Nas próximas semanas, o "Doente da Bola" vai estar "numa praia perto de si" e incontactável por qualquer via informática.
Reabriremos nos primeiros dias de Agosto com "fome de bola" ao que se for passando "no país e no mundo".
Sim, porque eu "vou andar por aí"...
segunda-feira, julho 11, 2005
quarta-feira, julho 06, 2005
Os “gangsters”
Miguel baldou-se aos treinos no Benfica porque, segundo diz (não sei se ele, se o advogado, se o empresário), a renovação que assinou em Novembro de 2003 não é válida e, portanto, o contrato terminou a 30 de Junho.
Pois, eu não sou advogado e portanto não posso argumentar a esse nível. Agora, o que gostaria era de recordar alguns factos:
1 - o jogador queixa-se, agora, de irregularidades num contrato que assinou há ano e meio.
2 – o jogador, ao que conste, nunca se queixou do aumento de ordenado que passou a receber desde essa data.
3 – o próprio Miguel confirmou, poucos dias antes do desaparecimento, a uma rádio espanhola, que tinha mais três anos de contrato com o Benfica.
4 – o contrato foi validado e registado na Liga e na Federação
5 – o Miguel alega que não tem condições psicológicas para continuar a jogar em Portugal, mas, por exemplo, recusou uma proposta do Dínamo de Moscovo.
6 – o empresário de Miguel é o agente FIFA Paulo Barbosa; o advogado de Miguel é o senhor Dias Ferreira
Ora, posto isto, o Benfica diz-se tranquilo, desculpabilizou o jogador e atirou-se aos “gangsters” que o rodeiam.
Agora, as entidades competentes que decidam, mas parece-me que, se por algum mistério, a FIFA der autorização ao defesa-direito para jogar, sem que o Benfica receba a devida compensação, então muita coisa vai mal e fica a saber-se que não há “gangsters” só em Portugal.
Pois, eu não sou advogado e portanto não posso argumentar a esse nível. Agora, o que gostaria era de recordar alguns factos:
1 - o jogador queixa-se, agora, de irregularidades num contrato que assinou há ano e meio.
2 – o jogador, ao que conste, nunca se queixou do aumento de ordenado que passou a receber desde essa data.
3 – o próprio Miguel confirmou, poucos dias antes do desaparecimento, a uma rádio espanhola, que tinha mais três anos de contrato com o Benfica.
4 – o contrato foi validado e registado na Liga e na Federação
5 – o Miguel alega que não tem condições psicológicas para continuar a jogar em Portugal, mas, por exemplo, recusou uma proposta do Dínamo de Moscovo.
6 – o empresário de Miguel é o agente FIFA Paulo Barbosa; o advogado de Miguel é o senhor Dias Ferreira
Ora, posto isto, o Benfica diz-se tranquilo, desculpabilizou o jogador e atirou-se aos “gangsters” que o rodeiam.
Agora, as entidades competentes que decidam, mas parece-me que, se por algum mistério, a FIFA der autorização ao defesa-direito para jogar, sem que o Benfica receba a devida compensação, então muita coisa vai mal e fica a saber-se que não há “gangsters” só em Portugal.
quarta-feira, junho 29, 2005
O dilema do “leão”
O Sporting abriu hoje a “oficina” para a próxima época, foi o primeiro clube a fazê-lo porque tem que jogar a pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
Novidades poucas: os três reforços confirmados: Edson, Labarthe e Manoel, a presença de Liedson, a ausência de Enakarhire e o regresso de alguns jogadores que estavam emprestados. Outros jogadores só entram ao serviço na segunda-feira.
Numa altura em que o “levezinho” parece, agora, que veio para ficar, contrariado ou não, o defesa central nigeriano pode mesmo estar a caminho da Rússia.
A estes dois casos, o Sporting dá a mesma resposta: "são jogadores do clube, têm contrato, sem o dinheiro que queremos não há negócios".
Não dispondo de todos os dados da questão, esta parece-me a atitude correcta correndo, no entanto, os “leões” o risco dos jogadores ficarem contrariados, não renderem o que se espera deles e depois saírem a “custo zero”.
Há ainda uma outra questão que é necessário ponderar: é que, se nenhum dos jogadores com mercado sair, não entra dinheiro fresco o que pode impossibilitar o reforço do plantel.
Estes são riscos que a administração da SAD parece disposta a correr. Aguardemos...
Novidades poucas: os três reforços confirmados: Edson, Labarthe e Manoel, a presença de Liedson, a ausência de Enakarhire e o regresso de alguns jogadores que estavam emprestados. Outros jogadores só entram ao serviço na segunda-feira.
Numa altura em que o “levezinho” parece, agora, que veio para ficar, contrariado ou não, o defesa central nigeriano pode mesmo estar a caminho da Rússia.
A estes dois casos, o Sporting dá a mesma resposta: "são jogadores do clube, têm contrato, sem o dinheiro que queremos não há negócios".
Não dispondo de todos os dados da questão, esta parece-me a atitude correcta correndo, no entanto, os “leões” o risco dos jogadores ficarem contrariados, não renderem o que se espera deles e depois saírem a “custo zero”.
Há ainda uma outra questão que é necessário ponderar: é que, se nenhum dos jogadores com mercado sair, não entra dinheiro fresco o que pode impossibilitar o reforço do plantel.
Estes são riscos que a administração da SAD parece disposta a correr. Aguardemos...
domingo, junho 19, 2005
Uma questão de garantias…
Dão-se alvíssaras a quem conseguir explicar os pormenores do “caso Diego/Benfica”.
O médio internacional sub-20 do Brasil garante que já assinou contrato por cinco anos com o Benfica.
José Veiga, director-geral dos “encarnados”, garante que nada se passa e que, se o jogador entrar na Luz, ele sai por outra porta.
Não sei o que se passa, o que é certo é que, garantidamente, seja o que for, não é bom sinal…
O médio internacional sub-20 do Brasil garante que já assinou contrato por cinco anos com o Benfica.
José Veiga, director-geral dos “encarnados”, garante que nada se passa e que, se o jogador entrar na Luz, ele sai por outra porta.
Não sei o que se passa, o que é certo é que, garantidamente, seja o que for, não é bom sinal…
“Mister”io
Ronald Koeman vai treinar o Benfica, Co Adrianse é o “homem do leme” do FC Porto. Dois holandeses…
Depois de dois italianos, agora dois holandeses no comando de duas equipas de top em Portugal.
Koeman ganhou dois títulos e uma Taça pelo Ajax, Co Adrianse fez um grande trabalho no modesto AZ Alkmaar.
Ambos prometem futebol de ataque, ao que parece baseado no 4-3-3.
Fora isto pouco mais se sabe… temos que aguardar.
Depois de dois italianos, agora dois holandeses no comando de duas equipas de top em Portugal.
Koeman ganhou dois títulos e uma Taça pelo Ajax, Co Adrianse fez um grande trabalho no modesto AZ Alkmaar.
Ambos prometem futebol de ataque, ao que parece baseado no 4-3-3.
Fora isto pouco mais se sabe… temos que aguardar.
Defeso
Sem querer fazer concorrência ao meu colega Carlos Manuel, vou aqui analisar esta época de contratações de pré-época que vai ainda a meio.
O FC Porto lidera, isolado, esta tabela comprando tudo o que mexe. Para já, nove jogadores contratados e dois regressos confirmados (Helton, Paulo Ribeiro, Bruno Alves, Sandro, Paulo Assunção, Lucho Gonzalez, Alan, Anderson, Jorginho, Lisandro Lopez e Sokota).
Este número é provisório porque ainda falta, pelo menos, um defesa direito, eventualmente, um (outro) ponta de lança (McCarthy garante que tem propostas) e, quem sabe, um extremo-esquerdo.
No Sporting a confusão é grande, parece haver alguma instabilidade (directiva e do plantel), fala-se de muitas saídas mas, obviamente, nem tudo deve ser verdade.
Para já estão confirmadas três entradas: o defesa esquerdo Edson, o médio Labarthe (já contratado no ano passado) e o avançado Manoel.
Falta perceber quem sai (efectivamente) mas, independentemente disso, parecem faltar laterais (atrás e à frente).
Já o Benfica contratou, até agora, o defesa Andersson (que viria para o lugar de Luisão que os “encarnados” tentam agora segurar a todo o custo), o médio Beto (para dar hipótese de rotatividade a Petit e Manuel Fernandes) e Karyaka (extremo-esquerdo, uma das lacunas mais evidentes do plantel).
Com a saída de Miguel em perspectiva (€€€ "oblige"), aos “encarnados” ficam a faltar (indiscutivelmente) um ponta de lança “matador” e um médio construtor de jogo. Depois há ainda a hipótese de vir mais um médio defensivo (de preferência com “cabedal”) e um defesa-esquerdo.
Entretanto, fora do circuito dos três grandes, há outras duas equipas que estão a dominar, até agora, o “campeonato de Verão”: o Gil Vicente e o Belenenses já trouxeram um camião de jogadores para os respectivos plantéis.
O FC Porto lidera, isolado, esta tabela comprando tudo o que mexe. Para já, nove jogadores contratados e dois regressos confirmados (Helton, Paulo Ribeiro, Bruno Alves, Sandro, Paulo Assunção, Lucho Gonzalez, Alan, Anderson, Jorginho, Lisandro Lopez e Sokota).
Este número é provisório porque ainda falta, pelo menos, um defesa direito, eventualmente, um (outro) ponta de lança (McCarthy garante que tem propostas) e, quem sabe, um extremo-esquerdo.
No Sporting a confusão é grande, parece haver alguma instabilidade (directiva e do plantel), fala-se de muitas saídas mas, obviamente, nem tudo deve ser verdade.
Para já estão confirmadas três entradas: o defesa esquerdo Edson, o médio Labarthe (já contratado no ano passado) e o avançado Manoel.
Falta perceber quem sai (efectivamente) mas, independentemente disso, parecem faltar laterais (atrás e à frente).
Já o Benfica contratou, até agora, o defesa Andersson (que viria para o lugar de Luisão que os “encarnados” tentam agora segurar a todo o custo), o médio Beto (para dar hipótese de rotatividade a Petit e Manuel Fernandes) e Karyaka (extremo-esquerdo, uma das lacunas mais evidentes do plantel).
Com a saída de Miguel em perspectiva (€€€ "oblige"), aos “encarnados” ficam a faltar (indiscutivelmente) um ponta de lança “matador” e um médio construtor de jogo. Depois há ainda a hipótese de vir mais um médio defensivo (de preferência com “cabedal”) e um defesa-esquerdo.
Entretanto, fora do circuito dos três grandes, há outras duas equipas que estão a dominar, até agora, o “campeonato de Verão”: o Gil Vicente e o Belenenses já trouxeram um camião de jogadores para os respectivos plantéis.
quarta-feira, junho 01, 2005
Foi assim…
Já em pleno defeso, esta é a altura indicada para fazer o balance da época que agora terminou.
Foi uma época estranha esta: os três grandes perderam muitos pontos e o futebol praticado foi muito inconsistente.
A vitória na SuperLiga sorriu ao Benfica depois de 11 anos de “jejum”.
“A festa foi bonita, pá”, mas os adeptos não podem embandeirar em arco. Mais do que a vitória dos “encarnados”, este foi o campeonato em que FC Porto e Sporting perderam a hipótese de vencer.
Não podemos esquecer que, por exemplo, os “dragões” fizeram menos 20 pontos e o próprio Benfica, agora campeão, fez menos 9 do que na época passada.
O novo campeão não jogou bem e esteve sempre em “esforço”, rezando para que não houvesse lesões.
Na próxima época, seja quem for o treinador, vão ser necessários vários reforços para que o Benfica não vá à Liga dos Campeões “buscar o cheque”, como já disse o Toni.
O FC Porto teve uma época muito instável, como nunca se tinha visto por aquelas bandas, com três treinadores e carradas de jogadores a entrarem e a saírem.
Apesar disso, com Couceiro, até melhorou e lutou pelo título até à última jornada.
Na próxima época, se acertarem nas contratações, e regressar a estabilidade, os “azuis e brancos” podem voltar a ser candidatos ao título.
Apesar da má época, a equipa de Pinto da Costa ainda conquistou a SuperTaça portuguesa, a Taça Intercontinental e garantiu entrada directa na Liga dos Campeões.
Já o Sporting foi a equipa do “quase”: esteve “quase” a ser campeão, esteve “quase” a vencer a Taça UEFA, esteve “quase” a seguir em frente na Taça de Portugal e esteve “quase” a entrar directamente na Liga dos Campeões.
Os “leões” foram a equipa mais instável da frente e, por isso, “pagaram a factura” e acabaram em terceiro lugar.
A espaços, a equipa de Peseiro praticou o melhor futebol que se viu em Portugal mas isso de pouco serve quando, no jogo a seguir, se perde um jogo com uma péssima exibição.
Se conseguir manter a estrutura, com alguns retoques, especialmente nas alas (ofensivas e defensivas), o Sporting pode ser o mais sério candidato ao título na próxima época.
A dúvida maior chama-se José Peseiro. O treinador não vai, seguramente, ter o benefício da dúvida, como no início da temporada e vai ter que, rapidamente, mostrar serviço, especialmente agora que viu os seus poderes serem aumentados depois da saída de Carlos Freitas.
Na época que agora terminou, destaque ainda para o fantástico Sporting de Braga (que só perdeu fôlego depois da lesão de João Alves), para o Rio Ave de Carlos Brito (finalmente recompensado com um contrato melhor), e para o final de época do Penafiel e Académica.
Pela negativa: o Beir-Mar. Não se percebe como é que a equipa de Aveiro conseguiu descer de divisão. Tinha um lote de jogadores de fazer inveja a muitas do topo da tabela.
Por exemplo: Srinicek, Alcaraz, Tininho, Beto e Paul Murray, McPhee, Kingsley e Tanque Silva.
Última nota para o Vitória de Setúbal que, com toda a justiça, conquistou a Taça de Portugal (mais de 30 anos depois) contra um Benfica de “fim de estação”, cansado de jogar mas, especialmente, ainda de “ressaca”.
Foi uma época estranha esta: os três grandes perderam muitos pontos e o futebol praticado foi muito inconsistente.
A vitória na SuperLiga sorriu ao Benfica depois de 11 anos de “jejum”.
“A festa foi bonita, pá”, mas os adeptos não podem embandeirar em arco. Mais do que a vitória dos “encarnados”, este foi o campeonato em que FC Porto e Sporting perderam a hipótese de vencer.
Não podemos esquecer que, por exemplo, os “dragões” fizeram menos 20 pontos e o próprio Benfica, agora campeão, fez menos 9 do que na época passada.
O novo campeão não jogou bem e esteve sempre em “esforço”, rezando para que não houvesse lesões.
Na próxima época, seja quem for o treinador, vão ser necessários vários reforços para que o Benfica não vá à Liga dos Campeões “buscar o cheque”, como já disse o Toni.
O FC Porto teve uma época muito instável, como nunca se tinha visto por aquelas bandas, com três treinadores e carradas de jogadores a entrarem e a saírem.
Apesar disso, com Couceiro, até melhorou e lutou pelo título até à última jornada.
Na próxima época, se acertarem nas contratações, e regressar a estabilidade, os “azuis e brancos” podem voltar a ser candidatos ao título.
Apesar da má época, a equipa de Pinto da Costa ainda conquistou a SuperTaça portuguesa, a Taça Intercontinental e garantiu entrada directa na Liga dos Campeões.
Já o Sporting foi a equipa do “quase”: esteve “quase” a ser campeão, esteve “quase” a vencer a Taça UEFA, esteve “quase” a seguir em frente na Taça de Portugal e esteve “quase” a entrar directamente na Liga dos Campeões.
Os “leões” foram a equipa mais instável da frente e, por isso, “pagaram a factura” e acabaram em terceiro lugar.
A espaços, a equipa de Peseiro praticou o melhor futebol que se viu em Portugal mas isso de pouco serve quando, no jogo a seguir, se perde um jogo com uma péssima exibição.
Se conseguir manter a estrutura, com alguns retoques, especialmente nas alas (ofensivas e defensivas), o Sporting pode ser o mais sério candidato ao título na próxima época.
A dúvida maior chama-se José Peseiro. O treinador não vai, seguramente, ter o benefício da dúvida, como no início da temporada e vai ter que, rapidamente, mostrar serviço, especialmente agora que viu os seus poderes serem aumentados depois da saída de Carlos Freitas.
Na época que agora terminou, destaque ainda para o fantástico Sporting de Braga (que só perdeu fôlego depois da lesão de João Alves), para o Rio Ave de Carlos Brito (finalmente recompensado com um contrato melhor), e para o final de época do Penafiel e Académica.
Pela negativa: o Beir-Mar. Não se percebe como é que a equipa de Aveiro conseguiu descer de divisão. Tinha um lote de jogadores de fazer inveja a muitas do topo da tabela.
Por exemplo: Srinicek, Alcaraz, Tininho, Beto e Paul Murray, McPhee, Kingsley e Tanque Silva.
Última nota para o Vitória de Setúbal que, com toda a justiça, conquistou a Taça de Portugal (mais de 30 anos depois) contra um Benfica de “fim de estação”, cansado de jogar mas, especialmente, ainda de “ressaca”.
terça-feira, maio 31, 2005
Ciao
Giovanni Trapattoni confirmou esta tarde aquilo que já se sabia há semanas: vai deixar o Benfica, essencialmente porque tem saudades da família.
A decisão da “velha raposa” tem que ser respeitada. Aos 66 anos, Trap quer regressar a Roma.
Trapattoni devolveu ao Benfica aquilo que o clube mais queria e que procurava há já 11 anos: o título de campeão nacional. Isso é o mais importante e é isso que fica para a história.
Só por isto – e já não é pouco – sócios e adeptos do Benfica têm que estar agradecidos ao técnico italiano.
Claro que, para além da vitória, o Benfica podia e devia ter jogado melhor mas a verdade é que, como diz o ditado, “Sem ovos não se fazem omoletes”.
Já foi dito por todos que os “encarnados” tinham o plantel mais curto dos três grandes, especialmente porque algumas das contratações falharam, o que foi dito por poucos é que, provavelmente, sem Trapattoni o milagre da conquista do título não teria sido possível.
Agora, a administração da SAD só tem duas coisas a fazer: agradecer ao senhor Giovanni Trapattoni os bons serviços prestados à nação benfiquista e, de forma rápida mas segura, encontrar um sucessor à altura do prestígio do clube.
A época que aí vem é fundamental para o Benfica, com a defesa do título e o regresso à Liga dos Campeões, e a equipa tem que se apresentar à altura.
Já começou o falatório em torno do novo treinador e eu não vou entrar nesse “diz que diz, vem não vem”, apesar de ter uma aposta.
Posso é deixar o perfil: treinador estrangeiro e jovem, competente e com currículo, disciplinador, mas amigo dos jogadores e, já agora, com futebol ofensivo e vistoso para a vista.
PS: É óbvio, no entanto, que um eventual regresso de Camacho (e aqui estou a abrir uma excepção e a avançar com um nome porque são circunstâncias diferentes) teria também fortes vantagens porque é competente, exigente com jogadores e Direcção e, especialmente, porque já conhece o plantel e o campeonato português.
A decisão da “velha raposa” tem que ser respeitada. Aos 66 anos, Trap quer regressar a Roma.
Trapattoni devolveu ao Benfica aquilo que o clube mais queria e que procurava há já 11 anos: o título de campeão nacional. Isso é o mais importante e é isso que fica para a história.
Só por isto – e já não é pouco – sócios e adeptos do Benfica têm que estar agradecidos ao técnico italiano.
Claro que, para além da vitória, o Benfica podia e devia ter jogado melhor mas a verdade é que, como diz o ditado, “Sem ovos não se fazem omoletes”.
Já foi dito por todos que os “encarnados” tinham o plantel mais curto dos três grandes, especialmente porque algumas das contratações falharam, o que foi dito por poucos é que, provavelmente, sem Trapattoni o milagre da conquista do título não teria sido possível.
Agora, a administração da SAD só tem duas coisas a fazer: agradecer ao senhor Giovanni Trapattoni os bons serviços prestados à nação benfiquista e, de forma rápida mas segura, encontrar um sucessor à altura do prestígio do clube.
A época que aí vem é fundamental para o Benfica, com a defesa do título e o regresso à Liga dos Campeões, e a equipa tem que se apresentar à altura.
Já começou o falatório em torno do novo treinador e eu não vou entrar nesse “diz que diz, vem não vem”, apesar de ter uma aposta.
Posso é deixar o perfil: treinador estrangeiro e jovem, competente e com currículo, disciplinador, mas amigo dos jogadores e, já agora, com futebol ofensivo e vistoso para a vista.
PS: É óbvio, no entanto, que um eventual regresso de Camacho (e aqui estou a abrir uma excepção e a avançar com um nome porque são circunstâncias diferentes) teria também fortes vantagens porque é competente, exigente com jogadores e Direcção e, especialmente, porque já conhece o plantel e o campeonato português.
domingo, maio 29, 2005
Faltou a cereja… ficou o bolo
O Benfica perdeu a Taça de Portugal diante do Vitória de Setúbal, que foi um justo vencedor.
Os “encarnados”, cansados de tantas festas e borgas após a conquista do título, nunca pareceram capazes de conquistar a “dobradinha”, 18 anos depois.
Os sadinos voltaram aos triunfos 38 anos depois e mereceram, “sem espinhas” esta conquista.
À equipa de Trapattoni, espremida até à última, faltou a “cereja”, mas ficou o “bolo”.
Agora vai ser preciso manter a estrutura do plantel e encontrar cinco ou seis jogadores, que sejam efectivos reforços.
Os “encarnados”, cansados de tantas festas e borgas após a conquista do título, nunca pareceram capazes de conquistar a “dobradinha”, 18 anos depois.
Os sadinos voltaram aos triunfos 38 anos depois e mereceram, “sem espinhas” esta conquista.
À equipa de Trapattoni, espremida até à última, faltou a “cereja”, mas ficou o “bolo”.
Agora vai ser preciso manter a estrutura do plantel e encontrar cinco ou seis jogadores, que sejam efectivos reforços.
domingo, maio 22, 2005
BENFICA CAMPEÃO
O Benfica terminou hoje um jejum de 11 anos... e que fome tinham os seis milhões de adeptos.
Agora apetece dizer: JÁ ESTÁ
"Ninguém pára o Benfica", dizem os adeptos e "bora" fesetejar.
Depois, vamos para a dobradinha...
Agora apetece dizer: JÁ ESTÁ
"Ninguém pára o Benfica", dizem os adeptos e "bora" fesetejar.
Depois, vamos para a dobradinha...
O jogo das vossas vidas…
O Benfica está a 90 minutos de quebrar um jejum de 11 anos e dar uma alegria imensa aos milhões de benfiquistas espalhados pelo Mundo. Por isso, não pode falhar.
Os “encarnados” têm um jogo difícil no Bessa, contra um Boavista já tranquilo sem nada a ganhar ou a perder.
Na última vez que a equipa de Trapattoni defrontou uma equipa tranquila com a obrigação de vencer falhou (Penafiel), numa péssima exibição.
Agora, isso não pode acontecer, nem que os “axadrezados” apareçam super-motivados. Dizem as “más-linguas” que o FC Porto, para além de um prémio de vários milhares de contos para incentivar à vitória, também já pagou os meses de salários em atraso aos jogadores do Boavista.
Não sabemos se isso é verdade, mas, mesmo que seja, um Benfica concentrado, motivado e com objectivo tão claro, tem – porque tem - que ganhar ao Boavista.
Depois o Benfica ainda tem a final da Taça de Portugal para jogar. É outra competição para ganhar mas, vamos por partes…
PS1: Giovanni Trapattoni já disse a um jornal italiano que quer voltar a casa. Não sei quais são as causas de tal decisão e, espero, que sejam só saudades. Por mim, para além do merecido agradecimento ao senhor, não fico muito triste com a sua saída.
É verdade que o homem não tinha muitos ovos, mas é verdade que saíram poucas boas omeletes daquela fábrica e, sinceramente, a concretizar-se, não foi o Benfica que ganhou, foram os outros que perderam.
PS2: Quem também parece que vai sair é José Veiga, o gestor do futebol “encarnado”. O antigo empresário formou a equipa nos últimos dois anos e a verdade é que o Benfica parece regressado aos títulos (primeiro a Taça, agora a hipótese de “dobradinha”).
Também é verdade que, apesar de (muito) menos, ainda foram cometidos alguns erros nas contratações e houve dinheiro (que é escasso) mal gasto, mas o que é certo é que a equipa ganhou com ele ao leme e foi feita frente ao “amigo” Pinto da Costa.
Tenho pena que Veiga e Vieira se tenham desentendido, espero que, seja qual for a solução, o Benfica não fique a perder.
Se se confirmar a vitória, uma quota-parte da mesma tem (custe a quem custar) que ser atribuída ao gestor José Veiga, apesar de tudo, bem melhor que o empresário Veiga.
Os “encarnados” têm um jogo difícil no Bessa, contra um Boavista já tranquilo sem nada a ganhar ou a perder.
Na última vez que a equipa de Trapattoni defrontou uma equipa tranquila com a obrigação de vencer falhou (Penafiel), numa péssima exibição.
Agora, isso não pode acontecer, nem que os “axadrezados” apareçam super-motivados. Dizem as “más-linguas” que o FC Porto, para além de um prémio de vários milhares de contos para incentivar à vitória, também já pagou os meses de salários em atraso aos jogadores do Boavista.
Não sabemos se isso é verdade, mas, mesmo que seja, um Benfica concentrado, motivado e com objectivo tão claro, tem – porque tem - que ganhar ao Boavista.
Depois o Benfica ainda tem a final da Taça de Portugal para jogar. É outra competição para ganhar mas, vamos por partes…
PS1: Giovanni Trapattoni já disse a um jornal italiano que quer voltar a casa. Não sei quais são as causas de tal decisão e, espero, que sejam só saudades. Por mim, para além do merecido agradecimento ao senhor, não fico muito triste com a sua saída.
É verdade que o homem não tinha muitos ovos, mas é verdade que saíram poucas boas omeletes daquela fábrica e, sinceramente, a concretizar-se, não foi o Benfica que ganhou, foram os outros que perderam.
PS2: Quem também parece que vai sair é José Veiga, o gestor do futebol “encarnado”. O antigo empresário formou a equipa nos últimos dois anos e a verdade é que o Benfica parece regressado aos títulos (primeiro a Taça, agora a hipótese de “dobradinha”).
Também é verdade que, apesar de (muito) menos, ainda foram cometidos alguns erros nas contratações e houve dinheiro (que é escasso) mal gasto, mas o que é certo é que a equipa ganhou com ele ao leme e foi feita frente ao “amigo” Pinto da Costa.
Tenho pena que Veiga e Vieira se tenham desentendido, espero que, seja qual for a solução, o Benfica não fique a perder.
Se se confirmar a vitória, uma quota-parte da mesma tem (custe a quem custar) que ser atribuída ao gestor José Veiga, apesar de tudo, bem melhor que o empresário Veiga.
domingo, maio 15, 2005
Falta um pontinho assim…
O Benfica está a (1) um singelo ponto de ser campeão nacional depois de 11 anos de jejum.
Parece impossível mas é verdade: os “encarnados” estão quase a “matar o borrego” e a ganhar o campeonato.
O jogo desta noite foi equilibrado, teve poucas ocasiões de golo e a equipa de Trapattoni acabou por ter a sorte que lhe faltou noutras ocasiões.
Agora os jogadores do Benfica não têm desculpa: faltam 90 minutos e os “encarnados” têm mesmo que ganhar.
Há seis milhões de adeptos à espera disto…
Parece impossível mas é verdade: os “encarnados” estão quase a “matar o borrego” e a ganhar o campeonato.
O jogo desta noite foi equilibrado, teve poucas ocasiões de golo e a equipa de Trapattoni acabou por ter a sorte que lhe faltou noutras ocasiões.
Agora os jogadores do Benfica não têm desculpa: faltam 90 minutos e os “encarnados” têm mesmo que ganhar.
Há seis milhões de adeptos à espera disto…
sexta-feira, maio 13, 2005
“Revienga”
O Jorge Perestrelo devia estar este sábado na Luz a assistir ao Benfica – Sporting, decisivo para a SuperLiga.
Não vai estar porque o coração não aguentou esta “revienga” da vida… O “derby” fica mais pobre, o futebol português também e a rádio está de luto.
O Jorge Perestrelo era, para o bem e para o mal, um caso único.
Já tinha passado a minha “fase Perestrelo” e já não tinha muita paciência para as asneiras no meio dos relatos, mas, por outro lado, já tenho saudades daquela loucura que eram os jogos da selecção (ele a cantar o hino nacional aquando de um golo), a cantar o hino do fcp ou a gritar, a plenos pulmões, "eu te amo sporting" quando se sabe agora que era benfiquista do coração.
Jorge Perestrelo era um artista na sua profissão e é sempre uma pena quando se perde um "jogador" desta craveira.
Não vai estar porque o coração não aguentou esta “revienga” da vida… O “derby” fica mais pobre, o futebol português também e a rádio está de luto.
O Jorge Perestrelo era, para o bem e para o mal, um caso único.
Já tinha passado a minha “fase Perestrelo” e já não tinha muita paciência para as asneiras no meio dos relatos, mas, por outro lado, já tenho saudades daquela loucura que eram os jogos da selecção (ele a cantar o hino nacional aquando de um golo), a cantar o hino do fcp ou a gritar, a plenos pulmões, "eu te amo sporting" quando se sabe agora que era benfiquista do coração.
Jorge Perestrelo era um artista na sua profissão e é sempre uma pena quando se perde um "jogador" desta craveira.
Os palpites para o “dia D”
O “Dia Decisivo”, o “Derby”, o jogo de toDas as emoções é amanhã. TuDo Deve ficar Decidido e Benfica e Sporting vão entrar para ganhar.
Os “encarnados” estão na máxima força (!), com todo o plantel à disposição mas, apesar disso, as opções de Trapattoni não são grandes.
Na baliza vai estar Quim, na defesa Miguel, Luisão, Ricardo Rocha e Dos Santos.
No meio-campo o trio do costume: Petit, Manuel Fernandes e Nuno Assis.
Na frente também não há novidades: Geovanni, Nuno Gomes e Simão.
Obviamente que é necessário não esquecer que o “miúdo” Fernandes e Nuno Gomes vêm de lesões, que Miguel e Simão não estão – há muito – a 100%.
O problema é que não há opções e são estes que vão ter que jogar…
No Sporting faltam Enakarihre, Carlos Martins (por lesão) e Liedson (por castigo) mas José Peseiro tem muito por onde escolher.
Na baliza Ricardo, depois Miguel Garcia, Beto, Andersson Polga e Rui Jorge.
No meio-campo o losango habitual. Desta vez aposto em Custódio e João Moutinho, Pedro Barbosa e Tello.
Na frente Douala e Pinilla.
Claro que sempre pode jogar Sá Pinto (ou na frente ou no meio-campo) Rochemback (regressado de lesão) ou Hugo Viana.
Os “encarnados” estão na máxima força (!), com todo o plantel à disposição mas, apesar disso, as opções de Trapattoni não são grandes.
Na baliza vai estar Quim, na defesa Miguel, Luisão, Ricardo Rocha e Dos Santos.
No meio-campo o trio do costume: Petit, Manuel Fernandes e Nuno Assis.
Na frente também não há novidades: Geovanni, Nuno Gomes e Simão.
Obviamente que é necessário não esquecer que o “miúdo” Fernandes e Nuno Gomes vêm de lesões, que Miguel e Simão não estão – há muito – a 100%.
O problema é que não há opções e são estes que vão ter que jogar…
No Sporting faltam Enakarihre, Carlos Martins (por lesão) e Liedson (por castigo) mas José Peseiro tem muito por onde escolher.
Na baliza Ricardo, depois Miguel Garcia, Beto, Andersson Polga e Rui Jorge.
No meio-campo o losango habitual. Desta vez aposto em Custódio e João Moutinho, Pedro Barbosa e Tello.
Na frente Douala e Pinilla.
Claro que sempre pode jogar Sá Pinto (ou na frente ou no meio-campo) Rochemback (regressado de lesão) ou Hugo Viana.
segunda-feira, maio 02, 2005
Grande apito
Este foi mais um fim-de-semana futebolístico fértil em casos e polémicas arbitrais.
Os “senhores do apito” voltaram a ser os principais protagonistas da jornada 31 da SuperLiga.
No Benfica – Belenenses, Mário Mendes não viu uma grande penalidade de Neca sobre Nuno Gomes e depois, talvez com peso na consciência, “forçou a nota” no “penalty” assinalado. É certo que a bola bateu no braço do jogador do Belém, mas…
No FC Porto – Marítimo, o golo que deu os três pontos aos “dragões” foi marcado por McCarthy em, clara, posição de fora de jogo. Há depois um golo anulado a Diego por fora de jogo posicional de dois jogadores “azuis e brancos”. Duvidoso…
Já no Braga – Sporting, ainda com o resultado a zero na segunda parte, Wender sofre falta na área “leonina”… e nada. Nos descontos, Pinilla pode ter sofrido carga quando tentava o quarto golo. As imagens não esclarecem e também já não resolvia nada.
O que é certo é que os três grandes acabaram por ser beneficiados e razão tem o presidente do Braga quando diz que assim é muito difícil algum dos pequenos intrometer-se na luta pelo título.
Faltam três jornadas para terminar o campeonato e está tudo embrulhado na frente. Vamos ver como termina...
Os “senhores do apito” voltaram a ser os principais protagonistas da jornada 31 da SuperLiga.
No Benfica – Belenenses, Mário Mendes não viu uma grande penalidade de Neca sobre Nuno Gomes e depois, talvez com peso na consciência, “forçou a nota” no “penalty” assinalado. É certo que a bola bateu no braço do jogador do Belém, mas…
No FC Porto – Marítimo, o golo que deu os três pontos aos “dragões” foi marcado por McCarthy em, clara, posição de fora de jogo. Há depois um golo anulado a Diego por fora de jogo posicional de dois jogadores “azuis e brancos”. Duvidoso…
Já no Braga – Sporting, ainda com o resultado a zero na segunda parte, Wender sofre falta na área “leonina”… e nada. Nos descontos, Pinilla pode ter sofrido carga quando tentava o quarto golo. As imagens não esclarecem e também já não resolvia nada.
O que é certo é que os três grandes acabaram por ser beneficiados e razão tem o presidente do Braga quando diz que assim é muito difícil algum dos pequenos intrometer-se na luta pelo título.
Faltam três jornadas para terminar o campeonato e está tudo embrulhado na frente. Vamos ver como termina...
segunda-feira, abril 18, 2005
Brevemente…
Esta é uma fase quente da SuperLiga e os temas de discussão são “como as cerejas”.
Se não houver mais problemas “técnicos”, brevemente vamos falar sobre o FC Porto e o caso “Apito Dourado” (não é “gralha” são mesmo estes dois tópicos em conjunto), a disputa entre Quim e Moreira, a polémica dos jogadores emprestados e o esfriamento das relações entre Benfica e Sporting.
Já agora o caso “Sporting de Braga”, os êxitos de Carlos Brito, o contrato de Inácio e o fenómeno Mourinho também podem ser analisados em breve.
Se não houver mais problemas “técnicos”, brevemente vamos falar sobre o FC Porto e o caso “Apito Dourado” (não é “gralha” são mesmo estes dois tópicos em conjunto), a disputa entre Quim e Moreira, a polémica dos jogadores emprestados e o esfriamento das relações entre Benfica e Sporting.
Já agora o caso “Sporting de Braga”, os êxitos de Carlos Brito, o contrato de Inácio e o fenómeno Mourinho também podem ser analisados em breve.
Da pressão… à depressão em dois actos
O futebol é um desporto fantástico, por ser imprevisível. Se houvesse dúvidas os dois últimos jogos do Benfica servem para o provar.
Os “encarnados” perderam cinco pontos nos últimos dois jogos e “destruíram” cinco sextos do avanço de que dispunham para o segundo classificado.
O que é interessante nestes jogos é que os pontos foram perdidos em partidas em que o Benfica dominou e merecia ter ganho.
O que é curioso é que estes jogos (frente a Rio Ave e União de Leiria) equivaleram, seguramente, a duas das melhores exibições da equipa de Trapattoni em toda a temporada.
Quer contra a equipa do fantástico Carlos Brito, que ainda não perdeu em casa, quer contra a equipa de Costinha, o Benfica criou oportunidades mais do que suficientes para, não só ganhar, mas até golear.
Se houve jogos em que critiquei fortemente a equipa de Trapattoni – e a equipa até ganhou – agora não o posso fazer porque o Benfica esteve bem e nem os erros da “velha raposa” nas substituições me fazem atacar o plantel.
O que é certo é que foram perdidos cinco pontos e o Braga, Sporting e FC Porto estão aí ao “bater da porta”.
A pressão dos 11 anos sem vitórias está a fazer-se notar em jogadores sem experiência de títulos. Os nervos de Petit e o abaixamento de Simão fazem o resto. Salva-se o grande Manuel Fernandes e o “renascido” Mantorras.
Para a semana o Benfica joga com a “filial” e os três pontos devem estar garantidos – deve estar no contrato.
Os “encarnados” perderam cinco pontos nos últimos dois jogos e “destruíram” cinco sextos do avanço de que dispunham para o segundo classificado.
O que é interessante nestes jogos é que os pontos foram perdidos em partidas em que o Benfica dominou e merecia ter ganho.
O que é curioso é que estes jogos (frente a Rio Ave e União de Leiria) equivaleram, seguramente, a duas das melhores exibições da equipa de Trapattoni em toda a temporada.
Quer contra a equipa do fantástico Carlos Brito, que ainda não perdeu em casa, quer contra a equipa de Costinha, o Benfica criou oportunidades mais do que suficientes para, não só ganhar, mas até golear.
Se houve jogos em que critiquei fortemente a equipa de Trapattoni – e a equipa até ganhou – agora não o posso fazer porque o Benfica esteve bem e nem os erros da “velha raposa” nas substituições me fazem atacar o plantel.
O que é certo é que foram perdidos cinco pontos e o Braga, Sporting e FC Porto estão aí ao “bater da porta”.
A pressão dos 11 anos sem vitórias está a fazer-se notar em jogadores sem experiência de títulos. Os nervos de Petit e o abaixamento de Simão fazem o resto. Salva-se o grande Manuel Fernandes e o “renascido” Mantorras.
Para a semana o Benfica joga com a “filial” e os três pontos devem estar garantidos – deve estar no contrato.
sábado, abril 16, 2005
desculpas...
Por motivos de ordem “técnica” estivemos impossibilitados de comentar a actualidade desportiva.
Resolvidos esses problemas, em breve voltaremos.
Resolvidos esses problemas, em breve voltaremos.
terça-feira, março 22, 2005
Gosto muito de te ver leãozinho…
O Sporting derrotou esta noite o FC Porto e, para além de ter reentrado na luta pelo título, deu uma alegria aos milhões de benfiquistas que hoje foram “lagartos”.
Num campeonato estranho como este, em que os grandes vão de derrota em derrota, o título parece agora, a oito jornadas do fim, encaminhar-se para o Benfica.
Os “encarnados” têm neste momento seis pontos de vantagem sobre um quarteto: para além dos dois grandes, também Braga e Boavista.
No jogo de Alvalade só podia dar vitória do Sporting, face não só às incidências do mesmo (duas expulsões entre a equipa de Couceiro), mas também face ao futebol praticado.
Os “dragões” pouco ou nada mostraram, mesmo quando estiveram com “11” e só um Sporting de “serviços mínimos” permitiu aos adeptos leoninos só tranquilizarem ao minuto 94.
Depois das expulsões o FC Porto pouco ou nada podia fazer. Já o Sporting perdeu uma oportunidade de ouro de golear o adversário, tendo especialmente em atenção que na primeira volta os “azuis e brancos” venceram por 3-0.
José Peseiro tem um bom lote de jogadores, encontrou uma fórmula que resulta, mas continua a falhar nas substituições. Isso nota-se especialmente quanto a “táctica tipo” não engrena logo desde o início do jogo.
As próximas duas jornadas vão ser importantes: o Benfica recebe o Marítimo e vai a Vila do Conde, o Boavista recebe Sporting e FC Porto.
Os “encarnados” têm agora uma derrota de “margem de erro” mas não se podem distrair: nas últimas duas jornadas recebem os “leões” e depois vão ao Bessa.
Num campeonato estranho como este, em que os grandes vão de derrota em derrota, o título parece agora, a oito jornadas do fim, encaminhar-se para o Benfica.
Os “encarnados” têm neste momento seis pontos de vantagem sobre um quarteto: para além dos dois grandes, também Braga e Boavista.
No jogo de Alvalade só podia dar vitória do Sporting, face não só às incidências do mesmo (duas expulsões entre a equipa de Couceiro), mas também face ao futebol praticado.
Os “dragões” pouco ou nada mostraram, mesmo quando estiveram com “11” e só um Sporting de “serviços mínimos” permitiu aos adeptos leoninos só tranquilizarem ao minuto 94.
Depois das expulsões o FC Porto pouco ou nada podia fazer. Já o Sporting perdeu uma oportunidade de ouro de golear o adversário, tendo especialmente em atenção que na primeira volta os “azuis e brancos” venceram por 3-0.
José Peseiro tem um bom lote de jogadores, encontrou uma fórmula que resulta, mas continua a falhar nas substituições. Isso nota-se especialmente quanto a “táctica tipo” não engrena logo desde o início do jogo.
As próximas duas jornadas vão ser importantes: o Benfica recebe o Marítimo e vai a Vila do Conde, o Boavista recebe Sporting e FC Porto.
Os “encarnados” têm agora uma derrota de “margem de erro” mas não se podem distrair: nas últimas duas jornadas recebem os “leões” e depois vão ao Bessa.
Veiga-empresário, Veiga-gestor
Dizem as “más línguas” que José Veiga e Luís Filipe Vieira já não estão a viver no “melhor dos mundos” e que há fortes divergências entre os dois quanto ao rumo desportivo do Benfica.
Diz-se até que Veiga já não está a preparar a nova época e que, por isso, vai deixar a SAD “encarnada”.
Não sei se isso é verdade, mas sobre este “caso” vale a pena lembrar algumas coisas.
A “associação” Vieira/Veiga começou quando o actual presidente era gestor o futebol profissional e Veiga era (o mais bem sucedido) empresário de jogadores.
O objectivo era reconstruir uma equipa que tinha “batido no fundo” com um sexto lugar na SuperLiga. O caminho não era fácil porque dinheiro é coisa que não abunda.
A estratégia nos últimos três anos foi fazer o esforço de não vender nenhum jogador fundamental para o plantel. A excepção foi Tiago, que agora está no Chelsea.
Esta ideia resultou, melhorou a equipa, e os resultados começaram a aparecer: depois do 6º, subida para 4º, depois 2º e, na última época, 2º e Taça de Portugal.
Falta agora o equilíbrio financeiro que permita não destruir a equipa e, mesmo assim, contratar mais-valias.
Serve este último parágrafo para voltar à “estória” de Veiga.
Apesar de preferir o Veiga-gestor (que “despachou” muitos dos jogadores do Veiga-empresário) devo dizer que continua a haver erros incompreensíveis na construção do plantel que, seguramente, deitaram dinheiro à rua (Paulo Almeida, Everson, Delibasic, Karadas…).
Na próxima época, com Veiga ou sem ele, com Trapattoni outro, espero que as lacunas do plantel sejam colmatadas.
O que é certo é que, se o Benfica quebrar o "enguiço" e ganhar o título, 11 anos depois, muita da culpa é também da dupla Vieira – Veiga, que, curiosamente, deixaram o último jogo do Benfica em Setúbal abraçados.
Diz-se até que Veiga já não está a preparar a nova época e que, por isso, vai deixar a SAD “encarnada”.
Não sei se isso é verdade, mas sobre este “caso” vale a pena lembrar algumas coisas.
A “associação” Vieira/Veiga começou quando o actual presidente era gestor o futebol profissional e Veiga era (o mais bem sucedido) empresário de jogadores.
O objectivo era reconstruir uma equipa que tinha “batido no fundo” com um sexto lugar na SuperLiga. O caminho não era fácil porque dinheiro é coisa que não abunda.
A estratégia nos últimos três anos foi fazer o esforço de não vender nenhum jogador fundamental para o plantel. A excepção foi Tiago, que agora está no Chelsea.
Esta ideia resultou, melhorou a equipa, e os resultados começaram a aparecer: depois do 6º, subida para 4º, depois 2º e, na última época, 2º e Taça de Portugal.
Falta agora o equilíbrio financeiro que permita não destruir a equipa e, mesmo assim, contratar mais-valias.
Serve este último parágrafo para voltar à “estória” de Veiga.
Apesar de preferir o Veiga-gestor (que “despachou” muitos dos jogadores do Veiga-empresário) devo dizer que continua a haver erros incompreensíveis na construção do plantel que, seguramente, deitaram dinheiro à rua (Paulo Almeida, Everson, Delibasic, Karadas…).
Na próxima época, com Veiga ou sem ele, com Trapattoni outro, espero que as lacunas do plantel sejam colmatadas.
O que é certo é que, se o Benfica quebrar o "enguiço" e ganhar o título, 11 anos depois, muita da culpa é também da dupla Vieira – Veiga, que, curiosamente, deixaram o último jogo do Benfica em Setúbal abraçados.
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