pepe e muitas vezes nas sobras) e beneficiou ainda de uma equipa do Restelo muito macia (aliás, como o Penafiel na Luz).
O Sporting, beneficiando de duas bombas de Carlos Martins e de um Marco Tábuas fraquinho, conseguiu a terceira vitória consecutiva, mesmo sem golos de Liedson.
O susto causado por aquele “penalty” inventado no final do jogo não foi suficiente para anular a justeza da vitória leonina e veio, digamos, compensar um lance que poderia dar golo no ataque sadino, anulado, mal, por fora de jogo.
Os “encarnados” também ganharam, três jogos depois, voltaram às goleadas, mas o resultado foi bem melhor que a exibição.
O Benfica começou a ganhar o jogo com duas grandes defesas de Moretto, ainda beneficiou de um auto-golo e teve duas grandes assistências de Petit e Manuel Fernandes para golos em contra-ataque de Geovanni e Simão.
Resumindo, alguma tranquilidade na Liga, entre os grandes, vamos ver o que vai acontecer na próxima jornada.
Entretanto, lá por fora, a surpresa das surpresas, o Chelsea perdeu (e só isso já era novidade), mas perdeu bem e “sem espinhas” (3-0).
O campeonato inglês não está em causa, mas é realmente estranho ver a equipa de Mourinho ser derrotada desta forma, sem apelo nem agravo.
A última derrota por estes números foi no FC Porto e já tinha havido um anterior, pelo Benfica.
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
Sinais 2
Já aqui falei nisto há alguns dias, mas o certo é que os "sinais" continuam a avolumar-se e, por isso, a tornar-se cada vez mais preocupantes.
Na partida de ontem frente ao Nacional da Madeira, para a Taça de Portugal, os jogadores do Benfica voltaram a confirmar que algo de grave se está a passar no grupo:
Primeiro, Luisão e Marcel tiveram uma discussão pública e notória em pleno relvado, no intervalo do prolongamento, e só os colegas e o início do jogo, os separaram.
Depois, Simão marcou o "penalty" decisivo, que carimbou a passagem para a fase seguinte, mas fugiu aos festejos e só Nuno Gomes o segurou no relvado.
Algo de grave se passa, o treinador e/ou a direcção têm que ter mão "nisto".
Na partida de ontem frente ao Nacional da Madeira, para a Taça de Portugal, os jogadores do Benfica voltaram a confirmar que algo de grave se está a passar no grupo:
Primeiro, Luisão e Marcel tiveram uma discussão pública e notória em pleno relvado, no intervalo do prolongamento, e só os colegas e o início do jogo, os separaram.
Depois, Simão marcou o "penalty" decisivo, que carimbou a passagem para a fase seguinte, mas fugiu aos festejos e só Nuno Gomes o segurou no relvado.
Algo de grave se passa, o treinador e/ou a direcção têm que ter mão "nisto".
"Fora de Jogo"
Volta este rubrica ao "Doente da Bola" para falar sobre duas personagens do nosso futebol: Valentim Loureiro e Rui Alves.
O presidente da Liga de Clubes é um dos 27 acusados já confirmados no processo "Apito Dourado" (mais deverão surgir lá mais para a frente, já que foram extraidas 81 certidões).
Valentim Loureiro é acusado de 26 crimes de corrupção activa.
Para já, o também autarca de Gondomar garante que ainda não foi notificado e queixa-se da violação do segredo de justiça.
Aguardemos...
Entretanto, o engenheiro Rui Alves, presidente do Nacional da Madeira, contiua a sua pega com o Sporting.
Hoje diz que os "leões" não têm estofo para lutar pelo título e reafirma que, por isso, são concorrentes directos com os insulares por um lugar na UEFA.
"Estofo", mas especialmente educação e seriedade negocial, é coisa que tem faltado ao presidente do Nacional.
Eu, enquanto contribuinte com impostos pagos, e portanto "sócio" do clube, através do Governo Regional da Madeira, gostaria que o "meu" presidente tivesse outro comportamento e se deixasse destas tácticas rasteiras, que já não se deviam utilizar.
O presidente da Liga de Clubes é um dos 27 acusados já confirmados no processo "Apito Dourado" (mais deverão surgir lá mais para a frente, já que foram extraidas 81 certidões).
Valentim Loureiro é acusado de 26 crimes de corrupção activa.
Para já, o também autarca de Gondomar garante que ainda não foi notificado e queixa-se da violação do segredo de justiça.
Aguardemos...
Entretanto, o engenheiro Rui Alves, presidente do Nacional da Madeira, contiua a sua pega com o Sporting.
Hoje diz que os "leões" não têm estofo para lutar pelo título e reafirma que, por isso, são concorrentes directos com os insulares por um lugar na UEFA.
"Estofo", mas especialmente educação e seriedade negocial, é coisa que tem faltado ao presidente do Nacional.
Eu, enquanto contribuinte com impostos pagos, e portanto "sócio" do clube, através do Governo Regional da Madeira, gostaria que o "meu" presidente tivesse outro comportamento e se deixasse destas tácticas rasteiras, que já não se deviam utilizar.
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
A vontade do freguês
O Benfica voltou a perder em Leiria, depois da humilhação frente ao Sporting, e atrasou-se, quiçá irremediavelmente, na luta pelo título.
Depois da catástrofe da Luz e das muitas críticas, Ronald Koeman fez várias alterações no 11 inicial: cinco novos jogadores, mais duas mudanças de posição.
Alcides, Manduca e Geovanni saíram, Leo regressou e Marcel estreou-se a titular – foi, assim, feita a vontade dos adeptos.
A equipa melhorou (também só podia em relação à última partida), teve bons períodos, podia e devia ter marcado mais golos, mas o certo é que não ganhou e demonstrou falhas inacreditáveis.
Luisão deu a segunda balda consecutiva, Petit não está a 100%, Manuel Fernandes precipitado, Simão está intermitente, Nelson – talvez pela passagem pela esquerda – perdeu fôlego, Robert ainda não explodiu, Moretto parece nervoso… e, assim, aqui está quase toda a equipa titular.
Depois há outro factor de que não gosto de falar, mas que realmente faz falta em determinadas alturas: a “sorte” e o “se” que foram determinantes nesta partida.
Costinha esteve, outra vez, inultrapassável, outra vez contra o Benfica, e os “encarnados” falharam, à vontade, uma mão cheia de grandes ocasiões.
Posto isto, o campeão nacional pode ficar, mais uma vez atrasado, agora a sete pontos do líder.
E, já agora, antes que me perguntem, eu respondo: Acho que o técnico Ronald Koeman fez o que podia nesta partida e, por isso, não o culpo por esta derrota. O homem até fez a vontade dos críticos.
Vamos ver se a (ex?!) força do grupo de trabalho vai dar frutos e se a equipa vai reagir já na partida frente ao terrível Nacional da Madeira.
O que não percebo é como é que, de um dia para o outro, o ponto forte da equipa, a defesa, começou a meter água por todo o lado.
Depois da catástrofe da Luz e das muitas críticas, Ronald Koeman fez várias alterações no 11 inicial: cinco novos jogadores, mais duas mudanças de posição.
Alcides, Manduca e Geovanni saíram, Leo regressou e Marcel estreou-se a titular – foi, assim, feita a vontade dos adeptos.
A equipa melhorou (também só podia em relação à última partida), teve bons períodos, podia e devia ter marcado mais golos, mas o certo é que não ganhou e demonstrou falhas inacreditáveis.
Luisão deu a segunda balda consecutiva, Petit não está a 100%, Manuel Fernandes precipitado, Simão está intermitente, Nelson – talvez pela passagem pela esquerda – perdeu fôlego, Robert ainda não explodiu, Moretto parece nervoso… e, assim, aqui está quase toda a equipa titular.
Depois há outro factor de que não gosto de falar, mas que realmente faz falta em determinadas alturas: a “sorte” e o “se” que foram determinantes nesta partida.
Costinha esteve, outra vez, inultrapassável, outra vez contra o Benfica, e os “encarnados” falharam, à vontade, uma mão cheia de grandes ocasiões.
Posto isto, o campeão nacional pode ficar, mais uma vez atrasado, agora a sete pontos do líder.
E, já agora, antes que me perguntem, eu respondo: Acho que o técnico Ronald Koeman fez o que podia nesta partida e, por isso, não o culpo por esta derrota. O homem até fez a vontade dos críticos.
Vamos ver se a (ex?!) força do grupo de trabalho vai dar frutos e se a equipa vai reagir já na partida frente ao terrível Nacional da Madeira.
O que não percebo é como é que, de um dia para o outro, o ponto forte da equipa, a defesa, começou a meter água por todo o lado.
sexta-feira, fevereiro 03, 2006
Assi(s)m não
Nuno Assis acusou uma substância dopante num controlo efectuado a 3 de Dezembro, após o jogo com o Marítimo, e encontra-se suspenso preventivamente até à conclusão do processo.
Os resultados da contra-análise confirmaram índices elevados de 19-norandrosterona, um derivado da nandrolona (esteróide anabolizante).
Quando acontece um caso destes, este é o procedimento normal e, quanto a isso, nada a apontar.
O que é certo é que, como sempre, o jogador diz que está inocente, que nada tomou, e o clube garante que o vai defender até às últimas consequências. O normal…
Posto isto, e sem ter mais dados sobre o assunto, só vejo duas hipóteses: ou é um erro (das análises ou devido a um “problema” do organismo do jogador) ou é uma estupidez, pelo menos do tamanho do Estádio da Luz.
É que convém relembrar que é o Benfica que (há vários anos) exige controlo anti-doping em todos os seus jogos.
Sendo assim, excluindo a hipótese de ser um “caso natural”, criado pelo organismo do jogador (ao que parece é possível, mas não nas quantidades aqui encontradas), o que pode ter acontecido é um “tratamento” por fora das indicações do clube (como aconteceu, por exemplo, com Kenedy) para tentar melhorar o rendimento.
O certo é que Nuno Assis entrou muito bem na época passada, mas foi perdendo protagonismo e, esta época, raramente foi utilizado por Ronald Koeman, causando até alguma indignação e incredulidade por parte de sócios e adeptos.
Já agora… se se confirmar o caso e o jogador for castigado, Nuno Assis pode ficar suspenso entre seis meses e dois anos.
Vamos esperar…
Os resultados da contra-análise confirmaram índices elevados de 19-norandrosterona, um derivado da nandrolona (esteróide anabolizante).
Quando acontece um caso destes, este é o procedimento normal e, quanto a isso, nada a apontar.
O que é certo é que, como sempre, o jogador diz que está inocente, que nada tomou, e o clube garante que o vai defender até às últimas consequências. O normal…
Posto isto, e sem ter mais dados sobre o assunto, só vejo duas hipóteses: ou é um erro (das análises ou devido a um “problema” do organismo do jogador) ou é uma estupidez, pelo menos do tamanho do Estádio da Luz.
É que convém relembrar que é o Benfica que (há vários anos) exige controlo anti-doping em todos os seus jogos.
Sendo assim, excluindo a hipótese de ser um “caso natural”, criado pelo organismo do jogador (ao que parece é possível, mas não nas quantidades aqui encontradas), o que pode ter acontecido é um “tratamento” por fora das indicações do clube (como aconteceu, por exemplo, com Kenedy) para tentar melhorar o rendimento.
O certo é que Nuno Assis entrou muito bem na época passada, mas foi perdendo protagonismo e, esta época, raramente foi utilizado por Ronald Koeman, causando até alguma indignação e incredulidade por parte de sócios e adeptos.
Já agora… se se confirmar o caso e o jogador for castigado, Nuno Assis pode ficar suspenso entre seis meses e dois anos.
Vamos esperar…
terça-feira, janeiro 31, 2006
Sinais…
Ainda mais grave do que a (inexistente) exibição frente ao Sporting, é o que se tem passado nas últimas semanas nos treinos do Benfica e que pode ser um sinal perigoso para o futuro.
Depois dos “incidentes”, chamemos-lhes assim, entre Luisão e Karagounis, Miccoli e Andersson, mais dois casos marcaram os últimos dois dias na Luz.
Antes de avançar, gostaria só de relembrar aos mais esquecidos que os “encarnados” venceram o campeonato na época passada não por terem o melhor plantel, nem o melhor futebol, mas porque tinham (indiscutivelmente) o melhor balneário.
Desde a “tragédia Fehér”, o grupo criou uma empatia, uma ligação, que, juntamente com a força e o saber de dois técnicos experientes e de dirigentes "batidos", levou o Benfica, quase por milagre, à reconquista do título 11 anos depois.
Isso parece, agora, estar a perder-se…
Posto isto, voltemos aos acontecimentos dos últimos dias, casos que podem também ajudar a explicar o “eclipse” geral da equipa no “derby”.
Ontem, o técnico Ronald Koeman dividiu o grupo em dois. Propositado ou não, o certo é que de um lado ficaram todos os brasileiros (mais Nelson) e do outro os restantes portugueses e os outros estrangeiros.
Das duas uma: ou foi o treinador que assim dividiu o plantel e fez mal, ou foi uma “coincidência” e é grave porque pode ser o sinal da existência de “grupos dentro do grupo”.
Hoje, um comentário no site oficial de Simão Sabrosa provocou mal-estar na Luz e o texto, que falava do descalabro de sábado, acabou por ser retirado.
Ao que parece, esse comentário era do sogro do capitão “encarnado”, mas o que é certo é que já não é a primeira vez que há polémicas com Simão, desde o episódio da braçadeira com Hélder.
Não está em causa a categoria do jogador (indiscutível), apesar do desaparecimento em alguns jogos fundamentais, nem a liberdade de expressão, mas o certo é que é necessário ter atenção, contenção e cuidado com o que se diz ou escreve.
Depois dos “incidentes”, chamemos-lhes assim, entre Luisão e Karagounis, Miccoli e Andersson, mais dois casos marcaram os últimos dois dias na Luz.
Antes de avançar, gostaria só de relembrar aos mais esquecidos que os “encarnados” venceram o campeonato na época passada não por terem o melhor plantel, nem o melhor futebol, mas porque tinham (indiscutivelmente) o melhor balneário.
Desde a “tragédia Fehér”, o grupo criou uma empatia, uma ligação, que, juntamente com a força e o saber de dois técnicos experientes e de dirigentes "batidos", levou o Benfica, quase por milagre, à reconquista do título 11 anos depois.
Isso parece, agora, estar a perder-se…
Posto isto, voltemos aos acontecimentos dos últimos dias, casos que podem também ajudar a explicar o “eclipse” geral da equipa no “derby”.
Ontem, o técnico Ronald Koeman dividiu o grupo em dois. Propositado ou não, o certo é que de um lado ficaram todos os brasileiros (mais Nelson) e do outro os restantes portugueses e os outros estrangeiros.
Das duas uma: ou foi o treinador que assim dividiu o plantel e fez mal, ou foi uma “coincidência” e é grave porque pode ser o sinal da existência de “grupos dentro do grupo”.
Hoje, um comentário no site oficial de Simão Sabrosa provocou mal-estar na Luz e o texto, que falava do descalabro de sábado, acabou por ser retirado.
Ao que parece, esse comentário era do sogro do capitão “encarnado”, mas o que é certo é que já não é a primeira vez que há polémicas com Simão, desde o episódio da braçadeira com Hélder.
Não está em causa a categoria do jogador (indiscutível), apesar do desaparecimento em alguns jogos fundamentais, nem a liberdade de expressão, mas o certo é que é necessário ter atenção, contenção e cuidado com o que se diz ou escreve.
segunda-feira, janeiro 30, 2006
Res… friado
Normalmente, nestas alturas, costuma fazer-se o rescaldo dos grandes jogos. Neste caso fazemos o “resfriado”, porque é um rescaldo feito já “a frio” e com “C-Gripes” tomados.
O essencial foi dito no “post” anterior ("Banho de bola"), mas há algumas notas que, quase 48 horas passadas, merecem destaque.
Primeiro gostaria de reforçar que a vitória do Sporting é inquestionável e, pelo volume criado, podia até ter sido mais expressiva.
Agora, queria aproveitar a ocasião para defender (apesar de não ter nenhum tipo de procuração) o jogador mais criticado na noite de sábado: Alcides.
É verdade que o miúdo teve uma noite infeliz e esteve ligado aos golos de Liedson mas, atenção, o que não se pode é dizer: “Este jogador não tem as mínimas condições para jogar a defesa direito”.
Isso é desleal e desonesto porque os que disseram isto foram os mesmos que, nas últimas semanas, o elogiaram (na lateral) em vários jogos, incluindo frente ao Manchester United.
Quanto a Beto, não há muito a dizer. O jogador tem as características que tem, os defeitos conhecidos. Se calhar, como temos dito, não serve para titular do Benfica, mas convém que Manuel Fernandes volte à forma.
Moretto teve 10 minutos terríveis. Ao que parece estava lesionado. Acho que é cedo para tirar conclusões precipitadas e, especialmente, era escusado ter relembrado e comparado “casos” passados com ex-jogadores do Benfica em grandes palcos.
Koeman podia ter reagido de outra maneira, podia, especialmente, ter colocado as pedras de outra forma em campo (Manduca na ala, Geovanni no centro à frente de Nuno Gomes), mas, naquela altura, até percebi a troca de Manduca por Manuel Fernandes.
A atitude de Sá Pinto aquando da substituição é demonstrativa, por um lado, do carácter do jogador (para o bem e para o mal), por outro, da importância transcendente que este jogo e o Benfica representam para os “leões”.
Parabéns ao Sporting ganhou o “seu” campeonato, o campeonato da Segunda Circular.
Foi também curioso ver o regresso de João Moutinho aos grandes jogos e a nova actuação de Liedson frente ao Benfica (ao que parece, com a renovação e o reforço da conta bencária à porta).
Para finalizar lamento que a rádio onde ouvi o relato tenha ignorado o lance de Nuno Gomes e Tonel na área leonina. Nem uma palavra, nem um “vamos esperar pela repetição”, ou um “lance duvidoso”. Nada.Enfim...
PS: A Liga continua em aberto. O Sr. Co Adriaanse voltou ontem a dar uma ajuda a Benfica e Sporting.
O essencial foi dito no “post” anterior ("Banho de bola"), mas há algumas notas que, quase 48 horas passadas, merecem destaque.
Primeiro gostaria de reforçar que a vitória do Sporting é inquestionável e, pelo volume criado, podia até ter sido mais expressiva.
Agora, queria aproveitar a ocasião para defender (apesar de não ter nenhum tipo de procuração) o jogador mais criticado na noite de sábado: Alcides.
É verdade que o miúdo teve uma noite infeliz e esteve ligado aos golos de Liedson mas, atenção, o que não se pode é dizer: “Este jogador não tem as mínimas condições para jogar a defesa direito”.
Isso é desleal e desonesto porque os que disseram isto foram os mesmos que, nas últimas semanas, o elogiaram (na lateral) em vários jogos, incluindo frente ao Manchester United.
Quanto a Beto, não há muito a dizer. O jogador tem as características que tem, os defeitos conhecidos. Se calhar, como temos dito, não serve para titular do Benfica, mas convém que Manuel Fernandes volte à forma.
Moretto teve 10 minutos terríveis. Ao que parece estava lesionado. Acho que é cedo para tirar conclusões precipitadas e, especialmente, era escusado ter relembrado e comparado “casos” passados com ex-jogadores do Benfica em grandes palcos.
Koeman podia ter reagido de outra maneira, podia, especialmente, ter colocado as pedras de outra forma em campo (Manduca na ala, Geovanni no centro à frente de Nuno Gomes), mas, naquela altura, até percebi a troca de Manduca por Manuel Fernandes.
A atitude de Sá Pinto aquando da substituição é demonstrativa, por um lado, do carácter do jogador (para o bem e para o mal), por outro, da importância transcendente que este jogo e o Benfica representam para os “leões”.
Parabéns ao Sporting ganhou o “seu” campeonato, o campeonato da Segunda Circular.
Foi também curioso ver o regresso de João Moutinho aos grandes jogos e a nova actuação de Liedson frente ao Benfica (ao que parece, com a renovação e o reforço da conta bencária à porta).
Para finalizar lamento que a rádio onde ouvi o relato tenha ignorado o lance de Nuno Gomes e Tonel na área leonina. Nem uma palavra, nem um “vamos esperar pela repetição”, ou um “lance duvidoso”. Nada.Enfim...
PS: A Liga continua em aberto. O Sr. Co Adriaanse voltou ontem a dar uma ajuda a Benfica e Sporting.
domingo, janeiro 29, 2006
Banho de bola
Numa noite fria e chuvosa, o Benfica constipou-se e levou um verdadeiro “banho de bola”.
Sem espinhas, o Sporting venceu e convenceu na Luz, num jogo em que, bem vistas as coisas, o resultado até é escasso.
Não foi seguramente esta a equipa que venceu o Manchester United e fez uma série de nove vitórias consecutivas. De recordar que o Benfica não teve uma única oportunidade de golo ao longo dos 90 minutos.
Já o “leão”, talvez enraivecido pelos últimos resultados, pela pressão da vitória, pelas declarações de Koeman, pelo ditado do “quanto pior melhor”, pela alegada inexperiência e juventude da equipa mostrou que está vivo e bem vivo para continuar a lutar pela Liga.
Resumindo, nem o Benfica tem uma equipa imbatível, nem o Sporting estava acabado.
Mas, afinal, o que é que aconteceu em campo para que acontecesse este desfecho?
Vamos por partes:
BENFICA
Koeman escolheu o “11” que eu, à partida, também escolheria. Acontece que em termos de posicionamento já não fomos coincidentes.
· Geovanni jogou (!?) encostado à direita quando deveria ter sido o homem mais adiantado à frente de Nuno Gomes
· Manduca deveria ter jogado na ala e não ao centro
· Alcides não teve ajuda a fechar o flanco e, como alertei e temia (apesar de também o ter colocado nessa posição) Nelson à esquerda apaga-se
· Petit não jogou o que é habitual, seguramente por ter recuperado à pressa para o jogo e Beto é Beto e não dá mais
· A entrada de Manuel Fernandes para o lugar de Manduca encolheu ainda mais a equipa e deu sinal negativo aos jogadores, apesar de eu ter percebido o que Koeman queria (dar força ao meio-campo)
· As “armas” Robert e Marcel também nada trouxeram de bom à equipa
· A habitual e elogiada segurança defensiva esteve completamente ausente (nem Moretto – que teve uns 10 minutos trágicos na primeira parte – nem Luisão, nem Andersson, muito menos Alcides)
· A força física da equipa não apareceu
SPORTING
Paulo Bento também escolheu o “11” sugerido, incluindo com João Moutinho mais dentro do jogo. Resultado, os “leões” melhoraram.
· Moutinho e Carlos Martins muito bem no meio-campo em losango
· Liedson endiabrado e decisivo como um ponta-de-lança (abençoado aumento de ordenado)
· Abel muito bem a marcar Simão e até a partir para o ataque
· Sá Pinto, a marca da raça sportinguista. Entrega total quer a defender, quer a atacar
· Sporting muito bem fisicamente, a pressionar o Benfica durante uns bons 70 minutos
· O melhor jogo dos “leões” esta época, pela primeira vez, consistente
Nota também para o árbitro que, não tendo influência no resultado, esqueceu-se de alguns cartões. Dos vários, destaco apenas um para cada lado que deviam ter sido vermelhos: Petit e Polga.
Face a este resultado, o Benfica pode deixar fugir o FC Porto e, mais do que isso, o Sporting reentra na corrida, estando agora a apenas três pontos dos “encarnados”.
Aí está mais uma altura, importante, para o campeão nacional e, já agora, os adeptos baixarem à terra, reflectirem sobre o que correu mal neste jogo ( que foi tudo) e, depois, esperar que a equipa volte a jogar à Benfica, o mais rápido possivel.
Hoje, o Benfica, simplesmente, não jogou, não existiu, não esteve em campo…
Hoje, o Benfica levou uma tareia das antigas em casa e, pior do que isso, não se pode queixar de nada… a não ser de si próprio.
Sem espinhas, o Sporting venceu e convenceu na Luz, num jogo em que, bem vistas as coisas, o resultado até é escasso.
Não foi seguramente esta a equipa que venceu o Manchester United e fez uma série de nove vitórias consecutivas. De recordar que o Benfica não teve uma única oportunidade de golo ao longo dos 90 minutos.
Já o “leão”, talvez enraivecido pelos últimos resultados, pela pressão da vitória, pelas declarações de Koeman, pelo ditado do “quanto pior melhor”, pela alegada inexperiência e juventude da equipa mostrou que está vivo e bem vivo para continuar a lutar pela Liga.
Resumindo, nem o Benfica tem uma equipa imbatível, nem o Sporting estava acabado.
Mas, afinal, o que é que aconteceu em campo para que acontecesse este desfecho?
Vamos por partes:
BENFICA
Koeman escolheu o “11” que eu, à partida, também escolheria. Acontece que em termos de posicionamento já não fomos coincidentes.
· Geovanni jogou (!?) encostado à direita quando deveria ter sido o homem mais adiantado à frente de Nuno Gomes
· Manduca deveria ter jogado na ala e não ao centro
· Alcides não teve ajuda a fechar o flanco e, como alertei e temia (apesar de também o ter colocado nessa posição) Nelson à esquerda apaga-se
· Petit não jogou o que é habitual, seguramente por ter recuperado à pressa para o jogo e Beto é Beto e não dá mais
· A entrada de Manuel Fernandes para o lugar de Manduca encolheu ainda mais a equipa e deu sinal negativo aos jogadores, apesar de eu ter percebido o que Koeman queria (dar força ao meio-campo)
· As “armas” Robert e Marcel também nada trouxeram de bom à equipa
· A habitual e elogiada segurança defensiva esteve completamente ausente (nem Moretto – que teve uns 10 minutos trágicos na primeira parte – nem Luisão, nem Andersson, muito menos Alcides)
· A força física da equipa não apareceu
SPORTING
Paulo Bento também escolheu o “11” sugerido, incluindo com João Moutinho mais dentro do jogo. Resultado, os “leões” melhoraram.
· Moutinho e Carlos Martins muito bem no meio-campo em losango
· Liedson endiabrado e decisivo como um ponta-de-lança (abençoado aumento de ordenado)
· Abel muito bem a marcar Simão e até a partir para o ataque
· Sá Pinto, a marca da raça sportinguista. Entrega total quer a defender, quer a atacar
· Sporting muito bem fisicamente, a pressionar o Benfica durante uns bons 70 minutos
· O melhor jogo dos “leões” esta época, pela primeira vez, consistente
Nota também para o árbitro que, não tendo influência no resultado, esqueceu-se de alguns cartões. Dos vários, destaco apenas um para cada lado que deviam ter sido vermelhos: Petit e Polga.
Face a este resultado, o Benfica pode deixar fugir o FC Porto e, mais do que isso, o Sporting reentra na corrida, estando agora a apenas três pontos dos “encarnados”.
Aí está mais uma altura, importante, para o campeão nacional e, já agora, os adeptos baixarem à terra, reflectirem sobre o que correu mal neste jogo ( que foi tudo) e, depois, esperar que a equipa volte a jogar à Benfica, o mais rápido possivel.
Hoje, o Benfica, simplesmente, não jogou, não existiu, não esteve em campo…
Hoje, o Benfica levou uma tareia das antigas em casa e, pior do que isso, não se pode queixar de nada… a não ser de si próprio.
sexta-feira, janeiro 27, 2006
SORTEio
Realizou-se hoje o sorteio para o Euro 2008, que vai disputar-se, a meias na Suíça e na Áustria.
Este, no geral, não foi um mau sorteio para Portugal, mas, atenção, não é caso para deitar foguetes antecipados.
É verdade que, do “pote 2”, nos calhou o brinde (a Polónia), mas, em compensação, do “pote 3”, saiu-nos “a fava” (Sérvia Montenegro).
Depois há ainda três nossas conhecidas que, não sendo adversários inacessíveis, não são propriamente fáceis (Finlândia, Bélgica e Polónia) e tanto podemos ganhar como perder pontos.
De recordar, por exemplo, que a última vez que jogamos com a Finlândia perdemos no Bessa, sem espinhas, na preparação para o Mundial 2002.
Vai ser com estes cinco adversários que, seguramente, tudo se vai decidir.
Com os outros três “colegas de grupo” (Arménia, Azerbaijão e Cazaquistão) não pode (não pode mesmo) haver deslizes.
Nota ainda para o facto de termos ficado no grupo maior e com várias equipas de Leste (viagens grandes, países frios, calendário apertado).
Grupo A:PORTUGALSérvia e MontenegroFinlândiaBélgicaPolóniaArméniaAzerbaijãoCazaquistão
Como disse, o sorteio podia ter sido bem pior e há, logo no “grupo B”, um exemplo disso: França, Itália, Ucrânia, Escócia…
Falta agora saber como duas coisas: qual o calendário dos jogos (e isso pode ser muito importante) e, já agora, quem vai ser o seleccionador.
Pelo que parece, o senhor Scolari estará do outro lado do Canal da Mancha.
Este, no geral, não foi um mau sorteio para Portugal, mas, atenção, não é caso para deitar foguetes antecipados.
É verdade que, do “pote 2”, nos calhou o brinde (a Polónia), mas, em compensação, do “pote 3”, saiu-nos “a fava” (Sérvia Montenegro).
Depois há ainda três nossas conhecidas que, não sendo adversários inacessíveis, não são propriamente fáceis (Finlândia, Bélgica e Polónia) e tanto podemos ganhar como perder pontos.
De recordar, por exemplo, que a última vez que jogamos com a Finlândia perdemos no Bessa, sem espinhas, na preparação para o Mundial 2002.
Vai ser com estes cinco adversários que, seguramente, tudo se vai decidir.
Com os outros três “colegas de grupo” (Arménia, Azerbaijão e Cazaquistão) não pode (não pode mesmo) haver deslizes.
Nota ainda para o facto de termos ficado no grupo maior e com várias equipas de Leste (viagens grandes, países frios, calendário apertado).
Grupo A:PORTUGALSérvia e MontenegroFinlândiaBélgicaPolóniaArméniaAzerbaijãoCazaquistão
Como disse, o sorteio podia ter sido bem pior e há, logo no “grupo B”, um exemplo disso: França, Itália, Ucrânia, Escócia…
Falta agora saber como duas coisas: qual o calendário dos jogos (e isso pode ser muito importante) e, já agora, quem vai ser o seleccionador.
Pelo que parece, o senhor Scolari estará do outro lado do Canal da Mancha.
O derby dos derbies
Amanhã regressa à Luz o jogo dos jogos para a Liga portuguesa. Independentemente do que estiver a acontecer, o Benfica – Sporting é sempre aquele jogo que ninguém quer perder.
Se o futebol fosse “matemática”, os “encarnados” venciam a partida deste sábado; se valer o “mito” dos grandes jogos, os “leões” vão levar a melhor precisamente porque estão pior.
O Benfica joga em casa, tem três pontos de vantagem, leva nove jogos consecutivos a vencer (sete no campeonato, uma na Taça e outra na Champions) e reforçou-se bastante no mercado de Inverno, equilibrando o seu plantel.
O Sporting ganhou com o novo treinador especialmente força defensiva (diminuíram os golos sofridos), mas tem faltado consistência durante os 90 minutos, opções de banco que façam a diferença e alguma maturidade em alguns momentos decisivos.
Face a tudo isto, o campeão nacional é favorito mas precisa de entrar concentrado e consciente das dificuldades, que a juventude dos leões e a ratice de Liedson podem trazer.
AS EQUIPAS
As equipas estão praticamente na máxima força já que ao Benfica falta Micolli e ao Sporting Douala.
Em princípio este vai ser um jogo em que ambos os treinadores vão apostar num 4-4-2, mas num esquema diferente.
Koeman prefere extremos e um avançado que possa jogar nas costas do outro, enquanto Paulo Bento deve apostar num meio-campo em losango e um ataque com dois homens lado a lado.
Assim, a equipa da Luz deve entrar com Moretto na baliza; Alcides, Luisão, Andersson e Nélson na defesa; Petit e Beto no meio-campo defensivo; Simão e Manduca nas alas, Nuno Gomes no apoio a Geovanni.
Já o Sporting deve jogar com Ricardo, Abel, Tonel, Polga e Caneira, na defesa; Custódio, João Moutinho, Carlos Martins e Sá Pinto, no meio-campo; Deivid e Liedson na frente.
Obviamente que há aqui notas a ter em conta em ambas as equipas:
· Nelson perde força na esquerda mas é importante que Alcides se mantenha na direita, quer pela velocidade, quer pela hipótese de ter que fazer de terceiro central
· Manuel Fernandes não está em forma e deve voltar ao banco, apesar de Beto ser, no geral, mais limitado que o internacional português
· Uma das dúvidas principais é saber se joga Manduca ou Laurent Robert de início. Aposto no brasileiro por ser polivalente e por estar mais bem integrado
· Koeman deve repetir a frente de ataque “versão Manchester” mas Marcel treinou bem durante a semana.
· Custódio tem estado mal e Luís Loureiro voltou aos convocados. No entanto, por uma questão de ritmo, o mais jovem deve ter vantagem
· João Moutinho também não tem estado muito bem, mas se Sá Pinto jogar no meio-campo, o miúdo regressa ao centro do terreno e vai melhorar
· Esta é mesmo uma das dúvidas, onde joga Sá Pinto: no lugar do “10” Romagnoli ou no lugar de Deivid?
· O argentino não tem ritmo para 90 minutos, talvez seja uma das armas para lançar apenas na segunda parte
Palavra também para o árbitro. Pedro Henriques é o meu árbitro favorito. Espero que confirme este estatuto, deixe jogar quando o puder fazer, actue disciplinarmente quando tiver que o fazer.
Nota final para a (chamada) “importância do jogo”. Não sendo decisivo é sempre um jogo importante (estão seis pontos em jogo). Os “leões” podem ter mais pressão porque, se perderem, ficam a nove pontos do Benfica e, talvez, a 12 do FC Porto.
De recordar que na primeira volta, por esta altura, a equipa de Alvalade tinha oito pontos de vantagem sobre os “encarnados”.
Se o futebol fosse “matemática”, os “encarnados” venciam a partida deste sábado; se valer o “mito” dos grandes jogos, os “leões” vão levar a melhor precisamente porque estão pior.
O Benfica joga em casa, tem três pontos de vantagem, leva nove jogos consecutivos a vencer (sete no campeonato, uma na Taça e outra na Champions) e reforçou-se bastante no mercado de Inverno, equilibrando o seu plantel.
O Sporting ganhou com o novo treinador especialmente força defensiva (diminuíram os golos sofridos), mas tem faltado consistência durante os 90 minutos, opções de banco que façam a diferença e alguma maturidade em alguns momentos decisivos.
Face a tudo isto, o campeão nacional é favorito mas precisa de entrar concentrado e consciente das dificuldades, que a juventude dos leões e a ratice de Liedson podem trazer.
AS EQUIPAS
As equipas estão praticamente na máxima força já que ao Benfica falta Micolli e ao Sporting Douala.
Em princípio este vai ser um jogo em que ambos os treinadores vão apostar num 4-4-2, mas num esquema diferente.
Koeman prefere extremos e um avançado que possa jogar nas costas do outro, enquanto Paulo Bento deve apostar num meio-campo em losango e um ataque com dois homens lado a lado.
Assim, a equipa da Luz deve entrar com Moretto na baliza; Alcides, Luisão, Andersson e Nélson na defesa; Petit e Beto no meio-campo defensivo; Simão e Manduca nas alas, Nuno Gomes no apoio a Geovanni.
Já o Sporting deve jogar com Ricardo, Abel, Tonel, Polga e Caneira, na defesa; Custódio, João Moutinho, Carlos Martins e Sá Pinto, no meio-campo; Deivid e Liedson na frente.
Obviamente que há aqui notas a ter em conta em ambas as equipas:
· Nelson perde força na esquerda mas é importante que Alcides se mantenha na direita, quer pela velocidade, quer pela hipótese de ter que fazer de terceiro central
· Manuel Fernandes não está em forma e deve voltar ao banco, apesar de Beto ser, no geral, mais limitado que o internacional português
· Uma das dúvidas principais é saber se joga Manduca ou Laurent Robert de início. Aposto no brasileiro por ser polivalente e por estar mais bem integrado
· Koeman deve repetir a frente de ataque “versão Manchester” mas Marcel treinou bem durante a semana.
· Custódio tem estado mal e Luís Loureiro voltou aos convocados. No entanto, por uma questão de ritmo, o mais jovem deve ter vantagem
· João Moutinho também não tem estado muito bem, mas se Sá Pinto jogar no meio-campo, o miúdo regressa ao centro do terreno e vai melhorar
· Esta é mesmo uma das dúvidas, onde joga Sá Pinto: no lugar do “10” Romagnoli ou no lugar de Deivid?
· O argentino não tem ritmo para 90 minutos, talvez seja uma das armas para lançar apenas na segunda parte
Palavra também para o árbitro. Pedro Henriques é o meu árbitro favorito. Espero que confirme este estatuto, deixe jogar quando o puder fazer, actue disciplinarmente quando tiver que o fazer.
Nota final para a (chamada) “importância do jogo”. Não sendo decisivo é sempre um jogo importante (estão seis pontos em jogo). Os “leões” podem ter mais pressão porque, se perderem, ficam a nove pontos do Benfica e, talvez, a 12 do FC Porto.
De recordar que na primeira volta, por esta altura, a equipa de Alvalade tinha oito pontos de vantagem sobre os “encarnados”.
quarta-feira, janeiro 25, 2006
Nunca esquecidos, sempre presentes...
Este é um dia que nunca pode ser esquecido não só por sócios, adeptos e simpatizantes do Benfica, mas também por qualquer outra pessoa que costume acompanhar o fenómeno desportivo.
Neste dia, assinalam-se duas efemérides: uma positiva, outra trágica.
A 25 de Janeiro de 1942 nasceu Eusébio da Silva Ferreira, o “pantera negra”, o melhor jogador português de todos os tempos.
A 25 de Janeiro de 2004 morreu Miki Féher, avançado do Benfica, em pleno relvado, num jogo frente ao Guimarães.
Sem mais... as minhas homenagens.
Neste dia, assinalam-se duas efemérides: uma positiva, outra trágica.
A 25 de Janeiro de 1942 nasceu Eusébio da Silva Ferreira, o “pantera negra”, o melhor jogador português de todos os tempos.
A 25 de Janeiro de 2004 morreu Miki Féher, avançado do Benfica, em pleno relvado, num jogo frente ao Guimarães.
Sem mais... as minhas homenagens.
Bola na Área
Depois de um interregno “forçado”, o “Doente da Bola” regressa aos comentários da actualidade desportiva.
Para recuperar o atraso vamos repetir o formato “curtas e grossas” já utilizado noutras ocasiões mas, desta vez, por equipas.
BENFICA
· Os “encarnados” reforçaram-se com duas das minhas sugestões (Moretto e Marcel), mais Laurent Robert, Marco Ferreira e Manduca. A equipa está mais forte, é indiscutível. Falta um trinco com cabedal (ao estilo Patrick Vieira), mais do que um verdadeiro “10”.
· Mais duvidosas são as dispensas de João Pereira e especialmente Dos Santos. Da mesma forma que um plantel se faz de bons titulares, é necessário também um bom banco, equilibrado, com opções para todos os lugares.
· Quanto aos empréstimos de Carlitos e Hélio Roque… nada a apontar. Falta Karyaka ir pregar para outra freguesia.
· Apesar de perceber a tristeza de Quim por ter perdido a titularidade numa altura em que a equipa não sofria golos, o certo é que concordo com Koeman. Se Moretto é melhor, como acho que é, tem que jogar.
· Marcel sempre veio para o Benfica. É, em minha opinião, um grande reforço, mas foi lamentável a (mais esta) novela e o comportamento do jogador deixa a desejar e pode até (mais tarde) virar-se contra o clube.
SPORTING
· Os “leões” contrataram Abel, Caneira, Romagnoli e Koke. Sobre os três primeiros já falei; sobre o espanhol não posso dizer nada, não conheço. Em minha opinião, o Sporting continua a necessitar de um ponta-de-lança de área (diferente dos “levezinhos”) e extremos (se Paulo Bento os quiser na sua táctica principal, o que ainda não se percebeu)
· Polga e Deivid foram castigados por terem chegado atrasados das férias de Natal. Os dois jogadores foram multados e ficaram fora do jogo de Braga. Não concordo com a segunda parte do castigo. O que custa aos jogadores é a carteira (bastava a SAD ter “atacado” aí para ter resolvido o problema). O facto de não jogarem, não prejudica nada os atletas, apenas o clube.
· Wender jogou contra o Sporting e marcou dois golos. Os “leões” cumpriram os regulamentos e fizeram bem. No entanto, bem podiam ter atrasado um pouco o processo para evitar surpresas. Aliás, ainda estou para perceber o que aconteceu ao brasileiro em Alvalade.
· As eleições já mexem e o presidente-que-disse-que-não-se-candidataria-afinal-sempre-vai-avançar e os apoios de peso já começaram a surgir. Falta ver o que fazem os outros candidatos a candidatos. Será que vão mesmo regressar as eleições para as bandas de Alvalade.
FC PORTO
· Continuamos à espera da estreia do “jovem-prodígio” Andersson pelos “dragões” e, entretanto, Adriano foi “roubado” ao Sporting para reforçar o ataque portista.
· Faltam, na minha perspectiva, defesas laterais para equilibrar o plantel de Co Adriaanse.
· Vítor Baia, depois do “frango” da Reboleira perdeu a titularidade para Helton. Decisão polémica especialmente pelo nome e o peso específico de Baia. Um erro todos podem ter e não devem ser crucificados de imediato, o que é certo é que, apesar de tudo, eu até acho que o brasileiro é melhor que o português.
OS OUTROS
· O Sporting de Braga perdeu ¾ da defesa, vamos ver como reage a esta sangria
· O senhor do Nacional voltou a fazer das suas. Depois de ter desviado Adriano para os “dragões” de forma estranha, ainda picou a equipa de Alvalade dizendo que o Sporting era adversário directo. Alguém que ponha este homem no lugar
· Chumbita Nunes não se recandidata no Vitória de Setúbal. Ainda bem para o clube.
· O Penafiel está “despachado”. Tenho pena, acho Luís Castro um bom treinador.
· O Guimarães continua a reforçar-se (Antchouet e Wesley). Está na altura de começar a fazer pontos, sob pena de…
· … fazer companhia ao Belenenses na altura do “sufoco”.
· Excelente o campeonato da “equipa de todos os emprestados”, que até venceu o FC Porto
· João Lagos parece que vai salvar o Estoril. Esperemos que tudo corra bem.
PS: alguém que acabe com esta peixeirada/palhaçada entre Veiga e Pinto da Costa. Isto já não se usa e não dignifica ninguém.
Para recuperar o atraso vamos repetir o formato “curtas e grossas” já utilizado noutras ocasiões mas, desta vez, por equipas.
BENFICA
· Os “encarnados” reforçaram-se com duas das minhas sugestões (Moretto e Marcel), mais Laurent Robert, Marco Ferreira e Manduca. A equipa está mais forte, é indiscutível. Falta um trinco com cabedal (ao estilo Patrick Vieira), mais do que um verdadeiro “10”.
· Mais duvidosas são as dispensas de João Pereira e especialmente Dos Santos. Da mesma forma que um plantel se faz de bons titulares, é necessário também um bom banco, equilibrado, com opções para todos os lugares.
· Quanto aos empréstimos de Carlitos e Hélio Roque… nada a apontar. Falta Karyaka ir pregar para outra freguesia.
· Apesar de perceber a tristeza de Quim por ter perdido a titularidade numa altura em que a equipa não sofria golos, o certo é que concordo com Koeman. Se Moretto é melhor, como acho que é, tem que jogar.
· Marcel sempre veio para o Benfica. É, em minha opinião, um grande reforço, mas foi lamentável a (mais esta) novela e o comportamento do jogador deixa a desejar e pode até (mais tarde) virar-se contra o clube.
SPORTING
· Os “leões” contrataram Abel, Caneira, Romagnoli e Koke. Sobre os três primeiros já falei; sobre o espanhol não posso dizer nada, não conheço. Em minha opinião, o Sporting continua a necessitar de um ponta-de-lança de área (diferente dos “levezinhos”) e extremos (se Paulo Bento os quiser na sua táctica principal, o que ainda não se percebeu)
· Polga e Deivid foram castigados por terem chegado atrasados das férias de Natal. Os dois jogadores foram multados e ficaram fora do jogo de Braga. Não concordo com a segunda parte do castigo. O que custa aos jogadores é a carteira (bastava a SAD ter “atacado” aí para ter resolvido o problema). O facto de não jogarem, não prejudica nada os atletas, apenas o clube.
· Wender jogou contra o Sporting e marcou dois golos. Os “leões” cumpriram os regulamentos e fizeram bem. No entanto, bem podiam ter atrasado um pouco o processo para evitar surpresas. Aliás, ainda estou para perceber o que aconteceu ao brasileiro em Alvalade.
· As eleições já mexem e o presidente-que-disse-que-não-se-candidataria-afinal-sempre-vai-avançar e os apoios de peso já começaram a surgir. Falta ver o que fazem os outros candidatos a candidatos. Será que vão mesmo regressar as eleições para as bandas de Alvalade.
FC PORTO
· Continuamos à espera da estreia do “jovem-prodígio” Andersson pelos “dragões” e, entretanto, Adriano foi “roubado” ao Sporting para reforçar o ataque portista.
· Faltam, na minha perspectiva, defesas laterais para equilibrar o plantel de Co Adriaanse.
· Vítor Baia, depois do “frango” da Reboleira perdeu a titularidade para Helton. Decisão polémica especialmente pelo nome e o peso específico de Baia. Um erro todos podem ter e não devem ser crucificados de imediato, o que é certo é que, apesar de tudo, eu até acho que o brasileiro é melhor que o português.
OS OUTROS
· O Sporting de Braga perdeu ¾ da defesa, vamos ver como reage a esta sangria
· O senhor do Nacional voltou a fazer das suas. Depois de ter desviado Adriano para os “dragões” de forma estranha, ainda picou a equipa de Alvalade dizendo que o Sporting era adversário directo. Alguém que ponha este homem no lugar
· Chumbita Nunes não se recandidata no Vitória de Setúbal. Ainda bem para o clube.
· O Penafiel está “despachado”. Tenho pena, acho Luís Castro um bom treinador.
· O Guimarães continua a reforçar-se (Antchouet e Wesley). Está na altura de começar a fazer pontos, sob pena de…
· … fazer companhia ao Belenenses na altura do “sufoco”.
· Excelente o campeonato da “equipa de todos os emprestados”, que até venceu o FC Porto
· João Lagos parece que vai salvar o Estoril. Esperemos que tudo corra bem.
PS: alguém que acabe com esta peixeirada/palhaçada entre Veiga e Pinto da Costa. Isto já não se usa e não dignifica ninguém.
segunda-feira, janeiro 23, 2006
Pedimos desculpa pela interrupção...
É só para avisar que, em breve, vão regressar os comentários à actualidade desportiva, feitos por um "Doente da Bola".
O "cabo das tormentas" foi ultrapassado ontem à noite e a calmaria vai permitir o regresso da análise ao que se tem passado por aí no mundo da bola.
Mais uma vez: Pedimos desculpa pela interrupção, prometemos ser breves.
O "cabo das tormentas" foi ultrapassado ontem à noite e a calmaria vai permitir o regresso da análise ao que se tem passado por aí no mundo da bola.
Mais uma vez: Pedimos desculpa pela interrupção, prometemos ser breves.
sábado, janeiro 07, 2006
Mercado de Inverno
A janela de contratações abriu a 1 de Janeiro, mas os principais clubes estão a trabalhar depressa e têm (quase) todos os reforços garantidos.
A cada um dos três grandes faltam avançados: pontas de lança a Benfica e FC Porto, extremo ao Sporting. Casos para serem resolvidos, seguramente, durante a próxima semana.
Fora isso, os “encarnados” conseguiram quatro reforços: o guarda-redes Moretto e três extremos (Robert e Manduca para a esquerda e Marco Ferreira para a direita).
Indiscutivelmente, as laterais do ataque eram zonas que estavam em défice, entregues em exclusividade a Simão (será que fica?).
À primeira vista os quatro jogadores contratados parecem bons reforços, uns mais que outros, claro.
Robert pode mesmo ser, se quiser e tiver cabeça, um grande reforço para o campeão nacional. É preciso que se adapte e se deixe de merdices se tiver que ir para o banco.
Manduca pode ser importante, dada a rapidez e, especialmente a polivalência, já que, para além de jogar à esquerda, pode jogar ao centro e à direita.
Marco Ferreira é a incógnita. O extremo-direito já foi internacional “AA”, mas tem andado desaparecido desde que deixou Mourinho no FC Porto. Um contrato por 3,5 parece-me muito arriscado. Pode, no entanto, ser opção mais válida que Carlitos.
Moretto, independente da “novela” exagerada, é um grande guarda-redes e pode mesmo “pegar de estaca” no clube da Luz.
No Sporting, depois da “bentania”, entraram Abel (defesa-direito), Caneira (defesa polivalente) e Romagnolli (médio criativo).
O argentino tem “cartel”, foi campeão mundial de sub-20, mas só isso não chega. Ao que consta é um jogador propenso a lesões. No entanto, tirando o facto de ir fechar as portas ao Carlos Martins, pode, se se adaptar, ser importante no desenvolvimento de jogadas de ataque. Por outro lado, tendo vindo por empréstimo, os “leões” estão defendidos, se alguma coisa correr mal.
Abel vem ocupar a vaga de Rogério e, à primeira vista, a equipa de Alvalade fica a perder com a troca, mas pode vir aí uma surpresa. O português tem a vantagem de ser mais rápido que o brasileiro.
Já Caneira é um valor seguro e vai, seguramente, ser titular, independentemente da posição que actuar. Grande reforço, infelizmente vão ser só seis meses. É claro que alguns puristas, entre os sportinguistas, já se insurgiram pelo facto do jogador voltar a vestir a camisola do Sporting depois da forma como saiu, mas é a vida…
No FC Porto, líder do campeonato, chega Andersson o “puto maravilha” do Brasil. O “segundo Ronaldinho Gaúcho” vai fazer furor ao lado de Quaresma e Lucho.
Aos "azuis e brancos" falta ainda, pelo menos, um lateral direito.
Vamos ver como continua o mercado e quem são os três “Reis Magos” que faltam…
Para já, parece que as três equipas têm condições para melhorar.
A cada um dos três grandes faltam avançados: pontas de lança a Benfica e FC Porto, extremo ao Sporting. Casos para serem resolvidos, seguramente, durante a próxima semana.
Fora isso, os “encarnados” conseguiram quatro reforços: o guarda-redes Moretto e três extremos (Robert e Manduca para a esquerda e Marco Ferreira para a direita).
Indiscutivelmente, as laterais do ataque eram zonas que estavam em défice, entregues em exclusividade a Simão (será que fica?).
À primeira vista os quatro jogadores contratados parecem bons reforços, uns mais que outros, claro.
Robert pode mesmo ser, se quiser e tiver cabeça, um grande reforço para o campeão nacional. É preciso que se adapte e se deixe de merdices se tiver que ir para o banco.
Manduca pode ser importante, dada a rapidez e, especialmente a polivalência, já que, para além de jogar à esquerda, pode jogar ao centro e à direita.
Marco Ferreira é a incógnita. O extremo-direito já foi internacional “AA”, mas tem andado desaparecido desde que deixou Mourinho no FC Porto. Um contrato por 3,5 parece-me muito arriscado. Pode, no entanto, ser opção mais válida que Carlitos.
Moretto, independente da “novela” exagerada, é um grande guarda-redes e pode mesmo “pegar de estaca” no clube da Luz.
No Sporting, depois da “bentania”, entraram Abel (defesa-direito), Caneira (defesa polivalente) e Romagnolli (médio criativo).
O argentino tem “cartel”, foi campeão mundial de sub-20, mas só isso não chega. Ao que consta é um jogador propenso a lesões. No entanto, tirando o facto de ir fechar as portas ao Carlos Martins, pode, se se adaptar, ser importante no desenvolvimento de jogadas de ataque. Por outro lado, tendo vindo por empréstimo, os “leões” estão defendidos, se alguma coisa correr mal.
Abel vem ocupar a vaga de Rogério e, à primeira vista, a equipa de Alvalade fica a perder com a troca, mas pode vir aí uma surpresa. O português tem a vantagem de ser mais rápido que o brasileiro.
Já Caneira é um valor seguro e vai, seguramente, ser titular, independentemente da posição que actuar. Grande reforço, infelizmente vão ser só seis meses. É claro que alguns puristas, entre os sportinguistas, já se insurgiram pelo facto do jogador voltar a vestir a camisola do Sporting depois da forma como saiu, mas é a vida…
No FC Porto, líder do campeonato, chega Andersson o “puto maravilha” do Brasil. O “segundo Ronaldinho Gaúcho” vai fazer furor ao lado de Quaresma e Lucho.
Aos "azuis e brancos" falta ainda, pelo menos, um lateral direito.
Vamos ver como continua o mercado e quem são os três “Reis Magos” que faltam…
Para já, parece que as três equipas têm condições para melhorar.
Bola de Natal
Infelizmente tenho tido pouco tempo para actualizar o blog como ele merecia, mas, apesar disso, tomei algumas notas “curtas e grossas”.
· O mercado de Inverno tem estado em plena ebulição. Falaremos sobre isso já a seguir.
· Há dois pontos de análise no “caso Moretto”: por um lado, a “chapada” é lamentável e indigna de um clube como o Benfica, aquela cena à “guarda Abel” faz-nos recuar alguns anos e relembrar o pior de Pinto da Costa; por outro lado, o presidente Luís Filipe Vieira, ao ir ao Brasil, demonstra que não tem medo das alegadas pressões dos adversários.
· Polga e Deivid chegaram vários dias atrasados e vão ficar fora de jogo na próxima partida do Sporting. Este problema dos brasileiros com aviões no Natal será genético?
· Agrava-se a crise financeira no futebol português. O Estoril está prestes a fechar as portas e outros clubes, especialmente da II Liga, podem seguir o mesmo caminho. O que será que o accionista Veiga tem a dizer sobre este caso?
· O campeonato português parou por duas semanas, enquanto em Inglaterra se fizeram quatro jogos…
· Apesar das “férias”, os árbitros continuam a ser nomeados sem o mínimo critério. Os juízes de campo que erram são premiados com nomeações importantes.
· Marcel é um dos nomes do momento no futebol português. Sem se questionar a qualidade do atleta, já aqui elogiada, é lamentável a pressão que o jogador está a fazer à Académica. Os contratos são assinados de livre vontade e são para cumprir, a não ser que se consiga um acordo de todas as partes.
· O Chelsea continua a esmagar e os adversários já admitiram a derrota. Entretanto, Maniche lá se safou da fria Moscovo.
· O mercado de Inverno tem estado em plena ebulição. Falaremos sobre isso já a seguir.
· Há dois pontos de análise no “caso Moretto”: por um lado, a “chapada” é lamentável e indigna de um clube como o Benfica, aquela cena à “guarda Abel” faz-nos recuar alguns anos e relembrar o pior de Pinto da Costa; por outro lado, o presidente Luís Filipe Vieira, ao ir ao Brasil, demonstra que não tem medo das alegadas pressões dos adversários.
· Polga e Deivid chegaram vários dias atrasados e vão ficar fora de jogo na próxima partida do Sporting. Este problema dos brasileiros com aviões no Natal será genético?
· Agrava-se a crise financeira no futebol português. O Estoril está prestes a fechar as portas e outros clubes, especialmente da II Liga, podem seguir o mesmo caminho. O que será que o accionista Veiga tem a dizer sobre este caso?
· O campeonato português parou por duas semanas, enquanto em Inglaterra se fizeram quatro jogos…
· Apesar das “férias”, os árbitros continuam a ser nomeados sem o mínimo critério. Os juízes de campo que erram são premiados com nomeações importantes.
· Marcel é um dos nomes do momento no futebol português. Sem se questionar a qualidade do atleta, já aqui elogiada, é lamentável a pressão que o jogador está a fazer à Académica. Os contratos são assinados de livre vontade e são para cumprir, a não ser que se consiga um acordo de todas as partes.
· O Chelsea continua a esmagar e os adversários já admitiram a derrota. Entretanto, Maniche lá se safou da fria Moscovo.
quinta-feira, dezembro 22, 2005
As minhas escolhas
Em vésperas de Natal, aqui ficam as minhas escolhas para a reabertura do mercado nacional.
Algumas escolhas são absolutamente consensuais, outras nem tanto, mas é isto o futebol.
Na táctica mais utilizada pelos treinadores nacionais (4-2-3-1), escolhi um “onze” de qualidade.
GUARDA REDES –Moretto
DEFESA DIREITO – Rui Duarte (já fazia dupla com Nelson nas minhas escolhas da época passada)
DEFESA CENTRAL –Van der Gaag (mais um repetente)
DEFESA CENTRAL – José Castro
DEFESA ESQUERDO – Jorge Luiz (outra vez)
MÉDIO TRINCO – Andrés Madrid
MÉDIO CENTRO – Vandinho (já conhecido da época passada)
MÉDIO DIREITO – Edson
MÉDIO CRIATIVO – Benachour
MÉDIO ESQUERDO – Ndoye
PONTA LANÇA – Marcel (outro repetente)
Para além dos titulares ainda se arranja um banco à altura: Marcos, Nunes, Miguelito, Lucas, Manuel José, Saganovsky, Bruno Fogaça.
PS: Já agora, Bom Natal...
Algumas escolhas são absolutamente consensuais, outras nem tanto, mas é isto o futebol.
Na táctica mais utilizada pelos treinadores nacionais (4-2-3-1), escolhi um “onze” de qualidade.
GUARDA REDES –Moretto
DEFESA DIREITO – Rui Duarte (já fazia dupla com Nelson nas minhas escolhas da época passada)
DEFESA CENTRAL –Van der Gaag (mais um repetente)
DEFESA CENTRAL – José Castro
DEFESA ESQUERDO – Jorge Luiz (outra vez)
MÉDIO TRINCO – Andrés Madrid
MÉDIO CENTRO – Vandinho (já conhecido da época passada)
MÉDIO DIREITO – Edson
MÉDIO CRIATIVO – Benachour
MÉDIO ESQUERDO – Ndoye
PONTA LANÇA – Marcel (outro repetente)
Para além dos titulares ainda se arranja um banco à altura: Marcos, Nunes, Miguelito, Lucas, Manuel José, Saganovsky, Bruno Fogaça.
PS: Já agora, Bom Natal...
sábado, dezembro 17, 2005
Claro… como água
Ronald Koeman assume que houve falta no lance que deu o golo e a vitória na partida do Benfica frente ao Nacional da Madeira.
Este simples facto não deveria merecer um “post” mas, em Portugal, seguramente é noticia um treinador assumir que foi beneficiado.
Como diz o ditado: “Contra factos não há argumentos” e a verdade é que os “encarnados” venceram 1-0, num lance em que Luisão faz falta sobre Diego, saltando a bola para Nuno Gomes que não falhou.
É verdade que o árbitro teve outros erros, vários, para as duas equipas, mas aquele é o lance que marca o jogo.
Gostaria que, agora, para além do técnico holandês, também os dirigentes “encarnados” assumissem o erro do árbitro que os beneficiou.
Aqui, o Benfica podia marcar a diferença e não aparecer só quando é prejudicado.
PS: O que dizer da táctica em 5-5-0 que Manuel Machado utilizou até ao golo de Nuno Gomes? Era um autocarro?, um comboio?
Este simples facto não deveria merecer um “post” mas, em Portugal, seguramente é noticia um treinador assumir que foi beneficiado.
Como diz o ditado: “Contra factos não há argumentos” e a verdade é que os “encarnados” venceram 1-0, num lance em que Luisão faz falta sobre Diego, saltando a bola para Nuno Gomes que não falhou.
É verdade que o árbitro teve outros erros, vários, para as duas equipas, mas aquele é o lance que marca o jogo.
Gostaria que, agora, para além do técnico holandês, também os dirigentes “encarnados” assumissem o erro do árbitro que os beneficiou.
Aqui, o Benfica podia marcar a diferença e não aparecer só quando é prejudicado.
PS: O que dizer da táctica em 5-5-0 que Manuel Machado utilizou até ao golo de Nuno Gomes? Era um autocarro?, um comboio?
“Neste inferno, fazemos milagres” (*)
Em altura de bolo-rei, saiu ao Benfica “a fava” no sorteio da Liga dos Campeões.
O actual titular do ceptro europeu, vai ser o adversário dos “encarnados” nos oitavos-de-final da Champions e, em minha opinião, não podia ser pior.
É certo que o “menu” à disposição do campeão nacional não se apresentava fácil, mas, mesmo assim, ainda se conseguia encontrar uns menos maus ou pelo menos alguns que ainda deixavam acesa a luz da esperança (no caso, especialmente, o Arsenal).
A pergunta é: porque é que o Liverpool é a equipa mais complicada?
Especialmente porque, ao contrário do Manchester United, tem uma defesa fortíssima, onde lidera Sammy Hypia, e um treinador espanhol que, pouco a pouco, tem transformado a maneira de jogar e a “disciplinou”, controlando os andamentos do jogo.
Como disse, a defesa é forte (não perdem e não sofrem golos há vários jogos), o meio-campo tem, por exemplo, Xabi Alonso e, especialmente, Gerrard, na frente as opções são muitas e variadas: Morientes, Luís Garcia, Cissé e aquele poste que dá pelo nome de Crouch.
O Benfica para passar precisava de uma equipa com lacunas defensivas, que o Liverpool não tem, e que arriscasse no ataque, o que o Liverpool não faz.
Aliás, não é à toa que o Chelsea, de Mourinho, tem tido cada vez mais problemas para lhes vencer.
A esperança é a última a morrer, mas realmente o cenário não parece nada animador.
Neste contexto, a única vantagem é mesmo o facto da primeira partida ser na Luz. A casa vai estar cheia e o ambiente vai estar frenético, o problema é que eles também não têm um Cristiano Ronaldo.
Será que a mesma equipa consegue dois milagres na mesma época?
(*) frase escrita num cartaz por um dos adeptos que estava na Luz a assistir ao Benfica – Manchester United.
O actual titular do ceptro europeu, vai ser o adversário dos “encarnados” nos oitavos-de-final da Champions e, em minha opinião, não podia ser pior.
É certo que o “menu” à disposição do campeão nacional não se apresentava fácil, mas, mesmo assim, ainda se conseguia encontrar uns menos maus ou pelo menos alguns que ainda deixavam acesa a luz da esperança (no caso, especialmente, o Arsenal).
A pergunta é: porque é que o Liverpool é a equipa mais complicada?
Especialmente porque, ao contrário do Manchester United, tem uma defesa fortíssima, onde lidera Sammy Hypia, e um treinador espanhol que, pouco a pouco, tem transformado a maneira de jogar e a “disciplinou”, controlando os andamentos do jogo.
Como disse, a defesa é forte (não perdem e não sofrem golos há vários jogos), o meio-campo tem, por exemplo, Xabi Alonso e, especialmente, Gerrard, na frente as opções são muitas e variadas: Morientes, Luís Garcia, Cissé e aquele poste que dá pelo nome de Crouch.
O Benfica para passar precisava de uma equipa com lacunas defensivas, que o Liverpool não tem, e que arriscasse no ataque, o que o Liverpool não faz.
Aliás, não é à toa que o Chelsea, de Mourinho, tem tido cada vez mais problemas para lhes vencer.
A esperança é a última a morrer, mas realmente o cenário não parece nada animador.
Neste contexto, a única vantagem é mesmo o facto da primeira partida ser na Luz. A casa vai estar cheia e o ambiente vai estar frenético, o problema é que eles também não têm um Cristiano Ronaldo.
Será que a mesma equipa consegue dois milagres na mesma época?
(*) frase escrita num cartaz por um dos adeptos que estava na Luz a assistir ao Benfica – Manchester United.
quinta-feira, dezembro 15, 2005
“Menino de ouro”
João Pinto foi assobiado por boa parte dos cerca de 50 mil benfiquistas que estavam na Luz para assistir ao Benfica – Boavista. A pergunta que se coloca é: Porquê?
Sinceramente não encontro explicação para tal atitude dos adeptos “encarnados” para com aquele que foi, durante oito anos, o “menino de ouro”.
Não foi o antigo “camisola 8” da Luz que andou com a equipa às costas durante épocas a fio, em que a qualidade do plantel não abundava? Não foi ele que foi utilizado como bandeira das várias direcções, quase elevado ao nível do Eusébio? Não foi ele que contribuiu decisivamente para as (poucas) alegrias que tivemos durante esse período?
E quanto à saída do clube, foi o ex-capitão que quis sair ou foi escorraçado pelo presidente da altura? Como profissional, foi para o Sporting – podia ter ido para o FC Porto, alguma vez disse mal do Benfica?
As respostas a estas questões são óbvias: João Pinto deu tudo o que tinha pelo Benfica, foi um grande profissional e, apesar de ter saído como saiu, nunca aproveitou esse facto para criticar a instituição.
Ora, assim sendo, aquilo que lhe fizeram no último fim-de-semana na Luz foi uma grande injustiça. João Pinto devia ter sido aplaudido e tratado com o respeito que merece um grande jogador que foi capitão de equipa.
(*) Só para assinalar: este é o post nº 100 do "Doente da Bola".
Sinceramente não encontro explicação para tal atitude dos adeptos “encarnados” para com aquele que foi, durante oito anos, o “menino de ouro”.
Não foi o antigo “camisola 8” da Luz que andou com a equipa às costas durante épocas a fio, em que a qualidade do plantel não abundava? Não foi ele que foi utilizado como bandeira das várias direcções, quase elevado ao nível do Eusébio? Não foi ele que contribuiu decisivamente para as (poucas) alegrias que tivemos durante esse período?
E quanto à saída do clube, foi o ex-capitão que quis sair ou foi escorraçado pelo presidente da altura? Como profissional, foi para o Sporting – podia ter ido para o FC Porto, alguma vez disse mal do Benfica?
As respostas a estas questões são óbvias: João Pinto deu tudo o que tinha pelo Benfica, foi um grande profissional e, apesar de ter saído como saiu, nunca aproveitou esse facto para criticar a instituição.
Ora, assim sendo, aquilo que lhe fizeram no último fim-de-semana na Luz foi uma grande injustiça. João Pinto devia ter sido aplaudido e tratado com o respeito que merece um grande jogador que foi capitão de equipa.
(*) Só para assinalar: este é o post nº 100 do "Doente da Bola".
quarta-feira, dezembro 14, 2005
V(B)entania
Parece certo que, na reabertura de mercado, vai passar por Alvalade uma “bentania” que vai colocar uma mão cheia (ou mais) de jogadores fora do Sporting.
Pinilla já se despediu e vai para o Racing de Santander, Rogério está a caminho do Fluminense e Edson da Polónia, Paíto e Silva devem ser dispensados já (estando no último ano de contrato), Semedo e Varela (mais o primeiro que o segundo) podem ser emprestados para “rodar”. A juntar a estes há ainda o “inadaptado” Wender e, já agora, o “caso” Liedson que, ou renova ou sai.
Se se confirmarem a maioria destas saídas é, obviamente, obrigatório que o Sporting contrate alguns jogadores: laterais para as duas bandas, um central, um avançado, um médio criativo e um extremo.
São muitas mexidas num plantel em poucos meses. O que aconteceu: erro na planificação?; inadaptação dos jogadores (ao clube e ao novo técnico)?; mudança táctica que obriga à mudança de atletas?;
Estas e outras opções são validas. Têm agora a palavra o director-desportivo Carlos Freitas e o treinador Paulo Bento.
Pinilla já se despediu e vai para o Racing de Santander, Rogério está a caminho do Fluminense e Edson da Polónia, Paíto e Silva devem ser dispensados já (estando no último ano de contrato), Semedo e Varela (mais o primeiro que o segundo) podem ser emprestados para “rodar”. A juntar a estes há ainda o “inadaptado” Wender e, já agora, o “caso” Liedson que, ou renova ou sai.
Se se confirmarem a maioria destas saídas é, obviamente, obrigatório que o Sporting contrate alguns jogadores: laterais para as duas bandas, um central, um avançado, um médio criativo e um extremo.
São muitas mexidas num plantel em poucos meses. O que aconteceu: erro na planificação?; inadaptação dos jogadores (ao clube e ao novo técnico)?; mudança táctica que obriga à mudança de atletas?;
Estas e outras opções são validas. Têm agora a palavra o director-desportivo Carlos Freitas e o treinador Paulo Bento.
Acordos… há muitos
O “caso Maciel” e o U. Leiria – FC Porto volta a trazer uma polémica que já parecia (e devia) estar afastada do futebol português.
Desde a época passada que este artigo do Regulamento de Competições da Liga Portuguesa de Futebol Profissional veio aclarar as situações:
Artigo 32-A
(Cedência de utilização temporária)
"Nas situações de cedência de utilização temporária de um jogador, por parte do clube a que se mostre contratualmente vinculado a um outro clube, são nulas e de nenhum efeito quaisquer cláusulas, ainda que estabelecidas ou acordadas entre as partes intervenientes, e nomeadamente entre clube cessante e clube cessionário, que, por qualquer forma, visem limitar, condicionar ou onerar a livre utilização do jogador em causa por parte de clube cessionário na vigência do período de cedência temporária".
Está escrito em português e não deixa dúvidas: os jogadores emprestados não podem ser impedidos de actual contra os clubes a que estão contratualmente ligados.
O que é certo é que, por um “acordo de cavalheiros” (disse Jorge Jesus à RR na quarta-feira antes do jogo), Maciel não jogou frente aos “dragões”.
Resumindo: Maciel não estava lesionado, não estava castigado… Maciel, que era totalista, não jogou porque o FC Porto não deixou.
Obviamente, não estou a pôr em causa a superioridade dos “azuis e brancos” que poderiam perfeitamente ter ganho o jogo com o dito jogador em campo, o que digo é que, mais uma vez, não foram cumpridos os regulamentos.
Assim sendo, quem de direito tem que castigar quem “driblou” os regulamentos, nem que seja com uma singela multa pecuniária, porque, obviamente, ninguém vai tirar três pontos ao líder FC Porto.
Há, naturalmente, quem defenda estes “impedimentos” com o argumento de que “o atleta será crucificado se falhar contra o clube que lhe paga os ordenados”.
O que é verdade é que falhar todos podem falhar, emprestados ou não, o que não se pode é impedir alguém de cumprir o seu contrato de trabalho.
Só falta agora que o presidente João Bartolomeu ou o técnico Jorge Jesus venham desmentir o dito “acordo de cavalheiros”.
Desde a época passada que este artigo do Regulamento de Competições da Liga Portuguesa de Futebol Profissional veio aclarar as situações:
Artigo 32-A
(Cedência de utilização temporária)
"Nas situações de cedência de utilização temporária de um jogador, por parte do clube a que se mostre contratualmente vinculado a um outro clube, são nulas e de nenhum efeito quaisquer cláusulas, ainda que estabelecidas ou acordadas entre as partes intervenientes, e nomeadamente entre clube cessante e clube cessionário, que, por qualquer forma, visem limitar, condicionar ou onerar a livre utilização do jogador em causa por parte de clube cessionário na vigência do período de cedência temporária".
Está escrito em português e não deixa dúvidas: os jogadores emprestados não podem ser impedidos de actual contra os clubes a que estão contratualmente ligados.
O que é certo é que, por um “acordo de cavalheiros” (disse Jorge Jesus à RR na quarta-feira antes do jogo), Maciel não jogou frente aos “dragões”.
Resumindo: Maciel não estava lesionado, não estava castigado… Maciel, que era totalista, não jogou porque o FC Porto não deixou.
Obviamente, não estou a pôr em causa a superioridade dos “azuis e brancos” que poderiam perfeitamente ter ganho o jogo com o dito jogador em campo, o que digo é que, mais uma vez, não foram cumpridos os regulamentos.
Assim sendo, quem de direito tem que castigar quem “driblou” os regulamentos, nem que seja com uma singela multa pecuniária, porque, obviamente, ninguém vai tirar três pontos ao líder FC Porto.
Há, naturalmente, quem defenda estes “impedimentos” com o argumento de que “o atleta será crucificado se falhar contra o clube que lhe paga os ordenados”.
O que é verdade é que falhar todos podem falhar, emprestados ou não, o que não se pode é impedir alguém de cumprir o seu contrato de trabalho.
Só falta agora que o presidente João Bartolomeu ou o técnico Jorge Jesus venham desmentir o dito “acordo de cavalheiros”.
É Natal…
Apesar de ser ano de Mundial, a Liga portuguesa vai, como habitualmente, parar para férias de Natal e Ano Novo.
A jornada 16 joga-se a 21 de Dezembro (quarta-feira) e depois a seguinte regressa apenas a 8 de Janeiro.
Ou seja, em Portugal, o campeonato principal pára 18 dias.
Já em Inglaterra, no espaço de uma semana, fazem-se quatro (4) partidas para a Premiership: 26, 28 e 31 de Dezembro e 2 de Janeiro.
Não sei qual das duas políticas está correcta mas, em minha opinião, devia aplicar-se a este caso o ditado “Nem tanto ao mar, nem tanto à terra”.
Fazer quatro jogos no espaço de uma semana (ainda por cima festiva) parece-me errado e até perigoso para a integridade física dos atletas, do mesmo modo que parar de competir durante mais de duas semanas também não me parece ser correcto.
Entretanto, aqui fica a opinião de alguém que é conhecedor das duas realidades: José Mourinho já veio dizer que concorda com as férias natalícias e dá até o exemplo de Co Adriaanse que, segundo o treinador do Chelsea, faz bem em dar férias prolongadas aos “dragões” (10 ou 11 dias), porque depois tudo se recupera em três ou quatro dias.
Está aberto o debate…
A jornada 16 joga-se a 21 de Dezembro (quarta-feira) e depois a seguinte regressa apenas a 8 de Janeiro.
Ou seja, em Portugal, o campeonato principal pára 18 dias.
Já em Inglaterra, no espaço de uma semana, fazem-se quatro (4) partidas para a Premiership: 26, 28 e 31 de Dezembro e 2 de Janeiro.
Não sei qual das duas políticas está correcta mas, em minha opinião, devia aplicar-se a este caso o ditado “Nem tanto ao mar, nem tanto à terra”.
Fazer quatro jogos no espaço de uma semana (ainda por cima festiva) parece-me errado e até perigoso para a integridade física dos atletas, do mesmo modo que parar de competir durante mais de duas semanas também não me parece ser correcto.
Entretanto, aqui fica a opinião de alguém que é conhecedor das duas realidades: José Mourinho já veio dizer que concorda com as férias natalícias e dá até o exemplo de Co Adriaanse que, segundo o treinador do Chelsea, faz bem em dar férias prolongadas aos “dragões” (10 ou 11 dias), porque depois tudo se recupera em três ou quatro dias.
Está aberto o debate…
sábado, dezembro 10, 2005
(In)coerência
Há várias coisas que me enervam, no futebol e fora dele, uma delas é a incoerência.
Não posso com aquelas pessoas que, de um dia para o outro ou do dia para a noite, mudam de opinião sobre determinado assunto ou vão variando consoante o “ângulo de análise” (leia-se, se é contra ou a favor do “meu clube”).
Vem isto a propósito da última atitude da direcção do Benfica, que sinceramente me deixou perplexo.
Os “encarnados” apresentaram queixa à UEFA das atitudes inqualificáveis de Cristiano Ronaldo, na Luz, no jogo da "Champions".
Não há dúvida que Ronaldo não devia ter feito o que fez (um profissional tem que saber aguentar a pressão), mas isso não devia dar ao Benfica o direito de apresentar queixa.
Por duas razões fundamentais: primeiro, “aquilo” é uma situação, diria, “normal” num jogo de futebol e a “quente”; segundo – e ainda mais importante – porque o próprio Benfica queixou-se e lamentou atitude semelhante do FC Porto aquando do “caso Nuno Gomes”.
Ora, dito isto, como se explica que a equipa da Luz critique a queixa dos “dragões” e, semanas depois, tome atitude semelhante em relação a Cristiano Ronaldo?
Não se percebe, é injusto, incoerente e, já agora, indigno do Benfica.
Não posso com aquelas pessoas que, de um dia para o outro ou do dia para a noite, mudam de opinião sobre determinado assunto ou vão variando consoante o “ângulo de análise” (leia-se, se é contra ou a favor do “meu clube”).
Vem isto a propósito da última atitude da direcção do Benfica, que sinceramente me deixou perplexo.
Os “encarnados” apresentaram queixa à UEFA das atitudes inqualificáveis de Cristiano Ronaldo, na Luz, no jogo da "Champions".
Não há dúvida que Ronaldo não devia ter feito o que fez (um profissional tem que saber aguentar a pressão), mas isso não devia dar ao Benfica o direito de apresentar queixa.
Por duas razões fundamentais: primeiro, “aquilo” é uma situação, diria, “normal” num jogo de futebol e a “quente”; segundo – e ainda mais importante – porque o próprio Benfica queixou-se e lamentou atitude semelhante do FC Porto aquando do “caso Nuno Gomes”.
Ora, dito isto, como se explica que a equipa da Luz critique a queixa dos “dragões” e, semanas depois, tome atitude semelhante em relação a Cristiano Ronaldo?
Não se percebe, é injusto, incoerente e, já agora, indigno do Benfica.
sexta-feira, dezembro 09, 2005
Não há desculpas
Quando um colega e amigo me disse qual tinha sido o sorteio para o Mundial 2006, a minha primeira reacção foi rir e dizer: “Estás a gozar!?”.
Afinal, era mesmo verdade: calharam a Portugal três "vultos" do futebol mundial (México, Irão e Angola).
Que mais podia a selecção nacional desejar para a primeira fase de grupos do Mundial da Alemanha? Nem os mais optimistas poderiam pedir melhor companhia para a selecção das “quinas”.
Face aos três adversários, só há uma hipótese: a equipa de Scolari tem que fazer, no mínimo, sete pontos e ficar em primeiro lugar no “grupo D”.
Atenção ao facto do grupo de Portugal cruzar com a Argentina e, portanto, convém mesmo ter isso em atenção.
Não há desculpas e, desta vez, não pode haver as “baldas” ou os “desleixos” que acontecerem na Coreia e no Japão em que o nosso grupo também não era nada de especial e, mesmo assim, "ficámos a ver navios".
O "plantel" à disposição de Scolari é, agora, mais forte do que era nessa altura e o aviso para o que correu mal, também em termos organizativos, tem que servir de exemplo e não pode ser esquecido.
De Luiz Felipe Scolari que mais há a dizer? O homem parece mesmo abençoado.
Espero que, agora, o "mister" se deixe de “teorias da conspiração”, de medos de “cabalas” e “lobbies” e se limite a fazer o seu trabalho: seleccionar os melhores 23 e prepará-los (bem) para a competição.
Aqui fica o resumo do sorteio:
O primeiro jogo da selecção nacional realiza-se a 11 de Junho, na cidade de Colónia, e o adversário será Angola, segue-se o Irão, a 17 de Junho, em Frankfurt, e para terminar a fase de grupos Portugal defronta o México, dia 21, em Gelsenkirchen.
O Mundial de 2006 arranca a 9 de Junho com o Alemanha-Costa Rica, que terá como palco o Estádio Olímpico de Munique.
Grupo A: Alemanha, Costa Rica, Polónia e Equador.
Grupo B: Inglaterra, Paraguai, Trinidade e Tobago e Suécia.
Grupo C: Argentina, Costa do Marfim, Sérvia e Montenegro e Holanda.
Grupo D: México, Irão, Angola e Portugal.
Grupo E: Itália, Gana, Estados Unidos e República Checa.
Grupo F: Brasil, Croácia, Austrália e Japão.
Grupo G: França, Suiça, Coreia do Sul e Togo.
Grupo H: Espanha, Ucrânia, Tunísia e Arábia Saudita.
Afinal, era mesmo verdade: calharam a Portugal três "vultos" do futebol mundial (México, Irão e Angola).
Que mais podia a selecção nacional desejar para a primeira fase de grupos do Mundial da Alemanha? Nem os mais optimistas poderiam pedir melhor companhia para a selecção das “quinas”.
Face aos três adversários, só há uma hipótese: a equipa de Scolari tem que fazer, no mínimo, sete pontos e ficar em primeiro lugar no “grupo D”.
Atenção ao facto do grupo de Portugal cruzar com a Argentina e, portanto, convém mesmo ter isso em atenção.
Não há desculpas e, desta vez, não pode haver as “baldas” ou os “desleixos” que acontecerem na Coreia e no Japão em que o nosso grupo também não era nada de especial e, mesmo assim, "ficámos a ver navios".
O "plantel" à disposição de Scolari é, agora, mais forte do que era nessa altura e o aviso para o que correu mal, também em termos organizativos, tem que servir de exemplo e não pode ser esquecido.
De Luiz Felipe Scolari que mais há a dizer? O homem parece mesmo abençoado.
Espero que, agora, o "mister" se deixe de “teorias da conspiração”, de medos de “cabalas” e “lobbies” e se limite a fazer o seu trabalho: seleccionar os melhores 23 e prepará-los (bem) para a competição.
Aqui fica o resumo do sorteio:
O primeiro jogo da selecção nacional realiza-se a 11 de Junho, na cidade de Colónia, e o adversário será Angola, segue-se o Irão, a 17 de Junho, em Frankfurt, e para terminar a fase de grupos Portugal defronta o México, dia 21, em Gelsenkirchen.
O Mundial de 2006 arranca a 9 de Junho com o Alemanha-Costa Rica, que terá como palco o Estádio Olímpico de Munique.
Grupo A: Alemanha, Costa Rica, Polónia e Equador.
Grupo B: Inglaterra, Paraguai, Trinidade e Tobago e Suécia.
Grupo C: Argentina, Costa do Marfim, Sérvia e Montenegro e Holanda.
Grupo D: México, Irão, Angola e Portugal.
Grupo E: Itália, Gana, Estados Unidos e República Checa.
Grupo F: Brasil, Croácia, Austrália e Japão.
Grupo G: França, Suiça, Coreia do Sul e Togo.
Grupo H: Espanha, Ucrânia, Tunísia e Arábia Saudita.
quarta-feira, dezembro 07, 2005
Um Benfica… à Benfica
Afinal, houve mesmo milagre na “nova catedral” e os “encarnados” vingaram a noite de 1968.
Foi grande o sofrimento dos 65 mil na Luz e dos milhões que assistiram pela televisão, mas o Benfica voltou às grandes noites europeias.
É bom não esquecer: este Manchester United estava na máxima força e ao Benfica faltavam cinco titulares.
A entrega dos jogadores foi imensa, sabendo dessas limitações e do poderio do adversário.
Mesmo a perder, a equipa de Koeman não desesperou, conseguiu algumas boas jogadas e dois golos que viraram o jogo.
No segundo tempo… sofrer e sofrer até ao fim, com o Manchester United a usar toda a artilharia possível, colocando “toda a carne no assador”, o que chegou a sufocar o Benfica.
Insuperáveis estiveram os defesas do Benfica (magistral Luísão), incansáveis todos os outros. Importante a posição de Geovanni, que hoje correu o equivalente aos últimos três meses.
As limitações do plantel não desapareceram e não se pode embandeirar em arco, mas esta noite, os jogadores do Benfica superaram-se a si próprios. Ficou provado, mais uma vez, que os nomes e os orçamentos não ganham jogos.
De Cristiano Ronaldo nem quero falar...
Agora, vamos ver se o Benfica consegue gerir Liga e Champions com o curto plantel que tem.
Eusébio e companhia estão vingados… e seis milhões estão em festa.
Foi grande o sofrimento dos 65 mil na Luz e dos milhões que assistiram pela televisão, mas o Benfica voltou às grandes noites europeias.
É bom não esquecer: este Manchester United estava na máxima força e ao Benfica faltavam cinco titulares.
A entrega dos jogadores foi imensa, sabendo dessas limitações e do poderio do adversário.
Mesmo a perder, a equipa de Koeman não desesperou, conseguiu algumas boas jogadas e dois golos que viraram o jogo.
No segundo tempo… sofrer e sofrer até ao fim, com o Manchester United a usar toda a artilharia possível, colocando “toda a carne no assador”, o que chegou a sufocar o Benfica.
Insuperáveis estiveram os defesas do Benfica (magistral Luísão), incansáveis todos os outros. Importante a posição de Geovanni, que hoje correu o equivalente aos últimos três meses.
As limitações do plantel não desapareceram e não se pode embandeirar em arco, mas esta noite, os jogadores do Benfica superaram-se a si próprios. Ficou provado, mais uma vez, que os nomes e os orçamentos não ganham jogos.
De Cristiano Ronaldo nem quero falar...
Agora, vamos ver se o Benfica consegue gerir Liga e Champions com o curto plantel que tem.
Eusébio e companhia estão vingados… e seis milhões estão em festa.
É só uma ideia...
E se (e se) esta noite, no jogo do tudo ou nada para a Champions na Luz, o Benfica entrasse em campo em 3-5-2 para contrapor ao esperado 4-4-2 do Manchester United?
É mesmo só uma ideia, porque, de repente, Sir Alex até pode entrar com uma equipa de maior contenção e optar por um só ponta-de-lança de início (não é provável, mas possível).
Mas voltando ao Benfica e aos três centrais...
Eu sei que "nenhuma grande equipa joga com três centraias", eu sei que os "encarnados" não estão rotinados neste sistema (e que nos dois jogos que assim jogaram, a "coisa" correu mal), e que as grandes equipas não mudam as estratégias consoante os adversários, e que o plantel não permite "inventar", e que há cinco baixas entre os titulares, e que...
Mesmo consciente de todos estes "e ques", não me chocaria que hoje, o Benfica arriscasse e se adaptasse ao adversário tentando tirar proveito daquela que é, actualmente, a sua vantagem: exactamente a consistência defensiva.
Ficavam três centrais para os dois avançados do Man United e cinco médios (com Nelson e Léo nas alas) para quatro dos "red devils" (com especial atenção aos extremos e, claro, às entradas de Scholes) e Geovanni a apoiar Nuno Gomes na frente. Ou seja, a equipa ficava, no papel, equilibrada.
Apesar de a vitória ser obrigatória, a equipa da Luz não pode perder a cabeça porque um golo do adversário é "a morte do artista".
Esta é só uma proposta, mas, resumindo e concluindo, o Benfica precisa da vitória e, se calhar, de um milagre.
É mesmo só uma ideia, porque, de repente, Sir Alex até pode entrar com uma equipa de maior contenção e optar por um só ponta-de-lança de início (não é provável, mas possível).
Mas voltando ao Benfica e aos três centrais...
Eu sei que "nenhuma grande equipa joga com três centraias", eu sei que os "encarnados" não estão rotinados neste sistema (e que nos dois jogos que assim jogaram, a "coisa" correu mal), e que as grandes equipas não mudam as estratégias consoante os adversários, e que o plantel não permite "inventar", e que há cinco baixas entre os titulares, e que...
Mesmo consciente de todos estes "e ques", não me chocaria que hoje, o Benfica arriscasse e se adaptasse ao adversário tentando tirar proveito daquela que é, actualmente, a sua vantagem: exactamente a consistência defensiva.
Ficavam três centrais para os dois avançados do Man United e cinco médios (com Nelson e Léo nas alas) para quatro dos "red devils" (com especial atenção aos extremos e, claro, às entradas de Scholes) e Geovanni a apoiar Nuno Gomes na frente. Ou seja, a equipa ficava, no papel, equilibrada.
Apesar de a vitória ser obrigatória, a equipa da Luz não pode perder a cabeça porque um golo do adversário é "a morte do artista".
Esta é só uma proposta, mas, resumindo e concluindo, o Benfica precisa da vitória e, se calhar, de um milagre.
“Et pluribus unum”
Todos por uma… vitória. É “só” isto que o Benfica precisa esta noite: derrotar o Manchester United na “nova catedral” na noite da “encruzilhada”.
Em caso de vitória – e só assim – os “encarnados” seguem em frente na Liga dos Campeões.
A tarefa não é fácil, diria mesmo que é muito improvável, face à diferença de qualidade dos plantéis.
Nos cinco jogos anteriores da Champions, o Benfica desperdiçou várias ocasiões para fazer mais pontos (especialmente em Old Trafford e em Espanha) e agora vai ter que entrar em campo para um jogo de “mata-mata”.
Com a visita do Man United, que não vem passear a Lisboa, já que fica “fora de jogo” se perder, a equipa da Luz vai ter que fazer um jogo quase “épico”.
É bom não esquecer que, hoje os “red devils” de Alex Fergusson vêm praticamente na máxima força (ao contrário da primeira volta), enquanto o Benfica vai jogar amputado de pedras fundamentais.
Simão, Micolli, Karagounis e Manuel Fernandes, mais Moreira (será que Quim está a 100%) não vão entrar em campo e aqui está metade do 11 titular de Ronald Koeman.
Como já foi amplamente notado, o plantel não é nada largo e estas lacunas notam-se e muito. Para felicidade do Benfica, a defesa está intacta e pode ser que esteja aí a chave se esta conseguir segurar Nistelrooy, Rooney, Giggs, Scholes e, claro, Ronaldo.
O Benfica está numa encruzilhada: Apesar de ser obrigado a ganhar, não pode atacar desmesuradamente, sem cuidados defensivos, por várias razões: primeiro porque não tem equipa para isso (a equipa joga melhor em contra-ataque e não em ataque continuado) e, depois, porque o ataque adversário seria (será) mortífero.
É nestes jogos “impossíveis” que os portugueses se costumam suplantar e fazer autênticos milagres.
Lembro-me sempre de vários jogos. Cito apenas dois: um do Benfica (em Londres, frente ao Arsenal, vitória 3-1) e outro da Selecção (1-0 na Alemanha, golo de Carlos Manuel).
Esta é a reedição de um jogo histórico. Que pena já não haver Eusébio de “águia ao peito”. Esperemos que, desta vez, o resultado seja diferente.
Em caso de vitória – e só assim – os “encarnados” seguem em frente na Liga dos Campeões.
A tarefa não é fácil, diria mesmo que é muito improvável, face à diferença de qualidade dos plantéis.
Nos cinco jogos anteriores da Champions, o Benfica desperdiçou várias ocasiões para fazer mais pontos (especialmente em Old Trafford e em Espanha) e agora vai ter que entrar em campo para um jogo de “mata-mata”.
Com a visita do Man United, que não vem passear a Lisboa, já que fica “fora de jogo” se perder, a equipa da Luz vai ter que fazer um jogo quase “épico”.
É bom não esquecer que, hoje os “red devils” de Alex Fergusson vêm praticamente na máxima força (ao contrário da primeira volta), enquanto o Benfica vai jogar amputado de pedras fundamentais.
Simão, Micolli, Karagounis e Manuel Fernandes, mais Moreira (será que Quim está a 100%) não vão entrar em campo e aqui está metade do 11 titular de Ronald Koeman.
Como já foi amplamente notado, o plantel não é nada largo e estas lacunas notam-se e muito. Para felicidade do Benfica, a defesa está intacta e pode ser que esteja aí a chave se esta conseguir segurar Nistelrooy, Rooney, Giggs, Scholes e, claro, Ronaldo.
O Benfica está numa encruzilhada: Apesar de ser obrigado a ganhar, não pode atacar desmesuradamente, sem cuidados defensivos, por várias razões: primeiro porque não tem equipa para isso (a equipa joga melhor em contra-ataque e não em ataque continuado) e, depois, porque o ataque adversário seria (será) mortífero.
É nestes jogos “impossíveis” que os portugueses se costumam suplantar e fazer autênticos milagres.
Lembro-me sempre de vários jogos. Cito apenas dois: um do Benfica (em Londres, frente ao Arsenal, vitória 3-1) e outro da Selecção (1-0 na Alemanha, golo de Carlos Manuel).
Esta é a reedição de um jogo histórico. Que pena já não haver Eusébio de “águia ao peito”. Esperemos que, desta vez, o resultado seja diferente.
Cartão vermelho
O FC Porto está fora das competições europeias depois de esta noite não ter vencido o Artmédia na Eslováquia.
Para ser justo, convém dizer que não foi esta noite que os “dragões” desperdiçaram a hipótese de qualificação.
Mais grave, muito mais grave, foram as derrotas, especialmente esta, com o Artmédia (casa) e o Rangers (fora). O que é curioso é que os “azuis e brancos” venceram o jogo menos provável (frente ao Inter).
Pode sempre dizer-se que o FC Porto teve azar em algumas partidas, que o plantel é inexperiente, mas o que também é certo é que Co Adriaanse inventou em muitos jogos e nunca assumiu as suas responsabilidades.
Quando saiu o sorteio, todos pensaram que o vice-campeão português seria, pelo menos, o segundo no grupo, o que é verdade é que a equipa desperdiçou uma ocasião soberana de continuar na principal prova da UEFA.
Para além de Co Adriaanse, também Pinto da Costa não pode ser esquecido. Ele é o principal responsável, até porque continua a dar "carta branca" ao técnico holandês.
Esta é a pior campanha na Europa dos “dragões” nas últimas 10 épocas.
É verdade que os “azuis e brancos” são líderes na Liga portuguesa, mas continua a parecer que o plantel (o melhor do país) não está a ser bem aproveitado.
Para ser justo, convém dizer que não foi esta noite que os “dragões” desperdiçaram a hipótese de qualificação.
Mais grave, muito mais grave, foram as derrotas, especialmente esta, com o Artmédia (casa) e o Rangers (fora). O que é curioso é que os “azuis e brancos” venceram o jogo menos provável (frente ao Inter).
Pode sempre dizer-se que o FC Porto teve azar em algumas partidas, que o plantel é inexperiente, mas o que também é certo é que Co Adriaanse inventou em muitos jogos e nunca assumiu as suas responsabilidades.
Quando saiu o sorteio, todos pensaram que o vice-campeão português seria, pelo menos, o segundo no grupo, o que é verdade é que a equipa desperdiçou uma ocasião soberana de continuar na principal prova da UEFA.
Para além de Co Adriaanse, também Pinto da Costa não pode ser esquecido. Ele é o principal responsável, até porque continua a dar "carta branca" ao técnico holandês.
Esta é a pior campanha na Europa dos “dragões” nas últimas 10 épocas.
É verdade que os “azuis e brancos” são líderes na Liga portuguesa, mas continua a parecer que o plantel (o melhor do país) não está a ser bem aproveitado.
domingo, dezembro 04, 2005
Compras de Natal
Dezembro é o mês em que os dirigentes e treinadores têm que decidir o que querem fazer com os respectivos plantéis.
Os acertos (entradas e saídas) podem ser feitos a partir do início do mês que vem e, por isso, é agora que as contas começam.
Vamos, aqui e agora, analisar as lacunas dos chamados “três grandes”.
BENFICA
No campeão nacional, já se sabe, há grandes desequilíbrios no lote de jogadores ao dispor de Ronald Koeman.
O Benfica necessitaria, em minha opinião, de quatro jogadores: dois avançados (um mais fixo, um mais móvel), um extremo (que jogue nos dois flancos) e um guarda-redes.
Vamos por partes, no ataque: os “encarnados” têm actualmente Nuno Gomes, Miccoli e Mantorras. Logo aqui se nota a falta de um homem forte no jogo aéreo. A juntar a esse facto, há ainda o “pormenor” de Mantorras ir estar “fora de jogo” várias semanas devido à CAN, isto claro, já descontando as lesões de Miccoli.
Assim, um jogador tipo “Karadas” (mas na versão jogador) e um outro “Miccoli” (que possa também descair nos flancos) seriam necessários para equilibrar e dar opções a Koeman.
Depois, um extremo, de preferência que possa jogar nas duas alas. Simão e Geovanni não têm alternativas sérias no grupo e tudo se agrava quando há lesões (do capitão) ou “sonecas” (de Geovanni).
O jovem Manu, emprestado pelo Benfica ao Estrela da Amadora, poderia ser a solução mais económica. Já agora, a juntar a este regresso, podia e devia apostar-se mais no Hélio Roque.
Por outro lado, face à grave lesão de Moreira, aos problemas de Quim e à inexperiência de Nereu, o Benfica terá que apostar na contratação de um guarda-redes que dê segurança à equipa.
Aqui tem duas hipóteses: ou faz um remendo e encontra um jogador emprestado até final da época ou investe, já, num nome certo e seguro para futuro. A SAD que decida o que quer ou pode fazer.
Claro que podiam ainda vir mais jogadores e tudo se pode agravar se, por exemplo, Simão sair (não me parece nada boa política que o “20” saia no meio da época, e os resultados têm-me dado razão, mas…o dinheiro é quem mais ordena), mas estas são as faltas mais evidentes.
FC PORTO
Os “dragões” têm o melhor e mais equilibrado plantel da Liga de futebol e, sendo assim, podiam não precisar de reforços. Mas precisam.
Há lacunas entre os “azuis e brancos” especialmente na defesa.
Apesar de ter cinco defesas-centrais, Co Adriaanse está com dificuldades em encontrar um parceiro para Pedro Emanuel. Já se fala em Caneira para vir ocupar a vaga que vai ser deixada vaga pelo “capitão” Jorge Costa.
Depois há o “caso” das laterais: à direita temos Bosingwa e Sonkaya mas nenhum dos dois dá garantias de qualidade e, por isso, seria necessário um defesa-direito que pegasse de estaca; na esquerda, César Peixoto é adaptação e Cech demora a convencer o próprio técnico que o trouxe.
No ataque, com as lesões de Sokota e Bruno Morais e as “birras” (diferentes) de McCarthy e Postiga não seria de estranhar se viesse alguém para fazer companhia ao “bombardeiro” Hugo Almeida.
Pode ser que venha também um extremo-esquerdo para permitir a Lisandro Lopez mais liberdade na frente de ataque e a Quaresma que jogue sobre a direita.
SPORTING
Nos “leões” entrou Paulo Bento para o lugar de José Peseiro e houve jogadores que ganharam mais protagonismo (Nani é apenas o mais notado).
Para a reabertura de mercado, os “verde e brancos” necessitariam de começar por reforçar a linha defensiva.
Um central “à Enakharire” e dois defesas-laterais (especialmente esquerdo, se Rogério não sair) seriam prioridades.
Depois, no meio-campo, um “Rochemback” (que João Alves não está a conseguir ser) seria importante para pautar o jogo.
No ataque, para além de se saber o que se quer fazer com o “levezinho” e com o “bebé chorão” Pinigol, seria também importante se se vai apostar nos flancos ou não nas acções ofensivas. Se a resposta for positiva então é obrigatório encontrar companhia para Douala, Nani e Wender (esperando que este se adapte).
Falta saber se há dinheiro para os acertos…
PS1: estas análises partem do princípio que jogadores-chave não saem agora em Janeiro (Simão, McCarthy, Liedson). Se se confirmarem os abandonos, os respectivos clubes, para além de terem que receber bom dinheiro, têm que ter “olho clínico” para as substituições e a meio da época isso não se me afigura (nada) fácil.
PS2: num próximo post darei a conhecer as minhas escolhas para reforços, tendo como base, única e exclusivamente, o campeonato da Liga.
Os acertos (entradas e saídas) podem ser feitos a partir do início do mês que vem e, por isso, é agora que as contas começam.
Vamos, aqui e agora, analisar as lacunas dos chamados “três grandes”.
BENFICA
No campeão nacional, já se sabe, há grandes desequilíbrios no lote de jogadores ao dispor de Ronald Koeman.
O Benfica necessitaria, em minha opinião, de quatro jogadores: dois avançados (um mais fixo, um mais móvel), um extremo (que jogue nos dois flancos) e um guarda-redes.
Vamos por partes, no ataque: os “encarnados” têm actualmente Nuno Gomes, Miccoli e Mantorras. Logo aqui se nota a falta de um homem forte no jogo aéreo. A juntar a esse facto, há ainda o “pormenor” de Mantorras ir estar “fora de jogo” várias semanas devido à CAN, isto claro, já descontando as lesões de Miccoli.
Assim, um jogador tipo “Karadas” (mas na versão jogador) e um outro “Miccoli” (que possa também descair nos flancos) seriam necessários para equilibrar e dar opções a Koeman.
Depois, um extremo, de preferência que possa jogar nas duas alas. Simão e Geovanni não têm alternativas sérias no grupo e tudo se agrava quando há lesões (do capitão) ou “sonecas” (de Geovanni).
O jovem Manu, emprestado pelo Benfica ao Estrela da Amadora, poderia ser a solução mais económica. Já agora, a juntar a este regresso, podia e devia apostar-se mais no Hélio Roque.
Por outro lado, face à grave lesão de Moreira, aos problemas de Quim e à inexperiência de Nereu, o Benfica terá que apostar na contratação de um guarda-redes que dê segurança à equipa.
Aqui tem duas hipóteses: ou faz um remendo e encontra um jogador emprestado até final da época ou investe, já, num nome certo e seguro para futuro. A SAD que decida o que quer ou pode fazer.
Claro que podiam ainda vir mais jogadores e tudo se pode agravar se, por exemplo, Simão sair (não me parece nada boa política que o “20” saia no meio da época, e os resultados têm-me dado razão, mas…o dinheiro é quem mais ordena), mas estas são as faltas mais evidentes.
FC PORTO
Os “dragões” têm o melhor e mais equilibrado plantel da Liga de futebol e, sendo assim, podiam não precisar de reforços. Mas precisam.
Há lacunas entre os “azuis e brancos” especialmente na defesa.
Apesar de ter cinco defesas-centrais, Co Adriaanse está com dificuldades em encontrar um parceiro para Pedro Emanuel. Já se fala em Caneira para vir ocupar a vaga que vai ser deixada vaga pelo “capitão” Jorge Costa.
Depois há o “caso” das laterais: à direita temos Bosingwa e Sonkaya mas nenhum dos dois dá garantias de qualidade e, por isso, seria necessário um defesa-direito que pegasse de estaca; na esquerda, César Peixoto é adaptação e Cech demora a convencer o próprio técnico que o trouxe.
No ataque, com as lesões de Sokota e Bruno Morais e as “birras” (diferentes) de McCarthy e Postiga não seria de estranhar se viesse alguém para fazer companhia ao “bombardeiro” Hugo Almeida.
Pode ser que venha também um extremo-esquerdo para permitir a Lisandro Lopez mais liberdade na frente de ataque e a Quaresma que jogue sobre a direita.
SPORTING
Nos “leões” entrou Paulo Bento para o lugar de José Peseiro e houve jogadores que ganharam mais protagonismo (Nani é apenas o mais notado).
Para a reabertura de mercado, os “verde e brancos” necessitariam de começar por reforçar a linha defensiva.
Um central “à Enakharire” e dois defesas-laterais (especialmente esquerdo, se Rogério não sair) seriam prioridades.
Depois, no meio-campo, um “Rochemback” (que João Alves não está a conseguir ser) seria importante para pautar o jogo.
No ataque, para além de se saber o que se quer fazer com o “levezinho” e com o “bebé chorão” Pinigol, seria também importante se se vai apostar nos flancos ou não nas acções ofensivas. Se a resposta for positiva então é obrigatório encontrar companhia para Douala, Nani e Wender (esperando que este se adapte).
Falta saber se há dinheiro para os acertos…
PS1: estas análises partem do princípio que jogadores-chave não saem agora em Janeiro (Simão, McCarthy, Liedson). Se se confirmarem os abandonos, os respectivos clubes, para além de terem que receber bom dinheiro, têm que ter “olho clínico” para as substituições e a meio da época isso não se me afigura (nada) fácil.
PS2: num próximo post darei a conhecer as minhas escolhas para reforços, tendo como base, única e exclusivamente, o campeonato da Liga.
quinta-feira, dezembro 01, 2005
Riscas e riscos…
Joga-se esta sexta-feira o clássico do Dragão entre FC Porto e Sporting. Frente a frente, o líder “azul e branco” e os “leões” em recuperação.
O factor casa poderá vir a dar ligeira vantagem ao FC Porto mas, “a descontar”, está o “factor Adriaanse”.
Como vai o técnico holandês abordar o jogo? Vai colocar os jogadores que estão em melhor forma? Vai jogar, utopicamente e loucamente, ao ataque? Vai gerir, também a pensar a Liga dos Campeões? Vai saber ler o jogo?
Quanto ao Sporting tem pouco a perder e muito a ganhar com esta partida. A equipa ganhou tranquilidade com Paulo Bento, voltou a ganhar jogos, está a subir na tabela e joga fora. Por isso, qualquer mau resultado trazido do sucessor das Antas, não deve abalar a equipa.
No que diz respeito às equipas: Co Adriaanse está na máxima força (só faltam Sokota, que nunca foi primeira escolha, e Bruno Morais que está lesionado desde o princípio da época).
McCarthy deve continuar a sua travessia no deserto.
Já Paulo Bento continua a deixar Liedson de fora por castigo e não joga com Douala, Beto e João Alves, todos lesionados.
Assim sendo, se Adriaanse não inventar, deve jogar em 4-3-3: Vítor Baia, Bosingwa (à falta de melhor), Pedro Emanuel, Pepe e Cech (duvido que César Peixoto jogue depois do que aconteceu em Barcelos); Paulo Assunção, Lucho e Ibson (Jorginho e Diego não estão em forma); e um trio na frente de ataque (Lisandro, Hugo Almeida e Quaresma).
Do lado “verde e branco”, sem Liedson e Douala, o jovem treinador português vai ter que procurar parceiro para o “renascido” Deivid. Paulo Bento tem três opções: Sá Pinto (a mais provável, até porque, para além de jogar na frente também fecha melhor no meio-campo), Wender (o mais parecido com o avançado camaronês, mas que não tem jogado) ou a surpresa Pinilla (“bebé chorão”, avançado mais central, mais semelhante ao “levezinho”).
Sem extremos clássicos e face ao 4-3-3 adversário, o Sporting deve entrar em campo com um 4-4-2, em losango (“à Mourinho” da época passada).
Na baliza, o “renascido” Ricardo, na defesa Rogério, Tonel, Polga e André Marques (o miúdo jogou bem a última partida, mas talvez ainda jogue o adaptado Tello); Custódio, João Moutinho, Carlos Martins e Nani; Sá Pinto (porque não Pinilla?!) e Deivid.
Se se confirmarem estas tácticas, talvez o Sporting tenha alguma vantagem em campo. A principal luta seria entre um ataque que pode ser demolidor, mas que tem marcado poucos golos, contra uma defesa instável e insegura.
Quem ganhar este confronto directo vai estar mais perto de vencer a partida do Dragão. Depois há dois avançados centrais do Sporting contra dois centrais do FC Porto e três médios "azuis" (mais compactos), contra quatro "verdes" (mais "espalha brazas").
À espreita deste resultado vai estar uma mão cheia de equipas: desde o Nacional ao Braga, passando pelo Setúbal e chegando, obviamente, ao Benfica, que espera que o FC Porto não ganhe.
O factor casa poderá vir a dar ligeira vantagem ao FC Porto mas, “a descontar”, está o “factor Adriaanse”.
Como vai o técnico holandês abordar o jogo? Vai colocar os jogadores que estão em melhor forma? Vai jogar, utopicamente e loucamente, ao ataque? Vai gerir, também a pensar a Liga dos Campeões? Vai saber ler o jogo?
Quanto ao Sporting tem pouco a perder e muito a ganhar com esta partida. A equipa ganhou tranquilidade com Paulo Bento, voltou a ganhar jogos, está a subir na tabela e joga fora. Por isso, qualquer mau resultado trazido do sucessor das Antas, não deve abalar a equipa.
No que diz respeito às equipas: Co Adriaanse está na máxima força (só faltam Sokota, que nunca foi primeira escolha, e Bruno Morais que está lesionado desde o princípio da época).
McCarthy deve continuar a sua travessia no deserto.
Já Paulo Bento continua a deixar Liedson de fora por castigo e não joga com Douala, Beto e João Alves, todos lesionados.
Assim sendo, se Adriaanse não inventar, deve jogar em 4-3-3: Vítor Baia, Bosingwa (à falta de melhor), Pedro Emanuel, Pepe e Cech (duvido que César Peixoto jogue depois do que aconteceu em Barcelos); Paulo Assunção, Lucho e Ibson (Jorginho e Diego não estão em forma); e um trio na frente de ataque (Lisandro, Hugo Almeida e Quaresma).
Do lado “verde e branco”, sem Liedson e Douala, o jovem treinador português vai ter que procurar parceiro para o “renascido” Deivid. Paulo Bento tem três opções: Sá Pinto (a mais provável, até porque, para além de jogar na frente também fecha melhor no meio-campo), Wender (o mais parecido com o avançado camaronês, mas que não tem jogado) ou a surpresa Pinilla (“bebé chorão”, avançado mais central, mais semelhante ao “levezinho”).
Sem extremos clássicos e face ao 4-3-3 adversário, o Sporting deve entrar em campo com um 4-4-2, em losango (“à Mourinho” da época passada).
Na baliza, o “renascido” Ricardo, na defesa Rogério, Tonel, Polga e André Marques (o miúdo jogou bem a última partida, mas talvez ainda jogue o adaptado Tello); Custódio, João Moutinho, Carlos Martins e Nani; Sá Pinto (porque não Pinilla?!) e Deivid.
Se se confirmarem estas tácticas, talvez o Sporting tenha alguma vantagem em campo. A principal luta seria entre um ataque que pode ser demolidor, mas que tem marcado poucos golos, contra uma defesa instável e insegura.
Quem ganhar este confronto directo vai estar mais perto de vencer a partida do Dragão. Depois há dois avançados centrais do Sporting contra dois centrais do FC Porto e três médios "azuis" (mais compactos), contra quatro "verdes" (mais "espalha brazas").
À espreita deste resultado vai estar uma mão cheia de equipas: desde o Nacional ao Braga, passando pelo Setúbal e chegando, obviamente, ao Benfica, que espera que o FC Porto não ganhe.
“Ou há moralidade…”

O ditado popular não deixa dúvidas e aplica-se ao que se passou no Benfica esta semana.
Os “encarnados” têm conhecidas lacunas no plantel e, dirigente e treinadores, andam à procura de reforços para reforçar o grupo. Até aqui tudo bem.
O problema é que Ronald Koeman deu uma entrevista à televisão holandesa, não só a falar de posições a reforçar, mas especialmente a dar nomes.
Não podem os jogadores ser multados por darem entrevistas e ao treinador não acontecer nada por abrir a boca.
O que é mais grave: admitir o que já se sabe, que Simão está disposto a sair em Janeiro, ou confirmar, em directo na televisão, quais são os alvos para reforçar a equipa?
Não se pode, ao mesmo tempo, defender o rigor e o profissionalismo de uma estrutura e depois dar estes tiros no pé.
Mesmo que os nomes de que já se falou não sejam alvos “encarnados” (Toldo, Dudec ou Lobont…), o certo é que esta “salganhada” de nomes não ajuda porque mesmo o “verdadeiro” alvo vai fazer-se mais caro ao ouvir tantos nomes na praça pública.
Falaremos de reforços mais perto da data de abertura de mercado.
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