sexta-feira, novembro 17, 2006

A semana dos treinadores

Estes últimos dias tem havido muitas trocas de técnicos da I Liga e algumas estão mal explicadas ou são, no mínimo, estranhas.

Por exemplo, Augusto Inácio trocou o Beira-Mar pelo Ionikos, que é o mesmo que dizer que trocou os últimos lugares portugueses pelos últimos lugares da Grécia.

Claro que a mudança foi por dinheiro e isso é, obviamente, legítimo. No entanto, estranho dois aspectos: primeiro que um técnico com o curículo de Inácio tenha que aceitar um convite de um clubezeco para ganhar uns trocos; por outro lado, que o treinador aceite ir para um clube em que o presidente tem graves problemas com a justiça.

Entretanto, à equipa de Aveiro (que fez umas massas com este negócio) chegou Carlos Carvalhal que tinha deixado o Sporting de Braga horas antes.

Para além das questões éticas que esta troca implica (o homem esteve desempregado poucas horas) e que deveriam ser regulamentadas (como já são com os jogadores), choca-me a atitude dos protagonistas e as desculpas esfarrapadas: "Carvalhal saiu por razões pessoais; Carvalhal não tinha condições para continuar em Braga".

É que, se tinha razões pessoais para não poder estar em Braga, dificilmente poderia estar em Aveiro poucas horas depois a assinar contrato.

Mais difícil, mas seguramente mais sério seria dizer: "Carvalhal não aguentou a pressão" ou "Carvalhal não tem pulso nestes jogadores" ou "Carvalhal não pôs a equipa a jogar em Alvalade".

Vamos ver o que o treinador Carvalhal - que deu muito nas vistas no Leixões mas que demora a afirmar-se - faz em Aveiro com uma equipa que não é nada de especial.

Também notícia foi a renovação de Jesualdo Ferreira com o FC Porto. Esta situação é habitual no Dragão mas, curiosamente, costuma acontecer após algum mau resultado.

Os "azuis e brancos" lideram o campeonato e ainda lutam na Liga dos Campeões. Tudo está em aberto e as contas fazem-se no fim.

Nota final para um incompreendido em terras lusas que continua em destaque lá fora: Manuel José ganhou mais uma Liga dos Campeões africanos, a terceira pelo Al-Alhy.

quinta-feira, novembro 16, 2006

Tudo em aberto

O Benfica "devolveu" o resultado ao Celtic de Glasgow e reentrou na corrida pela passagem à próxima fase da Liga dos Campeões.

Os "encarnados" fizeram um bom jogo, mas também convém não esquecer que a equipa teve a sorte do jogo com dois golos "oferecidos".

Fernando Santos começa a fazer valer as suas ideias e o regresso do "4-4-2 losango" parece estar a dar frutos: 4-1 ao Aves, 4-0 à União Leiria, 3-1 ao Estrela da Amadora, 3-0 ao Celtic e 3-0 ao Beira-Mar.

Claro que, apesar da melhoria evidente, nem tudo corre como devia e não podemos esquecer as derrotas na Escócia e no Dragão e as lacunas do plantel que lá continuam.

Falta perceber se esta paragem estúpida de Liga e o "caso Veiga" (de que falaremos mais à frente) não vão perturbar a equipa.

Também curioso vai ser ver como se arruma o losango de meio campo quando estiverem no mesmo "11" Simão e Rui Costa.

A semana europeia

Dificil era pedir melhor depois de três vitórias e um empate fora. Foi uma óptima jornada para compensar a anterior que tinha sido bem fraquinha.

Apesar destes bons resultados, as contas continuam complicadas para os três grandes na Champions. Já o Braga tem tudo em aberto mas dois jogos difíceis pela frente.

PS: Peço desculpa pelo interregno. A coisa não tem estado fácil. Vou tentar recuperar o atraso em breve.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Tudo ou nada

O Benfica joga, esta noite, frente ao Celtic de Glasgow para a quarta jornada da Liga dos Campeões e só tem uma hipótese: ganhar.

Depois de uma primeira volta abaixo do esperado, com duas derrotas e um empate, os "encarnados" têm mesmo que vencer os próximos dois jogos da Champions se ainda querem ter hipóteses de seguir em frente.

É simples: ou ganha ou vai ao ar... E o que é preciso? Concentração defensiva, trabalho colectivo e força de vontade no ataque, mesmo que o golo não apareça logo.

Aqui fica a minha aposta:

QUIM
NÉLSON, LUISÃO, ANDERSON e LÉO
PETIT, KATSOURANIS, NUNO ASSIS e SIMÃO
NUNO GOMES e MICCOLI

segunda-feira, outubro 30, 2006

A estrelinha do campeão

O FC Porto venceu o Benfica por 3-2, com um golo já dentro do tempo de descontos e outro "às três tabelas", numa partida que, bem vistas as coisas, podia ter caído para qualquer um dos lados.

É que, se é indismentível que os "dragões" entraram melhor e fizeram dois golos na primeira meia hora, também é verdade que os "encarnados" tiveram, só na primeira parte, três claras ocasiões de golo (Leo, Fonseca e Paulo Jorge).

Então na segunda parte, o domínio foi quase sempre da equipa da Luz que chegou ao empate e podia até ter virado a partida por completo.

A equipa

Não posso, em consciência, criticar o "11" apresentado por Fernando Santos já que, como podem ver no post anterior, jogou a equipa que sugeri.

O que, sinceramente, não entendo é o que se passa com a defesa. Parece que desaprenderam de uma época para a outra, apesar de serem os mesmos, ainda reforçados com Miguelito e Katsouranis, defensivamente mais forte que Manuel Fernandes.

O que, realmente, já não me surpreende é a incapacidade da equipa em manter o nível exibicional durante os 90 minutos. Aqueles primeiros 30 minutos deitaram tudo a perder e destruiram o grande trabalho que os jogadores fizeram na hora seguinte.

Outro aspecto para o qual já tinha chamado a atenção voltou a repetir-se: mais um golo sofrido no tempo de descontos.

No Benfica destaque para Simão, Katsouranis e Nuno Assis. No FC Porto nota maior para Helton, Pepe e Quaresma.

Outras notas

Lamentável o comunicado do FC Porto sobre a lesão de Anderson, mas, já agora, só uma interrogação: o que esteve o miúdo a fazer em campo durante vários minutos se tinha o perónio fracturado?

O treinador do Benfica mantém aquele discurso que não ajuda nada na altura das derrotas. O tempo das vitórias morais já passou.

sábado, outubro 28, 2006

4-4-2; 4-2-3-1; 4-3-3

Os treinadores têm o hábito de dizer - para tirar pressão aos jogadores - que todos os jogos são iguais, que o próximo é o mais difícil e que valem apenas três pontos. Eu não concordo nada com isso e o jogo desta noite é disso exemplo.

Hoje há um FC Porto - Benfica. Esta é uma daquelas partidas que vale mais que três pontos e são vários os motivos: pelos pontos que uma equipa ganha, pelos que a outra deixa de ganhar, até pelo resultado do outro candidato e, claro, por tudo o que foi dito pelos dirigentes que, sendo absolutamente dispensável, marca os jogadores.

Por outro lado, há ainda o resultado da época passada: uns vão querer vingar-se e outros tentar repetir a "graça".

Posto isto, o que vai passar-se em campo?

FC Porto

Nos "dragões" parece não haver dúvidas quanto ao "11" a apresentar por Jesualdo Ferreira que deve jogar no habitual 4-3-3. Fucile está dono e senhor da lateral direita e regressa o prodígio Anderson.

HELTON
FUCILE, PEPE, BRUNO ALVES e CECH
RAUL MEIRELES, LUCHO e ANDERSON
QUARESMA, HÉLDER POSTIGA e LISANDRO

A equipa "azul e branca" tem um plantel equilibrado, com muitas opções em que o ponto com menos alternativas é a defesa, também muito por culpa da lesão de Pedro Emanuel e da falta de ritmo de João Paulo que só agora regressa.

Os portistas têm ainda uma outra vantagem, que até parece estranha face ao que aconteceu com Adriaanse, mas que é real: o sistema de jogo está mais solidificado. Ninguém tem dúvidas que a equipa começa os jogos em 4-3-3.

Benfica

Os "encarnados" estão numa fase mais atrasada no que diz respeito aos chamados "automatismos de jogo": culpa de treinador (que estava e está ainda indeciso), "culpa" de Simão (cuja novela do sai-não-sai teve implicações na estrutura do plantel) e culpa das lesões que têm vindo a impedir o técnico de utilizar jogadores fundamentais.

Já aqui escrevi várias vezes: o Benfica tem um bom plantel, com opções, se estiverem todos disponíveis e as lacunas minimizam-se ou agudizam-se consoante a táctica a utilizar.

Só para o jogo de hoje Fernando Santos não tem Karagounis, Rui Costa e Miccoli, isto para além de Paulo Jorge que vem de lesão e não se sabe como estará. Só aqui estão quatro potenciais titulares, sendo que dois jogariam de certeza, fosse qual fosse a táctica.

Para fazer um "11" provável do Benfica não há muitas dúvidas mas as que há condicionam a estratégia.

Ao que parece Fernando Santos começou a semana a testar um 4-4-2 "losango" (com Fonseca no lugar de Miccoli) e terminou com um 4-2-3-1 (com Paulo Jorge numa ala e Simão na outra). Qualquer das tácticas pode, obviamente, ser utilizada com vantagens e inconvenientes.

O "losango" pode dar vantagem (porque são 4 contra 3 no meio), mas deixa as faixas a descoberto na defesa (Fucile e Cech com campo aberto à frente) e, por outro lado, o ataque fica sem municiadores porque os laterais estão presos pelos extremos do FC Porto.

O "4-2-3-1" tem vantagem porque é a táctica mais habitual, porque cobre os extremos adversários, porque equilibra no meio campo, mas deixa o avançado muito sozinho e "dá" os alas aos defesas.

Assim, olhando para os convocados da equipa da Luz e face às ausências já citadas e ao 4-3-3 adversário, eu começaria com um 4-4-2 clássico (com alas) mas com Nuno Gomes nas costas de Fonseca a fazer de "9 e meio".

Aqui vai a minha aposta:

QUIM
NÉLSON, LUISÃO, RICARDO ROCHA e LÉO
PAULO JORGE, PETIT, KATSOURANIS e SIMÃO
NUNO GOMES e FONSECA

Claro que esta equipa também tem riscos: Petit não está em forma e habitualmente atrapalha-se com Karagounis quando os dois estão lado a lado, Paulo Jorge vem de lesão e estará, no mínimo sem ritmo, não há "pensador" de jogo, Fonseca é uma incógnita e, claro, Simão não costuma aparecer nos grandes jogos.

Neste "11" de sete portugueses podem ainda entrar, eventualmente, dois brasileiros (Alcides e Anderson nos lugares de Nélson e Rocha) ou, porque não, jogar Nuno Assis, ao lado de um dos trincos.


Resumindo, por jogar em casa, por ter Anderson, por ter uma táctica estabilizada, por estar na frente, o FC Porto é ligeiramente favorito.

Têm a palavra os jogadores e os treinadores.

terça-feira, outubro 24, 2006

O "bom filho..."

Num ano, o Boavista vai já no quinto técnico principal de futebol e a única coerência neste processo é que foram todos contratados por João Loureiro.

Carlos Brito, Jesualdo Ferreira, Pedro Barny, Petrovic e Jaime Pacheco foram os "homens do leme" escolhidos para comandar a nau "axadrezada".

A pergunta que qualquer pessoa coloca nesta altura é: "Claro que estes técnicos têm todos o mesmo sistema de jogo e a mesma forma de ver o futebol. Certo?"

Errado.

Antes de mais duas notas: Jesualdo deixou o Boavista "descalço" já que formou o plantel (nesse aspecto bem, com jogadores interessantes), mas depois abandonando-o em cima da meta; a Petrovic não foi dado tempo, parecia um bom treinador, com ideias frescas e sem medo de pegar no jogo.

Vamos, agora, pegar nos casos de Carlos Brito e Jaime Pacheco (que abriu e fechou esta sequência no Bessa).

Um gosta de futebol à "antiga portuguesa", de passe curto, técnica apurada, não excessivamente fechado, jogar e deixar jogar. Outro é defensor insessante do "pressing", do trabalho defensivo, antes de jogar, não deixar o adversário jogar.

Tiago, Paulo Sousa, Ricardo Silva, Mário Silva são jogadores que devem estar muito felizes com esta escolha, como no Guimarães, Moreno, Flávio Meireles e companhia gostavam muito de Pacheco.

É certo que Jaime Pacheco já ganhou até um campeonato, mas o seu estilo (excessivamente) guerreiro não é bonito e pode mesmo ser considerado "anti-jogo".

Pacheco está de regresso ao Bessa, vamos ver se repete os bons resultados numa casa comandada por um filho que tem muito que aprender com o pai, especialmente no que diz respeito à gestão de uma equipa de futebol. No resto... nem vale a pena falar.

Aquele abandono do camarote, antes do final do jogo com o Nacional, não fica nada bem no curriculo de João Loureiro.

segunda-feira, outubro 23, 2006

Empate

O clássico de Alvalade terminou empatado (0-0), num jogo que foi dominado pelo Sporting e que chegou a ter períodos de bom futebol.

Os "leões" falharam uma mão-cheia de boas ocasiões, com destaque para três grandes defesas de Helton e para um remate ao poste de Liedson. Já os "dragões" concretizaram na melhor chance que tiveram.

Os técnicos resumiram bem a partida: para Paulo Bento a exibição foi melhor que o resultado, para Jesualdo exactamente o contrário - sintomático.

O empate também foi bom para o Benfica que, assim, beneficiando de três jogos fáceis, se voltou a aproximar da frente da Liga.

Os "encarnados" cumpriram a obrigação mas não jogaram bem: podiam e deviam ter marcado mais golos, tal o caudal ofensivo, e, defensivamente, podiam e deviam ter estado mais atentos e concentrados.

Para a semana outro clássico: o Benfica vai ao "Dragão" e tem que jogar muito mais do que tem feito, se quiser sair de lá com algo mais que não uma derrota.

PS: Destaque para a forma maXISTRAl como Miccoli foi expulso com dois amarelos injustos.

domingo, outubro 22, 2006

Clássico

Aí está o primeiro jogo grande da temporada: o Sporting recebe o FC Porto, os dois líderes do campeonato.

Na teoria, os "leões" levam vantagem por três razões: jogam em casa, estão na máxima força e têm os processos (mais) assimilados.

Do lado dos "dragões" contam os aspectos psicológico e a tradição de vir ganhar jogos e campeonatos a Alvalade.

Deve ser um jogo interessante, com menos pressão por estarmos ainda no início da Liga e, talvez por isso, mais ofensivo, também por ser disputado por duas equipas que utilizam tácticas diferentes.

Destaque para a luta entre o sector defensivo dos portistas (o ponto fraco da equipa) com o ataque dos "leões" que tem estado alheado dos golos.

Sporting

Com todos os jogadores à disposição, Paulo Bento vai querer vingar a derrota da época passada, que lhe custou o título nacional.

O "4-4-2 losango" deve manter-se e eu aposto na manutenção de Tello à esquerda e na entrada de Paredes e Yannick no "11":

RICARDO
CANEIRA, TONEL, POLGA e TELLO
PAREDES, JOÃO MOUTINHO, CARLOS MARTINS e NANI
LIEDSON e YANNICK

FC Porto

Sem a estrela maior (Anderson) e sem o capitão Pedro Emanuel para estabilizar a defesa, Jesualdo Ferreira deve ter pena que João Paulo esteja sem ritmo e ainda mais pena por Adriaanse ter dispensado Diego.

O treinador garante que vai manter o "4-3-3" falta saber se com Jorginho, o carrasco dos "leões" ou Paulo Assunção.

HELTON
FUCILE, PEPE, BRUNO ALVES e CECH
PAULO ASSUNÇÃO, RAUL MEIRELES e LUCHO
QUARESMA, HÉLDER POSTIGA e LISANDRO

O Benfica está à espreita neste jogo e, ganhando ao Estrela como é sua obrigação, deve estar a pedir um empate entre os seus maiores adversários.

sábado, outubro 21, 2006

Chumbo europeu

Esta foi mais uma semana europeia para esquecer das equipas portuguesas que ainda estão na UEFA.

Três derrotas em quatro jogos... a este ritmo Portugal vai mesmo perder o terceiro posto na Champions.

Nestas partidas destaque apenas para o resultado do jogo do FC Porto (ampliado por um árbitro amigo) e para a exibição do Sporting durante uma hora do jogo frente ao Bayern (45 minutos dos quais em vantagem numérica).

Daqui a 15 dias há mais.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Descalabro

O Benfica perdeu 3-0 diante do Celtic e, agora, só um milagre qualifica a equipa para a fase seguinte da Champions League.

Não sei se foi do whisky, o certo é que, depois de uma primeira parte em que não acertaram com a baliza, no segundo tempo, os jogadores do Benfica perderam a cabeça depois de terem sofrido o primeiro golo.

Mais do que a táctica, o principal problema de ontem na Escócia teve a ver com o aspecto mental dos jogadores que não conseguiram reagir à adversidade e, pior do que isso, se desorganizaram completamente, aliás, como já tinha acontecido noutros jogos.

A culpa, aqui, é, claramente, do técnico que não consegue incutir nos jogadores espírito de conquista, concentração e motivação para virar um jogo.

É certo que a equipa parece um pouco melhor do que estava no princípio de temporada (mal fora se assim não fosse) mas, enquanto Fernando Santos não resolver este "problema mental" do plantel, o Benfica não vai longe.

Há ainda outro aspecto que gostaria de realçar: um treinador deveria saber aproveitar o que de bom deixou o seu antecessor no cargo. Apesar de todos os defeitos, Koeman conseguiu potenciar as capacidades defensivas do plantel. Lamentavelmente, isso parece ter sido perdido esta época, apesar dos jogadores serem os mesmos.

A equipa da Luz tem que poder e saber pegar no jogo (e não só na Luz) e isso faz-se com duas coisas: bons jogadores e um técnico ambicioso e sabedor.

Apesar das lacunas conhecidas, bons jogadores o Benfica tem...

terça-feira, outubro 17, 2006

Tripla

Depois de um empate fora e de uma derrota em casa, esta partida em terras escocesas da Liga dos Campeões é, para o Benfica, absolutamente decisiva. É, no entanto, um jogo de "prognóstico reservado".

Os "encarnados" conseguiram duas vitórias internas e parecem ter recuperado a motivação e o entrosamento. No entanto, convém não embandeirar em arco.

Os "católicos escoceses" nada têm a ver com Desportivo das Aves e União de Leiria, lideram o campeonato local e têm jogadores bem interessantes.

A derrota é o fim da linha para o Benfica na Champions.

A equipa

O Benfica tem, esta noite, diante do Celtic, que se transfigura jogando em casa, uma espécie de dilema: jogar para ganhar sem poder perder.

Sem Rui Costa, Karagounis e Paulo Jorge, Fernando Santos deve apostar na mesma táctica que deu os últimos triunfos (4-4-2 losango), sendo este "moldável" para um 4-3-3.

Alcides deve jogar no lugar de Nélson para dar mais consistência e altura à defesa. De resto, parece que não vai haver mais alterações, apesar de eu ter algumas dúvidas.

QUIM
ALCIDES, LUISÃO, RICARDO ROCHA e LÉO
PETIT, KATSOURANIS, NUNO ASSIS e SIMÃO
NUNO GOMES e MICCOLI

Confesso que, jogando o Celtic num 4-4-2 clássico com dois extremos e dois pontas-de-lança fortes, talvez não fosse mau não discorar as alas. Assim sendo, talvez não fosse má ideia colocar Nélson na frente de Alcides para tentar secar o "chuveirinho" e permitir ao brasileiro fechar ao centro.

Nakamura e Hesselink são os "alvos a abater".

Vamos ver se o Benfica recupera a consistência defensiva e, ao mesmo tempo, se consegue esticar e lançar contra-ataques.

FC Porto

Os "dragões" têm também um jogo decisivo e estão obrigados a ganhar jogando em casa com o adversário mais frágil do grupo.

Anderson tem encantado, Postiga parece recuperado e só falta Lucho. Vamos ver como se porta a defesa.

Sporting

Os "leões" jogam amanhã com o Bayern e, se ganharem, praticamente garantem a qualificação. Um empate é um bom resultado e, mesmo a derrota, não fecha portas.

domingo, outubro 15, 2006

Chapa 4

Depois de tanto ter dito mal do técnico, após alguns resultados e exibições catastróficas, cá estou para, desta vez, dar os parabéns ao Benfica pela exibição em Leiria.

Foi a melhor exibição "encarnada" desta temporada, curiosamente na táctica que tinha ficado adiada desde a pré-época (4-4-2 losango).

Pode ter sido coincidência (só o tempo dirá), mas o certo é que a equipa da Luz teve bons períodos, grandes golos, segurança defensiva, concentração e até uma melhor condição física. Já agora, foi o segundo jogo consecutivo a marcar 4...

Se se recordam, a 6 de Agosto, analisando o plantel e as tácticas, escrevi que o Benfica deveria continuar a apostar no "4-4-2 losango". Claro que, nessa altura, ainda estava ao alto a "novela Simão", que ao contrário do que se esperava acabou por ficar, e ainda tinhamos visto pouco de Katsouranis e Paulo Jorge, por exemplo.

Fernando Santos disse, esta noite, depois do jogo em Leiria, que a equipa nunca tinha deixado de treinar os dois sistemas (4-2-3-1 e o "losango"). Ora, isso parece-me a atitude correcta.

Tem que se dizer com frontalidade: o Benfica, se conseguir ter todo o plantel à disposição, consegue fazer uma boa equipa, com um bom banco, apesar de algumas limitações conhecidas.

É necessário continuar a trabalhar (os dois sistemas), encontrar forma de diminuir as lesões, camuflar as lacunas da equipa (que continuam visíveis) e, depois, ter a sorte dos jogos para continuar a ganhar - e isso é verdadeiramente o que interessa.

Se o Benfica conseguir estabilizar emocionalmente, continuar a ganhar jogos e chegar à reabertura do mercado a lutar pelo título, a contratação de dois/três jogadores (um "8" e um extremo polivalente, pelo menos) em Janeiro pode dar à equipa o equilíbrio que lhe falta.

Selecções

O milagre dos sub-21, na partida frente à Rússia, merece especial destaque numa jornada dupla que terminou com uma exibição miserável dos "AA".

José Couceiro tinha pedido compreensão e que só se criticasse as "esperanças" depois do jogo da segunda mão. Ganhou a aposta, num jogo em que tudo correu bem: primeiro golo cedo, expulsão de um adversário e um auto-golo.

Apesar de, desta vez, merecer (justamente) os parabéns, e de ter razões de queixa por não ter tido treinos com os jogadores, Couceiro não pode esquecer os erros que foram cometidos no jogo da primeira mão.

Não passou de Besta a Bestial por causa de um jogo em que a estrelinha, claramente o acompanhou.

Esperemos que, agora, possa preparar a equipa com tempo para que, para o ano, na Holanda, possa limpar a imagem do último Europeu.

"AA"

O Polónia - Portugal tem pouco que se lhe diga: vitória claríssima dos polacos, que peca por escassa, tal foi o domínio.

Luiz Felipe Scolari jogou para empatar e, como quase sempre acontece nestas situações, perdeu.

A selecção entrou adormecida, amorfa, sem garra e antes da meia-hora perdia por 2-0 e já tinha levado uma bola aos postes.

Da primeira primeira parte nada se viu da equipa das "quinas" e, mesmo na segunda, foram poucas as melhorias.

Mais uma vez, jogaram os "amigos de Scolari", independentemente da forma e das opções: Costinha e Nuno Valente são, apenas, os dois casos mais evidentes, mas outros jogadores mereciam fortes reprimendas (por exemplo, incríveis os erros de Ricardo Rocha e Miguel nos golos polacos).

Continuo sem perceber porque Nani esteve tanto tempo no banco, continuo sem entender porque Tonel, Quaresma e, especialmente, João Moutinho não são convocados, não compreendo como vamos para um jogo sem suplente para Nuno Gomes...

Foi a primeira derrota nos últimos oito anos numa fase de qualificação... espero que não tenhamos que voltar a usar a máquina de calcular.

PS: peço desculpa pelo interregno. Muito trabalho tem impedido uma disponibilidade efectiva para os blogs.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Médicos há muitos

"Temos o melhor departamento médico de Portugal" - esta é a extraordinária frase que marca a manhã do Benfica.

O que é mais fantástico é que não foi o presidente do clube que a proferiu, como seria normal nele. Foi Paulo Jorge, chegado há poucos meses à Luz, que comentou assim o agravamento da lesão de Rui Costa e o caso adjacente.

Eu percebo que o extremo, ex-Boavista, não podia criticar o seu clube, podia era ter moderado o seu entusiasmo.

Ao longo dos anos, com este departamento médico e esta equipa técnica e as anteriores, têm sido vários os casos, alguns de grande gravidade, muitos mal explicados.

Aproveito a ocasião para citar apenas dois casos: Mantorras (o mais grave) e Rui Costa (o mais recente).

Mantorras

O jovem angolano andou a jogar uma época inteira lesionado, com dores, em sacrifício... sabe-se agora agravando a lesão com os médicos a brincar com um caso sério. Foram duas operações que correram mal e, por fim, uma experiência com um médico espanhol, já depois da rótula ter desaparecido.

Convém recordar que o Benfica tentou disfarçar o erro de duas maneiras: contrato renovado com o jogador, sempre acarinhado por Luís Filipe Vieira, e departamento médico remodelado, com o director anterior a ser substutuido.

Depois de dois anos de calvário, Mantorras voltou a jogar a espaços mas dificilmente passará testes médicos e jogue num outro clube que não os "encarnados".

Enquanto lá estiver Vieira, tudo bem... Se fosse outro jogador, até poderia ter havido queixas em tribunal.

Rui Costa

O "maestro" jogou lesionado diante do Aves e agravou a lesão para níveis que não estão explicados (desde três semanas até dois meses, já se ouviu de tudo).

O que não se percebe é que, tendo o jogador feito três exames de despistagem antes do jogo, não se tenha detectado a gravidade da lesão e tenha sido necessário mudar de analista para perceber uma ruptura de dois centímetros.

O Benfica vem culpar o centro de análise onde tem levado os seus atletas. Convém que perceba o que aconteceu e tome medidas para bem da sua credibilidade enquanto clube e da confiança dos jogadores.

terça-feira, outubro 03, 2006

E esta, hein?

Se o grande Fernando Pessa ainda fosse vivo esta seria, seguramente, mais uma "estória" que ele gostaria de contar.

Este está a ser um ano fértil em acontecimentos estranhos e, depois de golos com a mão, de golos marcados por apanha-bolas, de bolas que entram e não contam, de bolas que contam e não entram, há mais uma que nunca tinha visto.

E se um treinador se demitisse no intervalo de um jogo oficial? Impossível? Nada é impossível no mundo do futebol.

Sem mais atrasos, com licença do "Mais Futebol", aqui fica o caso insólito.

Tudo aconteceu na Suíça, se a moda pega...

segunda-feira, outubro 02, 2006

"Pôr toda a carne no assador" (*)

O Benfica venceu (goleou) o Desportivo das Aves por 4-1 em jogo da jornada 5 da Liga e pode ter iniciado a recuperação futebolística e anímica. Foi pelo menos isso que disse Nuno Gomes na "flash interview" da Sporttv.

Pela primeira vez esta época vi um Benfica atacante (mesmo sem ter feito muitos remates), pressionante e a trocar a bola em progressão entre os jogadores.

Claro que o adversário era fraquinho (a continuar assim, o Aves do professor Neca vai direitinho de volta para a Liga de Honra), mas o facto de Fernando Santos ter arriscado (dois avançados, dois alas, dois laterais ofensivos e apenas um médio defensivo) parece ter resultado neste jogo da Luz.

No entanto, percebeu-se perfeitamente que a equipa não está forte psicologicamente, deu duas baldas defensivas ao Aves e tremeu depois do "frango" do Quim.

Pela positiva, destaque especial para dois jogadores: Paulo Jorge (tem vindo a surpreender e a ser um dos melhores do Benfica) e Karagounis (belo jogo até como "trinco").

Curioso também o facto do técnico, após a saída de Simão, ter voltado a ensaiar a táctica de "4-4-2 losango".

Seja como seja, não vale a pena embandeirar em arco e passar do "8 para o 80", como é característico dos portugueses.

As grandes equipas fazem-se com resultados e exibições consistentes e vitórias consecutivas. De nada vale aos "encarnados" este triunfo se não continuarem a ganhar.

As lacunas do plantel continuam lá e as dúvidas em relação a Fernando Santos também, mas não deixa de ser positivo que o técnico tenha sabido alterar e arriscar. Pode ter sido só pela pressão dos lenços brancos, mas o certo é que a equipa jogou bom futebol em alguns períodos do jogo.

Alguns dados ficam deste jogo: pelo menos em casa, o Benfica não pode ter medo de atacar, deve jogar com laterais ofensivos, apenas um trinco e dois pontas de lança.

(*) Esta frase celebrizada por Quinito foi colocada em prática por Fernando Santos ao ver-se empatado com o Aves ao intervalo.

domingo, outubro 01, 2006

Péssima semana europeia

Seis jogos, dois empates, quatro derrotas e, portanto, zero vitórias - a este ritmo vamos rapidamente perder a terceira equipa na Champions.

Se a época terminasse agora, Portugal terminaria a época em 16º posto e perderia a actual posição no ranking da UEFA.

O melhor resultado da semana foi do Sporting que, apesar das dificuldades e dos sustos, empatou fora de casa.

O Vitória de Setúbal, já condenado à partida foi à Holanda sacar um empate, também no estrangeiro.

Benfica e FC Porto perderam os duelos luso britânicos, resultados normais, apesar de preocupantes exibições.

O Nacional tinha perdido na primeira mão pela diferença mínima, chegaram a sonhar, mas não aguentaram a pressão e sucumbiram no prolongamento.

Já o Sporting de Braga tremeu, mas não caiu. Depois de uma vitoria por 2-0 na primeira mão, os arsenalistas sofreram para conseguir chegar, pela primeira vez, à fase de grupos. O golo de Wender no prolongamento deu aos bracarenses uma derrota com sabor a vitória.

Esperemos que, na próxima ronda, reduzidos a quatro equipas, os resultados sejam bem melhores. Têm mesmo que ser...

quarta-feira, setembro 27, 2006

Pés na terra

O Benfica perdeu com o Manchester United porque - simplesmente - os ingleses são superiores e porque "o Natal não é todos os dias" e ainda estamos longe de Dezembro.

Os "encarnados" fizeram o jogo possível e, enquanto tiveram força, conseguiram pressionar os "red devils", apesar de, na verdade, não terem criado oportunidades de golo. Lembro-me de um remate de Nuno Gomes no primeiro tempo, um falhanço de Mantorras no segundo e pouco mais.

A equipa parece estar a esforçar-se para melhorar, mas continua sem se ver grande coisa, especialmente em termos ofensivos, poucos remates, poucas oportunidades...

Em relação ao jogo de ontem duas notas: não percebi porque raio ficaram Fonseca e Miguelito fora dos convocados e, pior que isso, continuam os sinais de indisciplina no plantel.

É certo que os jogadores não têm que gostar quando são substituidos - e isso é positivo - o que não pode acontecer é que fiquem tão furiosos que não cumprimentem o técnico, que lhes estica o braço.

Os sócios começam a perder a paciência com o técnico Fernando Santos e já apareceram os lenços brancos.

Sabem os que me conhecem que não gosto do "engenheiro do penta", enquanto treinador, mas vou fazer todos os esforços para não passar os próximos posts a desancar no homem.

Vamos ver o que acontece.

terça-feira, setembro 26, 2006

Levantar ou cair?

Depois da noite mágica de Dezembro, o Benfica volta a receber, hoje, na Luz, o Manchester United para a Liga dos Campeões.

Vai ser um jogo ainda mais complicado que o da época passada e por várias razões: primeiro porque os ingleses estão mais fortes (mais equilibrados, essencialmente) e os "encarnados" não estão a "carborar". Por outro lado, há o sentimento de vingança que os "red devils" trazem.

Este vai também ser uma partida complicada para Fernando Santos: a equipa não vem de bons resultados, muito menos de boas exibições, mas, pior que isso, o seu antecessor venceu o Man United.

A pressão de sócios e adeptos pode tornar-se insuportável se o resultado não for positivo esta noite.

A equipa da Luz tem estado em crise, mas esta é outra competição e a motivação e a concentração são também diferentes e este é, claro, o jogo ideal para dar a volta por cima.

As equipas

O Benfica não tem "maestro" e deixou de fora Kikin Fonseca, já com o Manchester não vieram os lesionados Silvestre, Giggs e Park.

Há dúvidas nas equipas, especialmente nos ingleses que tanto podem jogar em "4-4-2" ou em "4-3-3".

MANCHESTER UNITED

Van der Sar
Gary Neville, Rio Ferdinand, Vidic, Heinze
Michael Carrick, Fletcher, Paul Scholes
Cristiano Ronaldo, Rooney, Saha

Na equipa portuguesa deve voltar o "4-2-3-1", com dois trincos clássicos, e Miccoli descaido para a direita.

Quim
Alcides, Luisão, Anderson, Léo
Petit, Katsouranis, Karagounis
Miccoli, Nuno Gomes e Simão

Dúvidas

  • Aguentará Miccoli os 90 minutos e a função defesa/ataque que terá fechando à direita?
  • Poderá Anderson voltar às grandes exibições e não fazer lembrar Ricardo Rocha?
  • Os dois "trincos" vão dar consistência defensiva e, ao mesmo tempo, permitir fluidez ofensiva?
  • Karagounis pode fazer de Rui Costa?
  • Vamos ter Simão dos grandes jogos?

domingo, setembro 24, 2006

10 minutos

O Benfica perdeu dois pontos em Pacos de Ferreira com um golo sofrido já dentro dos descontos.

Podia ser apenas coincidência, mas não é. Pelo menos é isso que tenta provar o jornal "A Bola" na sua edição de hoje.

Recorda o desportivo, que as equipas de Fernando Santos têm, habitualmente, uns 10 minutos finais bem difíceis: já aconteceu no Sporting e no FC Porto anteriormente.

"Na temporada 98/99, a primeira ao serviço do FC Porto, não se registou qualquer ponto perdido pelos "dragões" nos instantes finais dos jogos e no final sagraram-se campeões. Em 99/2000 foram sete os pontos perdidos nos últimos dez minutos de quatro jogos: o FC Porto terminou em segundo lugar, a quatro pontos do Sporting. Em 2000/01, quatro pontos perdidos nas referidas circunstâncias e o título para o Boavista... por um ponto. Já no Sporting (2003/04), a situação repetiu-se mais vezes — a última das quais com o golaço de Geovanni em Alvalade (0-1). Os leões perderam oito pontos nos últimos minutos em cinco jogos, viram fugir o título para o FC Porto (com mais nove pontos do que a equipa de Alvalade) e também o segundo lugar: ficaram a um ponto do Benfica. Já em 2000/01 o técnico viu o seu FC Porto perder na Mata Real, no último minuto, com um golo de Leonardo".

in "A Bola"

Claro que também terá havido jogos em que aconteceu o contrário, mas não deixa de ser elucidativo que em jogos decisivos, com títulos em discussão, as equipas de Fernando Santos tenham tremido.

Para mim é claro: é uma questão de feitio do técnico que demonstra mais medo de perder que vontade de ganhar.

Esta época já tivemos um exemplo "claro como água": o jogo da primeira jornada da Champions frente ao Copenhaga. Foi vergonhosa a exibição e escandalosa a forma como a equipa andou a passar tempo.

sexta-feira, setembro 22, 2006

L. F. Vieira recandidato

Luís Filipe Vieira confirmou ontem na RTP o que se esperava: é candidato, novamente, à presidência do Benfica.

Antes do mais, gostaria de dizer que seria bom que houvesse concorrência e que Vieira não chegasse sozinho às eleições de Outubro.

Positivo

O certo é que, fazendo uma análise dos últimos três anos, o Benfica melhorou muito e conseguiu vários triunfos.

Primeiro com a recuperação da credibilidade financeira (deixaram de aparecer os credores à porta e foram sendo resolvidos casos do passado), com o reforço de sócios, e - claro - o regresso às vitórias (no futebol, mas também de algumas amadoras que deixaram de estar moribundas).

Fundamentais também as "aquisições": novo estádio e centro de estágio (o que vai permitir "recuperar" as camadas jovens) e, até, a criação da Fundação para ajudar antigos dirigentes e atletas.

As constantes ideias para "fazer dinheiro" (algumas seguidas pela concorrência) devem ser continuadas e reforçadas.

Não estando o projecto concluído, obviamente, que Luís Filipe Vieira vai tentar mais três anos, para, segundo diz, voltar a colocar o Benfica como um "colosso" europeu.

Negativo

Claro que nem tudo são rosas e há pontos que era importante alterar.

Mudar e moderar o discurso, deixar a estratégia constante da vitimização e da cabala.

Continuar a apostar na moderação de contratações (poucos mas bons) e de vendas (poucas mas boas).

Dar força às modalidades de alta competição ou acabar com elas (onde estiver o Benfica deve estar para ganhar).

Seria importante contratar um coordenador técnico para as camadas jovens e encontrar um director desportivo (que não ex-empresário).

Por tudo isto, não tenho dúvidas: eu votaria em L. F. Vieira, se pudesse.

Não vou é na cantiga do Messias, do D. Sebastião, do Insubstituível, do Mártir - ninguém tem esse estatuto.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Telhados de vidro

É certo que o Sporting foi prejudicado na partida frente ao Paços de Ferreira. Ninguém tem dúvidas disso, mas é necessário ser coerente.

Do alto da sua "moral" e do seu pedestal de ser superior , o presidente dos "leões" veio sugerir que a equipa da Capital do Móvel sugerisse a repetição do jogo por ter ganho com um golo claramente irregular.

Filipe Soares Franco veio lembrar dois casos da Premier League para justificar esta sua teoria.

O líder sportinguista é capaz de ter razão... este seria o mundo fantástico, mas não é isso que acontece, nem com o Sporting.

Já nem vou falar do jogo da passada semana frente ao Nacional, mas sim de um jogo e de um lance igualmente escandaloso, da mesma magnitude do da mão de Ronny:

Quem não se lembra do Sporting - U.Leiria da época passada em que a equipa do Lis marcou um golo que não foi validado, apesar da bola ter entrado mais de um metro na baliza de Ricardo.

O Sporting pediu a repetição do jogo?

terça-feira, setembro 19, 2006

Elucidativo...

O director desportivo do Barcelona falou ontem sobre jogadores a actuar em Portugal e que, eventualmente, podem vir a interessar ao clube catalão.

Txiki Beguiristain reconhece que o "Barça" está a seguir o jovem Anderson, mas garante que o prodígio brasileiro não é uma prioridade, pelo menos para já.

O dirigente acrescenta também que Lucho, Pepe e Ibson são outros jogadores "debaixo de olho".

Por outro lado, Beguiristain adianta ainda que também o Sporting tem atletas interessantes. Neste caso não foram avançados nomes, mas não é dificil adivinhar que estão a pensar, obviamente, em Nani e João Moutinho.

Ora, o que ressalta destas declarações do ex-jogador "blau-grana"? Não há jogadores do Benfica.

Dá que pensar.

Manuel Fernandes vs Katsouranis (*)

Da época passada, uma das novidades que se nota no “11” do Benfica é a “troca” de Manuel Fernandes por Katsouranis.

Há diferenças entre os dois jogadores, a principal é que o português é um “8” e o internacional helénico um “6”.

Antes de continuar, gostaria de reafirmar que sempre entendi que o Benfica necessitava de um jogador como Katsouranis (médio defensivo, forte fisicamente, tacticamente disciplinado e tecnicamente evoluido), bem diferente de Beto e que poderia dar uma ajuda efectiva à equipa.

Já sobre Manuel Fernandes, há pouco a dizer: grande jogador, enorme margem de progressão, cultura táctica, só precisa de ter sorte com as lesões... e, depois, é das escolas e isso no Benfica é notícia.

O caso

O grego, jogador fetiche de Fernando Santos, foi-nos “vendido” como sendo um jogador polivalente que faria várias posições no meio-campo.

Esta “facilidade” levou o treinador a tentar, primeiro, um “4-4-2 losango” (com “Katso” a alternar com Petit entre o vértice inferior e o vértice direito, sem sucesso) e, depois, o “4-2-3-1” (com os dois jogadores a coincidirem nos mesmos espaços à frente da defesa).

Até agora, em qualquer destas tácticas, tem dado a ideia (também por culpa dos outros jogadores) que Petit e Katsouranis se atropelam e atrapalham. Nos jogos já realizados a coexistência em campo não tem dado nem velocidade nem fulgor ofensivo à equipa e, pior do que isso, também não tem dado consistência defensiva.

Na última partida da Liga, frente ao Nacional, os “encarnados”, sem Petit castigado, alteraram novamente a estratégia e jogaram em 4-3-3, com Katsouranis sozinho como “trinco” e Karagounis a jogar a “8”, na posição que era, na época passada de Manuel Fernandes.

E é aqui que entra a questão: deverá o Benfica jogar com dois “trincos” ou, pelo contrário, jogar com um “6” e um “box to box” como Tiago ou Manuel Fernandes?

O veredicto

Claro que para responder a esta questão será necessário ter atenção a outras variáveis: os automatismos que a equipa vá ganhando (com ou sem dois trincos), o adversário (é obviamente diferente jogar com um Manchester United ou um Nacional da Madeira) e os colegas de equipa (é diferente jogar com ou sem Rui Costa, por exemplo).

Em minha opinião, deve a equipa da Luz, na maior parte dos jogos da Liga, apostar em apenas um médio defensivo e depois um outro que possa defender e atacar com quase a mesma eficácia, nas costas do médio ofensivo.

Sendo assim, pegando nos últimos jogos, e sem fulanizar, parece-me favorável que, pelo menos nos próximos tempos para o campeonato nacional, o Benfica jogue na táctica de 4-3-3.

(*) Talvez se tivesse evitado esta questão se não tivesse havido as novelas Manuel Fernandes e Simão e o plantel tivesse sido construído como deveria ter sido (com uma táctica bem definida e dois jogadores por posição).

Irradiação, já! (isto é que era interesse público) (*)

O texto que eu gostaria de ter escrito sobre o que se tem passado no futebol português.

Sem mais comentários:

Este campeonato vai ser um despautério. Tudo porque a justiça desportiva não funciona e se recusa a castigar com a pena óbvia da irradiação os múltiplos artistas do sistema, com os seus nomes de código e os seus métodos de falsários
Algumas pessoas têm uma tolerância surpreendente para este tipo de situações. Eu nunca tive. Há 20 anos, ou talvez mais, dois jogos decisivos da derradeira jornada de uma série qualquer dos campeonatos distritais de futebol terminaram com resultados impensáveis. Qualquer coisa como 18-6, um, e 21-7, o outro.
Na altura eu era jornalista de A BOLA. Todos os domingos recebia as chamadas telefónicas dos correspondentes locais e tomava nota dos jogos e das classificações. O despropósito dos números dos golos daqueles dois jogos motivou-me a querer saber porquê e como e quem.
A curiosidade profissional foi rapidamente satisfeita. Os dois clubes supergoleadores de terras vizinhas disputavam entre si a subida de escalão e estavam igualados em pontos a uma jornada do fim. A temporada iria resolver-se pela diferença de golos. E até nesse pormenor as duas equipas rivais tinham um score idêntico.
E todos tiveram a mesma ideia. Os guarda-redes das equipas adversárias foram amaciados, os árbitros foram sensibilizados, alguns jogadores das equipas pretendentes à subida rubricaram exibições não menos estranhas e marcaram golos na própria baliza. Os dois resultados avolumaram-se até ao ponto da demência. E porquê? Porque cada equipa tinha um espião no campo do adversário. A missão do espião era correr para o telefone do café mais próximo sempre que houvesse um golo e informar os da sua cor da marcha do marcador.
Nunca dois espiões correram tanto e telefonaram tanto. E, assim, dentro das quatro linhas os jogadores iam sabendo como paravam as modas e os golos que tinham de deixar entrar, uns, e que tinham de marcar, outros.
A história tinha pinceladas neo-realistas. Cheguei a falar com algumas testemunhas dos acontecimentos e houve uma (torcia pelo clube que acabou por ficar em segundo lugar e não subir) que me garantiu ter a GNR ajudado o clube adversário ao disponibilizar ao espião os meios sofisticados de comunicação telefónica da sua carrinha destacada para manter a segurança pública do espectáculo.
Recolhida esta primeira dose de informação dirigi-me ao mítico chefe de redacção de A BOLA, Vítor Santos, e, contando o que já sabia, pedi autorização para me deslocar até às duas localidades em questão para fazer uma reportagem.
— Para fazer o quê? — perguntou o meu chefe.
— Uma reportagem. Falar com os dirigentes, com os jogadores, com os espectadores…
— Pois, pois…
— Ia eu e um fotógrafo. É uma grande história, chefe! — insisti num entusiasmo pueril.
Mas não tive sorte nenhuma.
— Sabes, rapariga, eu acho melhor não tocar nisso — disse-me o Vítor Santos. Olhou-me nos olhos, inclinou-se para trás na sua cadeira de chefe e cruzou as mãos em cima da barriga.
— Não tocar nisso?
— Nem ao de leve. Essas coisas existem, sempre hão-de existir mas torná-las públicas faz mal ao futebol e nós, jornalistas, não podemos fazer mal ao futebol.
O meu respeito por Vítor Santos leva-me a querer acreditar que se hoje fosse vivo teria mudado de opinião. No entanto, eu não mudei.
O que faz mal ao futebol é a impunidade.
Se o dirigente dos quinhentinhos tivesse sido irradiado no momento em que a opinião pública e a justiça desportiva tiveram conhecimento do seu método de aliciamento o futebol agradecia.
E talvez o futebol não estivesse neste actual patamar de lodo.
A Federação Portuguesa de Futebol e a Liga de clubes têm órgãos de justiça e de disciplina. Do que estão à espera para intervir, saneando o futebol da manipulação com cara e com nome?
O que mais será preciso para irradiar dirigentes, empresários, árbitros e outros figurões mais ou menos simpáticos?
A figura disciplinar da irradiação não existe na Lei de Bases do Sistema Desportivo?
Pode o Ministério Público arquivar tudo o que quiser. Mas quando o procurador escreve que «o modo de actuação» passa pela sugestão de nomes de árbitros, pelo conhecimento antecipado de nomes de árbitros, pela pressão directa ou indirecta sobre os mesmos árbitros e transcreve diálogos com frases como «o chefe da caixa», «bem roubadinho», «se quer umas viagens para o ano temos de atalhar caminho», «tu pediste, foi-te concedido», «é a malta que o pode fazer chegar onde ele quer», «queriam um penalty mas eu dei-lhe um amarelo», «dou-lhe uma beijoca», «ai se não fosse eu», «o senhor para mim é como um pai», «conceda-me essa graça», «trouxemos um carregamento que nem cabia na mala», «12 minutos que eu dei e nem assim», «o Serafim vai vacinado», «não pode fazer muito porque o jogo dá na televisão, percebe?», toda a gente percebe.
E porque temos nós, os que gostamos de futebol, de continuar a aturar estas pessoas todas nos seus postos de sempre, impunes, viciosas, trocando graçolas promíscuas com políticos em funções, em directo na televisão, ou recebendo honras de Estado em nome dos votos das «massas associativas»?
E não se pode irradiá-los?
O futebol, para continuar a ser o espectáculo que é, precisa de 11 jogadores de cada lado. Os jogadores existem, a bola também. Não deve ser muito difícil o nascer de uma nova geração de dirigentes e de árbitros. Estes que temos e que mandam e são mandados estão feitos há anos, há décadas. O fim de uns será o fim dos outros. Por isso, passado o susto inicial do apito dourado, continuarão a proteger-se porque uns são «uns pais» e outros «uns filhos» dependentes e respeitadores e «vacinados».
Este campeonato promete ser o mais transtornado de sempre, o mais polémico, o mais escandaloso. Adivinha-se um despautério no que diz respeito à arbitragem, aos lamentos, aos penalties e aos carregamentos de dúvidas que não cabem nas malas.
Tudo porque a justiça desportiva não funciona e se recusa a castigar com a pena óbvia da irradiação os múltiplos artistas do sistema, com os seus nomes de código e os seus métodos de falsários.
Têm medo de quê? De quem?
Porque é que não se pode irradiá-los? De preferência já!
Há pessoas com quem não se pode nem se deve tomar sequer um café. Muito menos falar de qualquer assunto que não seja uma troca trivial de cumprimentos ou duas frases sobre o tempo que faz. Os presidentes do Benfica e do Belenenses quando falam com o presidente da Liga sobre a nomeação de um árbitro para um jogo entre os seus dois emblemas estão a ser levados na brincadeira, por mais que achem que também eles têm uma pequena voz a fazer ouvir e que ambos podem escolher o «mal menor». O resultado é que acabaram por passar por esta vergonha.
É evidente que logo vieram, pressurosos, os serventuários do poder, tentar meter no mesmo saco viagens a Cancun, meninas de programa, promessas de favores e ameaças de despromoções com a inanidade dos diálogos Valentim-Vieira. Mas é por isto mesmo que não se deve atender o telefone a algumas pessoas.
O presidente ideal do meu Benfica manteria esta conversa meteórica com o presidente da Liga:
PRESIDENTE DA LIGA: Estou-lhe a ligar por causa do árbitro do jogo com o Belenenses.
PRESIDENTE IDEAL DO BENFICA: Mas o que é que o senhor tem a ver com isso? O Luís Guilherme está doente?
PRESIDENTE DA LIGA: Quer o Paixão? Ou o Lucílio? Talvez o Paulo Costa a apitar…
PRESIDENTE IDEAL DO BENFICA: A apitar só a sirene da polícia e já.
E logo descia o pano.
Os três jogos de suspensão aplicados a Petit são pena leve. Valerão para, assim que der jeito, vir o Benfica a ser acusado de favores do alto.

(*) Texto de Leonor Pinhão "Contra a Corrente", in A Bola

domingo, setembro 17, 2006

Outras bolas (6)

É mais uma incursão fora do "mundo do futebol", desta vez para dar os parabéns à selecção nacional de Basquetebol.

Pela primeira vez, a equipa das "quinas" conseguiu a qualificação para uma fase final de um Europeu (há 56 anos tinha sido por convite).

Portugal alcançou quatro vitórias em seis jogos, a última das quais frente a Israel (69-48), e beneficiou da vitória da Bósnia.

Parabéns a todo o grupo de trabalho. Lá os veremos em Espanha para o ano que vem.

Zero

Pela segunda vez desde que atribui classificações, a equipa da RR deu "nota 0" a uma equipa de arbitragem depois de uma partida da I Liga: foi no Sporting - Paços de Ferreira, arbitrado por João Ferreira.

Este senhor "árbitro" não viu o golo dos pacenses marcado com a mão, não viu um penalty cometido sobre Liedson e ainda falhou em faltas e foras de jogo.

A primeira vez em que o "zero" foi atribuído foi num célebre Benfica - FC Porto, apitado por Olegário Benquerença, em que o senhor "árbitro" não viu um golo limpo do Petit e duas grandes penalidades contra os "dragões".

O que têm em comum estes dois "senhores do apito"? São internacionais.

A questão que se coloca é: Como é possível? Como podem estes senhores "árbitros" chegar aos lugares mais altos da arbitragem?

Aí está mais um aspecto que os investigadores do "Apito Dourado" deveriam ter em conta.

Depois do que fez hoje, aliás, depois do que tem feito nos últimos tempos, João Ferreira podia e devia dedicar-se a outra actividade que não a arbitragem.

Já agora, quando é que o Luís Guilherme deixa de fazer as nomeações?

quinta-feira, setembro 14, 2006

Eurolândia

Terminou a primeira jornada das duas provas da UEFA e o balanço podia ser mais positivo: duas vitórias, dois empates, duas derrotas.

Nos triunfos, o Sporting venceu o Inter de Milão (1-0) e o Sporting de Braga derrotou o Chievo Verona (2-0), ambos em casa.

Os empates foram na Champions, do FC Porto em casa diante do CSKA, e do Benfica na Dinamarca frente ao Copenhaga.

Já as derrotas foram as do Vitória de Setúbal, frente ao Heerenveen (0-3), e do Nacional, diante do Rapid Bucareste (0-1).

Os jogos...

Os "leões" conseguiram a surpresa da jornada ao ganhar ao "todo o poderoso" Inter. A equipa de Alvalade conseguiu um bom jogo e um melhor resultado, com uma equipa jovem a quem (ainda por cima) faltavam jogadores (Paredes, Custódio, Carlos Martins).

O Inter terá menosprezado o adversário e pareceu contentar-se com o empate. Normalmente "quem joga para empatar...". Por outro lado, o golo de Caneira é daqueles que tão cedo não volta a acontecer.

O Braga também ganhou, fez um bom resultado, mas não deve contar com "o ovo no cu da galinha". Os arsenalistas têm que manter a cabeça fria, jogar concentrados e aguentar a pressão inicial dos italianos.

O FC Porto voltou a empatar com os russos na abertura de mais uma época na Liga dos Campeões. Pelo factor casa e pelo domínio do jogo, os "dragões" podiam e deviam ter ganho, mas Anderson não pode fazer tudo e falta quem marque golos.

O Nacional perdeu 1-0 na Roménia e ainda tem algumas hipóteses de virar o jogo, mas o adversário joga melhor fora e é perigoso no contra-ataque. Sonhar não paga imposto.

Do Setúbal há pouco a dizer: com a derrota em casa... está despachado. É muita "areia para esta camioneta".

Sem paninhos quentes...

Vamos ser directos: o Benfica fez uma exibição absolutamente lamentável - inacreditável mesmo - na Dinamarca, diante do Copenhaga, para a Liga dos Campeões.

Sem ponta de classe, de vontade, de brio profissional (nada, zero), os "encarnados" fizeram um jogo pior que qualquer equipa da Liga de Honra que vá ao estádio da Luz.

Nos primeiros 45 minutos nem um remate, nada, zero... na segunda lembro-me de dois, por acaso um até foi ao poste, o que seria o máximo da eficácia.

Como é possível o Benfica jogar tão pouco? jogar tão mal?

Continua a não haver força, fio de jogo, segurança defensiva, jogadas de envolvimento, remates, nada, zero.

Aquela segunda parte a passar tempo, a atrasar bolas, a recusar-se a atacar, é indigna do Benfica, é indigna de um clube centenário com milhões de adeptos e muitos títulos nacionais e internacionais, só no futebol.

Miserável o discurso do treinador a dizer que o empate foi bom, que a equipa teve receio e condicionamentos psicológicos pela derrota no Bessa, que podia ter sido mais ousada... Ora aí está, Fernando Santos a admitir a sua culpa.

Se o Benfica joga assim contra o Copenhaga, o que vai acontecer a seguir frente ao Manchester United?

Todo o grupo de trabalho devia vir pedir desculpa aos adeptos por esta vergonha. Foi mais uma machadada no prestígio do clube.

quarta-feira, setembro 13, 2006

Prognósticos...

Depois da exibição miserável do Bessa, o Benfica estreia-se esta noite na Liga dos Campeões na Dinamarca frente ao Copenhaga.

Claro que são competições diferentes, claro que a motivação é diferente, claro que o adversário é diferente e, pelos vistos, até os jogadores vão ser diferentes. Ao que parece, Fernando Santos vai fazer cinco alterações no "11".

No entanto, face ao que se tem passado, o receio de um mau resultado mantém-se porque a equipa não tem estado nada bem, nem defensiva nem ofensivamente. Não se vê fio de jogo e até se perdeu a coesão defensiva.

Sinceramente, não tenho grandes dados para comentar estas alterações, essencialmente porque não sei como joga o Copenhaga e não conheço quase nenhum dos seus jogadores. Por outro lado, há dúvidas sobre a forma do "capitão".

Estes dinamarqueses são, em teoria, os adversários mais acessíveis do grupo, mas é bom não esquecer que eliminaram o Ajax na pré-eliminatória.

Seria bom para o Benfica entrar a vencer mas, tendo em conta o que se tem passado e lembrando que é um jogo fora, o fundamental é não perder.

A equipa

Fernando Santos vai, ao que parece, fazer cinco alterações em relação ao jogo frente ao Boavista.

Rui Costa lesionou-se e entra Nuno Assis
Alcides entra para o lugar de Nélson
Ricardo Rocha joga ao lado de Luisão
Paulo Jorge e Simão vão estar nas alas em vez de Manú e Miguelito

Face aos condicionalismos e lamentando a ausência de Karagounis (continuo a dizer que se está inscrito podia e devia ser opção), algumas alterações parecem-me bem, outras deixam-me dúvidas.

Por exemplo, a titularidade dos dois alas, por razões diferentes - obviamente-, deixa-me algo inquieto. Já a titularidade de Alcides, neste jogo fora, parece-me correcta.

Espero que o engenheiro consiga pegar no plantel e pô-lo a jogar futebol e a conseguir resultados, sob pena desta ser uma época bem complicada.

Como dizia o outro: "Prognósticos... só no fim do jogo" mas o cenário não é nada animador.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Mau de mais...

O Benfica entrou na nova Liga com uma semana de atraso, por culpa do "caso Mateus", e, depois do que foi visto no Bessa, fica a ideia de que precisa de adiar mais umas quantas partidas.

Olhando para a exibição dos "encarnados", pouco há a realçar de positivo quer em termos individuais quer de grupo.

A "novela Simão" é uma das grandes responsáveis por este atraso. A equipa começou a ser preparada no pressuposto de que o "20" ia deixar o clube e que, por isso, seria obrigatório mudar; a sua não saída, depois de avanços e recuos, levou a que o treinador voltasse a utilizar uma táctica onde pudesse utilizar em simultâneo o capitão e o "maestro" Rui Costa.

Ora, acontece que uma equipa de futebol, para funcionar, necessita de automatismos, automatismos estes que se ganham treinando e jogando juntos. Isso não tem acontecido e por várias razões.

Por um lado, o plantel continua com lacunas evidentes (continua a haver posições sem suplentes credíveis), por outro, continuo com dúvidas que Fernando Santos seja o treinador certo no lugar certo.

A equipa da Luz está atrasada em todos os aspectos do jogo, táctica e fisicamente, não cria lances ofensivos e, pior que isso, parece ter perdido a coesão defensiva que lhe garantiu importantes vitórias na época passada.

Para além destas evidências, que já se notam desde a pré-época e que não parecem ter tendência para melhorar, há outro aspecto que ficou evidente: a equipa está nervosa, instável em termos emocionais - aquela explosão de Petit !?.

Atenção, a culpa não é só do técnico e dos jogadores... a direcção também tem culpa.

sexta-feira, setembro 08, 2006

A montanha pariu... um galo

Os sócios do Gil Vicente decidiram, em Assembleia Geral, dar "carta branca" à direcção do clube para avançar com o "caso Mateus". Entre os 900 sócios que estavam presentes só dois votaram contra.

O presidente do clube de Barcelos continua a criticar os tribunais desportivos e a dizer que não têm credibilidade, garante também que vai continuar para os tribunais civis, eventualmente até aos tribunais europeus.

António Fiúza está convencido que o Gil Vicente vai continuar a jogar na I Liga, esperando que o Tribunal Administrativo de Lisboa assim o decida.

Não saiu, no entanto, nenhuma decisão concreta desta reunião magna dos gilistas, o que dá ideia que andamos todos a gozar com coisas sérias.

A FIFA tem a palavra final... no dia 14 de Setembro, entretanto, esperemos para ver que jornada temos neste fim-de-semana.

quinta-feira, setembro 07, 2006

"Foi um grande resultado"

Declarações de Luiz Felipe Scolari depois do Portugal - Finlândia em que empatámos 1-1 fora de casa.

O seleccionador continua, assim, a sua campanha de "arrefecimento" de expectativas, depois do segundo lugar no Europeu e do quarto no Mundial.

Diz Scolari que a "equipa das quinas" não está bem - e tem razão -, também é verdade que há uma série de lesões em jogadores fundamentais (Miguel, Jorge Andrade, Meira, Maniche, Quaresma, Simão...), mas isto não pode explicar tudo.

É que dar a titularidade a Ricardo Costa e Caneira, por exemplo, já é um problema diferente que poderia ter sido resolvido. Quer o jogo particular, quer o oficial provaram que os dois não estão, pelo menos neste momento, em condições para serem titulares.

Por outro lado, convém recordar a "Felipão" que todas as selecções estão a começar e muitas estiveram no Mundial. Por isso, os problemas são comuns.

O certo é que o grupo é longo, faltam muitos jogos. A qualificação é o objecticvo final e isso faz-se jogo a jogo, ponto a ponto.

Não devemos é, nem ser miserabilistas (dizer que "sete pontos nos primeiros quatro jogos é bom" é estar a gozar), nem eufóricos (considerar - como alguns adeptos por aí - que temos a qualificação está garantida porque o grupo é "fácil").

Aliás, o grupo não é tão fácil como parece... mas sobre isso falaremos mais tarde.

domingo, setembro 03, 2006

Sindroma "K"

Para surpresa de todos, incluíndo do treinador, o Benfica decidiu repescar Karagounis e Karyaka à última hora para o seu plantel principal.

No último dia do prazo para inscrição de jogadores, os "encarnados" ganharam dois reforços que já não contavam.

A situação dos dois médios é diferente: o russo tem estado afastado desde meio da época passada, após uma entrevista mal explicada e um abaixamento de forma ainda mais estranho; já o grego - conhecido de Fernando Santos - parecia ter encontrado o seu espaço com a táctica "4-4-2 losango", mas perdeu influência com o regresso do 4-2-3-1 e pediu para sair.

O problema é que, ao que parece, não apareceram propostas que convencessem jogadores e clube.

Agora, do mal o menos, não os podendo transferir seria incompreensível não os inscrever para as competições nacionais e internacionais.

Aliás, especialmente Karagounis pode vir a ser importante, dada a saída de Manuel Fernandes e a idade avançada de Rui Costa, já que pode fazer estas duas posições. Seria até estranho se Fernando Santos não soubesse aproveitar este activo.

Em Janeiro, com a reabertura do mercado, novas oportunidades de saída podem surgir para estes dois descontentes.

PS: A transferência de Manuel Fernandes para o Portsmouth tem contornos muito estranhos e continua por explicar.

sábado, setembro 02, 2006

Registo para memória futura...

O “caso Mateus” parece estar agora perto do fim, falta perceber se para o bem ou para o mal do futebol português.

O “Expresso” garante que a FIFA já decidiu suspender o futebol português, mas a decisão estará suspensa até 14 de Setembro. Até lá, o Gil Vicente tem que abandonar o processo nos tribunais civis, sob pena de seis clubes e a selecção “ficarem a ver navios”.

Antes de mais – e para que fique registado – aqui fica, resumidamente, a cronologia do caso:

  • Mateus jogava como profissional no Felgueiras
  • O Felgueiras foi à falência e deixou o futebol
  • O Lixa contrata Mateus como amador
  • Em Janeiro, o Gil Vicente tenta contratar o jogador, mas Liga e Federação recusam porque um clube profissional não pode ter amadores
  • O clube de Barcelos viola as regras e recorre aos tribunais civis e consegue uma autorização provisória que a Liga aceita.
  • Académica e Belenenses queixam-se desta irregularidade e é aberto um processo
  • A primeira reunião da Comissão Disciplinar dá razão ao Belenenses, mas uma segunda dá razão ao Gil porque há mudanças no sentido de voto de alguns dos conselheiros
  • O Belenses interpõe recurso e ganha. Os “galos” são condenados a descer de divisão.
  • O clube de Barcelos volta a interpor recurso para o Conselho de Justiça da Federação que confirma a descida do Gil Vicente.
  • O Gil Vicente insiste e interpõe uma providência cautelar agora no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa para tentar reverter a decisão do CJ da FPF, o que acontece.
  • O Leixões, terceiro classificado da Liga de Honra, reclama promoção à Liga. A Comissão Executiva da Liga suspende os jogos do Belenenses, Gil Vicente e Leixões, depois do clube de Matosinhos ter apresentado um recurso com efeito suspensivo.
  • A FIFA exige que o Gil Vicente seja desportivamente castigado e desista do processo em tribunal civil.
  • A Federação invoca “interesse público” para os campeonatos profissionais e, assim, fintar os tribunais civis.
  • Conselho de Justiça nega recurso do Leixões. Belenenses fica na I Liga e o Gil suspenso
  • António Fiúza, presidente do Gil Vicente, quer manter o caso em tribunal, mas marca uma Assembleia geral de sócios (quinta-feira) para que sejam eles a decidir o que fazer

Este é um grande "imbróglio" que pode, por um lado, ser um novo "caso Bosman" ou a falência do futebol português.

O que é certo é que todos os clubes e Federações conhecem e aceitam, de livre vontade, as regras da FIFA. A partir daqui, é só cumprir os regulamentos.

Vamos ver o que decide o Gil Vicente e o que faz a toda poderosa FIFA...

domingo, agosto 27, 2006

Marcha atrás

Depois de ter "batido no fundo" e terminado um campeonato no sexto lugar, o Benfica encontrou uma estratégia que lhe voltou a dar títulos poucas temporadas depois. No entanto, desde o mercado de Inverno da época passada parece ter havido um retrocesso.

A recuperação dos "encarnados" foi iniciada, basicamente, com a chegada de Jose António Camacho a meio da época de 2002/03 com a equipa a terminar a Liga no segundo posto.

No final dessa época, o treinador espanhol fez uma exigência fundamental para a renovação do contrato e que se revelou decisiva para a melhoria do plantel: "Não pode sair nenhum jogador essencial".

Face a esta nova estratégia, não saiu ninguém, entraram dois titulares (Fyssas e Luisão) e a equipa começou a ganhar automatismos e a subir de rendimento, também impulsionada pela união de grupo surgida após a tragédia de Miki Feher.

No final, a equipa da Luz conquistou a Taça de Portugal, diante do FC Porto, e voltou a ficar em segundo na classificação.

Já na época 2004/05, já com Giovanni Trapatoni nos comandos, e sem Tiago (titular vendido ao Chelsea), continuou a contenção de entradas e saídas e - claro - o objectivo era o regresso ao título 11 anos depois.

O triunfo foi conseguido, apesar do Benfica não ter, reconhecidamente, o melhor plantel dos "grandes". A grande vantagem era a união e o conhecimento do grupo de trabalho, aliado à experiência do treinador.

Do grupo de campeões apenas saiu Miguel e toda a estrutura continuou intacta com a chegada do técnico holandês Ronald Koeman, que ainda conseguiu Karagounis e Miccoli como reforços.

A estratégia parecia, assim, que se ia manter pela quarta época consecutiva, mas algou se alterou e para pior no mercado de Inverno da temporada passada.

O que se passou?

De repente, chegados ao Natal da época passada, os "encarnados", em três competições (Campeonato, Taça e Liga dos Campeões) e ainda com lacunas no plantel, fizeram uma mão cheia de contratações com o objectivo de melhorar a equipa.

Ora, não foi nada disso que aconteceu e por duas razões: primeiro porque a chegada de tantos "corpos estranhos" encravou a máquina e minou o grupo e, depois, porque os novos não corresponderam (Moretto, Marco Ferreira, Robert, Manduca, Marcel), nenhum deles justificou a aposta.

Era indiscutível que o Benfica necessitava de alguns jogadores, mas tinham que ser verdadeiras mais valias para entrarem num grupo que tinha sido campeão. Claramente, não foi isso que aconteceu...

A precipitação da SAD (tão usual num passado recente) foi tal que, dos cinco reforços de Dezembro, três já não estão no plantel (Robert, Manduca e Marcel) e os outros dois são suplentes ou reservas.

A juntar a estes casos mais evidentes há ainda outros jogadores (também eles chegados recentemente) que estão afastados, mas que continuam no "sai não sai": André Luiz, Everson, Karyaka ou Karagounis.

O certo é que esta política não trouxe benefícios à equipa nem em termos desportivos (terminou a época em terceiro) nem financeiros (nenhum foi até agora vendido por dinheiro que se visse).

Quando se sabe que, obrigado pelo "project finance", o Benfica tem que fazer, pelo menos, 10 milhões de euros em receitas de jogadores (Manuel Fernandes dá 8.5 milhões), este dinheiro deitado à rua com jogadores duvidosos, ainda menos se compreende.

É obrigatório que presidente, director-geral e treinador se entendam sobre que rumo dar à equipa, que reforços são efectivamente necessários por forma a que a SAD volte a vender pouco mas bem e a comprar verdadeiras mais valias.

sexta-feira, agosto 25, 2006

Caldeirada à portuguesa

A caldeirada é um dos pratos típicos da cozinha portuguesa - e eu até gosto - mas só no enquadramento culinário.

Aquilo que se está a passar no futebol português neste início de época é verdadeiramente inacreditável. Não há adjectivos para qualificar as cambalhotas do "caso Mateus".

Sem querer agora falar sobre quem tem razão, até porque são muitos e contraditórios os argumentos e eu não sou jurista, o que gostaria de recordar é que este caso começou há meses, já na segunda volta da época passada.

Foram meses e meses de avanços e recuos, recursos e outros truques, com advogados, juizes, comissões de disciplina e de justiça, fazendo avançar e atrasar o processo.

É verdadeiramente lamentável, digno de um qualquer país da América Latina, que hoje ainda nada esteja decidido e não se saiba quem são os participantes da I Liga e da Liga de Honra.

Só esta tarde, por exemplo, o Benfica teve dois adversários para a primeira jornada: Belenenses primeiro, Gil Vicente depois e, por fim, ao que parece, nem um nem outro, devido à intervenção do Leixões.

O certo é que está tudo embrulhado, verdadeira caldeirada, e três equipas têm os jogos suspensos (Gil Vicente, Belenenses e Leixões) e a Liga começa coxa.

Como "o seguro morreu de velho", o Benfica que, oficialmente recebeu dois documentos com adversários diferentes, já garantiu que vai estar em campo à hora marcada, pronto para jogar, seja contra quem for.

Há três balneários disponíveis...

PS: Alguém que chame um "chef" para pôr ordem nisto, que a caldeirada está a azedar

"Bolinhas" da sorte

Foi amigo, em teoria, o sorteio das três equipas portuguesas na Taça UEFA.

Sem serem "cabeças de série" (o que aconteceu pela primeira vez, por efeito de termos três equipas na Champions), os lusos tinham pela frente a vida muito complicada, mas as "bolinhas da sorte" acabaram por não ser nada madrastas.

Ao Sporting de Braga, uma equipa que vai seguramente lutar com os "grandes" pelos primeiros lugares, calhou o Chievo Verona, equipa italiana.

Já o Vitória de Setúbal vai defrontar os holandeses do Heerenveen, enquanto o Nacional joga diante dos romenos do Rapid Bucareste.

A primeira mão realiza-se a 14 de Setembro e a segunda a 28 do mesmo mês.

Face ao que podia ter acontecido, nada mau. Pode ser que seja desta que alguma destas entre na fase de grupos da UEFA.

quinta-feira, agosto 24, 2006

"Roda dos Milhões"

Em teoria, o sorteio da Liga dos Campeões (com FC Porto, Sporting e Benfica) deu a "fava" aos "leões".

À equipa de Alvalade calharam dois colossos do futebol mundial (Inter de Milão e Bayern de Munique) e a incógnita dos russos do Spartak de Moscovo.

Ao "campeão da pré-época" está, para já, garantido um grande sucesso de bilheteira no Alvalade XXI. Desportivamente, o Sporting vai ter dificuldades para conseguir a qualificação, mas isso só pode ser positivo para a equipa já que, por um lado, ajuda na motivação e, por outro, retira pressão.

Já o campeão FC Porto fica no mesmo grupo que o grande Arsenal, os russos do CSKA (conhecidos do Sporting da final da UEFA) e os alemães do Hamburgo.

Os "dragões" têm condições para seguir em frente, ganhando em casa, e batendo-se com os "gunners" pela vitória no grupo.

Entretanto, o Benfica reencontra o Manchester United, que quererá vingar-se da época passada, até porque parece bem mais forte, defronta o Celtic e também o Copenhaga, a grande surpresa por ter eliminado o Ajax.

Os "encarnados", se tiverem o plantel em condições, e tiverem alguma sorte, podem garantir a passagem à fase seguinte.

Os jogos começam já em Setembro, convém que os portugueses (especialmente as "águias") melhorem a forma rapidamente.

terça-feira, agosto 22, 2006

Missão cumprida


O Benfica fez o que tinha a fazer, ganhou ao Áustria de Viena e carimbou o passaporte para a fase de grupos da Champions.

A vitória por 3-o foi fácil, mas escassa face ao domínio dos "encarnados" até ao minuto 65, altura em que Rui Costa teve que sair por lesão.

Foi uma exibição de gala do "maestro" que marcou o primeiro golo e esteve na jogada dos outros dois, para além de outras "valsas" que foi tocando, perante uns austríacos que não sabem dançar.

Face a este resultado, o Benfica está onde era obrigado a estar: na Liga dos Campeões e já arrecadou, pelo menos, cinco milhões de euros.

A exibição foi boa (enquanto houve Rui Costa), o resultado também, mas agora não podem os adeptos, sócios e dirigentes embandeirar em arco, passar do "8 para o 80" e achar que está tudo bem.

Não está... e continua óbvio, seja em que táctica for, que o plantel é curto em algumas posições.

Ganhar ou ganhar

O Benfica defronta esta terça-feira o Áustria de Viena na segunda mão da pré-eliminatória da Liga dos Campeões e só tem uma hipótese: ganhar.

Num jogo em que está em causa a entrada na Liga Milionária (15 milhões na época passada), contra um campeão austríaco de quarta categoria, aos "encarnados" não resta outra alternativa que não seja carimbar o passaporte para a Champions.

Mesmo com uma mão cheia de lesionados e o plantel ainda em manobras, a equipa da Luz é manifestamente superior, aliás, como se viu no primeiro jogo na Áustria em que o Benfica só não ganhou porque não jogou para tal.

A equipa

Face aos condicionalismos actuais, não há grandes dúvidas, nem alternativas, quanto ao "11" a apresentar por Fernando Santos:

Quim
Nélson, Luisão, Anderson e Ricardo Rocha
Petit, Katsouranis e Rui Costa
Manu, Nuno Gomes e Paulo Jorge

"Meninos mimados 2"

Vítor Baia e Ricardo continuam a "troca de galhardetes" e o nível da conversa está a descer a grande velocidade.

Depois de um período de acalmia, que coincidiu com o Mundial, tudo voltou a agravar-se após mais uma entrevista do guarda-redes do Sporting no "Record" a que Baia, depois, respondeu.

Não querendo, aqui, entrar em pormenores, nem saber quem tem razão, serve o presente post para mostrar o meu desagrado por toda esta "estória".

Está na hora destes "meninos mimados" se calarem ou se entenderem de vez. Portem-se como homenzinhos e joguem à bola.

sexta-feira, agosto 18, 2006

"Meninos mimados"

Os futebolistas têm vindo a ganhar força ao longo dos últimos anos, muito por culpa da crescente pressão dos "empresários".

Já este ano, vários casos, em diferentes campeonatos, têm confirmado esta teoria.

O último exemplo foi Mahamadou Diarra, do Lyon, que esta noite acertou a transferência para o Real Madrid, já depois deter ameaçado o campeão francês com um claríssimo: “Ou vou para Madrid ou não jogo em lado nenhum”.

Outro caso mediático desta pré-época é o do defesa Gallas que ainda não se apresentou no Chelsea, alegando que quer deixar a equipa de Londres, apesar de ter mais um ano de contrato.

Face a estes e outros casos, fica a pergunta: Mas o que é isto?

O que tem acontecido é demonstrativo da força do dinheiro e do total desrespeito pelas mais elementares regras da boa negociação.

Agora, em vez de um clube falar com outro, chegar a acordo e, só depois, ir falar com o atleta, o que se passa é que o comprador alicia o jogador e convence-o a pressionar o clube vendedor de molde a que, das duas uma, aconteça uma rescisão de contrato ou, pelo menos, um grande abaixamento da verba a pagar.

Um dos truques que mais se está a tornar “normal” é o “Não tenho razões psicológicas para continuar”.

Mesmo em Portugal, este esquema inadmissível já foi utilizado, até por clubes grandes, e isso não dignifica em nada as pessoas e as instituições.

Novamente, Mas o que é isto?

Se o clube estiver a cumprir com o contrato, a pagar o salário e o jogador tiver contrato para cumprir, só tem que se aguentar à bronca.

Convém que a FIFA ponha mão nisto, sob pena do futebol entrar por um caminho sem volta. Digo eu…

quinta-feira, agosto 17, 2006

"Caixa Futebol Campus"

É este o nome do novo Centro de Estágio do Benfica no Seixal.

Confesso que não gosto muito do nome mas, sinceramente, isso é o que menos interessa.

O fundamental - fundamental mesmo - é que do Centro nasçam jogadores que possam chegar à principal equipa, ser idolos dos adeptos e, quicá, render alguns milhões de euros. Essa tem que ser a prioridade dos "encarnados", depois de vários anos de "casa" às costas, que impediram o desenvolvimento dos jogadores e quase levaram a uma "seca total".

Deixo a pergunta: Quantos jogadores do Benfica "nasceram" nas escolas e tiveram relevo entre a saída e o regresso de Rui Costa, no espaço de 12 anos?

A resposta não é difícil e é bem curta: Maniche e Manuel Fernandes.

A estas certezas podem depois acrescentar-se alguns ameaços: Edgar, Hugo Leal, Bruno Basto e Moreira, por exemplo.

Muito, muito, curto para um clube como o Benfica...

PS: Este acordo com a instituição bancária tem a vantagem de acelerar o pagamento do Centro de Estágio.

PS1: Surreal é o facto do Benfica ter que colocar panos na nova Casa para garantir aos jogadores um treino à porta fechada.

terça-feira, agosto 15, 2006

Jesualdo

Está finalmente confirmada a notícia que a RR deu no passado dia 10 em primeira mão: Jesualdo Ferreira é o substituto de Co Adriaanse no FC Porto. O Boavista recebe um milhão de euros.

Sobre isto três notas:

  • Dados todos os condicionalismos, o professor Jesualdo é a melhor escolha que o FC Porto poderia ter tomado nesta altura, a tão poucos dias do início da Liga.
  • Com Jesualdo Ferreira e o provável regresso do "4-3-3" o plantel terá(ia) que ser retocado.
  • Se este “caso” tivesse ocorrido, por exemplo, na Luz teria caído o Carmo e a Trindade. Como foi no “Dragão”, tudo normal…

“Não há mais Volta a dar-lhe”

Terminou esta terça-feira a Volta a Portugal em Bicicleta e o triunfo voltou a fugir a Cândido Barbosa.

Não sou propriamente fã deste ciclista, mas sou obrigado a reconhecer que o homem dá tudo o que tem e tão depressa vai aos “sprints”, como às montanhas ou aos contra-relógios.

É verdade que voltou a “morrer na praia”, ultrapassado por um espanhol que começou cá como profissional. Não sei se Cândido vai ter outra oportunidade de ganhar a nossa “prova rainha”.

Um aspecto que penso que Cândido terá que melhorar é aquela “teoria da perseguição”, como se todo o mundo estivesse contra ele e toda a gente lhe devesse e não lhe pagasse.

Para além de Cândido, destaque para esta Volta louca em que todos os dias mudava o “camisola amarela" e com vários jovens portugueses a "mostrarem serviço".

PS: Nota especial para o Alex que nos deu a Volta e outros grandes momentos de Rádio e vai agora brilhar, com o seu imenso talento, para outra freguesia. Um abraço companheiro.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Outras bolas (5)

Como já todos sabem, este blog não é só futebol e, pela quinta vez, abrimos uma excepção devido a mais um acontecimento excepcional.

Depois de Ticha Penicheiro, Tiago Monteiro, Vanessa Fernandes e Telma Monteiro, o destaque de hoje vai merecidamente para um atleta que nos últimos anos tem dado grandes alegrias aos portugueses e é um exemplo.

Do trabalho nas obras ao atletismo foi um passo (rápido) e ganhou-se um dos maiores velocistas mundiais da sua geração.

Aos 27 anos, Francis Obikwelu está em "ponto de rebuçado" e as suas exibições nestes Europeus de Gotemburgo, seja nos 100 seja nos 200 metros, são de se lhe tirar o chapéu.

Até parece fácil.

Com a fase terminal que tem, se Obikwelu conseguisse partir melhor, poderia até bater o recorde do Mundo.

Obrigado Francis e parabéns... mereces. Espero que continues a respeitar as "quinas" como até aqui e, se possível, a ganhar medalhas.

Parabéns também para a família portuguesa que o acolheu e que tão bem o tratou de maneira a ele, agora, gostar tanto do nosso país, ao ponto de o defender e prestigiar internacionalmente.

quinta-feira, agosto 10, 2006

CO(rda) partiu mesmo...

Co Adriaanse bateu com a porta, alegadamente por divergências com a SAD portista.

As razões para a saída do técnico holandês não são conhecidas, mas foram "públicas e notórias" as divergências entre Adriaanse e Pinto da Costa, especialmente quanto a um novo avançado para o plantel.

Como eu já tinha referido em alguns posts anteriores, a "coisa" estava tensa e, pelos vistos, insustentável.

O treinador queria um ponta de lança específico, mas os "azuis e brancos" não tiveram dinheiro para fazer cumprir esse desejo.

As declarações de Adriaanse, após o torneio de Amsterdão, já deixavam pouco espaço de manobra

Agora, Adriaanse sai mesmo e deixa o FC Porto com as "calças na mão" quando se aproxima o primeiro jogo oficial.

Com poucos dias de preparação para moldar a equipa à sua imagem e sem dinheiro para reforços, não sei se haverá muitos treinadores com vontade de assumir este projecto.

Quem será a escolha de Pinto da Costa?

Camacho (namoro antigo que já conhece o futebol português), Rui Barros (o adjunto que "sobrevive"), Manuel José (o eterno incompreendido), um outro estrangeiro sem passado no futebol português?

Foi o que se conseguiu arranjar...

O Benfica empatou a uma bola com o Áustria de Viena na primeira mão da pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

Não há grandes comentários a fazer: o jogo foi muito mau, a equipa austriaca é fraquíssima e os "encarnados" mesmo em "crise de identidade" poderiam e deveriam ter feito melhor, poderiam e deveriam ter ganho o jogo.

Tirando a (grande) jogada do golo, pouco ou nada há a destacar. Voltou a ver-se um Benfica lento, sem ideias, sem rasgos, com medo de atacar para não correr o risco de perder... e até a defesa meteu água.

Se tivesse que destacar alguém do "11", escolheria Katsouranis, Manu e Rui Costa (enquanto houve força).

Dentro de 15 dias, no jogo da segunda mão, no estádio da Luz, o Benfica é obrigado a carimbar o passaporte para a fase final da Champions e tem que golear este Áustria de quarta categoria.

terça-feira, agosto 08, 2006

Agora é a sério (*)

O Benfica defronta mais logo o Áustria de Viena na primeira mão da pré-eliminatória da Liga dos Campeões no jogo que abre oficialmente a época.

A equipa está com dificuldades tácticas e não só (faltam jogadores importantes), mas isso tem que ser ultrapassado com maior ou menor dificuldade.

Seja em 4-2-3-1 ou 4-4-2
Seja com Quim ou Moreira na baliza
Seja com Ricardo Rocha à direita (?!) e Nélson à esquerda (!?)
Seja com ou sem Katsouranis
Seja ou não com Paulo Jorge e Manu nas alas (meu Deus!!!)
Seja com Nuno Gomes sozinho ou acompanhado

É que, depois de uma pré-época com grandes problemas, esta é a altura do plantel se unir e demonstrar vontade, união e concentração.

A vitória é fundamental e a entrada na Champions obrigatória.

(*) Título de "A Bola"

domingo, agosto 06, 2006

"Alerta vermelho"

Para além do post “Refresh encarnado”, a pré temporada do Benfica, com alguns sinais preocupantes, obriga a que se fale de outros aspectos.

Nota prévia: a pré-época da equipa da Luz está a ser marcada pela “novela Simão” que está, claramente, a condicionar tudo o resto (*).

O Benfica mudou de técnico e de táctica e está a ter dificuldades de adaptação. Até ao jogo do Bordéus tudo parecia correr sem problemas mas, a partir do Torneio do Guadiana tudo se desmoronou.

Agora, a dois dias do primeiro jogo oficial, para a Liga dos Campeões, não há certezas sobre qual a táctica a utilizar.

Depois de várias semanas de treino e alguns jogos no novo “4-4-2 losango”, após o último jogo de preparação diante do AEK, o técnico admitiu voltar ao “4-2-3-1”, a que os jogadores estão mais habituados.

Entretanto, é bom não esquecer que Fernando Santos pediu dois jogadores (um defesa-esquerdo alternativa a Leo e um médio esquerdo para o vértice do losango) que ainda não chegaram e, possivelmente, mais pedirá se tiver que reformular mesmo a equipa para o “4-2-3-1” já que o plantel tem apenas dois extremos e inexperientes (Manu e Paulo Jorge).

Para uma equipa que tem jogado nos últimos anos na mesma táctica, apesar dos vários treinadores, o tempo de adaptação ao novo esquema era essencial, como fundamental era ter os jogadores certos para as várias posições.

O tempo não foi muito até por “culpa” da pré-eliminatória da Champions, apesar da equipa ter sido a primeira a retomar o trabalho. O Mundial também não ajudou com vários jogadores a chegarem mais tarde.

Mas, porque é que esta “nova” táctica (utilizada, por exemplo, por Milan, Chelsea ou Sporting) não está, para já, a resultar?

“4-4-2 losango”

Esta é uma táctica que, não tendo extremos, obriga a duas coisas: laterais ofensivos e médios polivalentes para jogarem no meio e cairem para as alas.

Por outro lado, convém que o “trinco” saiba fazer as compensações e o “10” tenha liberdade para criar jogo para os dois avançados (móveis e explosivos).

Ora, é precisamente nestes pontos que “a porca torce o rabo”.

Para além do atraso na preparação de alguns titulares (Luisão, Petit, Nuno Gomes), da chegada de outros (Katsouranis) e da lesão de Miccoli, o Benfica está com dificuldade em acomodar o meio-campo.

Petit é médio defensivo, tal como Katsouranis, e Fernando Santos parece estar com dificuldade em encaixar os dois jogadores no “11” uma vez que um terá – na nova táctica – que jogar a interior direito.

Quando se pensaria que seria o grego o escolhido (contratado por ser conhecido do técnico e polivalente), o certo é que tem sido o internacional português a jogar nessa posição, o que, claramente, parece desapropriado às suas caracteristicas.

Por outro lado, no vértice esquerdo tem estado prioritariamente o outro grego (Karagounis) que, apesar de esforçado, tem dois problemas: não é canhoto e não gosta muito de defender.

Enquanto se espera o jogador pedido pelo técnico (não deve chegar tão cedo), Nuno Assis e Karyaka poderiam ser alternativas válidas. O português é mais um criativo e o russo está de saída e sempre que jogou mostrou pouca vontade de mostrar serviço.

Esta táctica, no papel, parece moldada às características do “maestro” (como já jogava em Itália), mas convém que Rui Costa se concentre nas acções ofensivas e não se desgaste defensivamente. Para que isso aconteça é fundamental que os três companheiros de sector estejam a funcionar.

Também na defesa a “coisa” não está a correr bem: os centrais estão desamparados, sem o correcto apoio do meio-campo, e os alas a subir pouco e mal.

Léo e Nélson (ainda não parece recuperado a 100% dos problemas da época passada) dão, estando em forma, todas as garantias porque são dois jogadores que gostam de atacar e fazem-no bem, sem perder sentido defensivo.

Para além destas questões evidentes na equipa titular, há depois a segunda parte do problema: o banco continua a ser curto.

Na defesa, os laterais não têm suplentes. Se Nélson precisa que um central (Alcides) ou um extremo-adaptado (Marco Ferreira) o substitua, do lado esquerdo nem isso e só Nélson (apesar do claro abaixamento de rendimento) ou Ricardo Rocha parecem minimamente capazes de o substituir.

No meio-campo, há mais dois trincos - o jovem Diego e o inanarrável Beto – um com qualidade, mas ainda em adaptação e outro que dá tudo o que tem, mas tem pouco para dar.

O problema agrava-se nos vértices onde, já sem Manuel Fernandes – outra baixa importante e mal explicada – só há Nuno Assis e, ao que parece, o miúdo João Coimbra, repescado da lista de dispensas. Parece-me curto para toda a época.

Para finalizar há os dois já falados extremos que, em principio, estariam destinados a um segundo plano já que só entrariam apenas em alturas de “crise” (jogo difícil em que fosse preciso algum “abre latas”).

No ataque há, teoricamente, cinco opções mas o cenário não é tão brilhante quanto parece: Nuno Gomes tem a preparação atrasada, Kikin Fonseca chegou agora, Miccoli continua a lesionar-se com muita facilidade, Mantorras não tem condições para ser titular toda a época e Marcel continua a difícil adaptação ao Benfica e está longe de provar a minha aposta nele.

4-2-3-1

Agora, em desespero, se Fernando Santos optar por voltar atrás e apostar na táctica conhecida ficam claras duas coisas: o Benfica desperdiçou toda uma pré-época e fica com o plantel muito desequilibrado.

Só com Manu e Paulo Jorge e com o tempo (31 de Agosto) e o dinheiro (será que a hipotética venda de Simão ainda virá a tempo de compor as coisas) a esgotar-se parece dificil que a equipa se consiga aguentar.

São dois miúdos, com pouca experiência de primeira divisão e nenhuma de Benfica e que, seguramente, foram contratados para completar o plantel, não para serem primeiras opções.

Por outro lado parece um desperdício ter cinco homens da frente quando só há um lugar a titular.

Também é discutível que Rui Costa aguente uma época tendo que fazer constantes viagens defesa/ataque com um meio-campo de três.

E então?

O 3-5-2 poderia ser a táctica a utilizar mas também para isso seriam necessários alguns jogadores, para além do tempo para treinar... tempo esse que não há.

Posto isto, e vistos os prós e os contras, confirmando-se as saídas de Simão e Manuel Fernandes, parece-me que, apesar de tudo, e dos riscos que isso implica, o Benfica deveria, entre as duas hipóteses mais prováveis, continuar a apostar no "4-4-2 losango".

É preciso acreditar, dar tempo e espaço aos jogadores e ao técnico. Ainda é cedo para começar, desde já, a começar a "fazer a cama" ao treinador.

(*) Caso analisado em breve.

Avisos em tons de azul

O FC Porto perdeu os dois jogos do Torneio de Amsterdão e deixou algumas indicações preocupantes, não só no ataque mas também na defesa.

O ataque

Os problemas ofensivos são “públicos e notórios” e Co Adriaanse não se cala com a necessidade premente de contratar um ponta de lança.

Os “dragões” cometeram o mesmo erro do Benfica (com Karadas) na época passada e contaram com “o ovo no cu da galinha” ao dispensar Hélder Postiga, emprestar Hugo Almeida e transferir McCarthy antes de garantir o reforço para o ataque.

Com Bruno Moraes e Sokota sempre lesionados, sobra Adriano e a meia adaptação do esta época esquecido Lisandro.

O técnico holandês continua a pedir um “matador”, mas Pinto da Costa não parece pelos ajustes e diz que não há dinheiro.

Não sei como vai acabar este braço de ferro, mas a última palavra é, claro, do presidente e vamos ver o que faz Adriaanse que ontem voltou a deixar o aviso: “Não há dinheiro para um avançado. Então continuaremos a fazer exibições divertidas mas a perder estes jogos”.

A defesa

Entretanto, para além das questões ofensivas, o treinador da “dobradinha” também não pode negligenciar os problemas da defesa.

Claro que é fácil dizer que falta um avançado e que se falham oportunidades de golo, mas isso nada tem a ver com os seis golos sofridos nas duas partidas realizadas na Holanda.

Tal como na época passada, parece que as tácticas de 3-4-3 (deste ano) ou 3-3-4 (do ano passado) não funcionam em jogos internacionais.

E ainda pior que os seis golos sofridos, nota para os erros defensivos cometidos, mesmo pelos “titulares” (que jogaram frente ao Manchester United).

Muitos espaços abertos, dificuldades de velocidade, compensações tardias...

Sendo certo que estamos a falar de jogos particulares e que estes servem precisamente para testes e experiências, a verdade é que, depois da má época europeia, esta época os problemas parecem manter-se.

Vamos ver se, quando chegar a hora da verdade, Adriaanse vai ou não recuar e voltar aos quatro defesas.

quinta-feira, agosto 03, 2006

Quem?

O Benfica está com problemas de adaptação ao novo técnico e à nova táctica e, a poucos dias do primeiro jogo oficial (para a Champions), há muitas questões em aberto. Para já, a questão da baliza.

Os "encarnados" contam com três bons guarda-redes, dois deles internacionais, experientes e que dão, se estiverem todos em condições, garantias à equipa.

Nota prévia: sou favorável a que o plantel tenha três opções efectivas e, assim sendo, sempre me pareceu mal aquela ideia de emprestar ou vender Quim (agora que o técnico já não era Koeman).

Na última época Moreira e Quim estiveram muito tempo lesionados e Moretto terminou a titular da equipa.

Este ano há uma nova época e um novo treinador e, por isso, os três partem em igualdade de opções.

E agora?

Como sabem os que me conhecem ou os que lêem este blog, sou adepto de Moreira e, no ano passado, defendi Moretto até ao máximo porque lhe reconheço condições físicas e técnicas para ser um grande guarda-redes.

Nesta pré-época as coisas não estão a correr bem e isso tem-se reflectido também na baliza. Nenhum dos três guarda-redes esteve excelente, apesar de Quim só ter tido uma oportunidade.

Moreira fez mais jogos mas sofreu muitos golos e em alguns foi mal batido, Moretto lesionou-se nesta fase e continua a mostrar fragilidades inacreditáveis (o golo contra o Depor é surreal), com graves problemas de concentração.

Neste quadro e vindo aí um jogo fundamental, esta vai ser a primeira decisão séria de Fernando Santos. Não é fácil mas, se pudesse dar uma opinião, apostaria para quarta-feira em Quim.

O internacional português é o mais experiente e calmo e seguramente não vai tremer nesta altura de pressão para o plantel.

As equipas começam a construir-se de trás para a frente... a baliza é fundamental.

Por isso, Quim.

“Refresh” encarnado

O Benfica apostou na mudança: novo treinador, nova táctica, novos jogadores, mas um plantel ainda desequilibrado... e isso tem custos.

Fernando Santos é o timoneiro para a nova temporada e isso deixa-me – como já aqui o disse – algumas dúvidas.

A táctica não é surpresa (por exemplo, o Sporting joga assim), mas é um esquema que necessita, por um lado, de tempo e, por outro, de mais jogadores. (*)

Nas contratações, destaque óbvio para o regresso do “maestro” Rui Costa. Depois há também Katsouranis (o primeiro desejo do técnico) e Kikin Fonseca.

Para além destes, destaque para a chamada de dois jogadores que estavam emprestados (Manu e Diego) e uma contratação surpresa (Paulo Jorge).

Apesar destes reforços são óbvias e evidentes as lacunas: falta um lateral-esquerdo e um médio-esquerdo e um médio-direito que encaixem no “4-4-2 losango”.

A acrescentar a tudo isto convém não esquecer que falta já menos de uma semana para a primeira mão da pré-eliminatória da “Champions” e ainda estão por resolver as novelas Simão e Manuel Fernandes.

(*) Falaremos sobre este tema, em pormenor, mais à frente.

Presidente

Morreu esta quarta-feira Jorge de Brito, um grande benfiquista, um grande presidente "encarnado" que tudo fez para dignificar e engrandecer ainda mais o clube.

Sócio nº 88, este antigo presidente (1992-1994) e vice-presidente "encarnado" deu tudo ao Glorioso, até em prejuizo da sua vida pessoal.

Segundo dados de Adriano Afonso, outro antigo dirigente da equipa da Luz, Jorge de Brito meteu cerca de dois milhões de contos no Benfica.

Já Veloso, um dos míticos "capitães" de equipa do Benfica diz que o "águia de ouro" foi o melhor presidente com quem trabalhou na Luz.

Estes são apenas dois exemplos de benfiquistas que homenageram Jorge de Brito neste dia de luto e pesar para o clube.

Era bom que o Benfica pudesse voltar a ter dirigentes da estírpe de Jorge de Brito, pessoas que dão tudo ao clube sem nada pedir, só à procura das vitórias do Glorioso.

Bem-haja Jorge de Brito
Paz à sua alma.

quarta-feira, agosto 02, 2006

“Refresh” verde

O Sporting, tal como o FC Porto, apostou na continuidade e isso é sempre uma mais valia.

Os “leões” têm o mesmo técnico, a mesma táctica, o mesmo grupo de jogadores… e isso, claro, só pode trazer vantagens para continuar com a boa segunda volta da época passada.

Nas contratações, a equipa de Alvalade apostou em jogadores a “custo zero” (destaque para Carlos Paredes, garantia de qualidade) e a continuidade de Caneira.

A SAD leonina procura, agora, um defesa-central, depois do “caso Moisés”, para encerrar o plantel... numa altura em que parece que, afinal, Douala se vai manter.

Na minha perspectiva, Paulo Bento tem apenas duas questões por resolver: qual o “Plano B” quando o 4-4-2 “losango” não funcionar? (extremos só há dois Douala e Nani); falta um ponta de lança com características diferentes dos quatro do plantel para os jogos em que seja necessário alguém mais fixo na área.

Numa altura em que falta ver Farnerud e Carlos Bueno (dois dos reforços), o “11” parece dar garantias ao técnico, mas é bom não esquecer que esta época há Liga dos Campeões e o ritmo de jogos é mais intenso.

Para já, condicionado aos desconhecidos e ao que falta chegar, aqui fica a aposta:

Ricardo
Abel, Tonel, Polga e Caneira
Custódio, Paredes, João Moutinho, Carlos Martins
Liedson, Bueno

No banco, várias opções de qualidade:

Tiago
Miguel Garcia, ?, Miguel Veloso e Ronny
Farnerud, João Alves, Nani e Romagnoli
Deivid e Yanick

Sobram ainda o jovem Rui Patrício (guarda-redes), Tello e Douala.

"Refresh" azul

O campeão nacional parte, mais uma vez, na frente, em termos de favoritismo, para a conquista de mais títulos na época que se avizinha.

Mantendo o mesmo técnico, que lhe deu a "dobradinha", e a mesma estrutura de equipa, o FC Porto tem as condições para repetir os mesmos feitos a nível interno e, claro, melhorar na Champions.

A equipa foi, para já, reforçada por quatro jogadores (Ezequias, João Paulo, Diogo Valente e Sektoui), faltando, claramente, um homem para o ataque.

Olhando para a equipa e para os "recém-chegados" é evidente o objectivo de Co Adriaanse: jogadores polivalentes que possam adaptar-se aos seus esquemas de jogo e, ao mesmo tempo, jogar em mais do que uma posição:

Ezequias: defesa esquerdo, defesa-central
João Paulo: defesa central, trinco
Diogo Valente: médio e extremo esquerdo
Sektoui: extremo esquerdo e direito

Sem Benny e sem Hugo Almeida e com os constantes azares de Bruno Moraes e Sokota, o ataque dos "dragões" está entregue a Adriano e isso é, claramente, insuficiente.

Talvez por uma questão de maior equilíbrio, ou pelo crescimento de Anderson ou pela falta de "homens-golo", Adriaanse parece ir apostar, em primeiro lugar, numa táctica de 3-4-3 e não em 3-3-4 como em boa parte da época passada.

Resumindo, resolvida a questão do ponta de lança (o FC Porto não conseguiu chegar a Hesselink e não se fala, para já, noutro nome), os "azuis e brancos" vão ficar ainda mais fortes, porque mais adaptados e porque têm mais soluções, especialmente defensivas (apesar de eu continuar a achar que falta um lateral direito de raiz).

Aqui fica a minha aposta para "11" titular... com um reforço apenas

Helton
Bosingwa, Pepe, Pedro Emanuel
Paulo Assunção, Raul Meireles, Lucho e Anderson
Quaresma, Adriano e Sektoui


No banco há ainda algumas opções bem válidas:

Vítor Baia
Ricardo Costa, Bruno Alves e Ezequias
João Paulo, Cech, Ibson e Jorginho
Alan, Bruno Moraes e Lisandro

Ainda sobram o eterno lesionado Sokota, o jovem Vieirinha, o "reforço" Diogo Valente e o terceiro guarda-redes Paulo Ribeiro.