É este o nome do novo Centro de Estágio do Benfica no Seixal.
Confesso que não gosto muito do nome mas, sinceramente, isso é o que menos interessa.
O fundamental - fundamental mesmo - é que do Centro nasçam jogadores que possam chegar à principal equipa, ser idolos dos adeptos e, quicá, render alguns milhões de euros. Essa tem que ser a prioridade dos "encarnados", depois de vários anos de "casa" às costas, que impediram o desenvolvimento dos jogadores e quase levaram a uma "seca total".
Deixo a pergunta: Quantos jogadores do Benfica "nasceram" nas escolas e tiveram relevo entre a saída e o regresso de Rui Costa, no espaço de 12 anos?
A resposta não é difícil e é bem curta: Maniche e Manuel Fernandes.
A estas certezas podem depois acrescentar-se alguns ameaços: Edgar, Hugo Leal, Bruno Basto e Moreira, por exemplo.
Muito, muito, curto para um clube como o Benfica...
PS: Este acordo com a instituição bancária tem a vantagem de acelerar o pagamento do Centro de Estágio.
PS1: Surreal é o facto do Benfica ter que colocar panos na nova Casa para garantir aos jogadores um treino à porta fechada.
quinta-feira, agosto 17, 2006
terça-feira, agosto 15, 2006
Jesualdo
Está finalmente confirmada a notícia que a RR deu no passado dia 10 em primeira mão: Jesualdo Ferreira é o substituto de Co Adriaanse no FC Porto. O Boavista recebe um milhão de euros.
Sobre isto três notas:
- Dados todos os condicionalismos, o professor Jesualdo é a melhor escolha que o FC Porto poderia ter tomado nesta altura, a tão poucos dias do início da Liga.
- Com Jesualdo Ferreira e o provável regresso do "4-3-3" o plantel terá(ia) que ser retocado.
- Se este “caso” tivesse ocorrido, por exemplo, na Luz teria caído o Carmo e a Trindade. Como foi no “Dragão”, tudo normal…
“Não há mais Volta a dar-lhe”
Terminou esta terça-feira a Volta a Portugal em Bicicleta e o triunfo voltou a fugir a Cândido Barbosa.
Não sou propriamente fã deste ciclista, mas sou obrigado a reconhecer que o homem dá tudo o que tem e tão depressa vai aos “sprints”, como às montanhas ou aos contra-relógios.
É verdade que voltou a “morrer na praia”, ultrapassado por um espanhol que começou cá como profissional. Não sei se Cândido vai ter outra oportunidade de ganhar a nossa “prova rainha”.
Um aspecto que penso que Cândido terá que melhorar é aquela “teoria da perseguição”, como se todo o mundo estivesse contra ele e toda a gente lhe devesse e não lhe pagasse.
Para além de Cândido, destaque para esta Volta louca em que todos os dias mudava o “camisola amarela" e com vários jovens portugueses a "mostrarem serviço".
PS: Nota especial para o Alex que nos deu a Volta e outros grandes momentos de Rádio e vai agora brilhar, com o seu imenso talento, para outra freguesia. Um abraço companheiro.
Não sou propriamente fã deste ciclista, mas sou obrigado a reconhecer que o homem dá tudo o que tem e tão depressa vai aos “sprints”, como às montanhas ou aos contra-relógios.
É verdade que voltou a “morrer na praia”, ultrapassado por um espanhol que começou cá como profissional. Não sei se Cândido vai ter outra oportunidade de ganhar a nossa “prova rainha”.
Um aspecto que penso que Cândido terá que melhorar é aquela “teoria da perseguição”, como se todo o mundo estivesse contra ele e toda a gente lhe devesse e não lhe pagasse.
Para além de Cândido, destaque para esta Volta louca em que todos os dias mudava o “camisola amarela" e com vários jovens portugueses a "mostrarem serviço".
PS: Nota especial para o Alex que nos deu a Volta e outros grandes momentos de Rádio e vai agora brilhar, com o seu imenso talento, para outra freguesia. Um abraço companheiro.
sexta-feira, agosto 11, 2006
Outras bolas (5)
Como já todos sabem, este blog não é só futebol e, pela quinta vez, abrimos uma excepção devido a mais um acontecimento excepcional.
Depois de Ticha Penicheiro, Tiago Monteiro, Vanessa Fernandes e Telma Monteiro, o destaque de hoje vai merecidamente para um atleta que nos últimos anos tem dado grandes alegrias aos portugueses e é um exemplo.
Do trabalho nas obras ao atletismo foi um passo (rápido) e ganhou-se um dos maiores velocistas mundiais da sua geração.
Aos 27 anos, Francis Obikwelu está em "ponto de rebuçado" e as suas exibições nestes Europeus de Gotemburgo, seja nos 100 seja nos 200 metros, são de se lhe tirar o chapéu.
Até parece fácil.
Com a fase terminal que tem, se Obikwelu conseguisse partir melhor, poderia até bater o recorde do Mundo.
Obrigado Francis e parabéns... mereces. Espero que continues a respeitar as "quinas" como até aqui e, se possível, a ganhar medalhas.
Parabéns também para a família portuguesa que o acolheu e que tão bem o tratou de maneira a ele, agora, gostar tanto do nosso país, ao ponto de o defender e prestigiar internacionalmente.
Depois de Ticha Penicheiro, Tiago Monteiro, Vanessa Fernandes e Telma Monteiro, o destaque de hoje vai merecidamente para um atleta que nos últimos anos tem dado grandes alegrias aos portugueses e é um exemplo.
Do trabalho nas obras ao atletismo foi um passo (rápido) e ganhou-se um dos maiores velocistas mundiais da sua geração.
Aos 27 anos, Francis Obikwelu está em "ponto de rebuçado" e as suas exibições nestes Europeus de Gotemburgo, seja nos 100 seja nos 200 metros, são de se lhe tirar o chapéu.
Até parece fácil.
Com a fase terminal que tem, se Obikwelu conseguisse partir melhor, poderia até bater o recorde do Mundo.
Obrigado Francis e parabéns... mereces. Espero que continues a respeitar as "quinas" como até aqui e, se possível, a ganhar medalhas.
Parabéns também para a família portuguesa que o acolheu e que tão bem o tratou de maneira a ele, agora, gostar tanto do nosso país, ao ponto de o defender e prestigiar internacionalmente.
quinta-feira, agosto 10, 2006
CO(rda) partiu mesmo...
Co Adriaanse bateu com a porta, alegadamente por divergências com a SAD portista.
As razões para a saída do técnico holandês não são conhecidas, mas foram "públicas e notórias" as divergências entre Adriaanse e Pinto da Costa, especialmente quanto a um novo avançado para o plantel.
Como eu já tinha referido em alguns posts anteriores, a "coisa" estava tensa e, pelos vistos, insustentável.
O treinador queria um ponta de lança específico, mas os "azuis e brancos" não tiveram dinheiro para fazer cumprir esse desejo.
As declarações de Adriaanse, após o torneio de Amsterdão, já deixavam pouco espaço de manobra
Agora, Adriaanse sai mesmo e deixa o FC Porto com as "calças na mão" quando se aproxima o primeiro jogo oficial.
Com poucos dias de preparação para moldar a equipa à sua imagem e sem dinheiro para reforços, não sei se haverá muitos treinadores com vontade de assumir este projecto.
Quem será a escolha de Pinto da Costa?
Camacho (namoro antigo que já conhece o futebol português), Rui Barros (o adjunto que "sobrevive"), Manuel José (o eterno incompreendido), um outro estrangeiro sem passado no futebol português?
As razões para a saída do técnico holandês não são conhecidas, mas foram "públicas e notórias" as divergências entre Adriaanse e Pinto da Costa, especialmente quanto a um novo avançado para o plantel.
Como eu já tinha referido em alguns posts anteriores, a "coisa" estava tensa e, pelos vistos, insustentável.
O treinador queria um ponta de lança específico, mas os "azuis e brancos" não tiveram dinheiro para fazer cumprir esse desejo.
As declarações de Adriaanse, após o torneio de Amsterdão, já deixavam pouco espaço de manobra
Agora, Adriaanse sai mesmo e deixa o FC Porto com as "calças na mão" quando se aproxima o primeiro jogo oficial.
Com poucos dias de preparação para moldar a equipa à sua imagem e sem dinheiro para reforços, não sei se haverá muitos treinadores com vontade de assumir este projecto.
Quem será a escolha de Pinto da Costa?
Camacho (namoro antigo que já conhece o futebol português), Rui Barros (o adjunto que "sobrevive"), Manuel José (o eterno incompreendido), um outro estrangeiro sem passado no futebol português?
Foi o que se conseguiu arranjar...
O Benfica empatou a uma bola com o Áustria de Viena na primeira mão da pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
Não há grandes comentários a fazer: o jogo foi muito mau, a equipa austriaca é fraquíssima e os "encarnados" mesmo em "crise de identidade" poderiam e deveriam ter feito melhor, poderiam e deveriam ter ganho o jogo.
Tirando a (grande) jogada do golo, pouco ou nada há a destacar. Voltou a ver-se um Benfica lento, sem ideias, sem rasgos, com medo de atacar para não correr o risco de perder... e até a defesa meteu água.
Se tivesse que destacar alguém do "11", escolheria Katsouranis, Manu e Rui Costa (enquanto houve força).
Dentro de 15 dias, no jogo da segunda mão, no estádio da Luz, o Benfica é obrigado a carimbar o passaporte para a fase final da Champions e tem que golear este Áustria de quarta categoria.
Não há grandes comentários a fazer: o jogo foi muito mau, a equipa austriaca é fraquíssima e os "encarnados" mesmo em "crise de identidade" poderiam e deveriam ter feito melhor, poderiam e deveriam ter ganho o jogo.
Tirando a (grande) jogada do golo, pouco ou nada há a destacar. Voltou a ver-se um Benfica lento, sem ideias, sem rasgos, com medo de atacar para não correr o risco de perder... e até a defesa meteu água.
Se tivesse que destacar alguém do "11", escolheria Katsouranis, Manu e Rui Costa (enquanto houve força).
Dentro de 15 dias, no jogo da segunda mão, no estádio da Luz, o Benfica é obrigado a carimbar o passaporte para a fase final da Champions e tem que golear este Áustria de quarta categoria.
terça-feira, agosto 08, 2006
Agora é a sério (*)
O Benfica defronta mais logo o Áustria de Viena na primeira mão da pré-eliminatória da Liga dos Campeões no jogo que abre oficialmente a época.
A equipa está com dificuldades tácticas e não só (faltam jogadores importantes), mas isso tem que ser ultrapassado com maior ou menor dificuldade.
Seja em 4-2-3-1 ou 4-4-2
Seja com Quim ou Moreira na baliza
Seja com Ricardo Rocha à direita (?!) e Nélson à esquerda (!?)
Seja com ou sem Katsouranis
Seja ou não com Paulo Jorge e Manu nas alas (meu Deus!!!)
Seja com Nuno Gomes sozinho ou acompanhado
É que, depois de uma pré-época com grandes problemas, esta é a altura do plantel se unir e demonstrar vontade, união e concentração.
A vitória é fundamental e a entrada na Champions obrigatória.
(*) Título de "A Bola"
A equipa está com dificuldades tácticas e não só (faltam jogadores importantes), mas isso tem que ser ultrapassado com maior ou menor dificuldade.
Seja em 4-2-3-1 ou 4-4-2
Seja com Quim ou Moreira na baliza
Seja com Ricardo Rocha à direita (?!) e Nélson à esquerda (!?)
Seja com ou sem Katsouranis
Seja ou não com Paulo Jorge e Manu nas alas (meu Deus!!!)
Seja com Nuno Gomes sozinho ou acompanhado
É que, depois de uma pré-época com grandes problemas, esta é a altura do plantel se unir e demonstrar vontade, união e concentração.
A vitória é fundamental e a entrada na Champions obrigatória.
(*) Título de "A Bola"
domingo, agosto 06, 2006
"Alerta vermelho"
Para além do post “Refresh encarnado”, a pré temporada do Benfica, com alguns sinais preocupantes, obriga a que se fale de outros aspectos.
Nota prévia: a pré-época da equipa da Luz está a ser marcada pela “novela Simão” que está, claramente, a condicionar tudo o resto (*).
O Benfica mudou de técnico e de táctica e está a ter dificuldades de adaptação. Até ao jogo do Bordéus tudo parecia correr sem problemas mas, a partir do Torneio do Guadiana tudo se desmoronou.
Agora, a dois dias do primeiro jogo oficial, para a Liga dos Campeões, não há certezas sobre qual a táctica a utilizar.
Depois de várias semanas de treino e alguns jogos no novo “4-4-2 losango”, após o último jogo de preparação diante do AEK, o técnico admitiu voltar ao “4-2-3-1”, a que os jogadores estão mais habituados.
Entretanto, é bom não esquecer que Fernando Santos pediu dois jogadores (um defesa-esquerdo alternativa a Leo e um médio esquerdo para o vértice do losango) que ainda não chegaram e, possivelmente, mais pedirá se tiver que reformular mesmo a equipa para o “4-2-3-1” já que o plantel tem apenas dois extremos e inexperientes (Manu e Paulo Jorge).
Para uma equipa que tem jogado nos últimos anos na mesma táctica, apesar dos vários treinadores, o tempo de adaptação ao novo esquema era essencial, como fundamental era ter os jogadores certos para as várias posições.
O tempo não foi muito até por “culpa” da pré-eliminatória da Champions, apesar da equipa ter sido a primeira a retomar o trabalho. O Mundial também não ajudou com vários jogadores a chegarem mais tarde.
Mas, porque é que esta “nova” táctica (utilizada, por exemplo, por Milan, Chelsea ou Sporting) não está, para já, a resultar?
“4-4-2 losango”
Esta é uma táctica que, não tendo extremos, obriga a duas coisas: laterais ofensivos e médios polivalentes para jogarem no meio e cairem para as alas.
Por outro lado, convém que o “trinco” saiba fazer as compensações e o “10” tenha liberdade para criar jogo para os dois avançados (móveis e explosivos).
Ora, é precisamente nestes pontos que “a porca torce o rabo”.
Para além do atraso na preparação de alguns titulares (Luisão, Petit, Nuno Gomes), da chegada de outros (Katsouranis) e da lesão de Miccoli, o Benfica está com dificuldade em acomodar o meio-campo.
Petit é médio defensivo, tal como Katsouranis, e Fernando Santos parece estar com dificuldade em encaixar os dois jogadores no “11” uma vez que um terá – na nova táctica – que jogar a interior direito.
Quando se pensaria que seria o grego o escolhido (contratado por ser conhecido do técnico e polivalente), o certo é que tem sido o internacional português a jogar nessa posição, o que, claramente, parece desapropriado às suas caracteristicas.
Por outro lado, no vértice esquerdo tem estado prioritariamente o outro grego (Karagounis) que, apesar de esforçado, tem dois problemas: não é canhoto e não gosta muito de defender.
Enquanto se espera o jogador pedido pelo técnico (não deve chegar tão cedo), Nuno Assis e Karyaka poderiam ser alternativas válidas. O português é mais um criativo e o russo está de saída e sempre que jogou mostrou pouca vontade de mostrar serviço.
Esta táctica, no papel, parece moldada às características do “maestro” (como já jogava em Itália), mas convém que Rui Costa se concentre nas acções ofensivas e não se desgaste defensivamente. Para que isso aconteça é fundamental que os três companheiros de sector estejam a funcionar.
Também na defesa a “coisa” não está a correr bem: os centrais estão desamparados, sem o correcto apoio do meio-campo, e os alas a subir pouco e mal.
Léo e Nélson (ainda não parece recuperado a 100% dos problemas da época passada) dão, estando em forma, todas as garantias porque são dois jogadores que gostam de atacar e fazem-no bem, sem perder sentido defensivo.
Para além destas questões evidentes na equipa titular, há depois a segunda parte do problema: o banco continua a ser curto.
Na defesa, os laterais não têm suplentes. Se Nélson precisa que um central (Alcides) ou um extremo-adaptado (Marco Ferreira) o substitua, do lado esquerdo nem isso e só Nélson (apesar do claro abaixamento de rendimento) ou Ricardo Rocha parecem minimamente capazes de o substituir.
No meio-campo, há mais dois trincos - o jovem Diego e o inanarrável Beto – um com qualidade, mas ainda em adaptação e outro que dá tudo o que tem, mas tem pouco para dar.
O problema agrava-se nos vértices onde, já sem Manuel Fernandes – outra baixa importante e mal explicada – só há Nuno Assis e, ao que parece, o miúdo João Coimbra, repescado da lista de dispensas. Parece-me curto para toda a época.
Para finalizar há os dois já falados extremos que, em principio, estariam destinados a um segundo plano já que só entrariam apenas em alturas de “crise” (jogo difícil em que fosse preciso algum “abre latas”).
No ataque há, teoricamente, cinco opções mas o cenário não é tão brilhante quanto parece: Nuno Gomes tem a preparação atrasada, Kikin Fonseca chegou agora, Miccoli continua a lesionar-se com muita facilidade, Mantorras não tem condições para ser titular toda a época e Marcel continua a difícil adaptação ao Benfica e está longe de provar a minha aposta nele.
4-2-3-1
Agora, em desespero, se Fernando Santos optar por voltar atrás e apostar na táctica conhecida ficam claras duas coisas: o Benfica desperdiçou toda uma pré-época e fica com o plantel muito desequilibrado.
Só com Manu e Paulo Jorge e com o tempo (31 de Agosto) e o dinheiro (será que a hipotética venda de Simão ainda virá a tempo de compor as coisas) a esgotar-se parece dificil que a equipa se consiga aguentar.
São dois miúdos, com pouca experiência de primeira divisão e nenhuma de Benfica e que, seguramente, foram contratados para completar o plantel, não para serem primeiras opções.
Por outro lado parece um desperdício ter cinco homens da frente quando só há um lugar a titular.
Também é discutível que Rui Costa aguente uma época tendo que fazer constantes viagens defesa/ataque com um meio-campo de três.
E então?
O 3-5-2 poderia ser a táctica a utilizar mas também para isso seriam necessários alguns jogadores, para além do tempo para treinar... tempo esse que não há.
Posto isto, e vistos os prós e os contras, confirmando-se as saídas de Simão e Manuel Fernandes, parece-me que, apesar de tudo, e dos riscos que isso implica, o Benfica deveria, entre as duas hipóteses mais prováveis, continuar a apostar no "4-4-2 losango".
É preciso acreditar, dar tempo e espaço aos jogadores e ao técnico. Ainda é cedo para começar, desde já, a começar a "fazer a cama" ao treinador.
(*) Caso analisado em breve.
Nota prévia: a pré-época da equipa da Luz está a ser marcada pela “novela Simão” que está, claramente, a condicionar tudo o resto (*).
O Benfica mudou de técnico e de táctica e está a ter dificuldades de adaptação. Até ao jogo do Bordéus tudo parecia correr sem problemas mas, a partir do Torneio do Guadiana tudo se desmoronou.
Agora, a dois dias do primeiro jogo oficial, para a Liga dos Campeões, não há certezas sobre qual a táctica a utilizar.
Depois de várias semanas de treino e alguns jogos no novo “4-4-2 losango”, após o último jogo de preparação diante do AEK, o técnico admitiu voltar ao “4-2-3-1”, a que os jogadores estão mais habituados.
Entretanto, é bom não esquecer que Fernando Santos pediu dois jogadores (um defesa-esquerdo alternativa a Leo e um médio esquerdo para o vértice do losango) que ainda não chegaram e, possivelmente, mais pedirá se tiver que reformular mesmo a equipa para o “4-2-3-1” já que o plantel tem apenas dois extremos e inexperientes (Manu e Paulo Jorge).
Para uma equipa que tem jogado nos últimos anos na mesma táctica, apesar dos vários treinadores, o tempo de adaptação ao novo esquema era essencial, como fundamental era ter os jogadores certos para as várias posições.
O tempo não foi muito até por “culpa” da pré-eliminatória da Champions, apesar da equipa ter sido a primeira a retomar o trabalho. O Mundial também não ajudou com vários jogadores a chegarem mais tarde.
Mas, porque é que esta “nova” táctica (utilizada, por exemplo, por Milan, Chelsea ou Sporting) não está, para já, a resultar?
“4-4-2 losango”
Esta é uma táctica que, não tendo extremos, obriga a duas coisas: laterais ofensivos e médios polivalentes para jogarem no meio e cairem para as alas.
Por outro lado, convém que o “trinco” saiba fazer as compensações e o “10” tenha liberdade para criar jogo para os dois avançados (móveis e explosivos).
Ora, é precisamente nestes pontos que “a porca torce o rabo”.
Para além do atraso na preparação de alguns titulares (Luisão, Petit, Nuno Gomes), da chegada de outros (Katsouranis) e da lesão de Miccoli, o Benfica está com dificuldade em acomodar o meio-campo.
Petit é médio defensivo, tal como Katsouranis, e Fernando Santos parece estar com dificuldade em encaixar os dois jogadores no “11” uma vez que um terá – na nova táctica – que jogar a interior direito.
Quando se pensaria que seria o grego o escolhido (contratado por ser conhecido do técnico e polivalente), o certo é que tem sido o internacional português a jogar nessa posição, o que, claramente, parece desapropriado às suas caracteristicas.
Por outro lado, no vértice esquerdo tem estado prioritariamente o outro grego (Karagounis) que, apesar de esforçado, tem dois problemas: não é canhoto e não gosta muito de defender.
Enquanto se espera o jogador pedido pelo técnico (não deve chegar tão cedo), Nuno Assis e Karyaka poderiam ser alternativas válidas. O português é mais um criativo e o russo está de saída e sempre que jogou mostrou pouca vontade de mostrar serviço.
Esta táctica, no papel, parece moldada às características do “maestro” (como já jogava em Itália), mas convém que Rui Costa se concentre nas acções ofensivas e não se desgaste defensivamente. Para que isso aconteça é fundamental que os três companheiros de sector estejam a funcionar.
Também na defesa a “coisa” não está a correr bem: os centrais estão desamparados, sem o correcto apoio do meio-campo, e os alas a subir pouco e mal.
Léo e Nélson (ainda não parece recuperado a 100% dos problemas da época passada) dão, estando em forma, todas as garantias porque são dois jogadores que gostam de atacar e fazem-no bem, sem perder sentido defensivo.
Para além destas questões evidentes na equipa titular, há depois a segunda parte do problema: o banco continua a ser curto.
Na defesa, os laterais não têm suplentes. Se Nélson precisa que um central (Alcides) ou um extremo-adaptado (Marco Ferreira) o substitua, do lado esquerdo nem isso e só Nélson (apesar do claro abaixamento de rendimento) ou Ricardo Rocha parecem minimamente capazes de o substituir.
No meio-campo, há mais dois trincos - o jovem Diego e o inanarrável Beto – um com qualidade, mas ainda em adaptação e outro que dá tudo o que tem, mas tem pouco para dar.
O problema agrava-se nos vértices onde, já sem Manuel Fernandes – outra baixa importante e mal explicada – só há Nuno Assis e, ao que parece, o miúdo João Coimbra, repescado da lista de dispensas. Parece-me curto para toda a época.
Para finalizar há os dois já falados extremos que, em principio, estariam destinados a um segundo plano já que só entrariam apenas em alturas de “crise” (jogo difícil em que fosse preciso algum “abre latas”).
No ataque há, teoricamente, cinco opções mas o cenário não é tão brilhante quanto parece: Nuno Gomes tem a preparação atrasada, Kikin Fonseca chegou agora, Miccoli continua a lesionar-se com muita facilidade, Mantorras não tem condições para ser titular toda a época e Marcel continua a difícil adaptação ao Benfica e está longe de provar a minha aposta nele.
4-2-3-1
Agora, em desespero, se Fernando Santos optar por voltar atrás e apostar na táctica conhecida ficam claras duas coisas: o Benfica desperdiçou toda uma pré-época e fica com o plantel muito desequilibrado.
Só com Manu e Paulo Jorge e com o tempo (31 de Agosto) e o dinheiro (será que a hipotética venda de Simão ainda virá a tempo de compor as coisas) a esgotar-se parece dificil que a equipa se consiga aguentar.
São dois miúdos, com pouca experiência de primeira divisão e nenhuma de Benfica e que, seguramente, foram contratados para completar o plantel, não para serem primeiras opções.
Por outro lado parece um desperdício ter cinco homens da frente quando só há um lugar a titular.
Também é discutível que Rui Costa aguente uma época tendo que fazer constantes viagens defesa/ataque com um meio-campo de três.
E então?
O 3-5-2 poderia ser a táctica a utilizar mas também para isso seriam necessários alguns jogadores, para além do tempo para treinar... tempo esse que não há.
Posto isto, e vistos os prós e os contras, confirmando-se as saídas de Simão e Manuel Fernandes, parece-me que, apesar de tudo, e dos riscos que isso implica, o Benfica deveria, entre as duas hipóteses mais prováveis, continuar a apostar no "4-4-2 losango".
É preciso acreditar, dar tempo e espaço aos jogadores e ao técnico. Ainda é cedo para começar, desde já, a começar a "fazer a cama" ao treinador.
(*) Caso analisado em breve.
Avisos em tons de azul
O FC Porto perdeu os dois jogos do Torneio de Amsterdão e deixou algumas indicações preocupantes, não só no ataque mas também na defesa.
O ataque
Os problemas ofensivos são “públicos e notórios” e Co Adriaanse não se cala com a necessidade premente de contratar um ponta de lança.
Os “dragões” cometeram o mesmo erro do Benfica (com Karadas) na época passada e contaram com “o ovo no cu da galinha” ao dispensar Hélder Postiga, emprestar Hugo Almeida e transferir McCarthy antes de garantir o reforço para o ataque.
Com Bruno Moraes e Sokota sempre lesionados, sobra Adriano e a meia adaptação do esta época esquecido Lisandro.
O técnico holandês continua a pedir um “matador”, mas Pinto da Costa não parece pelos ajustes e diz que não há dinheiro.
Não sei como vai acabar este braço de ferro, mas a última palavra é, claro, do presidente e vamos ver o que faz Adriaanse que ontem voltou a deixar o aviso: “Não há dinheiro para um avançado. Então continuaremos a fazer exibições divertidas mas a perder estes jogos”.
A defesa
Entretanto, para além das questões ofensivas, o treinador da “dobradinha” também não pode negligenciar os problemas da defesa.
Claro que é fácil dizer que falta um avançado e que se falham oportunidades de golo, mas isso nada tem a ver com os seis golos sofridos nas duas partidas realizadas na Holanda.
Tal como na época passada, parece que as tácticas de 3-4-3 (deste ano) ou 3-3-4 (do ano passado) não funcionam em jogos internacionais.
E ainda pior que os seis golos sofridos, nota para os erros defensivos cometidos, mesmo pelos “titulares” (que jogaram frente ao Manchester United).
Muitos espaços abertos, dificuldades de velocidade, compensações tardias...
Sendo certo que estamos a falar de jogos particulares e que estes servem precisamente para testes e experiências, a verdade é que, depois da má época europeia, esta época os problemas parecem manter-se.
Vamos ver se, quando chegar a hora da verdade, Adriaanse vai ou não recuar e voltar aos quatro defesas.
O ataque
Os problemas ofensivos são “públicos e notórios” e Co Adriaanse não se cala com a necessidade premente de contratar um ponta de lança.
Os “dragões” cometeram o mesmo erro do Benfica (com Karadas) na época passada e contaram com “o ovo no cu da galinha” ao dispensar Hélder Postiga, emprestar Hugo Almeida e transferir McCarthy antes de garantir o reforço para o ataque.
Com Bruno Moraes e Sokota sempre lesionados, sobra Adriano e a meia adaptação do esta época esquecido Lisandro.
O técnico holandês continua a pedir um “matador”, mas Pinto da Costa não parece pelos ajustes e diz que não há dinheiro.
Não sei como vai acabar este braço de ferro, mas a última palavra é, claro, do presidente e vamos ver o que faz Adriaanse que ontem voltou a deixar o aviso: “Não há dinheiro para um avançado. Então continuaremos a fazer exibições divertidas mas a perder estes jogos”.
A defesa
Entretanto, para além das questões ofensivas, o treinador da “dobradinha” também não pode negligenciar os problemas da defesa.
Claro que é fácil dizer que falta um avançado e que se falham oportunidades de golo, mas isso nada tem a ver com os seis golos sofridos nas duas partidas realizadas na Holanda.
Tal como na época passada, parece que as tácticas de 3-4-3 (deste ano) ou 3-3-4 (do ano passado) não funcionam em jogos internacionais.
E ainda pior que os seis golos sofridos, nota para os erros defensivos cometidos, mesmo pelos “titulares” (que jogaram frente ao Manchester United).
Muitos espaços abertos, dificuldades de velocidade, compensações tardias...
Sendo certo que estamos a falar de jogos particulares e que estes servem precisamente para testes e experiências, a verdade é que, depois da má época europeia, esta época os problemas parecem manter-se.
Vamos ver se, quando chegar a hora da verdade, Adriaanse vai ou não recuar e voltar aos quatro defesas.
quinta-feira, agosto 03, 2006
Quem?
O Benfica está com problemas de adaptação ao novo técnico e à nova táctica e, a poucos dias do primeiro jogo oficial (para a Champions), há muitas questões em aberto. Para já, a questão da baliza.
Os "encarnados" contam com três bons guarda-redes, dois deles internacionais, experientes e que dão, se estiverem todos em condições, garantias à equipa.
Nota prévia: sou favorável a que o plantel tenha três opções efectivas e, assim sendo, sempre me pareceu mal aquela ideia de emprestar ou vender Quim (agora que o técnico já não era Koeman).
Na última época Moreira e Quim estiveram muito tempo lesionados e Moretto terminou a titular da equipa.
Este ano há uma nova época e um novo treinador e, por isso, os três partem em igualdade de opções.
E agora?
Como sabem os que me conhecem ou os que lêem este blog, sou adepto de Moreira e, no ano passado, defendi Moretto até ao máximo porque lhe reconheço condições físicas e técnicas para ser um grande guarda-redes.
Nesta pré-época as coisas não estão a correr bem e isso tem-se reflectido também na baliza. Nenhum dos três guarda-redes esteve excelente, apesar de Quim só ter tido uma oportunidade.
Moreira fez mais jogos mas sofreu muitos golos e em alguns foi mal batido, Moretto lesionou-se nesta fase e continua a mostrar fragilidades inacreditáveis (o golo contra o Depor é surreal), com graves problemas de concentração.
Neste quadro e vindo aí um jogo fundamental, esta vai ser a primeira decisão séria de Fernando Santos. Não é fácil mas, se pudesse dar uma opinião, apostaria para quarta-feira em Quim.
O internacional português é o mais experiente e calmo e seguramente não vai tremer nesta altura de pressão para o plantel.
As equipas começam a construir-se de trás para a frente... a baliza é fundamental.
Por isso, Quim.
Os "encarnados" contam com três bons guarda-redes, dois deles internacionais, experientes e que dão, se estiverem todos em condições, garantias à equipa.
Nota prévia: sou favorável a que o plantel tenha três opções efectivas e, assim sendo, sempre me pareceu mal aquela ideia de emprestar ou vender Quim (agora que o técnico já não era Koeman).
Na última época Moreira e Quim estiveram muito tempo lesionados e Moretto terminou a titular da equipa.
Este ano há uma nova época e um novo treinador e, por isso, os três partem em igualdade de opções.
E agora?
Como sabem os que me conhecem ou os que lêem este blog, sou adepto de Moreira e, no ano passado, defendi Moretto até ao máximo porque lhe reconheço condições físicas e técnicas para ser um grande guarda-redes.
Nesta pré-época as coisas não estão a correr bem e isso tem-se reflectido também na baliza. Nenhum dos três guarda-redes esteve excelente, apesar de Quim só ter tido uma oportunidade.
Moreira fez mais jogos mas sofreu muitos golos e em alguns foi mal batido, Moretto lesionou-se nesta fase e continua a mostrar fragilidades inacreditáveis (o golo contra o Depor é surreal), com graves problemas de concentração.
Neste quadro e vindo aí um jogo fundamental, esta vai ser a primeira decisão séria de Fernando Santos. Não é fácil mas, se pudesse dar uma opinião, apostaria para quarta-feira em Quim.
O internacional português é o mais experiente e calmo e seguramente não vai tremer nesta altura de pressão para o plantel.
As equipas começam a construir-se de trás para a frente... a baliza é fundamental.
Por isso, Quim.
“Refresh” encarnado
O Benfica apostou na mudança: novo treinador, nova táctica, novos jogadores, mas um plantel ainda desequilibrado... e isso tem custos.
Fernando Santos é o timoneiro para a nova temporada e isso deixa-me – como já aqui o disse – algumas dúvidas.
A táctica não é surpresa (por exemplo, o Sporting joga assim), mas é um esquema que necessita, por um lado, de tempo e, por outro, de mais jogadores. (*)
Nas contratações, destaque óbvio para o regresso do “maestro” Rui Costa. Depois há também Katsouranis (o primeiro desejo do técnico) e Kikin Fonseca.
Para além destes, destaque para a chamada de dois jogadores que estavam emprestados (Manu e Diego) e uma contratação surpresa (Paulo Jorge).
Apesar destes reforços são óbvias e evidentes as lacunas: falta um lateral-esquerdo e um médio-esquerdo e um médio-direito que encaixem no “4-4-2 losango”.
A acrescentar a tudo isto convém não esquecer que falta já menos de uma semana para a primeira mão da pré-eliminatória da “Champions” e ainda estão por resolver as novelas Simão e Manuel Fernandes.
(*) Falaremos sobre este tema, em pormenor, mais à frente.
Fernando Santos é o timoneiro para a nova temporada e isso deixa-me – como já aqui o disse – algumas dúvidas.
A táctica não é surpresa (por exemplo, o Sporting joga assim), mas é um esquema que necessita, por um lado, de tempo e, por outro, de mais jogadores. (*)
Nas contratações, destaque óbvio para o regresso do “maestro” Rui Costa. Depois há também Katsouranis (o primeiro desejo do técnico) e Kikin Fonseca.
Para além destes, destaque para a chamada de dois jogadores que estavam emprestados (Manu e Diego) e uma contratação surpresa (Paulo Jorge).
Apesar destes reforços são óbvias e evidentes as lacunas: falta um lateral-esquerdo e um médio-esquerdo e um médio-direito que encaixem no “4-4-2 losango”.
A acrescentar a tudo isto convém não esquecer que falta já menos de uma semana para a primeira mão da pré-eliminatória da “Champions” e ainda estão por resolver as novelas Simão e Manuel Fernandes.
(*) Falaremos sobre este tema, em pormenor, mais à frente.
Presidente
Morreu esta quarta-feira Jorge de Brito, um grande benfiquista, um grande presidente "encarnado" que tudo fez para dignificar e engrandecer ainda mais o clube.
Sócio nº 88, este antigo presidente (1992-1994) e vice-presidente "encarnado" deu tudo ao Glorioso, até em prejuizo da sua vida pessoal.
Segundo dados de Adriano Afonso, outro antigo dirigente da equipa da Luz, Jorge de Brito meteu cerca de dois milhões de contos no Benfica.
Já Veloso, um dos míticos "capitães" de equipa do Benfica diz que o "águia de ouro" foi o melhor presidente com quem trabalhou na Luz.
Estes são apenas dois exemplos de benfiquistas que homenageram Jorge de Brito neste dia de luto e pesar para o clube.
Era bom que o Benfica pudesse voltar a ter dirigentes da estírpe de Jorge de Brito, pessoas que dão tudo ao clube sem nada pedir, só à procura das vitórias do Glorioso.
Bem-haja Jorge de Brito
Paz à sua alma.
Sócio nº 88, este antigo presidente (1992-1994) e vice-presidente "encarnado" deu tudo ao Glorioso, até em prejuizo da sua vida pessoal.
Segundo dados de Adriano Afonso, outro antigo dirigente da equipa da Luz, Jorge de Brito meteu cerca de dois milhões de contos no Benfica.
Já Veloso, um dos míticos "capitães" de equipa do Benfica diz que o "águia de ouro" foi o melhor presidente com quem trabalhou na Luz.
Estes são apenas dois exemplos de benfiquistas que homenageram Jorge de Brito neste dia de luto e pesar para o clube.
Era bom que o Benfica pudesse voltar a ter dirigentes da estírpe de Jorge de Brito, pessoas que dão tudo ao clube sem nada pedir, só à procura das vitórias do Glorioso.
Bem-haja Jorge de Brito
Paz à sua alma.
quarta-feira, agosto 02, 2006
“Refresh” verde
O Sporting, tal como o FC Porto, apostou na continuidade e isso é sempre uma mais valia.
Os “leões” têm o mesmo técnico, a mesma táctica, o mesmo grupo de jogadores… e isso, claro, só pode trazer vantagens para continuar com a boa segunda volta da época passada.
Nas contratações, a equipa de Alvalade apostou em jogadores a “custo zero” (destaque para Carlos Paredes, garantia de qualidade) e a continuidade de Caneira.
A SAD leonina procura, agora, um defesa-central, depois do “caso Moisés”, para encerrar o plantel... numa altura em que parece que, afinal, Douala se vai manter.
Na minha perspectiva, Paulo Bento tem apenas duas questões por resolver: qual o “Plano B” quando o 4-4-2 “losango” não funcionar? (extremos só há dois Douala e Nani); falta um ponta de lança com características diferentes dos quatro do plantel para os jogos em que seja necessário alguém mais fixo na área.
Numa altura em que falta ver Farnerud e Carlos Bueno (dois dos reforços), o “11” parece dar garantias ao técnico, mas é bom não esquecer que esta época há Liga dos Campeões e o ritmo de jogos é mais intenso.
Para já, condicionado aos desconhecidos e ao que falta chegar, aqui fica a aposta:
Ricardo
Abel, Tonel, Polga e Caneira
Custódio, Paredes, João Moutinho, Carlos Martins
Liedson, Bueno
No banco, várias opções de qualidade:
Tiago
Miguel Garcia, ?, Miguel Veloso e Ronny
Farnerud, João Alves, Nani e Romagnoli
Deivid e Yanick
Sobram ainda o jovem Rui Patrício (guarda-redes), Tello e Douala.
Os “leões” têm o mesmo técnico, a mesma táctica, o mesmo grupo de jogadores… e isso, claro, só pode trazer vantagens para continuar com a boa segunda volta da época passada.
Nas contratações, a equipa de Alvalade apostou em jogadores a “custo zero” (destaque para Carlos Paredes, garantia de qualidade) e a continuidade de Caneira.
A SAD leonina procura, agora, um defesa-central, depois do “caso Moisés”, para encerrar o plantel... numa altura em que parece que, afinal, Douala se vai manter.
Na minha perspectiva, Paulo Bento tem apenas duas questões por resolver: qual o “Plano B” quando o 4-4-2 “losango” não funcionar? (extremos só há dois Douala e Nani); falta um ponta de lança com características diferentes dos quatro do plantel para os jogos em que seja necessário alguém mais fixo na área.
Numa altura em que falta ver Farnerud e Carlos Bueno (dois dos reforços), o “11” parece dar garantias ao técnico, mas é bom não esquecer que esta época há Liga dos Campeões e o ritmo de jogos é mais intenso.
Para já, condicionado aos desconhecidos e ao que falta chegar, aqui fica a aposta:
Ricardo
Abel, Tonel, Polga e Caneira
Custódio, Paredes, João Moutinho, Carlos Martins
Liedson, Bueno
No banco, várias opções de qualidade:
Tiago
Miguel Garcia, ?, Miguel Veloso e Ronny
Farnerud, João Alves, Nani e Romagnoli
Deivid e Yanick
Sobram ainda o jovem Rui Patrício (guarda-redes), Tello e Douala.
"Refresh" azul
O campeão nacional parte, mais uma vez, na frente, em termos de favoritismo, para a conquista de mais títulos na época que se avizinha.
Mantendo o mesmo técnico, que lhe deu a "dobradinha", e a mesma estrutura de equipa, o FC Porto tem as condições para repetir os mesmos feitos a nível interno e, claro, melhorar na Champions.
A equipa foi, para já, reforçada por quatro jogadores (Ezequias, João Paulo, Diogo Valente e Sektoui), faltando, claramente, um homem para o ataque.
Olhando para a equipa e para os "recém-chegados" é evidente o objectivo de Co Adriaanse: jogadores polivalentes que possam adaptar-se aos seus esquemas de jogo e, ao mesmo tempo, jogar em mais do que uma posição:
Ezequias: defesa esquerdo, defesa-central
João Paulo: defesa central, trinco
Diogo Valente: médio e extremo esquerdo
Sektoui: extremo esquerdo e direito
Sem Benny e sem Hugo Almeida e com os constantes azares de Bruno Moraes e Sokota, o ataque dos "dragões" está entregue a Adriano e isso é, claramente, insuficiente.
Talvez por uma questão de maior equilíbrio, ou pelo crescimento de Anderson ou pela falta de "homens-golo", Adriaanse parece ir apostar, em primeiro lugar, numa táctica de 3-4-3 e não em 3-3-4 como em boa parte da época passada.
Resumindo, resolvida a questão do ponta de lança (o FC Porto não conseguiu chegar a Hesselink e não se fala, para já, noutro nome), os "azuis e brancos" vão ficar ainda mais fortes, porque mais adaptados e porque têm mais soluções, especialmente defensivas (apesar de eu continuar a achar que falta um lateral direito de raiz).
Aqui fica a minha aposta para "11" titular... com um reforço apenas
Helton
Bosingwa, Pepe, Pedro Emanuel
Paulo Assunção, Raul Meireles, Lucho e Anderson
Quaresma, Adriano e Sektoui
No banco há ainda algumas opções bem válidas:
Vítor Baia
Ricardo Costa, Bruno Alves e Ezequias
João Paulo, Cech, Ibson e Jorginho
Alan, Bruno Moraes e Lisandro
Ainda sobram o eterno lesionado Sokota, o jovem Vieirinha, o "reforço" Diogo Valente e o terceiro guarda-redes Paulo Ribeiro.
Mantendo o mesmo técnico, que lhe deu a "dobradinha", e a mesma estrutura de equipa, o FC Porto tem as condições para repetir os mesmos feitos a nível interno e, claro, melhorar na Champions.
A equipa foi, para já, reforçada por quatro jogadores (Ezequias, João Paulo, Diogo Valente e Sektoui), faltando, claramente, um homem para o ataque.
Olhando para a equipa e para os "recém-chegados" é evidente o objectivo de Co Adriaanse: jogadores polivalentes que possam adaptar-se aos seus esquemas de jogo e, ao mesmo tempo, jogar em mais do que uma posição:
Ezequias: defesa esquerdo, defesa-central
João Paulo: defesa central, trinco
Diogo Valente: médio e extremo esquerdo
Sektoui: extremo esquerdo e direito
Sem Benny e sem Hugo Almeida e com os constantes azares de Bruno Moraes e Sokota, o ataque dos "dragões" está entregue a Adriano e isso é, claramente, insuficiente.
Talvez por uma questão de maior equilíbrio, ou pelo crescimento de Anderson ou pela falta de "homens-golo", Adriaanse parece ir apostar, em primeiro lugar, numa táctica de 3-4-3 e não em 3-3-4 como em boa parte da época passada.
Resumindo, resolvida a questão do ponta de lança (o FC Porto não conseguiu chegar a Hesselink e não se fala, para já, noutro nome), os "azuis e brancos" vão ficar ainda mais fortes, porque mais adaptados e porque têm mais soluções, especialmente defensivas (apesar de eu continuar a achar que falta um lateral direito de raiz).
Aqui fica a minha aposta para "11" titular... com um reforço apenas
Helton
Bosingwa, Pepe, Pedro Emanuel
Paulo Assunção, Raul Meireles, Lucho e Anderson
Quaresma, Adriano e Sektoui
No banco há ainda algumas opções bem válidas:
Vítor Baia
Ricardo Costa, Bruno Alves e Ezequias
João Paulo, Cech, Ibson e Jorginho
Alan, Bruno Moraes e Lisandro
Ainda sobram o eterno lesionado Sokota, o jovem Vieirinha, o "reforço" Diogo Valente e o terceiro guarda-redes Paulo Ribeiro.
segunda-feira, julho 31, 2006
As naturalizações, o precedente e a banalização
Há muitos anos (pelo menos desde a geração que esteve no Euro 84) que o futebol português tem falta de avançados.
Normalmente, em todas as gerações lá vai aparecendo um ou outro para ir disfarçando este problema estrutural do nosso futebol e “quando não houve cão caçou-se com gato” (por exemplo Rui Barros ou Sá Pinto).
Depois de Fernando Gomes, Manuel Fernandes, Jordão e Nené, que coexistiram na mesma altura, tivemos, basicamente, Rui Águas, Domingos e Cadete, mais Paulo Alves, que era a “arma secreta” e nunca se fixou como titular.
A situação agravou-se agora com a renuncia de Pauleta à selecção, o que deixa a equipa das quinas entregues a Nuno Gomes (já com 30 anos e não um ponta-de-lança), Hélder Postiga (demora a “dar o salto” e a jogar e marcar com regularidade) e Hugo Almeida (a eterna esperança com grande potencial que ainda não explodiu).
Falta um “matador” e isso já foi evidente no Mundial da Alemanha.
Vem tudo isto a propósito das declarações de Liedson que, há uns dias, admitiu a hipótese de se naturalizar português e jogar pela selecção nacional.
Claro que um jogador como o “levezinho” dava muito jeito à “equipa das quinas” e poderia ser uma mais valia para o conjunto nacional, mas é necessário ver todos os dados do problema e não nos cingirmos, apenas, ao imediatismo da necessidade imediata.
Os mais pragmáticos, por outro lado, vão lembrar que o ataque germânico tinha dois polacos, que a Espanha tem brasileiros e argentinos, que a Itália tem também um argentino, etc, etc.
Por outro lado, esses mesmos vão lembrar o basket, o andebol e o atletismo, modalidades em que já cedemos aos naturalizados.
De recordar que a polémica regressou quando, em 2004, o brasileiro Deco se estreou de “quinas” ao peito. Muitos portugueses não gostaram e até alguns jogadores “torceram o nariz”.
Se o caso Liedson avançar, qualquer dia vamos ter alguém a pedir também a “nacionalização” de Léo (porque não há laterais esquerdos) ou de Hélton e Pepe porque são grandes jogadores.
Entretanto, nos Sub-20 lá estão Ricardo Vaz-Tê, Moreira ou Furtado... será que vão a tempo de evoluir?
Este é um processo para acompanhar e decidir com calma. Um erro pode ser a morte do futebol português.
Normalmente, em todas as gerações lá vai aparecendo um ou outro para ir disfarçando este problema estrutural do nosso futebol e “quando não houve cão caçou-se com gato” (por exemplo Rui Barros ou Sá Pinto).
Depois de Fernando Gomes, Manuel Fernandes, Jordão e Nené, que coexistiram na mesma altura, tivemos, basicamente, Rui Águas, Domingos e Cadete, mais Paulo Alves, que era a “arma secreta” e nunca se fixou como titular.
A situação agravou-se agora com a renuncia de Pauleta à selecção, o que deixa a equipa das quinas entregues a Nuno Gomes (já com 30 anos e não um ponta-de-lança), Hélder Postiga (demora a “dar o salto” e a jogar e marcar com regularidade) e Hugo Almeida (a eterna esperança com grande potencial que ainda não explodiu).
Falta um “matador” e isso já foi evidente no Mundial da Alemanha.
Vem tudo isto a propósito das declarações de Liedson que, há uns dias, admitiu a hipótese de se naturalizar português e jogar pela selecção nacional.
Claro que um jogador como o “levezinho” dava muito jeito à “equipa das quinas” e poderia ser uma mais valia para o conjunto nacional, mas é necessário ver todos os dados do problema e não nos cingirmos, apenas, ao imediatismo da necessidade imediata.
Os mais pragmáticos, por outro lado, vão lembrar que o ataque germânico tinha dois polacos, que a Espanha tem brasileiros e argentinos, que a Itália tem também um argentino, etc, etc.
Por outro lado, esses mesmos vão lembrar o basket, o andebol e o atletismo, modalidades em que já cedemos aos naturalizados.
De recordar que a polémica regressou quando, em 2004, o brasileiro Deco se estreou de “quinas” ao peito. Muitos portugueses não gostaram e até alguns jogadores “torceram o nariz”.
Se o caso Liedson avançar, qualquer dia vamos ter alguém a pedir também a “nacionalização” de Léo (porque não há laterais esquerdos) ou de Hélton e Pepe porque são grandes jogadores.
Entretanto, nos Sub-20 lá estão Ricardo Vaz-Tê, Moreira ou Furtado... será que vão a tempo de evoluir?
Este é um processo para acompanhar e decidir com calma. Um erro pode ser a morte do futebol português.
"Bola de Praia"
Estive três semanas de férias mas, apesar disso, fui acompanhando o que se foi passando no fabuloso mundo da bola. Tomei vários apontamentos no meu “Bloco de Notas”.
Em destaque continuaram e estão para durar os casos de que o nosso futebol é fértil, dentro e fora das “quatro linhas”.
Em destaque continuaram e estão para durar os casos de que o nosso futebol é fértil, dentro e fora das “quatro linhas”.
- O “caso Mateus” continua a dar que falar, com novos e velhos protagonistas, mas ainda sem decisões. Por mim, bastava ler os regulamentos aprovados pelos clubes.
- Relacionado com este processo chegou já a falar-se num alargamento da Liga principal onde caberiam Belenenses e Gil Vicente.
- Por falar em Liga, ao que parece, a (Valentim) Loureiro vai suceder (Hermínio) Loureiro.
- Lei de Bases é que ainda não há.
- Entretanto, chegou a ser proposto que os jogadores da selecção não pagassem impostos sobre os prémios, mas o assunto “morreu à nascença”, felizmente.
- Já Luiz Felipe Scolari renovou por mais dois anos com a FPF. Decisão arriscada, mas...
- Arriscada foi também a decisão do Beira-Mar de voltar a apostar em Jardel. Esperemos que o jogador venha mesmo para jogar e voltar a fazer aquilo que sabe que é marcar golos. Assim a cabeça o ajude.
- Ainda por falar em Selecção, a incompetÊncia foi recompensada e José Couceiro é o novo técnico dos Sub-21 e da equipa B.
- Moisés foi recambiado pelo Sporting porque o defesa-central brasileiro omitiu um caso em que estava envolvido que o levou a um castigo de quatro meses pela FIFA.
- Pinto da Costa foi convidado pelos deputados do país para um jantar.
- No Benfica, três grandes casos: Nuno Assis ilibado no caso de “doping”, apesar da polémica continuar com troca de argumentos entre os “encarnados” e o CNAD.
- Manuel Fernandes continua às voltas com uma pubalgia que, para já, impediu a sua transferência para Inglaterra e em litígio, mais ou menos surdo, com o departamento médico da Luz.
- A “novela” Simão continua e teve este fim-de-semana um episódio verdadeiramente surpreendente. O Benfica precisa de vender, o jogador quer sair, o Valência quer comprar. Parece simples, mas não é.
- Lá por fora, já houve decisões no processo “Calciocaos”. A Juventus desceu à Série “B”, Milan, Fiorentina e Lázio foram castigados em pontos, o Inter é o novo campeão. Podia ser pior, mas o mais importante é que a decisão foi tomada de forma célere.
- No ciclismo, a notícia continua a ser o doping que abriu e fechou o Tour de França deste ano.
segunda-feira, julho 10, 2006
"Doente da Bola"... a banhos
Nas próximas semanas, o "Doente da Bola" vai estar "numa praia perto de si" e incontactável por qualquer via informática.
Reabriremos nos primeiros dias de Agosto com "fome de bola" ao que se for passando "no país e no mundo".
Sim, porque eu "vou andar por aí"...
Reabriremos nos primeiros dias de Agosto com "fome de bola" ao que se for passando "no país e no mundo".
Sim, porque eu "vou andar por aí"...
O pastilhas
Figo deixa a Selecção Nacional após 127 jogos de "quinas" ao peito, depois da partida frente à Alemanha, no jogo de terceiro e quarto lugar.
O capitão sai depois do Mundial, um grande certame, e, apesar de ter 33 anos, vai deixar um vazio na equipa.
O "7" continuava a ser titular, a jogar muito e bem, a levar a equipa para a frente, a controlar os ritmos da selecção, a ser a marca do grupo.
Também nos clubes por onde passou, Figo foi sempre dos melhores: idolo no Sporting, Barça, Real Madrid e Inter, mas por aquilo que jogava dentro das quatro linhas e não por aquilo que facturava fora delas.
Aliás, a saída dos "merengues" é um dos erros da equipa espanhola que escolheu mal o galáctico a deitar fora.
Agora, do pastilhas só em Itália, ao serviço do Inter.
Mais uma vez, é caso para dizer: Obrigado Figo, és grande e ficas na galeria dos "imortais".
PS: De Figo o único ponto negro da sua carreira foi aquela fobia das assinaturas de contrato. Primeiro, ainda como miúdo, quando assinou pelo Benfica e, depois, quando conseguiu a "proeza" de assinar por três equipas: Parma, Juventus e Barcelona.
Como diz o outro: "Não havia necessidade".
O açor
Nota também para Pauleta que também deixa a Selecção Nacional depois deste Mundial.
Destaque para os 47 golos marcados com a camisola das "quinas".
Um abraço a ambos.
O capitão sai depois do Mundial, um grande certame, e, apesar de ter 33 anos, vai deixar um vazio na equipa.
O "7" continuava a ser titular, a jogar muito e bem, a levar a equipa para a frente, a controlar os ritmos da selecção, a ser a marca do grupo.
Também nos clubes por onde passou, Figo foi sempre dos melhores: idolo no Sporting, Barça, Real Madrid e Inter, mas por aquilo que jogava dentro das quatro linhas e não por aquilo que facturava fora delas.
Aliás, a saída dos "merengues" é um dos erros da equipa espanhola que escolheu mal o galáctico a deitar fora.
Agora, do pastilhas só em Itália, ao serviço do Inter.
Mais uma vez, é caso para dizer: Obrigado Figo, és grande e ficas na galeria dos "imortais".
PS: De Figo o único ponto negro da sua carreira foi aquela fobia das assinaturas de contrato. Primeiro, ainda como miúdo, quando assinou pelo Benfica e, depois, quando conseguiu a "proeza" de assinar por três equipas: Parma, Juventus e Barcelona.
Como diz o outro: "Não havia necessidade".
O açor
Nota também para Pauleta que também deixa a Selecção Nacional depois deste Mundial.
Destaque para os 47 golos marcados com a camisola das "quinas".
Um abraço a ambos.
Bola de Berlim (24)
ou... a vitória da "squadra azurra"
A Itália é a nova campeã do Mundo depois de uma vitória nos penaltyes na final de Berlim, frente à França.
É o "tetra" dos transalpinos curiosamente, outra vez, no ano em que estão envolvidos em polémicas internas, tal como em 1982 e até em 1934, esta por questões políticas.
Esta foi também, especialmente para nós, a derrota da França, aquela selecção que nos dá cabo dos nervos.
O jogo jogado não foi nada de especial, muito táctico, jogado a meio campo, com poucas oportunidades de golo. Apesar disso começou electrizante com dois golos nos primeiros minutos, de bola parada.
A vitória sorriu à "squadra azzurra", mas acabaram por ser os franceses a ter mais chances, mas Buffon não estava para brincadeiras.
Zizou
Zidane despediu-se esta noite do futebol.
É uma noite má para o desporto-rei porque perde um dos seus "reis magos", mas especialmente porque o perde de uma forma inacreditável.
Zidane agrediu um italiano num lance como muitos os que deve ter tido ao longo da sua carreira.
No entanto, este lance não apaga uma carreira brilhante, com muitos títulos nos clubes e na selecção e jogadas de génio de um jogador fino.
O futebol ficou mais pobre e apetece dizer: Merci Zizou
A Itália é a nova campeã do Mundo depois de uma vitória nos penaltyes na final de Berlim, frente à França.
É o "tetra" dos transalpinos curiosamente, outra vez, no ano em que estão envolvidos em polémicas internas, tal como em 1982 e até em 1934, esta por questões políticas.
Esta foi também, especialmente para nós, a derrota da França, aquela selecção que nos dá cabo dos nervos.
O jogo jogado não foi nada de especial, muito táctico, jogado a meio campo, com poucas oportunidades de golo. Apesar disso começou electrizante com dois golos nos primeiros minutos, de bola parada.
A vitória sorriu à "squadra azzurra", mas acabaram por ser os franceses a ter mais chances, mas Buffon não estava para brincadeiras.
Zizou
Zidane despediu-se esta noite do futebol.
É uma noite má para o desporto-rei porque perde um dos seus "reis magos", mas especialmente porque o perde de uma forma inacreditável.
Zidane agrediu um italiano num lance como muitos os que deve ter tido ao longo da sua carreira.
No entanto, este lance não apaga uma carreira brilhante, com muitos títulos nos clubes e na selecção e jogadas de génio de um jogador fino.
O futebol ficou mais pobre e apetece dizer: Merci Zizou
domingo, julho 09, 2006
Bola de Berlim (23)
ou... a vitória da eficácia
Portugal perdeu com a Alemanha (3-1) e fica no quarto posto do Campeonato do Mundo.
A selecção nacional foi derrotada porque não foi eficaz ofensivamente e, já agora, porque se desconcentrou em cinco minutos na segunda parte. Por exemplo, na segunda parte, os germânicos fizeram cinco remates à baliza e marcaram três golos... ora, uma média destas não dá grandes hipóteses.
Fora os falhanços e a eficácia alemã, o que mais destaco no jogo desta noite é a alteração táctica que Scolari, finalmente, utilizou pela primeira vez no Campeonato: 3-5-2.
Vendo-se a perder por 2-0, o técnico arriscou, não virou o jogo, mas a equipa melhorou.
Esta foi sempre uma das críticas que fiz a Scolari: Porque raio nunca se testou um "plano B", quer em jogadores, quer em "sistemas" de jogo.
Acabou o sonho e, agora, apetece dizer: "Foi bonita a festa, pá". Agora resta festejar o quarto lugar e, especialmente, esperar pelo fim do "tabu Scolari".
Portugal perdeu com a Alemanha (3-1) e fica no quarto posto do Campeonato do Mundo.
A selecção nacional foi derrotada porque não foi eficaz ofensivamente e, já agora, porque se desconcentrou em cinco minutos na segunda parte. Por exemplo, na segunda parte, os germânicos fizeram cinco remates à baliza e marcaram três golos... ora, uma média destas não dá grandes hipóteses.
Fora os falhanços e a eficácia alemã, o que mais destaco no jogo desta noite é a alteração táctica que Scolari, finalmente, utilizou pela primeira vez no Campeonato: 3-5-2.
Vendo-se a perder por 2-0, o técnico arriscou, não virou o jogo, mas a equipa melhorou.
Esta foi sempre uma das críticas que fiz a Scolari: Porque raio nunca se testou um "plano B", quer em jogadores, quer em "sistemas" de jogo.
Acabou o sonho e, agora, apetece dizer: "Foi bonita a festa, pá". Agora resta festejar o quarto lugar e, especialmente, esperar pelo fim do "tabu Scolari".
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