Esta é uma fase quente da SuperLiga e os temas de discussão são “como as cerejas”.
Se não houver mais problemas “técnicos”, brevemente vamos falar sobre o FC Porto e o caso “Apito Dourado” (não é “gralha” são mesmo estes dois tópicos em conjunto), a disputa entre Quim e Moreira, a polémica dos jogadores emprestados e o esfriamento das relações entre Benfica e Sporting.
Já agora o caso “Sporting de Braga”, os êxitos de Carlos Brito, o contrato de Inácio e o fenómeno Mourinho também podem ser analisados em breve.
segunda-feira, abril 18, 2005
Da pressão… à depressão em dois actos
O futebol é um desporto fantástico, por ser imprevisível. Se houvesse dúvidas os dois últimos jogos do Benfica servem para o provar.
Os “encarnados” perderam cinco pontos nos últimos dois jogos e “destruíram” cinco sextos do avanço de que dispunham para o segundo classificado.
O que é interessante nestes jogos é que os pontos foram perdidos em partidas em que o Benfica dominou e merecia ter ganho.
O que é curioso é que estes jogos (frente a Rio Ave e União de Leiria) equivaleram, seguramente, a duas das melhores exibições da equipa de Trapattoni em toda a temporada.
Quer contra a equipa do fantástico Carlos Brito, que ainda não perdeu em casa, quer contra a equipa de Costinha, o Benfica criou oportunidades mais do que suficientes para, não só ganhar, mas até golear.
Se houve jogos em que critiquei fortemente a equipa de Trapattoni – e a equipa até ganhou – agora não o posso fazer porque o Benfica esteve bem e nem os erros da “velha raposa” nas substituições me fazem atacar o plantel.
O que é certo é que foram perdidos cinco pontos e o Braga, Sporting e FC Porto estão aí ao “bater da porta”.
A pressão dos 11 anos sem vitórias está a fazer-se notar em jogadores sem experiência de títulos. Os nervos de Petit e o abaixamento de Simão fazem o resto. Salva-se o grande Manuel Fernandes e o “renascido” Mantorras.
Para a semana o Benfica joga com a “filial” e os três pontos devem estar garantidos – deve estar no contrato.
Os “encarnados” perderam cinco pontos nos últimos dois jogos e “destruíram” cinco sextos do avanço de que dispunham para o segundo classificado.
O que é interessante nestes jogos é que os pontos foram perdidos em partidas em que o Benfica dominou e merecia ter ganho.
O que é curioso é que estes jogos (frente a Rio Ave e União de Leiria) equivaleram, seguramente, a duas das melhores exibições da equipa de Trapattoni em toda a temporada.
Quer contra a equipa do fantástico Carlos Brito, que ainda não perdeu em casa, quer contra a equipa de Costinha, o Benfica criou oportunidades mais do que suficientes para, não só ganhar, mas até golear.
Se houve jogos em que critiquei fortemente a equipa de Trapattoni – e a equipa até ganhou – agora não o posso fazer porque o Benfica esteve bem e nem os erros da “velha raposa” nas substituições me fazem atacar o plantel.
O que é certo é que foram perdidos cinco pontos e o Braga, Sporting e FC Porto estão aí ao “bater da porta”.
A pressão dos 11 anos sem vitórias está a fazer-se notar em jogadores sem experiência de títulos. Os nervos de Petit e o abaixamento de Simão fazem o resto. Salva-se o grande Manuel Fernandes e o “renascido” Mantorras.
Para a semana o Benfica joga com a “filial” e os três pontos devem estar garantidos – deve estar no contrato.
sábado, abril 16, 2005
desculpas...
Por motivos de ordem “técnica” estivemos impossibilitados de comentar a actualidade desportiva.
Resolvidos esses problemas, em breve voltaremos.
Resolvidos esses problemas, em breve voltaremos.
terça-feira, março 22, 2005
Gosto muito de te ver leãozinho…
O Sporting derrotou esta noite o FC Porto e, para além de ter reentrado na luta pelo título, deu uma alegria aos milhões de benfiquistas que hoje foram “lagartos”.
Num campeonato estranho como este, em que os grandes vão de derrota em derrota, o título parece agora, a oito jornadas do fim, encaminhar-se para o Benfica.
Os “encarnados” têm neste momento seis pontos de vantagem sobre um quarteto: para além dos dois grandes, também Braga e Boavista.
No jogo de Alvalade só podia dar vitória do Sporting, face não só às incidências do mesmo (duas expulsões entre a equipa de Couceiro), mas também face ao futebol praticado.
Os “dragões” pouco ou nada mostraram, mesmo quando estiveram com “11” e só um Sporting de “serviços mínimos” permitiu aos adeptos leoninos só tranquilizarem ao minuto 94.
Depois das expulsões o FC Porto pouco ou nada podia fazer. Já o Sporting perdeu uma oportunidade de ouro de golear o adversário, tendo especialmente em atenção que na primeira volta os “azuis e brancos” venceram por 3-0.
José Peseiro tem um bom lote de jogadores, encontrou uma fórmula que resulta, mas continua a falhar nas substituições. Isso nota-se especialmente quanto a “táctica tipo” não engrena logo desde o início do jogo.
As próximas duas jornadas vão ser importantes: o Benfica recebe o Marítimo e vai a Vila do Conde, o Boavista recebe Sporting e FC Porto.
Os “encarnados” têm agora uma derrota de “margem de erro” mas não se podem distrair: nas últimas duas jornadas recebem os “leões” e depois vão ao Bessa.
Num campeonato estranho como este, em que os grandes vão de derrota em derrota, o título parece agora, a oito jornadas do fim, encaminhar-se para o Benfica.
Os “encarnados” têm neste momento seis pontos de vantagem sobre um quarteto: para além dos dois grandes, também Braga e Boavista.
No jogo de Alvalade só podia dar vitória do Sporting, face não só às incidências do mesmo (duas expulsões entre a equipa de Couceiro), mas também face ao futebol praticado.
Os “dragões” pouco ou nada mostraram, mesmo quando estiveram com “11” e só um Sporting de “serviços mínimos” permitiu aos adeptos leoninos só tranquilizarem ao minuto 94.
Depois das expulsões o FC Porto pouco ou nada podia fazer. Já o Sporting perdeu uma oportunidade de ouro de golear o adversário, tendo especialmente em atenção que na primeira volta os “azuis e brancos” venceram por 3-0.
José Peseiro tem um bom lote de jogadores, encontrou uma fórmula que resulta, mas continua a falhar nas substituições. Isso nota-se especialmente quanto a “táctica tipo” não engrena logo desde o início do jogo.
As próximas duas jornadas vão ser importantes: o Benfica recebe o Marítimo e vai a Vila do Conde, o Boavista recebe Sporting e FC Porto.
Os “encarnados” têm agora uma derrota de “margem de erro” mas não se podem distrair: nas últimas duas jornadas recebem os “leões” e depois vão ao Bessa.
Veiga-empresário, Veiga-gestor
Dizem as “más línguas” que José Veiga e Luís Filipe Vieira já não estão a viver no “melhor dos mundos” e que há fortes divergências entre os dois quanto ao rumo desportivo do Benfica.
Diz-se até que Veiga já não está a preparar a nova época e que, por isso, vai deixar a SAD “encarnada”.
Não sei se isso é verdade, mas sobre este “caso” vale a pena lembrar algumas coisas.
A “associação” Vieira/Veiga começou quando o actual presidente era gestor o futebol profissional e Veiga era (o mais bem sucedido) empresário de jogadores.
O objectivo era reconstruir uma equipa que tinha “batido no fundo” com um sexto lugar na SuperLiga. O caminho não era fácil porque dinheiro é coisa que não abunda.
A estratégia nos últimos três anos foi fazer o esforço de não vender nenhum jogador fundamental para o plantel. A excepção foi Tiago, que agora está no Chelsea.
Esta ideia resultou, melhorou a equipa, e os resultados começaram a aparecer: depois do 6º, subida para 4º, depois 2º e, na última época, 2º e Taça de Portugal.
Falta agora o equilíbrio financeiro que permita não destruir a equipa e, mesmo assim, contratar mais-valias.
Serve este último parágrafo para voltar à “estória” de Veiga.
Apesar de preferir o Veiga-gestor (que “despachou” muitos dos jogadores do Veiga-empresário) devo dizer que continua a haver erros incompreensíveis na construção do plantel que, seguramente, deitaram dinheiro à rua (Paulo Almeida, Everson, Delibasic, Karadas…).
Na próxima época, com Veiga ou sem ele, com Trapattoni outro, espero que as lacunas do plantel sejam colmatadas.
O que é certo é que, se o Benfica quebrar o "enguiço" e ganhar o título, 11 anos depois, muita da culpa é também da dupla Vieira – Veiga, que, curiosamente, deixaram o último jogo do Benfica em Setúbal abraçados.
Diz-se até que Veiga já não está a preparar a nova época e que, por isso, vai deixar a SAD “encarnada”.
Não sei se isso é verdade, mas sobre este “caso” vale a pena lembrar algumas coisas.
A “associação” Vieira/Veiga começou quando o actual presidente era gestor o futebol profissional e Veiga era (o mais bem sucedido) empresário de jogadores.
O objectivo era reconstruir uma equipa que tinha “batido no fundo” com um sexto lugar na SuperLiga. O caminho não era fácil porque dinheiro é coisa que não abunda.
A estratégia nos últimos três anos foi fazer o esforço de não vender nenhum jogador fundamental para o plantel. A excepção foi Tiago, que agora está no Chelsea.
Esta ideia resultou, melhorou a equipa, e os resultados começaram a aparecer: depois do 6º, subida para 4º, depois 2º e, na última época, 2º e Taça de Portugal.
Falta agora o equilíbrio financeiro que permita não destruir a equipa e, mesmo assim, contratar mais-valias.
Serve este último parágrafo para voltar à “estória” de Veiga.
Apesar de preferir o Veiga-gestor (que “despachou” muitos dos jogadores do Veiga-empresário) devo dizer que continua a haver erros incompreensíveis na construção do plantel que, seguramente, deitaram dinheiro à rua (Paulo Almeida, Everson, Delibasic, Karadas…).
Na próxima época, com Veiga ou sem ele, com Trapattoni outro, espero que as lacunas do plantel sejam colmatadas.
O que é certo é que, se o Benfica quebrar o "enguiço" e ganhar o título, 11 anos depois, muita da culpa é também da dupla Vieira – Veiga, que, curiosamente, deixaram o último jogo do Benfica em Setúbal abraçados.
quinta-feira, março 17, 2005
Pressão
A nove jornadas do fim da SuperLiga, o Benfica está com três pontos de vantagem sobre o segundo classificado.
Agora é que se vai ver se esta equipa, que está há 11 anos sem ganhar o título, tem ou não “unhas” para esta “guitarra”.
À primeira vista, tendo em atenção o que já se passou nesta época completamente atípica, parece que não.
Em (quase) todos os jogos com equipas “grandes” os “encarnados” perderam: contra o FC Porto (para a Super-Taça e na Luz para o campeonato), contra o Anderlecht (na pré-eliminatória da Liga dos Campeões), contra o Sporting (para a SuperLiga) e contra Estugarda e CSKA (Taça UEFA).
A destoar deste cenário absolutamente negro só o empate no Dragão (o último triunfo vem do último título nacional) e, já agora, a vitória frente ao Nacional, na Madeira, onde os “outros” perderam pontos.
Quando faltam 27 pontos para disputar e a equipa de Trapattoni tem, na teoria, o calendário mais acessível, é chegada a altura de perceber se o Benfica aguenta a “pressão” de seis milhões de adeptos, ansiosos por “matar este borrego”.
Talvez nunca como nesta fase da época seja tão importante ter um técnico como a “velha raposa” a orientar uma equipa tão “curta” e tão “inexperiente” como é este Benfica.
Vem aí mais uma jornada da SuperLiga – uma daquelas que pode já começar a ser decisiva. Com três pontos de vantagem, uma viagem difícil a Setúbal, e um Sporting – FC Porto para assistir, é altura de perceber se o Benfica tem “estofo de campeão”.
A equipa tem tido “estrelinha” (o jogo frente ao Nacional é disso exemplo), falta saber se isso é suficiente para suplantar os adversários, as fracas exibições e a tremenda pressão que é estar na frente.
Agora é que se vai ver se esta equipa, que está há 11 anos sem ganhar o título, tem ou não “unhas” para esta “guitarra”.
À primeira vista, tendo em atenção o que já se passou nesta época completamente atípica, parece que não.
Em (quase) todos os jogos com equipas “grandes” os “encarnados” perderam: contra o FC Porto (para a Super-Taça e na Luz para o campeonato), contra o Anderlecht (na pré-eliminatória da Liga dos Campeões), contra o Sporting (para a SuperLiga) e contra Estugarda e CSKA (Taça UEFA).
A destoar deste cenário absolutamente negro só o empate no Dragão (o último triunfo vem do último título nacional) e, já agora, a vitória frente ao Nacional, na Madeira, onde os “outros” perderam pontos.
Quando faltam 27 pontos para disputar e a equipa de Trapattoni tem, na teoria, o calendário mais acessível, é chegada a altura de perceber se o Benfica aguenta a “pressão” de seis milhões de adeptos, ansiosos por “matar este borrego”.
Talvez nunca como nesta fase da época seja tão importante ter um técnico como a “velha raposa” a orientar uma equipa tão “curta” e tão “inexperiente” como é este Benfica.
Vem aí mais uma jornada da SuperLiga – uma daquelas que pode já começar a ser decisiva. Com três pontos de vantagem, uma viagem difícil a Setúbal, e um Sporting – FC Porto para assistir, é altura de perceber se o Benfica tem “estofo de campeão”.
A equipa tem tido “estrelinha” (o jogo frente ao Nacional é disso exemplo), falta saber se isso é suficiente para suplantar os adversários, as fracas exibições e a tremenda pressão que é estar na frente.
quarta-feira, março 16, 2005
A “benfiquisação” do FC Porto
Parece impossível mas o FC Porto desta época parece o Benfica de há 11 anos.
Os “encarnados” tinham acabado de ser campeões nacionais com o técnico Toni. A direcção decidiu entregar o comando técnico a Artur Jorge e a revolução começou…
Do plantel vencedor sobraram poucos atletas e chegou o primeiro autocarro de jogadores, alguns de muito duvidosa qualidade.
Desde essa época de Artur Jorge até à chegada de Luís Filipe Vieira à “cadeira do poder”, o Benfica andou de “revolução” em “revolução”, de “treinador” em “treinador”, 15, 20 novos jogadores todos as épocas e resultados… zero.
A estabilidade voltou com a direcção actual e os resultados, lentamente, começam a ser visíveis: do sexto lugar da primeira época, a equipa subiu para quarto, depois foi segundo e, no ano passado, voltou a ficar em segundo na SuperLiga mas já venceu a Taça de Portugal – numa época muito difícil marcada pela morte de Miki Fehér e Bruno Baião.
Nas últimas épocas, do núcleo duro, o Benfica só perdeu Tiago, para o Chelsea. Vamos ver até quando vai ser possível manter esta política.
No FC Porto a estabilidade era um “bem sagrado”, imagem de marca de Pinto da Costa.
Depois do “fenómeno Mourinho”, em que os “dragões” venceram quase tudo, a equipa “azul e branca” ficou com um dilema: “o homem vai-se embora, e agora? Quem contratamos? O que fazemos a este plantel de campeões?
A escolha do experiente presidente do FC Porto foi radical: “vamos cortar a direito”. Vendemos quem somos “obrigados” a vender (Barcelona e Chelsea fizeram propostas irrecusáveis) mas vencemos também outros jogadores importantes na equipa Mourinho: Derlei, Carlos Alberto, Pedro Mendes, Alenitchev, mais os empréstimos de César Peixoto e Hugo Almeida.
Este segundo grupo de “vendas” não parece ser explicável de forma racional e os resultados estão à vista.
Para colmatar esta “sangria” foram contratados (muitos) jogadores brasileiros, alguns que ainda não justificaram qualidade para jogar no campeão europeu.
Se em relação a alguns não há dúvidas quanto à qualidade (Diego e Fabiano são mesmo grandes jogadores), já em relação a outros… muitas dúvidas se colocam (Leandro, Leo Lima, Pepe, Ibson, Leandro do Bonfim, Cláudio Pitbull, mais Quaresma e Hélder Postiga) e não se sabe se vão ter tempo para “mostrar serviço”.
A questão está em saber o que quer fazer Pinto da Costa: “apagar” esta época, fazer nova “revolução” no plantel, trazer mais um camião de jogadores (esperando desta vez não falhar) ou dar tempo a esta “escola de samba” e ao terceiro (!) treinador da época.
Os “encarnados” tinham acabado de ser campeões nacionais com o técnico Toni. A direcção decidiu entregar o comando técnico a Artur Jorge e a revolução começou…
Do plantel vencedor sobraram poucos atletas e chegou o primeiro autocarro de jogadores, alguns de muito duvidosa qualidade.
Desde essa época de Artur Jorge até à chegada de Luís Filipe Vieira à “cadeira do poder”, o Benfica andou de “revolução” em “revolução”, de “treinador” em “treinador”, 15, 20 novos jogadores todos as épocas e resultados… zero.
A estabilidade voltou com a direcção actual e os resultados, lentamente, começam a ser visíveis: do sexto lugar da primeira época, a equipa subiu para quarto, depois foi segundo e, no ano passado, voltou a ficar em segundo na SuperLiga mas já venceu a Taça de Portugal – numa época muito difícil marcada pela morte de Miki Fehér e Bruno Baião.
Nas últimas épocas, do núcleo duro, o Benfica só perdeu Tiago, para o Chelsea. Vamos ver até quando vai ser possível manter esta política.
No FC Porto a estabilidade era um “bem sagrado”, imagem de marca de Pinto da Costa.
Depois do “fenómeno Mourinho”, em que os “dragões” venceram quase tudo, a equipa “azul e branca” ficou com um dilema: “o homem vai-se embora, e agora? Quem contratamos? O que fazemos a este plantel de campeões?
A escolha do experiente presidente do FC Porto foi radical: “vamos cortar a direito”. Vendemos quem somos “obrigados” a vender (Barcelona e Chelsea fizeram propostas irrecusáveis) mas vencemos também outros jogadores importantes na equipa Mourinho: Derlei, Carlos Alberto, Pedro Mendes, Alenitchev, mais os empréstimos de César Peixoto e Hugo Almeida.
Este segundo grupo de “vendas” não parece ser explicável de forma racional e os resultados estão à vista.
Para colmatar esta “sangria” foram contratados (muitos) jogadores brasileiros, alguns que ainda não justificaram qualidade para jogar no campeão europeu.
Se em relação a alguns não há dúvidas quanto à qualidade (Diego e Fabiano são mesmo grandes jogadores), já em relação a outros… muitas dúvidas se colocam (Leandro, Leo Lima, Pepe, Ibson, Leandro do Bonfim, Cláudio Pitbull, mais Quaresma e Hélder Postiga) e não se sabe se vão ter tempo para “mostrar serviço”.
A questão está em saber o que quer fazer Pinto da Costa: “apagar” esta época, fazer nova “revolução” no plantel, trazer mais um camião de jogadores (esperando desta vez não falhar) ou dar tempo a esta “escola de samba” e ao terceiro (!) treinador da época.
segunda-feira, março 14, 2005
Fazer omeletes sem ovos
Aproveitando as derrotas caseiras dos outros grandes, o Benfica tem, a nove jornadas do fim, três pontos de vantagem sobre o FC Porto e seis sobre o Sporting.
Esta é, para quem tem visto este campeonato e analisa os plantéis das equipas, uma situação quase inacreditável.
Os “encarnados” têm, dos três, o plantel mais curto, especialmente da defesa para a frente.
Petit e Manuel Fernandes (este miúdo vale o peso em ouro) estão “sozinhos” na tarefa de defender o miolo do meio-campo, Nuno Assis é o “10” e não há mais nenhum, Simão é o único extremo-esquerdo (já ele adaptado).
No ataque, Nuno Gomes não está nas suas temporadas (muito por culpa das lesões e da falta de um parceiro na frente), Mantorras (ainda?) não dá para 90 minutos.
Valha a defesa que vai terminar a época bem composta com Miguel e João Pereira na direita (também joga na frente dando descanso a Geovanni), Luisão, Ricardo Rocha, Alcides e André Luiz no meio e Dos Santos na esquerda.
Depois há os erros crassos: Paulo Almeida, que nada fez para merecer a contratação, Everson, que ainda não jogou devido a lesão e só se senta no banco, Delibasic, que não foi visto.
Fyssas, Karadas, Carlitos (esperança a que falta continuidade) e Bruno Aguiar só num Benfica com poucos recursos se justifica a manutenção na equipa.
Confesso que não sou fã de Giovanni Trapattoni - antes pelo contrário - e já o expressei várias vezes. Não gosto do futebol que o Benfica está a praticar, mas o que é certo é que, sem jogar bem e sofrendo em todas as partidas, a equipa da Luz arrisca-se a ser campeão, muito por culpa das “baldas” dos adversários.
O que é certo é que a política do Benfica tem sido não vender os seus diamantes.
Isso tem melhorado a equipa nas últimas épocas (visível na melhoria classificativa desde o catastrófico sexto lugar), mas tem dificultado a contratação de mais valias. É este equilibrio que falta encontrar (comprar bem e vender melhor sem destruir o plantel).
Entretanto, a “velha raposa”, contra tudo e contra todos, incluindo sócios e adeptos, vai tentando levar a “carta a Garcia” mesmo sem ter ovos suficientes para fazer boas omeletes.
Faltam 9 jogos, 27 pontos. A equipa da Luz tem, na teoria, o melhor calendário dos três e, parece, ser o grupo mais estável.
Esta é, para quem tem visto este campeonato e analisa os plantéis das equipas, uma situação quase inacreditável.
Os “encarnados” têm, dos três, o plantel mais curto, especialmente da defesa para a frente.
Petit e Manuel Fernandes (este miúdo vale o peso em ouro) estão “sozinhos” na tarefa de defender o miolo do meio-campo, Nuno Assis é o “10” e não há mais nenhum, Simão é o único extremo-esquerdo (já ele adaptado).
No ataque, Nuno Gomes não está nas suas temporadas (muito por culpa das lesões e da falta de um parceiro na frente), Mantorras (ainda?) não dá para 90 minutos.
Valha a defesa que vai terminar a época bem composta com Miguel e João Pereira na direita (também joga na frente dando descanso a Geovanni), Luisão, Ricardo Rocha, Alcides e André Luiz no meio e Dos Santos na esquerda.
Depois há os erros crassos: Paulo Almeida, que nada fez para merecer a contratação, Everson, que ainda não jogou devido a lesão e só se senta no banco, Delibasic, que não foi visto.
Fyssas, Karadas, Carlitos (esperança a que falta continuidade) e Bruno Aguiar só num Benfica com poucos recursos se justifica a manutenção na equipa.
Confesso que não sou fã de Giovanni Trapattoni - antes pelo contrário - e já o expressei várias vezes. Não gosto do futebol que o Benfica está a praticar, mas o que é certo é que, sem jogar bem e sofrendo em todas as partidas, a equipa da Luz arrisca-se a ser campeão, muito por culpa das “baldas” dos adversários.
O que é certo é que a política do Benfica tem sido não vender os seus diamantes.
Isso tem melhorado a equipa nas últimas épocas (visível na melhoria classificativa desde o catastrófico sexto lugar), mas tem dificultado a contratação de mais valias. É este equilibrio que falta encontrar (comprar bem e vender melhor sem destruir o plantel).
Entretanto, a “velha raposa”, contra tudo e contra todos, incluindo sócios e adeptos, vai tentando levar a “carta a Garcia” mesmo sem ter ovos suficientes para fazer boas omeletes.
Faltam 9 jogos, 27 pontos. A equipa da Luz tem, na teoria, o melhor calendário dos três e, parece, ser o grupo mais estável.
terça-feira, março 01, 2005
Clássico numa SuperLiga nada clássica
FC Porto e Benfica empataram no clássico do “Dragão”. Em dia de aniversário, os “encarnados” não queriam desiludir os adeptos e lá conseguiram arrancar um ponto, o que já não acontecia há 10 anos.
O jogo foi equilibrado e o domínio repartido: as “águias” entraram melhor, os dragões reagiram e perderam uma oportunidade clara. Na segunda parte, entraram melhor os de Couceiro mas, mesmo antes do golo de McCarthy, Nuno Assis e Geovanni perderam duas grandes “chances”. Após o empate do Benfica voltou o equilíbrio com McCarthy, primeiro, e Nuno Gomes, depois, a “perdoarem”.
Face a isto, nada ficou resolvido – como aconteceria com qualquer resultado – e tudo ficou ainda mais baralhado na frente.
O Sporting “despachou” o Estoril como lhe competia (com mais dois do “levezinho” e o “regresso” do Niculae) e, agora, os três grandes seguem empatados em primeiro lugar com 42 pontos.
A “complicar” as contas Boavista e Braga estão logo a seguir com 40 pontos.
“Isto” é coisa nunca vista na (chamada) SuperLiga portuguesa e já vamos na jornada 23.
O campeonato está como nunca e está difícil perceber o que vai acontecer.
O Sporting apresenta o melhor futebol, mas é uma equipa com “paragens”, “intermitente”, que, com uma defesa instável, pode prejudicar o futebol ofensivo.
Há, no entanto, entre a equipa de Alvalade uma “espinha dorsal” intocável: Ricardo (no melhor momento de forma desde que está de “leão” ao peito), Enakarihre (este nigeriano é um verdadeiro achado), Custódio (pêndulo da equipa. A equipa desce de produção na sua ausência e o plantel não tem substituto directo), Carlos Martins (o “maestro”, apesar de ter perdido gás após a lesão) e, claro, Liedson (o “levezinho” resolve).
Depois ainda há: Rogério, Polga, Rochemback, Hugo Viana, os “renascidos” Sá Pinto e Niculae (belo regresso contra o Estoril), os capitães Beto e Pedro Barbosa, Douala (grande início de época) e o miúdo Moutinho.
No Benfica, os adeptos rezam para que não haja lesões graves e castigos prolongados.
A equipa não tem grandes opções mas se Trapattoni tiver todo o plantel à disposição pode conseguir lutar pelo título.
Luisão, Miguel, Petit, Manuel Fernandes e Simão são “obrigatórios” em qualquer Benfica nesta época e, por isso, são massacrados com muitos minutos.
Por exemplo, o “capitão” nem sequer tem um suplente para a sua posição no plantel. O que acontece se o “20” “encarnado” não puder jogar durante quatro ou cinco jogos? Adaptações e a obrigatória perda de qualidade.
Numa segunda linha: Ricardo Rocha, Nuno Gomes, Geovanni e Nuno Assis (que, normalmente, completam os titulares).
Depois: Karadas, Alcides, João Pereira e Dos Santos (que ainda dão garantias).
A partir daqui ou não sabemos (tipo Everson e André Luiz que nunca jogaram) ou não queremos saber (tipo Paulo Almeida).
Há, obviamente, o “caso” da baliza: Moreira e Quim são dois grandes guarda-redes e a baliza fica bem entregue. Eu apostaria no mais jovem (por todas as razões… e mais uma – saiu injustamente da equipa após Belém).
O FC Porto vive uma época completamente atípica (três técnicos e carradas de jogadores utilizados).
Agora, com José Couceiro tem “obrigação” de melhorar, até porque tem um lote de jogadores impressionante, apesar de também desequilibrado (faltam extremos).
Vítor Baia, Jorge Costa, Nuno Valente, Costinha, Maniche e McCarthy fazem parte do “núcleo duro”.
Seitaridis, Ricardo Costa (grande época está a fazer), Diego já são confirmações.
Depois há os intermitentes (por exemplo Quaresma e Bosingwa) e os novos que ainda conhecemos mal e que mal conhecem o clube (Ibson, Bonfim, Leo Lima, Cláudio Pittbull…). A juntar a estes há ainda o Fenómeno Fabiano (grande jogador que parece zangado com o futebol e as boas exibições).
O jogo foi equilibrado e o domínio repartido: as “águias” entraram melhor, os dragões reagiram e perderam uma oportunidade clara. Na segunda parte, entraram melhor os de Couceiro mas, mesmo antes do golo de McCarthy, Nuno Assis e Geovanni perderam duas grandes “chances”. Após o empate do Benfica voltou o equilíbrio com McCarthy, primeiro, e Nuno Gomes, depois, a “perdoarem”.
Face a isto, nada ficou resolvido – como aconteceria com qualquer resultado – e tudo ficou ainda mais baralhado na frente.
O Sporting “despachou” o Estoril como lhe competia (com mais dois do “levezinho” e o “regresso” do Niculae) e, agora, os três grandes seguem empatados em primeiro lugar com 42 pontos.
A “complicar” as contas Boavista e Braga estão logo a seguir com 40 pontos.
“Isto” é coisa nunca vista na (chamada) SuperLiga portuguesa e já vamos na jornada 23.
O campeonato está como nunca e está difícil perceber o que vai acontecer.
O Sporting apresenta o melhor futebol, mas é uma equipa com “paragens”, “intermitente”, que, com uma defesa instável, pode prejudicar o futebol ofensivo.
Há, no entanto, entre a equipa de Alvalade uma “espinha dorsal” intocável: Ricardo (no melhor momento de forma desde que está de “leão” ao peito), Enakarihre (este nigeriano é um verdadeiro achado), Custódio (pêndulo da equipa. A equipa desce de produção na sua ausência e o plantel não tem substituto directo), Carlos Martins (o “maestro”, apesar de ter perdido gás após a lesão) e, claro, Liedson (o “levezinho” resolve).
Depois ainda há: Rogério, Polga, Rochemback, Hugo Viana, os “renascidos” Sá Pinto e Niculae (belo regresso contra o Estoril), os capitães Beto e Pedro Barbosa, Douala (grande início de época) e o miúdo Moutinho.
No Benfica, os adeptos rezam para que não haja lesões graves e castigos prolongados.
A equipa não tem grandes opções mas se Trapattoni tiver todo o plantel à disposição pode conseguir lutar pelo título.
Luisão, Miguel, Petit, Manuel Fernandes e Simão são “obrigatórios” em qualquer Benfica nesta época e, por isso, são massacrados com muitos minutos.
Por exemplo, o “capitão” nem sequer tem um suplente para a sua posição no plantel. O que acontece se o “20” “encarnado” não puder jogar durante quatro ou cinco jogos? Adaptações e a obrigatória perda de qualidade.
Numa segunda linha: Ricardo Rocha, Nuno Gomes, Geovanni e Nuno Assis (que, normalmente, completam os titulares).
Depois: Karadas, Alcides, João Pereira e Dos Santos (que ainda dão garantias).
A partir daqui ou não sabemos (tipo Everson e André Luiz que nunca jogaram) ou não queremos saber (tipo Paulo Almeida).
Há, obviamente, o “caso” da baliza: Moreira e Quim são dois grandes guarda-redes e a baliza fica bem entregue. Eu apostaria no mais jovem (por todas as razões… e mais uma – saiu injustamente da equipa após Belém).
O FC Porto vive uma época completamente atípica (três técnicos e carradas de jogadores utilizados).
Agora, com José Couceiro tem “obrigação” de melhorar, até porque tem um lote de jogadores impressionante, apesar de também desequilibrado (faltam extremos).
Vítor Baia, Jorge Costa, Nuno Valente, Costinha, Maniche e McCarthy fazem parte do “núcleo duro”.
Seitaridis, Ricardo Costa (grande época está a fazer), Diego já são confirmações.
Depois há os intermitentes (por exemplo Quaresma e Bosingwa) e os novos que ainda conhecemos mal e que mal conhecem o clube (Ibson, Bonfim, Leo Lima, Cláudio Pittbull…). A juntar a estes há ainda o Fenómeno Fabiano (grande jogador que parece zangado com o futebol e as boas exibições).
sábado, fevereiro 26, 2005
O Clássico
Vem aí o FC Porto – Benfica, o jogo grande da jornada 23 da SuperLiga. As duas equipas estão empatadas na frente e esta pode ser uma partida importante, mas ainda não decisiva.
Os “dragões” são favoritos (porque jogam em casa, porque têm mais opções no plantel, porque o técnico acabou de chegar e não tem “anti corpos”, porque têm tradição de vitoria nos grandes jogos), mas o Benfica deve querer – em dia de aniversário – oferecer uma prenda aos adeptos e dar um pontapé nas más exibições.
Num campeonato estranho como este, em que toda a gente perde (muitos) pontos e há vários candidatos aos lugares da frente, todos as vitórias acabam por ser fundamentais. Essa importância aumenta quando, como neste caso, o jogo vale não três mas seis pontos.
Os “azuis e brancos” estão na máxima força (só falta Bosingwa e até o capitão Jorge Costa está recuperado) e, por isso, José Couceiro pode usar todos os trunfos.
Na baliza, claro, Vítor Baia.
Na defesa, com o “Bicho” com falta de ritmo, a dupla de centrais deve ser Pedro Emanuel e o jovem Ricardo Costa, que vai ganhando estatuto no “Dragão”. Nas alas, sem dúvidas, Seitaridis (à direita) e Nuno Valente (na esquerda).
No meio campo, três devem ter entrada garantida: o “ministro” Costinha, o “todo o terreno” Maniche e o “artista” Diego (também em dia de aniversário).
Na frente, dois jogam: McCarthy e Quaresma.
Fica a faltar um jogador para completar o “11”: ou mais um médio defensivo (Raúl Meireles ou Paulo Machado), um médio centro (Ibson ou Leo Lima), um extremo (Pittbull) ou um ponta de lança (Luís Fabiano ou Hélder Postiga).
Viva a fartura…
Já no Benfica também não há muitas dúvidas, ma aqui porque não há tantas opções.
Na baliza vai jogar Quim, apesar da saída de Moreira continuar mal explicada.
Na defesa, Miguel deve voltar à direita mas, se não estiver a 100% joga João Pereira. A dupla de centrais vai ser constituída por Luisão e Alcides (André Luiz está lesionado e Ricardo Rocha já treina mas…). Na esquerda deve regressar Dos Santos, ficando Fyssas no banco.
No meio campo, sem espinhas, Petit (mesmo com fadiga muscular), Manuel Fernandes e Nuno Assis.
Na frente, mais um trio que não deixa dúvidas: Geovanni, Nuno Gomes e o capitão Simão (apesar do “sumaríssimo”).
Resumindo, este é sempre jogo de “tripla” mas o favoritismo é claramente do FC Porto que, em caso de vitória, alcança o 15ª jogo consecutivo sem perder diante do Benfica nos jogos em casa.
Do árbitro só se espera uma boa arbitragem, sem caso e que os adeptos nem se lembram do nome do senhor.
PS: Esperando pelo resultado estará o Sporting que nessa mesma noite defronta o Estoril.
Os “dragões” são favoritos (porque jogam em casa, porque têm mais opções no plantel, porque o técnico acabou de chegar e não tem “anti corpos”, porque têm tradição de vitoria nos grandes jogos), mas o Benfica deve querer – em dia de aniversário – oferecer uma prenda aos adeptos e dar um pontapé nas más exibições.
Num campeonato estranho como este, em que toda a gente perde (muitos) pontos e há vários candidatos aos lugares da frente, todos as vitórias acabam por ser fundamentais. Essa importância aumenta quando, como neste caso, o jogo vale não três mas seis pontos.
Os “azuis e brancos” estão na máxima força (só falta Bosingwa e até o capitão Jorge Costa está recuperado) e, por isso, José Couceiro pode usar todos os trunfos.
Na baliza, claro, Vítor Baia.
Na defesa, com o “Bicho” com falta de ritmo, a dupla de centrais deve ser Pedro Emanuel e o jovem Ricardo Costa, que vai ganhando estatuto no “Dragão”. Nas alas, sem dúvidas, Seitaridis (à direita) e Nuno Valente (na esquerda).
No meio campo, três devem ter entrada garantida: o “ministro” Costinha, o “todo o terreno” Maniche e o “artista” Diego (também em dia de aniversário).
Na frente, dois jogam: McCarthy e Quaresma.
Fica a faltar um jogador para completar o “11”: ou mais um médio defensivo (Raúl Meireles ou Paulo Machado), um médio centro (Ibson ou Leo Lima), um extremo (Pittbull) ou um ponta de lança (Luís Fabiano ou Hélder Postiga).
Viva a fartura…
Já no Benfica também não há muitas dúvidas, ma aqui porque não há tantas opções.
Na baliza vai jogar Quim, apesar da saída de Moreira continuar mal explicada.
Na defesa, Miguel deve voltar à direita mas, se não estiver a 100% joga João Pereira. A dupla de centrais vai ser constituída por Luisão e Alcides (André Luiz está lesionado e Ricardo Rocha já treina mas…). Na esquerda deve regressar Dos Santos, ficando Fyssas no banco.
No meio campo, sem espinhas, Petit (mesmo com fadiga muscular), Manuel Fernandes e Nuno Assis.
Na frente, mais um trio que não deixa dúvidas: Geovanni, Nuno Gomes e o capitão Simão (apesar do “sumaríssimo”).
Resumindo, este é sempre jogo de “tripla” mas o favoritismo é claramente do FC Porto que, em caso de vitória, alcança o 15ª jogo consecutivo sem perder diante do Benfica nos jogos em casa.
Do árbitro só se espera uma boa arbitragem, sem caso e que os adeptos nem se lembram do nome do senhor.
PS: Esperando pelo resultado estará o Sporting que nessa mesma noite defronta o Estoril.
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
As minhas escolhas
Estamos já na segunda volta, a SuperLiga está “estranha”, como nunca visto, com várias equipas a lutar pela vitória à distância de uma vitória.
Falaremos sobre isto mais tarde. Para já – e numa altura em que já fechou o mercado de Inverno, vou deixar aqui as minhas escolhas para reforçar os planteis dos três grandes.
Para a baliza 3 nomes, dois veteranos e uma jovem esperança: Helton, da União de Leiria, Marcos, do Marítimo, e (atenção a este miúdo – internacional sub-18) Paulo Ribeiro, do Vitória de Setúbal.
Na lateral direita – ao contrário do que é habitual – há qualidade em quantidade. Lanço para a “mesa” quatro nomes que não deixariam ficar mal nenhuma equipa: destaque primeiro para dois jogadores que, ainda na época passada, estavam na Liga de Honra: Nelson, do Boavista, e Rui Duarte, do Estoril. Depois Amaral, brasileiro do Belenenses, e Abel, do Sporting de Braga.
Do lado contrário não há tanta gente, mas os dois nomes indicados dão garantias: Miguelito, do Rio Ave, e Jorge Luiz, dos arsenalistas.
Para a zona central há um nome incontornável que só “perde” pela idade: Mitchell Van der Gaag. Depois lanço mais quatro nomes: Tonel (parceiro do holandês no Marítimo), Nunes, central do Braga, José António, titular da Académica, e Hugo Alcântara, do Setúbal.
No meio campo defensivo, mais três nomes: Sandro (do Vitória de Setúbal), Paul Murray (do Beira-Mar) e Alexandre (não tem jogado no Guimarães mas impressionou-me).
No apoio, o chamado box-to-box, há um nome de que toda a gente fala e que tem nome de craque: João Alves (do Sporting de Braga), mas eu junto mais dois nomes que podem merecer atenção: Lucas, do Boavista (muito trabalhador e que pode actuar em várias posições) e Vandinho (também do Braga que tem a vantagem de ter mais “cabedal”). Acrescento mais um nome de um jogador que na época passada deu muito nas vistas mas que este ano ainda não apareceu: Dionattan.
Na posição de “playmaker” o destaque vai para Jorginho (Setúbal), que já esteve envolvido numa novela este ano. Zé Pedro (Belenenses) e Jaime, do Braga, são também bons jogadores, apesar de muito “intermitentes” ao longo da época. Atenção ainda a McPhee do Beira-Mar, que tem jogado muito encostado na ala direita, mas que no centro pode ser um caso sério.
Para o ataque, nas alas, pela esquerda temos dois miúdos que têm a espaços aparecido e resolvido jogos: Targino (Guimarães) e Diogo Valente (Boavista). Manduca, do Marítimo, começou muito bem o campeonato, agora tem andado mais “desaparecido”. Wender é outro “caso” (salvaguardadas as devidas distâncias podia ser o novo Derlei jogando à esquerda ou ao centro – na frente ou embalado de trás).
Na direita, para além de McPhee, há ainda o inevitável Alan (do Marítimo) e o Manuel José, do Setúbal – e que bem que ele marca livres, e dois supersónicos: Zé Manel, do Boavista, e Luciano, da Briosa.
Na posição de ponta de lança deixo quatro nomes com características diferentes: Marcel (atenção ao “matador” da Académica – este não engana, que o diga o Coritiba onde foi o melhor marcador há duas épocas) e Adriano (quem sabe não esquece). Antchouet e, especialmente, Wesley são outros dois nomes a não perder de vista.
Para liderar esta equipa de estrelas dois nomes indiscutíveis da época: Jesualdo Ferreira e Carlos Brito.
Falaremos sobre isto mais tarde. Para já – e numa altura em que já fechou o mercado de Inverno, vou deixar aqui as minhas escolhas para reforçar os planteis dos três grandes.
Para a baliza 3 nomes, dois veteranos e uma jovem esperança: Helton, da União de Leiria, Marcos, do Marítimo, e (atenção a este miúdo – internacional sub-18) Paulo Ribeiro, do Vitória de Setúbal.
Na lateral direita – ao contrário do que é habitual – há qualidade em quantidade. Lanço para a “mesa” quatro nomes que não deixariam ficar mal nenhuma equipa: destaque primeiro para dois jogadores que, ainda na época passada, estavam na Liga de Honra: Nelson, do Boavista, e Rui Duarte, do Estoril. Depois Amaral, brasileiro do Belenenses, e Abel, do Sporting de Braga.
Do lado contrário não há tanta gente, mas os dois nomes indicados dão garantias: Miguelito, do Rio Ave, e Jorge Luiz, dos arsenalistas.
Para a zona central há um nome incontornável que só “perde” pela idade: Mitchell Van der Gaag. Depois lanço mais quatro nomes: Tonel (parceiro do holandês no Marítimo), Nunes, central do Braga, José António, titular da Académica, e Hugo Alcântara, do Setúbal.
No meio campo defensivo, mais três nomes: Sandro (do Vitória de Setúbal), Paul Murray (do Beira-Mar) e Alexandre (não tem jogado no Guimarães mas impressionou-me).
No apoio, o chamado box-to-box, há um nome de que toda a gente fala e que tem nome de craque: João Alves (do Sporting de Braga), mas eu junto mais dois nomes que podem merecer atenção: Lucas, do Boavista (muito trabalhador e que pode actuar em várias posições) e Vandinho (também do Braga que tem a vantagem de ter mais “cabedal”). Acrescento mais um nome de um jogador que na época passada deu muito nas vistas mas que este ano ainda não apareceu: Dionattan.
Na posição de “playmaker” o destaque vai para Jorginho (Setúbal), que já esteve envolvido numa novela este ano. Zé Pedro (Belenenses) e Jaime, do Braga, são também bons jogadores, apesar de muito “intermitentes” ao longo da época. Atenção ainda a McPhee do Beira-Mar, que tem jogado muito encostado na ala direita, mas que no centro pode ser um caso sério.
Para o ataque, nas alas, pela esquerda temos dois miúdos que têm a espaços aparecido e resolvido jogos: Targino (Guimarães) e Diogo Valente (Boavista). Manduca, do Marítimo, começou muito bem o campeonato, agora tem andado mais “desaparecido”. Wender é outro “caso” (salvaguardadas as devidas distâncias podia ser o novo Derlei jogando à esquerda ou ao centro – na frente ou embalado de trás).
Na direita, para além de McPhee, há ainda o inevitável Alan (do Marítimo) e o Manuel José, do Setúbal – e que bem que ele marca livres, e dois supersónicos: Zé Manel, do Boavista, e Luciano, da Briosa.
Na posição de ponta de lança deixo quatro nomes com características diferentes: Marcel (atenção ao “matador” da Académica – este não engana, que o diga o Coritiba onde foi o melhor marcador há duas épocas) e Adriano (quem sabe não esquece). Antchouet e, especialmente, Wesley são outros dois nomes a não perder de vista.
Para liderar esta equipa de estrelas dois nomes indiscutíveis da época: Jesualdo Ferreira e Carlos Brito.
quinta-feira, fevereiro 17, 2005
O regresso do mister
Depois de alguns meses de ausência, cá estou mais uma vez para dar umas dicas aos meus colegas que estão a trabalhar.
Eu cá continuo à espera que o telefone toque e que me apareça um projecto apetecível.
Fechou no final de Janeiro o chamado “mercado de Inverno”. Quase todas as equipas foram às compras.
A excepção foi o Rio Ave, de Carlos Brito, que, no entanto, perdeu o seu “maestro”: Ricardo Nascimento foi ganhar uns trocos para o Oriente.
Os campeões de compras foram a Académica e o FC Porto que quase se transformaram em empresas de “import”/”export”.
Bom, mas isso são outras “estórias”. Aquilo que eu gostaria de deixar claro é que, apesar das muitas compras” ainda há muitos e bons jogadores que poderiam interessar especialmente aos três grandes que continuam a ter planteis desequilibrados.
Ao campeão nacional faltam extremos (depois das saídas de Derlei, César Peixoto e Maciel), um suplente para o Seitaridis e, já agora, um outro “camisa 10” porque aquele Leo Lima parece-me um erro de “casting”.
No Sporting é”pública e notória” a falta de um médio defensivo, que possa substituir o jovem Custódio, um outro médio que possa “fazer” de Rochemback.
Por outro lado, dando de barato que a equipa de Alvalade joga mesmo sem extremos, faltam ainda laterais para a defesa.
O Benfica fez três contratações de Natal mas “esqueceu” um extremo-esquerdo para dar descanso a Simão (ou que o capitão vá jogar do lado direito) e de um médio-centro que possa substituir Petit ou Manuel Fernandes.
É que de Paulo Almeida já pouco se espera e de Everson pouco se sabe.
No próximo texto conheça as minhas escolhas para melhorar estas equipas com jogadores que já estão na SuperLiga.
Eu cá continuo à espera que o telefone toque e que me apareça um projecto apetecível.
Fechou no final de Janeiro o chamado “mercado de Inverno”. Quase todas as equipas foram às compras.
A excepção foi o Rio Ave, de Carlos Brito, que, no entanto, perdeu o seu “maestro”: Ricardo Nascimento foi ganhar uns trocos para o Oriente.
Os campeões de compras foram a Académica e o FC Porto que quase se transformaram em empresas de “import”/”export”.
Bom, mas isso são outras “estórias”. Aquilo que eu gostaria de deixar claro é que, apesar das muitas compras” ainda há muitos e bons jogadores que poderiam interessar especialmente aos três grandes que continuam a ter planteis desequilibrados.
Ao campeão nacional faltam extremos (depois das saídas de Derlei, César Peixoto e Maciel), um suplente para o Seitaridis e, já agora, um outro “camisa 10” porque aquele Leo Lima parece-me um erro de “casting”.
No Sporting é”pública e notória” a falta de um médio defensivo, que possa substituir o jovem Custódio, um outro médio que possa “fazer” de Rochemback.
Por outro lado, dando de barato que a equipa de Alvalade joga mesmo sem extremos, faltam ainda laterais para a defesa.
O Benfica fez três contratações de Natal mas “esqueceu” um extremo-esquerdo para dar descanso a Simão (ou que o capitão vá jogar do lado direito) e de um médio-centro que possa substituir Petit ou Manuel Fernandes.
É que de Paulo Almeida já pouco se espera e de Everson pouco se sabe.
No próximo texto conheça as minhas escolhas para melhorar estas equipas com jogadores que já estão na SuperLiga.
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