sexta-feira, dezembro 29, 2006

Reforços? Nem por isso

Numa altura em que os clubes estão a poucos dias de poder voltar a contratar jogadores, está na altura de analisar os reforços que chegaram no início da época e tentar perceber se foram, efectivamente, reforços.

FC PORTO
O "11" de Jesualdo Ferreira:

Helton
Bosingwa, Pepe, Bruno Alves, Cech
Raul Meireles, Lucho, Anderson
Quaresma, Postiga e Lisandro

Conclusão "0" reforços entre os titulares, apenas a repescagem de Hélder Postiga.

Pior do que isso, o facto de vários "reforços" já terem recebido guia de marcha a meio da época: Ezequias, Diogo Valente e, muito possivelmente, Sektoui e, quem sabe, João Paulo.

SPORTING
O "11" de Paulo Bento:

Ricardo
Caneira, Tonel, Polga e Tello
Custódio, João Moutinho, Nani, Carlos Martins
Liedson e Bueno

No caso dos "leões" é mais difícil definir a equipa titular dada a política de rotatividade seguida pelo técnico. Por exemplo, o "10" começou a época como titular indiscutível mas, agora, está incompatibilizado com Paulo Bento.

Apesar disso, olhando para esta equipa, só Bueno é "reforço" e sabe-se quão pouco tem trazido este jogador ao futebol "verde e branco".

BENFICA
O "11" de Fernando Santos:

Quim
Nélson, Luisão, Ricardo Rocha, Léo
Petit, Katsouranis, Nuno Assis e Simão
Nuno Gomes e Miccoli

Se exceptuarmos o caso especial de Rui Costa, titular até se lesionar há três meses, na equipa mais utilizada pelo treinador "encarnado", só há um reforço titular: o grego Katsouranis.

Assim, feitas as "contas", pode dizer-se, sem medo de ser desmentido, que os "grandes" clubes portugueses falharam na maioria dos "contratados" e desperdiçaram o (pouco) dinheiro disponível.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Pesetero

Ao que parece, Luís Figo vai mesmo jogar seis meses no Al Ittihad, da Arábia Saudita, antecipando a saída do Inter de Milão.

Jogando, quase sempre a titular, no campeão e líder do campeonato italiano, o que pode levar Figo, já cheio de títulos, a apostar nas Arábias para terminar (?!) a sua carreira?

É verdade que ganhar 200 mil contos por mês (uma verdadeira loucura para o jogador mais bem pago do mundo) dá a volta à cabeça de qualquer um... e, claro, que já outros jogadores de quilate semelhante fizeram algo de parecido nas respectivas épocas, mas será que o (muito) dinheiro justifica tudo?

Esta é uma decisão que acaba por não surpreender verdadeiramente quem tem acompanhado a carreira deste extraordinário jogador, mas que, mesmo assim, me choca. Depois dos casos "Benfica", "Parma", "Juventus", "Barcelona" e "Real Madrid", este é apenas mais um.

Futebol é o que menos parece interessar a Figo...

Eu, por mim, - como diz o outro - acho que não havia necessidade e, mais este episódio, só veio dar razão aos adeptos do Barça.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

As minhas escolhas

Como sempre faço por esta altura do ano, aqui deixo o meu “onze” e o banco de jogadores que, de alguma forma, se destacaram na primeira fase do campeonato.

Confesso que este ano tive mais dificuldade porque não tem havido jogadores, fora dos chamados grandes, de encher o olho.

Para além disso, alguns dos residentes crónicos já não estão na nossa Liga e isso dificultou a escolha.

Curioso que, em relação à equipa do ano passado, só há um repetente: Andres Madrid.

1- Diego (Nacional)

2- Luís Filipe (Sp. Braga)
3- Gregory (Marítimo)
4- Auri (V. Setúbal)
5- Alonso (Nacional)

6- Andres Madrid (Sp. Braga)
8- Kazmierczak (Boavista)
10- Marcinho (Marítimo)

7- Zé Manel (Boavista)
9- Linz (Boavista)
11- Grezlak (Boavista)

Banco: Marcos (Marítimo), Paulo Jorge (Sp.Braga), Vandinho (Sp. Braga), José Pedro (Belenenses), Sougou (U.Leiria), Edson (Paços Ferreira), Zé Carlos (Sp.Braga).

PS: Já agora, Bom Natal...

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Compras de Natal

Faltam poucos dias para abrir o "mercado de Inverno" e, seguramente, os três grandes vão querer fazer um "refresh" nos respectivos plantéis.

Mesmo não havendo muito dinheiro, os técnicos vão tentar equilibrar as equipas para a segunda volta do campeonato.

BENFICA

Fernando Santos já fez saber que quer diminuir o número de jogadores à sua disposição (29, incluindo Everson que não está inscrito).

A meu ver não são muito difíceis as contas do técnico: Pedro Correia e João Coimbra são dois miúdos da "cantera" a quem pode fazer bem rodar; Diego é outro jovem que ainda não tem nenhum minuto; Marco Ferreira é uma contratação só explicável por questões extra-desportivas; Manu e Paulo Jorge perderam espaço com o "losango" e, querendo cortar, um deles pode vir também a ser emprestado.

Quanto a entradas falta um lateral-direito, que faça frente a Nélson, falta um médio-esquerdo de raiz para o "losango" e, já agora, um avançado porque Mantorras é o que se sabe, Miccoli não larga as lesões e Fonseca não se está a adaptar.

FC PORTO

Jesualdo Ferreira tem o melhor plantel do país, o mais equilibrado, mas, como não há plantéis perfeitos, acertos podem sempre ser feitos.

Ricardo Costa está a caminho do Marselha para tentar jogar mais e, por isso, deve chegar um central. Ezequias e Sektoui são outros dois jogadores que devem ter guia de marcha, atletas que não vingaram no Dragão (contratações falhadas de Adriaanse).

Entretanto, vem aí também um defesa-esquerdo para dar luta a Cech e passar a ter dois jogadores por cada lateral. Adriano também está em dúvida, mas não acredito que os "azuis e brancos" fiquem apenas com Hélder Postiga e Bruno Moraes.

SPORTING

Aos "leões" falta, claramente, um "playmaker", face ao apagamento de Romagnoli e ao "caso" Carlos Martins, que não obrigue João Moutinho a fazer tudo.

Depois há ainda a lacuna crónica: o parceiro de Liedson. Alecsandro e Bueno não são opção credível e Yannick ainda é muito irregular.

Para além do "caso" já referido, não está prevista nenhuma saída.

Em "segundas núpcias" talvez não fosse má ideia pensar num "trinco" (Custódio não desenvolve e Paredes está longe do que mostrou ao serviço do FC Porto) e num defesa lateral.

Play... pause

O nosso futebol não pára de nos surpreender e esta época, com a desculpa da redução no número de equipas, "arranjou" uma pausa de quase um mês entre o meio de Dezembro e o meio de Janeiro.

A jornada 14 foi a 17 de Dezembro... a 15ª vai ser (apenas) a 14 de Janeiro.

Verdadeiramente extraordinário... parece que vivemos a Leste, ou quanto muito na Alemanha, e temos que fazer pausa de Inverno.

Não sei quem foi o "especialista" que inventou esta paragem, o certo é que ainda não ouvi nenhum treinador aprovar esta medida. Ora, se ninguém aprovou, como é que esta aberração avançou?

Se a FIFA não nos obrigar a voltar às 18 equipas, então que venha mesmo a Taça da Liga para terminar com esta palhaçada.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Curtas e Grossas

Muitos afazeres profissionais têm impedido a actualização do blog como ele merecia, por isso vamos agora optar por uma versão "vários em um" para recuperar algum do atraso.
  • O milagre não aconteceu e o Benfica perdeu mesmo com o Manchester United ficando fora da Liga dos Campeões.
  • O sorteio da UEFA podia ser pior, mas também podia ser melhor. O líder (destacado) do campeonato romeno (o país que nos morde os calcanhares) não deve ser "pera doce".
  • No campeonato nacional, os "encarnados" continuam a dominar em casa, mas a desperdiçar fora. Assim não vão longe...
  • José Veiga volta a estar disponível para o Benfica... tem vantagens e inconvenientes, tudo deve ficar resolvido ainda hoje.
  • Esta (gigante) pausa natalícia em Portugal não se compreende.
  • A reabertura de mercado está próxima. Esperemos pelos acertos.
  • Maria José Morgado vai "arbitrar" todo o processo Apito Dourado. O caso está muito bem entregue.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

"Dia D"

A 7 de Dezembro de 2005, o Benfica recebia o Manchester United na Luz para a última jornada da Liga dos Campeões e só a vitória interessava. Um ano depois, o cenário é (quase) idêntico e o "milagre" tem que repetir-se.

Os "encarnados" "só" têm que ganhar no "Teatro dos Sonhos" para seguirem em frente na Champions.

A equipa está motivada, mas o Manchester United sabe que não pode perder e vai querer vingar a época passada.

A chave do trinfo na Catedral na época passada passou por grande concentração defensiva e eficácia ofensiva. Pois, é isto que terá que acontecer esta noite em Old Trafford.

A equipa

Fernando Santos deve repetir o "onze" dos últimos jogos, jogar no "4-4-2 losango", para defrontar um "4-4-2 clássico".

A defesa tem que estar coesa, Nélson tem que se lembrar que precisa defender, Ricardo Rocha tem que repetir a exibição de Alvalade.

No meio-campo, vão ser fundamentais as coberturas e compensações de Petit e Katso e, ao mesmo tempo, a versatilidade de Nuno Assis e um Nuno Gomes finalmente inspirado que ajude a defender, consiga distribuir jogo ofensiva e, também, aparecer na frente.

Com um Miccoli dos grandes jogos e um Simão inspirado, o Benfica pode marcar.

QUIM
NELSON, LUISÃO, RICARDO ROCHA, LEO
PETIT, KATSOURANIS, NUNO ASSIS, NUNO GOMES
SIMÃO, MICCOLI

Já os "red devils" estão na máxima força:

VAN DER SAR
GARY NEVILLE, FERDINAND, VIDIC, EVRA
CARRICK, SCOLES, RONALDO, GIGGS
ROONEY, SAHA

É preciso acreditar, não há impossíveis, mas lá que vai ser muito difícil... lá isso vai.

Na pior das hipóteses, o Benfica segue para a UEFA.

PS1: O Sporting está em crise física e animica.
PS2: Ao FC Porto basta um empate para seguir em frente

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Vitória "com tranquilidade"

O Benfica venceu em Alvalade por 2-0 e, face a este resultado, continua vivo no campeonato. A vitória foi justa.

Os "encarnados" fizeram uma primeira parte muito boa (dois golos, uma bola na barra e duas grandes defesas do Ricardo) e controlaram a partida no segundo tempo, sem, no entanto, terem conseguido matar o jogo como podiam e deviam.

Na táctica de Fernando Santos, que deu "banho" a Paulo Bento, destaque para a troca de Nuno Gomes por Simão na posição em campo.

Dentro das quatro linhas, destaque para as exibições de dois jogadores habitualmente muito contestados pelos adeptos benfiquistas: Quim e Ricardo Rocha. Por outro lado, confirmação para a subida de forma de Simão, Nélson e Petit.

Do lado do Sporting, para além de João Moutinho que nunca joga mal, destaque, outra vez, para Tello.

Péssima a exibição de Nuno Gomes e absolutamente lamentável o lance da expulsão.

O derby dos derbyes

Joga-se esta noite o jogo mais emblemático do futebol português. É mais um Sporting - Benfica que, tal como um Benfica - Sporting, tem um peso específico que ultrapassa os simples três pontos.

Há até quem diga que os jogos entre "águias" e "leões" são um campeonato à parte, quase tão importante como a conquista da própria Liga em si.

Passe o exagero, de que não sou partidário (parece uma espécie de "vitória moral"), o certo - e isso é indiscutível - é que esta é uma partida (sempre) importante.

No caso desta noite, o jogo é mais importante para o Benfica, porque está atrasado na tabela, mas também porque quarta-feira joga tudo na Liga dos Campeões.

As equipas

Os dois conjuntos estão praticamente na máxima força. No Sporting falta Caneira e ao Benfica o "maestro" Rui Costa.

Esta deve ser uma luta interessante com as duas equipas a jogarem no mesmo esquema de jogo (4-4-2 "losango") que depois se desdobra, no entanto, de maneira diferente.

Aqui ficam as previsões:

SPORTING
Ricardo
Miguel Garcia, Tonel, Polga, Tello
Custódio, João Moutinho, Carlos Martins, Nani
Liedson e Yannick

BENFICA
Quim
Nélson, Luisão, Ricardo Rocha, Léo
Petit, Katsouranis, Nuno Assis, Simão
Nuno Gomes, Miccoli

Os "leões" encostam mais os médios às alas quando no ataque (trocando de lado Nani e C. Martins), enquanto o Benfica afunila mais esses médios para abrir espaço aos laterais e às trocas de Simão.

Vamos ver como se dá Liedson com Luisão e Miguel Garcia com o capitão "encarnado".

Depois, mantém-se a "dúvida Miccoli", já analisada no post anterior. Estará em campo? Se sim, como estará?

A equipa de Alvalade é favorita porque está na frente, porque joga em casa, porque está mais entrosada e mais estabilizada no esquema e porque pode esperar pelo Benfica para lançar os contra-ataques.

Já a equipa de Fernando Santos tem que fazer pela vida. Com uma derrota fica arrumada no campeonato e, por isso, vai ter que dar tudo, sem pensar no próximo jogo no "Teatro dos Sonhos".

Entretanto, o líder FC Porto estará à espreita...

A incógnita

A pouco mais de quatro horas do Sporting - Benfica, há uma dúvida que assalta os adeptos "encarnados": Miccoli vai jogar?

O "pequeno bombardeiro" lesionou-se na segunda parte da partida frente ao Marítimo com mais uma lesão muscular e logo aí se instalou a certeza de que o "30" iria perder as partidas frente aos "leões" e ao Manchester United.

Era uma péssima notícia para os benfiquistas dada a grande forma do jogador e o seu enorme potencial. Mais uma vez ficava em cheque o departamento médico do clube e, desta vez, também o treinador: Miccoli queixou-se a Fernando Santos ao intervalo e, mesmo assim, entrou para a segunda parte.

Agora, estando convocado, só há duas hipóteses: ou é "bluff" e nem sequer se equipa; ou a recuperação foi mesmo espectacular e tem que ser titular.

Quem de direito vai ter que decidir o que fazer tendo em atenção vários aspectos:
  • a real condição física do jogador
  • o seu peso em campo
  • a importância deste jogo de Alvalade
  • a transcendência do próximo em Manchester

Uma coisa é certa: o Benfica com Miccoli é mais forte, mas será que vale a pena arriscar e ver o jogador sair lesionado antes do quarto de hora?

quarta-feira, novembro 29, 2006

Assaltos

Já não é a primeira vez que falo sobre isto mas cá vai: são escandalosos os preços dos bilhetes dos jogos de futebol em Portugal.

Por exemplo, para o próximo "derby" Sporting - Benfica, há bilhetes a 15o euros (30 c0nt0s) para não sócios.

É certo que é "o jogo dos jogos", mas devia haver respeito pelos adeptos, até tendo em conta o país em que vivemos.

Aliás, esta atitude elitista dos "leões" já teve reflexo noutras partidas e, por exemplo, nem nos jogos da Champions o estádio de Alvalade encheu.

O maior e o melhor

O Benfica está no Guiness por ser o clube de futebol com mais sócios. Segundo o Livro dos Recordes, são mais de 160 mil os associados dos "encarnados".

Este é um facto interessante, que causa alguma inveja nos adversários, e que tem estado a servir de "bandeira" para a actual direcção do clube da Luz.

Há aqui, no entanto, dois pontos que gostaria de reforçar:
  • Admitindo que estes dados são fidedignos, o número de sócios é bom, mas acaba por ainda ser baixo - tendo em consideração um universo potencial de seis milhões de adeptos.
  • Rui Costa colocou o dedo na ferida: mais importante que ser "o maior clube do mundo", o Benfica deve lutar por ser "o melhor clube do mundo".

PS: O "maestro", mais uma vez, mostrou o seu benfiquismo ao fazer esta e outras declarações importantes numa recente entrevista. Bem diferente a atitude de Figo para com o seu "clube do coração".

sexta-feira, novembro 24, 2006

Contas simples...

Para não variar, o Benfica ganhou por três, desta vez ao Copenhaga, e continua a sonhar com a Liga dos Campeões. Os portugueses só têm uma hipótese...

Os dinamarqueses confirmaram que são fraquinhos e foi pena que os "encarnados" se tenham demitido de jogar futebol na segunda parte.

Por outro lado - e ainda mais importante - ficou provado que aquele empate fora foi um mau resultado, especialmente pelo tipo de exibição que a equipa fez desprezando a vitória que agora tanta falta lhe faz.

Agora, para a qualificação, graças à derrota do Manchester United diante do Celtic, os comandados de Fernando Santos "só" têm que ganhar no "Teatro dos Sonhos".

Simples, não é?

terça-feira, novembro 21, 2006

Ganhar, claro

O Benfica defronta esta noite o Copenhaga para a quinta jornada da Liga dos Campeões e só a vitória interessa.

Os “encarnados” estão mal no campeonato e atrasados na Champions e, por isso, um bom resultado na Luz pode ser o início de uma boa fase.

A equipa está muito instável e passa do 8 para o 80 e do 80 para o 8 de um jogo para outro, muitas vezes sem explicação aparente.

Qual será o Benfica desta noite? Não faço ideia.

O Copenhaga está de peito cheio depois de vencer o Manchester United e isso pode dificultar as contas dos portugueses.

Em princípio será uma luta táctica entre um 4-4-2 convencional e um 4-4-2 “losango”.

Sinceramente, penso que o Benfica deveria ter atenção às alas adversárias e ao seu contra-ataque e, por isso, talvez o “losango” não seja o ideal.

Aqui fica a minha sugestão para esta noite em 4-3-3:

MOREIRA
NÉLSON, ANDERSON, RICARDO ROCHA, LÉO
KATSOURANIS, KARAGOUNIS, NUNO ASSIS
PAULO JORGE, MICCOLI, SIMÃO

No entanto, a equipa de Fernando Santos deve entrar assim:

QUIM
ALCIDES, ANDERSON, RICARDO ROCHA, LEO
PETIT, KATSOURANIS, KARAGOUNIS, SIMÃO
NUNO GOMES, MICCOLI

Seja como for, só a vitória interessa. Já agora, convém que o Manchester United colabore e ganhe ao Celtic.

Puxão de orelhas

"Hoje não vi o Benfica a jogar à bola e vi alguns rapazinhos a correr. Eles têm que entender que têm uma camisola, têm uma responsabilidade acrescida e têm que sentir se querem vestir esta camisola" - Foi assim que o presidente "encarnado" se atirou aos jogadores depois da derrota em Braga.

Luis Filipe Vieira terá perdido a paciência depois de mais uma péssima exibição no campeonato e decidiu mudar de estratégia.

Claramente as "conversas em família" de Fernando Santos não estão a resultar e a equipa continua muito instável e a bater recordes negativos: três derrotas em nove jogos na Liga.

Acredito que os jogadores não tenham gostado nada deste puxão de orelhas público e podem reagir de duas formas: bem (o que levará o plantel a puxar dos galões e a querer uma vitória para provar que tem valor) ou mal (o que levará os jogadores a ficarem ainda mais amorfos e desinspirados).

Fernando Santos está também no "fio da navalha" e, agora, sem Veiga, o técnico pode ter ficado sem um dos seus principais defensores.

Mais uma chapa 3

Dentro das quatro linhas, o Benfica voltou a perder em Braga e, mais uma vez, sofreu três golos. Já são várias as derrotas por este número e algo terá de ser alterado.

O jogo foi muito mau, a primeira meia-hora valeu zero, os golos foram oferecidos, a equipa perdeu dezenas de bolas, jogou de forma lenta, criou poucas oportunidades e a defesa voltou a meter água.

Não tem nada a ver com a categoria dos jogadores, mas há atletas em clara baixa de forma e isto tem que ser dito: Quim, Nélson, Ricardo Rocha, Petit...

segunda-feira, novembro 20, 2006

Veiga, cara e coroa

José Veiga deixou o Benfica depois de problemas pessoais com o fisco e a justiça que nada têm a ver com o clube e já decorrem há alguns anos.

Sabem os que me conhecem que eu não era propriamente um grande apoiante do ex-empresário por um conjunto de razões que, para simplificar, se resumem numa: não gostava da utilização da "escola Pinto da Costa" e das respectivas técnicas de guerrilha.

Por outro lado, para todos os sócios e adeptos que defendem que os "encarnados" são um clube diferente, que deve ser um modelo de gestão e liderado por gente séria e "à prova de bala", a saída de Veiga é um alívio que pode representar o início de uma nova fase e de uma nova estratégia.

No entanto, convém não esquecer e até realçar a (grande) importância que o director-geral teve no regresso do Benfica aos títulos e na estabilização do plantel dos últimos anos.

Em termos desportivos, José Veiga vai fazer falta ao grupo de trabalho e a sua vaga vai ser difícil de preencher.

Resumindo, apesar do estilo, foi correcta e digna a decisão de se demitir do Benfica. O esforço do presidente para a manutenção do director-geral e a dedicatória do capitão são demonstrativos da importância de Veiga no clube.

sábado, novembro 18, 2006

É caso ou foi acaso?

Pela primeira vez em muito tempo, Luiz Felipe Scolari fez mexidas visíveis na convocatória de uma selecção nacional por si comandada.

Lesionado estava Fernando Meira (e Petit), alegadamente castigados pelo treinador foram os (até agora?!) intocáveis Maniche, Nuno Valente, Costinha (e Petit).

Sangue novo com as chamadas de Tonel, Raul Meireles e Nélson e os regressos de Jorge Andrade, Quaresma, Carlos Martins e João Moutinho.

As chamadas são justas e não merecem grande contestação, nota-se apenas a falta clara de um lateral esquerdo de raiz (ausência que é necessário suprir).

Já as ausências merecem análise detalhada:

  • Se é verdade que os ausentes não forçados o foram por castigo interno, algo vai mal porque o que se sabe é que mais jogadores (Deco e Miguel, pelo menos) também foram apanhados "fora de jogo" e não consta que tenham sido castigados.
  • Se foi mera opção do técnico por este ser um jogo fácil, então, mais experiências poderiam e deveriam ter sido feitas.
  • Se, por outro lado, é o "fim da linha" para alguns jogadores fetiche (especialmente Costinha) então esta decisão peca por tardia e deveria ter sido tomada, pelo menos, logo após o Mundial.

O que é certo é que especialmente João Moutinho, Quaresma e Tonel há muito mereciam a chamada aos "AA" e, estou certa, só a pressão dos media fizeram adiar esse momento.

Decisiva vai ser a próxima convocatória, uma dupla operação, contra adversários (Bélgica e Sérvia) bem mais difíceis que este Cazaquistão.

Se alguns do "quarteto ilustre" repetir ausência pode mesmo ser o fim definitivo de um ciclo.

"Dentro das quatro linhas"

Portugal cumpriu a obrigação e venceu (3-0) o Cazaquistão mas ficou a dever a si próprio mais uma mão cheia de golos. Especialmente Nuno Gomes esteve desinspirado, o que felizmente foi compensado por dois extremos (Cristiano Ronaldo e Simão) em dia sim.

Apesar deste triunfo, a situação no grupo não está nada fácil e complicou-se ainda mais com a vitória da Polónia em terras belgas, o que obriga a equipa das "quinas" a repetir façanha.

Os seis pontos eram fundamentais nas próximas duas partidas. Vamos ver o que acontece lá para Março e, já agora, vamos ver o que faz Scolari.

sexta-feira, novembro 17, 2006

A semana dos treinadores

Estes últimos dias tem havido muitas trocas de técnicos da I Liga e algumas estão mal explicadas ou são, no mínimo, estranhas.

Por exemplo, Augusto Inácio trocou o Beira-Mar pelo Ionikos, que é o mesmo que dizer que trocou os últimos lugares portugueses pelos últimos lugares da Grécia.

Claro que a mudança foi por dinheiro e isso é, obviamente, legítimo. No entanto, estranho dois aspectos: primeiro que um técnico com o curículo de Inácio tenha que aceitar um convite de um clubezeco para ganhar uns trocos; por outro lado, que o treinador aceite ir para um clube em que o presidente tem graves problemas com a justiça.

Entretanto, à equipa de Aveiro (que fez umas massas com este negócio) chegou Carlos Carvalhal que tinha deixado o Sporting de Braga horas antes.

Para além das questões éticas que esta troca implica (o homem esteve desempregado poucas horas) e que deveriam ser regulamentadas (como já são com os jogadores), choca-me a atitude dos protagonistas e as desculpas esfarrapadas: "Carvalhal saiu por razões pessoais; Carvalhal não tinha condições para continuar em Braga".

É que, se tinha razões pessoais para não poder estar em Braga, dificilmente poderia estar em Aveiro poucas horas depois a assinar contrato.

Mais difícil, mas seguramente mais sério seria dizer: "Carvalhal não aguentou a pressão" ou "Carvalhal não tem pulso nestes jogadores" ou "Carvalhal não pôs a equipa a jogar em Alvalade".

Vamos ver o que o treinador Carvalhal - que deu muito nas vistas no Leixões mas que demora a afirmar-se - faz em Aveiro com uma equipa que não é nada de especial.

Também notícia foi a renovação de Jesualdo Ferreira com o FC Porto. Esta situação é habitual no Dragão mas, curiosamente, costuma acontecer após algum mau resultado.

Os "azuis e brancos" lideram o campeonato e ainda lutam na Liga dos Campeões. Tudo está em aberto e as contas fazem-se no fim.

Nota final para um incompreendido em terras lusas que continua em destaque lá fora: Manuel José ganhou mais uma Liga dos Campeões africanos, a terceira pelo Al-Alhy.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Tudo em aberto

O Benfica "devolveu" o resultado ao Celtic de Glasgow e reentrou na corrida pela passagem à próxima fase da Liga dos Campeões.

Os "encarnados" fizeram um bom jogo, mas também convém não esquecer que a equipa teve a sorte do jogo com dois golos "oferecidos".

Fernando Santos começa a fazer valer as suas ideias e o regresso do "4-4-2 losango" parece estar a dar frutos: 4-1 ao Aves, 4-0 à União Leiria, 3-1 ao Estrela da Amadora, 3-0 ao Celtic e 3-0 ao Beira-Mar.

Claro que, apesar da melhoria evidente, nem tudo corre como devia e não podemos esquecer as derrotas na Escócia e no Dragão e as lacunas do plantel que lá continuam.

Falta perceber se esta paragem estúpida de Liga e o "caso Veiga" (de que falaremos mais à frente) não vão perturbar a equipa.

Também curioso vai ser ver como se arruma o losango de meio campo quando estiverem no mesmo "11" Simão e Rui Costa.

A semana europeia

Dificil era pedir melhor depois de três vitórias e um empate fora. Foi uma óptima jornada para compensar a anterior que tinha sido bem fraquinha.

Apesar destes bons resultados, as contas continuam complicadas para os três grandes na Champions. Já o Braga tem tudo em aberto mas dois jogos difíceis pela frente.

PS: Peço desculpa pelo interregno. A coisa não tem estado fácil. Vou tentar recuperar o atraso em breve.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Tudo ou nada

O Benfica joga, esta noite, frente ao Celtic de Glasgow para a quarta jornada da Liga dos Campeões e só tem uma hipótese: ganhar.

Depois de uma primeira volta abaixo do esperado, com duas derrotas e um empate, os "encarnados" têm mesmo que vencer os próximos dois jogos da Champions se ainda querem ter hipóteses de seguir em frente.

É simples: ou ganha ou vai ao ar... E o que é preciso? Concentração defensiva, trabalho colectivo e força de vontade no ataque, mesmo que o golo não apareça logo.

Aqui fica a minha aposta:

QUIM
NÉLSON, LUISÃO, ANDERSON e LÉO
PETIT, KATSOURANIS, NUNO ASSIS e SIMÃO
NUNO GOMES e MICCOLI