sexta-feira, maio 30, 2008
Quique Flores II
"Temos de trabalhar muito, acertar ao máximo na contratação de novos jogadores, procurar rentabilizar o plantel".
"Terá que ser a equipa a estimular os adeptos, com bom futebol e vitórias, para que o estádio esteja sempre cheio. Esse é o meu compromisso. Uma equipa competitiva, que lute pela vitória em todos os jogos".
"Em campo, os jogadores vão saber o que devem fazer, individual e colectivamente. Os adeptos podem esperar uma equipa bem armada, compacta e competitiva. Para isso, temos que ter muita atenção à qualidade dos jogadores a contratar. E há que melhorar os que já fazem parte do plantel".
"Os adeptos vão reconhecer no nosso jogo movimentos produzidos pelo nosso trabalho diário nos treinos. O que acontecer em campo não será fruto de improvisações pontuais".
"Haverá sempre espaaço para a criatividade mas é preciso ordem, organização, eficaz ocupação dos espaços e noção dos princípios de jogo".
"As minhas equipas gostam de ter a bola, mas também sabem fazer rápidas transições".
"Para cada posição em que seja necessária uma solução, vou apresentar quatro ou cinco nomes e será sempre o clube a decidir, de acordo com as suas possibilidades económicas".
"Sou defensor do 4-4-2, com dois jogadores bem definidos nos corredores e uma participação máxima no ataque, com dois avançados, com caracteristicas de jogo diferentes e que possam complementar-se".
Entrevista do novo treinador do Benfica ao jornal "A Bola". Gostei...
quinta-feira, maio 29, 2008
terça-feira, maio 27, 2008
"Bola de Prata"
JOGADOR: Lucho
CONFIRMAÇÃO: Lisandro
REVELAÇÃO: Jorge Ribeiro
DECEPÇÃO: Petit
TREINADOR: Manuel Cajuda
CONFIRMAÇÃO: Jorge Jesus
REVELAÇÃO: Carlos Carvalhal
DECEPÇÃO: Camacho
domingo, maio 25, 2008
Quique Flores
O técnico, que colocou o Getafe na primeira divisão, fez um bom trabalho no Valência colocando a equipa "che" em 3º e 4º lugares, mais a conquista da Taça de Espanha.
Não é - ou pelo menos não foi em Valência - um técnico de "futebol espectáculo", vistoso, mas prefere o futebol rigoroso, "resultadista".
O ideal era conseguir aliar estas duas componentes mas é verdade que os "encarnados", depois de trÊs anos de seca, precisam mais de vitórias (e títulos) que de grandes exibições sem efeitos práticos.
Sem mais comentários, deixo duas notas:
- é fundamental um entendimento perfeito entre "mister" e director desportivo que permita contratar "mais valias" e guardar o que de bom tem o actual plantel.
- não me esqueço dos elogios que Mourinho fez a Quique Flores quando o Chelsea defrontou o Valência para a Champions.
segunda-feira, maio 12, 2008
A minha escolha
GUARDA-REDES: Quim, Ricardo, Eduardo
DEFESAS: Bosingwa, Miguel, Ricardo Carvalho, Pepe, Bruno Alves, Fernando Meira, Jorge Ribeiro, Caneira
MÉDIOS: Petit, Miguel Veloso, Raúl Meireles, João Moutinho, Deco
EXTREMOS: Cristiano Ronaldo, Simão, Quaresma, Nani
AVANÇADOS: Nuno Gomes, Hugo Almeida, Hélder Postiga
Notas: Esta lista já tem um "erro" em relação à oficial porque Scolari confirmou a chamada de Paulo Ferreira. Por outro lado, é quase certo que Rui Patricio vai ser o terceiro guarda-redes e é possível (provável) que jogadores como Maniche e, até Yannick sejam chamados.
domingo, maio 11, 2008
quinta-feira, maio 08, 2008
Crise financeira
Diz Joaquim Evangelista que da I Liga só FC Porto e Benfica tinham os ordenados de Abril pagos até ao dia 5 de Maio (data limite assinada pelos clubes).
As situações mais complicadas são as do Nacional (dois meses), Boavista (com dois meses e 60% de outro em dívida) e Estrela da Amadora (três meses em atraso).
Entre os que reclamaram destes dados, o mais picado foi o presidente do Sporting. Diz Filipe Soares Franco que no Sporting se paga habitualmente entre dia 5 e dia 10 de cada mês. Para além disso, admitiu que, por duas vezes, deixou passar esse prazo por poucos dias.
Ora, assim sendo, dois tópicos: se o que está combinado entre clubes e sindicato diz que dia 5 é o limite, o Sporting não poderá pagar pagar para lá dessa data sem se arriscar a ouvir que está em incumprimento; ponto dois: afinal, mesmo o dia 1o não foi cumprido duas vezes.
Agora, para além deste fait divers dos "leões", é grave que clubes profissionais tenham três meses de ordenados em atraso e continuem alegremente a contratar jogadores como se nada se passasse.
domingo, maio 04, 2008
Garra, vontade, determinação, futebol e sorte
Foram estes os atributos que permitiram ao Real Madrid carimbar, já esta noite, diante do Osassuna o 31º título de campeão espanhol.
Para quem não viu o jogo aqui fica o filme rápido dos momentos essenciais da partida:
- minuto 46: Canavarro expulso
- minuto 83: penalty contra os merengues por falta de Heinze
- minuto 83: penalty convertido, Heinze é pisado no lance e tem que ser assistido fora das quatro linhas
- minuto 87: Robben empata de cabeça
- minuto 89: Higuain marca e dá a volta ao marcador
- minuto 90: Heinze reentra na partida depois de ter sido assistido durante mais de cinco minutos
Resumindo: o Real Madrid viu-se em inferioridade numérica desde os primeiros segundos da segunda parte, sofreu um golo a sete minutos do fim e , com nove (9), marcou dois golos e virou o resultado.
Esta segunda parte do Real Madrid devia ter sido gravada por responsáveis do Benfica para ser mostrada aos jogadores "encarnados" para que todos vissem como uma equipa pode (e deve) reagir às adversidades, sabendo que aquele era um jogo fundamental que tinha (mesmo) que ser ganho.
Talvez assim se evitassem exibições como as deste domingo na Reboleira em que - é verdade - o Benfica falhou uma mão cheia de (grandes) oportunidades, mas em que, no geral, a exibição foi pouco mais que mediocre.
sábado, abril 26, 2008
Diagnóstico
No entanto, devo dizer que concordo plenamente com este diagnóstico feito no "Público" de hoje:
Benfica, um case study (parte I)
26.04.2008, António Pedro Vasconcelos
Quando, no fim da época de 92/93, ganhou a Taça de Portugal, num jogo memorável em que venceu o Boavista por 5-2, o Benfica tinha uma equipa de luxo, onde jogavam nomes como Paulo Sousa, Schwarz, João Pinto, Futre e um jovem de 20 anos chamado Rui Costa. Depois de uma vitória e uma exibição tão convincentes, o futuro número 10 da Fiorentina, que sempre sonhou acabar a carreira erguendo uma Taça no Estádio da Luz, não sonhava, por certo, o que vinha aí. Em poucos dias, a equipa desfez-se. Futre, em fim de carreira, rumou ao Marselha; Paulo Sousa e João Pinto, duas jóias da coroa, e Pacheco, um extremo que dava sempre jeito ter no banco, transferiram-se, sem pudor, para o rival de Alvalade, perante a impotência do presidente Jorge de Brito, alegando salários em atraso. João Pinto ainda voltou ao clube, após uma aventura rocambolesca em que participou Valentim Loureiro, e viria a ser o seguro de vida da equipa durante uns anos, acabando por ir, também ele, para o Sporting, depois de ter sido tratado como uma mercadoria descartável por um presidente de má memória, João Vale e Azevedo.
Um ano depois, Rui Costa partiu, por sua vez, para Itália, onde jogou até ao ano passado. Primeiro em Florença, onde foi venerado como um Medici, depois no grande A.C. Milan, e voltou agora ao Benfica para cumprir um sonho: ajudar o seu clube a ser campeão. Rui Costa foi um dos mais geniais jogadores portugueses de todos os tempos, quiçá o melhor da sua geração, um daqueles artistas, como eram Platini ou Maradona, que nos dão a impressão de que o futebol é uma coisa simples, um jogador que pensa e executa ao mesmo tempo, com a vantagem de pensar antes de nós e de saber o que fazer antes dos outros.
No Milan, ofuscado por Kaká, que viria a ser um dos maiores jogadores do mundo, "o maestro" perdeu a oportunidade de mostrar o seu talento com a regularidade que transforma um simples jogador num craque. Afastado, entretanto, da equipa nacional por António Oliveira na vergonhosa campanha do Oriente, preterido por Deco (que fazia parte da equipa ganhadora de Mourinho), no Euro 2004, Rui Costa acabou por não dar à selecção tudo o que podia. Saiu pelo seu pé, mas com uma indisfarçável amargura. E agora que voltou ao seu clube para ganhar tudo, assiste, impotente, ao desmoronar de um sonho.
O que se passou com o Benfica durante estes anos é um case study. Como é possível um clube que ganhou duas Taças dos Campeões Europeus, 31 campeonatos e 24 Taças de Portugal, que tem o maior número de sócios do mundo inteiro e adeptos da Patagónia ao Alasca, de Timor ao Canadá, tenha desbaratado o seu prestígio em apenas duas décadas?
Vale a pena avivar a memória. Com a eleição de Manuel Damásio, o Benfica ganhou o campeonato, em 93/94, depois de uma vitória épica em Alvalade, por 6-3. Damásio era um homem com boa vontade, mas pouca experiência, que se viu à frente de um clube maior do que ele. Depois desse jogo que lhe deu o campeonato teve a brilhante ideia de despedir Toni, o artífice da vitória, para ir buscar um treinador em declínio, mas mitificado pela imprensa, que, após uma inglória passagem por Paris, veio buscar refúgio no clube da Luz, onde havia jogado nos gloriosos anos 60: "O Rei Artur", como lhe chamava A Bola, encarregou-se, em pouco mais de um ano, de destruir a equipa, fazendo do clube a maior placa giratória de transferências de que há memória, perseguindo os jogadores talentosos e promovendo a mediocridade. Acabou por ser corrido, mas o mal estava feito: uma equipa esfrangalhada e um clube pelas ruas da amargura.
Damásio foi incapaz de se aperceber a tempo o que tinha mudado na economia do futebol: os direitos das transmissões desportivas, por via do cabo e do satélite, com a avidez dos operadores de TV, a importância dos sponsors e as transformações dos clubes em SAD, cotados em bolsa, à mercê de uma OPA. E, sobretudo, não se apercebeu que o poder, no futebol, se tinha deslocado para o Norte.
Impotente perante o descalabro que se seguiu, Damásio antecipou a saída, deixando o clube à mercê do primeiro aventureiro. Com um discurso populista e promessas vazias ("Um Benfica à Benfica" e "Um escudo é um escudo"), Vale e Azevedo apresentou-se como o D. Sebastião, agitando a ideia de que ia afrontar o poder do Norte, chegando a admitir que lhe chamavam "o Pinto da Costa vermelho".
Vale e Azevedo era o candidato da SIC, que perdera os direitos desportivos para o novo poder emergente - a Olivedesportos - e tentava recuperá-los para o cabo; para isso, necessitava de alguém sem escrúpulos que denunciasse os contratos livremente assinados pela direcção anterior. Graças à SIC, Vale e Azevedo manteve-se no poder mais do que o provável, e só deixou o clube quando a TVI, subitamente mais poderosa do que a estação rival, graças à popularidade do Big Brother, investiu na candidatura de Vilarinho. Pelo caminho, ficaram três anos de miséria, vergonha e descalabro, com assembleias gerais que envergonham o passado democrático do clube.
Enquanto o Benfica se afundava numa espiral de instabilidade, decadência e desorientação, Pinto da Costa, o obreiro do milagre de transformar um clube regional numa equipa europeia, ia montando a sua teia de influências, trazendo, com uma persistência invulgar, o poder do futebol para o Norte e manobrando habilmente para colocar os seus homens nos postos-chave de decisão.
Ao contrário de Vale e Azevedo, Vilarinho era a imagem de um Benfica sério e competente. Mas o Benfica parece ser um caso de masoquismo. Um novo vento de insanidade apodera-se dos dirigentes: o presidente deixa sair Mourinho e perde, mais tarde, a hipótese de o recontratar; e, como se não bastasse, sob a pressão dos resultados, despede Jesualdo - precisamente os dois treinadores que, nos anos seguintes, devolvem os títulos, o prestígio e a força ao FCP. Se isto não é um case study, é, pelo menos, uma rajada de metralhadora em ambos os pés.
quinta-feira, abril 17, 2008
?!
A esta hora, ainda não sei muito bem o que dizer ou pensar sobre o "vendaval" que atropelou o Benfica.
Independentemente do árbitro ter errado ao anular mal um golo ao Di Maria, não ter visto um penalty sobre o Luisão e de ter deixado passar uma falta sobre o Sepsi na jogada que deu o quinto golo do Sporting...
gostava que me explicassem como é possível sofrer cinco golos em 23 minutos?
E não digo mais
quarta-feira, abril 16, 2008
O roto e o nu
Com a Taça da Liga e o campeonato já entregues, falta encontrar quem vai estar frente ao FC Porto no Jamor.
As duas equipas da Segunda Circular estão a fazer uma época muito abaixo do esperado, bastante irregular, com mais baixos que altos.
Aconteça o que acontecer, a ida à final da Taça não salva a época mas pode, por outro lado, agudizar a crise tornando a época absolutamente catastrófica.
Depois do que aconteceu frente à Académica, o Benfica tem esta noite que dar tudo por tudo, nem que seja por brio profissional e tentar lavar a cara depois daquela vergonha de sexta-feira.
Já o Sporting conseguiu o tónico de ultrapassar precisamente os "encarnados" na Liga e está moralizado, apesar da derrota para a UEFA.
As equipas
O Sporting não tem Polga, o Benfica não tem David Luiz. Face a isto e à lista de convocados aposto nestes "11" em "4-4-2 losango".
RUI PATRICIO
ABEL, TONEL, GLADSTONE, GRIMI
MIGUEL VELOSO, JOÃO MOUTINHO, PEREIRINHA, ROMAGNOLI
VUKCEVIC, LIEDSON
Stoijkovic, Pedro Silva, Adrien, Farnerud, Izmailov, Yannick, Tiui
QUIM
NÉLSON, LUISÃO, KATSOURANIS, LEO
PETIT, MAXI PEREIRA, CRISTIAN RODRIGUEZ, RUI COSTA
NUNO GOMES, CARDOZO
Butt, Edcarlos, Luís Filipe, Sepsi, Bynia, Di Maria, Mantorras
quinta-feira, abril 10, 2008
Extreme makeover
É que há um "alerta vermelho" na Luz, isto se tivermos em atenção o "11" titular desta época.
- Rui Costa passa a Director Desportivo
- Léo e Cristian Rodriguez terminam contrato e a renovação está difícil
- Katsouranis quer sair
- Nélson e Luisão têm propostas
- Quim, Petit e Nuno Gomes já estão acima dos 30
Casos muito sérios para (Rui Costa) resolver.
quarta-feira, abril 09, 2008
Curtas e directas
- O Benfica melhorou com Chalana no comando
- O Benfica não pode fazer 33 remates e não conseguir marcar um golo
- O Benfica foi prejudicado pelas arbitragens nas últimas duas partidas
- Guimarães e Sporting foram beneficiados
- O calendário dos "encarnados" é bem mais difícil que o dos adversários pelo segundo posto
- Vamos ver que papel tem o FC Porto nesta luta
Posto isto, apetece perguntar por onde andou este Benfica da segunda parte frente ao Boavista nas jornadas anteriores da Liga.
É verdade que o plantel tem agora menos lesionados (apenas David Luiz), mas o que é certo é que aquela garra não foi vista pelos lados da Luz nos últimos meses.
sábado, março 29, 2008
Carta aberta ao “Maestro”
Espero que me autorizes a tratar-te assim, de forma tão familiar. Infelizmente, não nos conhecemos pessoalmente, mas sempre acompanhei a tua carreira e sempre te admirei enquanto jogador de futebol.
Para mim, serias sempre um grande jogador (como Figo ou João Pinto, por exemplo), dos melhores de todos os tempos, mas admito que o facto de seres do meu clube, de vibrares, sofreres e chorares pelo Benfica contribui para que goste de ti.
Fizeste grandes jogos na carreira, bateste – na altura – o recorde de transferência ao sair dos “encarnados”, foste figura de proa na Fiorentina mas, deixa-me dizer-te isto, chegaste tarde ao AC Milan ou, se quiseres, estiveste tempo de mais de “viola”.
O teu enorme talento de "regista" ("o último dos românticos", como já ouvi chamar-te) merecia mais.
Vários amigos meus – até alguns benfiquistas – chegaram a questionar o teu regresso à Luz, especialmente com o argumento de que estavas em fim de carreira, mas eu, desde sempre, fiquei muito contente com a tua volta ao Benfica.
Achei e acho ainda hoje que um plantel equilibrado faz-se, também, com uma mescla de juventude e experiência, mais ainda se essa experiência vier acompanhada de mística vencedora.
Agora, pareces decidido a abandonar os relvados no final da época.
Confesso que gostava que renovasses por mais uma época. Estás em grande forma, estás a jogar muito e, gerindo a temporada fisicamente, irias continuar a ser importante dentro das quatro linhas.
Apesar disso, compreendo e aceito a tua decisão, desde que, naturalmente, confirmes que vais aceitar a liderança de todo o futebol do Benfica.
Vais fazer falta dentro de campo, mas espero que consigas ser “maestro” igualmente fora dele.
Apesar de achar que é muito arriscado (até pela proximidade que tens com os jogadores), espero que tenhas “carta branca” do presidente Luís Filipe Vieira para “tomares conta” do plantel e de toda a estratégia para o futuro.
Espero que te possas cercar de pessoas competentes, que saibam de futebol, que percebam o Benfica, e que te ajudem a formar um núcleo coeso e forte (blindado, como dizem alguns).
A partir dai, define a política desportiva: o plano “A” e “B” para a equipa; um treinador que se enquadre nesses planos; camadas jovens sintonizadas com o plantel principal por forma a que haja um melhor aproveitamento; contratações cirúrgicas; dar preferência a ex-atletas do clube e/ou jogadores portugueses;
E já agora mostra coragem, por exemplo, nestas duas situações, se achares que tem que ser: dispensa os jogadores que tu achares que desportivamente já não servem, mesmo que sejam teus amigos; diz aos sócios e adeptos a verdade em relação à situação do clube, mesmo que isso implique dizer que “este ano não podemos lutar pelo título”.
Acho que a “coisa” complica-se para ti se não conseguires isto.
É certo que alguns destes passos vão ter que ser tomadas em breve, mas não te precipites. A escolha do treinador é prioritária, mas não podemos errar. Depois é partir para a construção do plantel e esperar que tudo esteja a 100% no dia da apresentação (o que – como sabes – não tem acontecido).
Confio em ti e no teu benfiquismo. Desejo-te toda a sorte do mundo.
Espero e acredito que vais fazer um bom trabalho. Prepara-te que a viagem vai ser dura, não só pelos adversários externos, mas também pelas lutas internas que vão tentar minar o teu trabalho.
Espero e acredito que vais conseguir devolver ao Benfica as vitórias no futebol que o maior clube português merece.
A carta já vai longa e, por isso, despeço-me renovando os “parabéns a você”.
Um abraço
cmcc
quinta-feira, março 27, 2008
Dois em um
A Selecção voltou a perder com a Grécia.
É verdade que o jogo era particular
É verdade que foram dois golos de bola parada
É verdade que faltaram vários titulares
Mas, também é verdade que...
Não criámos oportunidades de golo
Não mostrámos fio de jogo
Algumas experiências não resultaram
Apesar disso...
Gostei de ver o final do jogo naquela espécie de 3-5-2
Finalmente Scolari experimentou uma táctica diferente
Vitória de Setúbal conquisa primeira Taça da Liga
Os sadinos ganharam e bem o jogo no Algarve e foram justos vencedores da prova e até mereciam conquistá-lo sem ser preciso ir para as grandes penalidades.
Naquela táctica segura em termos defensivos e com transições rápidas para o ataque, o Vitória de Setúbal controlou todo o jogo e já ninguém se lembra dos dois avançados que sairam em Janeiro.
O Sporting continua com a maldição dos penalties, mas nem é esse o seu maior problema. Por um lado, há jogadores em baixo de forma, por outro há uma habituação dos adversários ao losango de Paulo Bento.
domingo, março 23, 2008
Mistica é (ra)...
"No meu tempo não saíamos de casa com empates ou derrotas. Empatar, aliás, era como uma derrota".
Fernando Chalana, in Correio da Manhã.
É pena que ja não seja assim e que a maioria dos jogadores actuais pouco se importe com o resultado.
Querem apenas e só saber do cheque no final do mês.
Já ninguém "veste a camisola".
segunda-feira, março 17, 2008
Vamos jogar no Totobola...
Não sei se influenciado por mais esta partida péssima dá-me vontade de ajudar Rui Costa e o novo técnico, seja ele quem for, a decidir o que fazer com este plantel.
Vamos simular que os jogadores do Benfica estão inscritos num simples boletim e que só temos três hipóteses de análise (1 - fica, x-em dúvida, 2- não fica)
1- Moreira - 1
2- Luís Filipe - 2
3- Edcarlos - 2
4- Luisão - 1
5- Léo - 1
6- Petit - 1
7- Cardozo - 1
8- Katsouranis - 1
9- Mantorras - 2
12- Quim - 1
14- Maxi Pereira - 2
17- Zoro - x
18- Bynia - 1
20- Di Maria - x
21- Nuno Gomes - 1
22- Nélson - 1
23- David Luiz - 1
24- Butt - 2
25- Nuno Assis - x
26- Cristian Rodriguez - 1
30- Freddy Adu - x
33- Sepsi - 1
38- Makukula - 1
Muitas certezas, algumas dúvidas... Tudo vai depender do que quiser Rui Costa, de quem for o treinador e a táctica base e, claro, quanto dinheiro houver para gastar.
sábado, março 15, 2008
O futuro...
É fundamental respeitar o passado glorioso e nunca o deixar esquecer mas, por outro lado, há que começar de uma vez por todas a pensar o futuro do clube.
"Glorioso" não pode ser só uma alcunha do Benfica que vemos na RTP Memória.
O Benfica tem que voltar às vítórias de forma sustentada, com jogadores portugueses, com jogadores da formação, com jogadores estrangeiros indiscutíveis.
Não sei se isso pode ser já para a próxima época (duvido muito) mas espero, pelo menos, perceber o rumo (um rumo) do clube.É bom não esquecer o trabalho fundamental de Luís Filipe Vieira na recuperação financeira do Benfica - a gestão de Vale e Azevedo envergonha qualquer benfiquista - mas alguém tem que dizer ao actual presidente para ele não falar de futebol, não tratar de futebol, deixar o futebol a quem percebe.
Já parece não haver dúvidas que vai ser Rui Costa a assumir a direcção desportiva do clube. Dando de barato que é a decisão correcta (tenho algumas dúvidas pelo facto da "transferência" ser directa do relvado para o gabinete, mas...), é preciso que ele se rodeie de um "núcleo duro" de gente experiente e competente.
Os trabalhos de Rui Costa...
A aposta nos jovens da casa é importante, desde que haja qualidade, mas o fundamental é acabar com os "descarregamentos" de jogadores novos todos os anos.
Aproveitar o máximo de jogadores deste plantel (incluindo, naturalmente, Léo e Cristian Rodriguez).
Contratar jogadores que sejam efectivos reforços.
Encontrar um modelo de jogo, dos séniores às camadas jovens em que todos se encaixem.
Ter plano "B" e "C" para diferentes situações de jogo que os jogadores percebam (para dar o exemplo de Mourinho: 4-3-3 / 4-4-2 losango / 3-3-4 em desespero).
Descobrir um treinador que entenda o que é o Benfica, do passado e do presente, e defenda os pontos anteriores.
quarta-feira, março 12, 2008
Milagre precisa-se
- é o primeiro jogo pós Camacho
- é o primeiro jogo de Chalana
- é o primeiro jogo de Rui Costa jogador-director-desportivo
- é o primeiro jogo depois do empate em casa com o último classificado
- é um segundo jogo de uma eliminatória que está muito complicada
Nas actuais circunstâncias, os "encarnados" têm pouco a perder no jogo de hoje: com um treinador interino que fez um treino, com sete ausências no plantel, a precisar de dois golos sem sofrer nenhum...
Com quase tudo contra, esta seria a noite ideal para repetir um daqueles jogos épicos de que todos nos lembramos: Por exemplo, nos últimos anos: vitória frente ao Arsenal, Liverpool, Manchester United e, claro, aquele super-empate , empate frente ao Bayer Leverkusen.
Ora, posto isto, e face ao quadro nada favorável, jogava assim:
QUIM
NÉLSON, KATSOURANIS, EDCARLOS, LÉO
PETIT, RUI COSTA
DI MARIA, CRISTIAN RODRIGUEZ
NUNO GOMES, MAKUKULA
segunda-feira, março 10, 2008
Camacho
Acho que isso dificilmente resolve o que quer que seja. Claro que nos "encarnados" algumas já resultaram e outras não mas, por princípio, prefiro que o treinador chegue ao fim da época.
Neste caso, no entanto, percebo a atitude de José António Camacho: é um técnico que não é de se acomodar às situações (já o tinha provado, por exemplo, no Real Madrid).
Camacho admitiu esta noite que não estava a conseguir manter a equipa motivada e que por isso era melhor uma mudança. "Dignidade" é o que se pode dizer de Camacho. Ao que parece, a direcção ainda tentou demover o "mister" espanhol, mas nada feito.
O que é certo é que, realmente, a equipa não está a render e não se vê evolução nem individual nem colectiva e as várias ausências não explicam tudo. As exibições estão abaixo do mínimo exigível...
Sendo assim, numa altura em que faltam oito jogos, mais Taça e UEFA, esta talvez seja, desta vez, a melhor solução, especialmente se se olhar já para a próxima época e se se começar a preparar tudo com tempo e cabeça fresca.
Assim sendo, sem dúvida, espero que a direcção aposte em Chalana, eventualmente com João Alves, até ao final da época, ao mesmo tempo que - com tranquilidade - se escolhe alguém que não deixe dúvidas quanto à competência.
Há boa matéria-prima neste plantel, bons jogadores entre jovens e experientes, é só preciso um plano bem definido, estabilidade e contratações cirúrgicas que sejam mais-valia.



