quinta-feira, setembro 14, 2006
Sem paninhos quentes...
Sem ponta de classe, de vontade, de brio profissional (nada, zero), os "encarnados" fizeram um jogo pior que qualquer equipa da Liga de Honra que vá ao estádio da Luz.
Nos primeiros 45 minutos nem um remate, nada, zero... na segunda lembro-me de dois, por acaso um até foi ao poste, o que seria o máximo da eficácia.
Como é possível o Benfica jogar tão pouco? jogar tão mal?
Continua a não haver força, fio de jogo, segurança defensiva, jogadas de envolvimento, remates, nada, zero.
Aquela segunda parte a passar tempo, a atrasar bolas, a recusar-se a atacar, é indigna do Benfica, é indigna de um clube centenário com milhões de adeptos e muitos títulos nacionais e internacionais, só no futebol.
Miserável o discurso do treinador a dizer que o empate foi bom, que a equipa teve receio e condicionamentos psicológicos pela derrota no Bessa, que podia ter sido mais ousada... Ora aí está, Fernando Santos a admitir a sua culpa.
Se o Benfica joga assim contra o Copenhaga, o que vai acontecer a seguir frente ao Manchester United?
Todo o grupo de trabalho devia vir pedir desculpa aos adeptos por esta vergonha. Foi mais uma machadada no prestígio do clube.
quarta-feira, setembro 13, 2006
Prognósticos...
Claro que são competições diferentes, claro que a motivação é diferente, claro que o adversário é diferente e, pelos vistos, até os jogadores vão ser diferentes. Ao que parece, Fernando Santos vai fazer cinco alterações no "11".
No entanto, face ao que se tem passado, o receio de um mau resultado mantém-se porque a equipa não tem estado nada bem, nem defensiva nem ofensivamente. Não se vê fio de jogo e até se perdeu a coesão defensiva.
Sinceramente, não tenho grandes dados para comentar estas alterações, essencialmente porque não sei como joga o Copenhaga e não conheço quase nenhum dos seus jogadores. Por outro lado, há dúvidas sobre a forma do "capitão".
Estes dinamarqueses são, em teoria, os adversários mais acessíveis do grupo, mas é bom não esquecer que eliminaram o Ajax na pré-eliminatória.
Seria bom para o Benfica entrar a vencer mas, tendo em conta o que se tem passado e lembrando que é um jogo fora, o fundamental é não perder.
A equipa
Fernando Santos vai, ao que parece, fazer cinco alterações em relação ao jogo frente ao Boavista.
Rui Costa lesionou-se e entra Nuno Assis
Alcides entra para o lugar de Nélson
Ricardo Rocha joga ao lado de Luisão
Paulo Jorge e Simão vão estar nas alas em vez de Manú e Miguelito
Face aos condicionalismos e lamentando a ausência de Karagounis (continuo a dizer que se está inscrito podia e devia ser opção), algumas alterações parecem-me bem, outras deixam-me dúvidas.
Por exemplo, a titularidade dos dois alas, por razões diferentes - obviamente-, deixa-me algo inquieto. Já a titularidade de Alcides, neste jogo fora, parece-me correcta.
Espero que o engenheiro consiga pegar no plantel e pô-lo a jogar futebol e a conseguir resultados, sob pena desta ser uma época bem complicada.
Como dizia o outro: "Prognósticos... só no fim do jogo" mas o cenário não é nada animador.
segunda-feira, setembro 11, 2006
Mau de mais...
Olhando para a exibição dos "encarnados", pouco há a realçar de positivo quer em termos individuais quer de grupo.
A "novela Simão" é uma das grandes responsáveis por este atraso. A equipa começou a ser preparada no pressuposto de que o "20" ia deixar o clube e que, por isso, seria obrigatório mudar; a sua não saída, depois de avanços e recuos, levou a que o treinador voltasse a utilizar uma táctica onde pudesse utilizar em simultâneo o capitão e o "maestro" Rui Costa.
Ora, acontece que uma equipa de futebol, para funcionar, necessita de automatismos, automatismos estes que se ganham treinando e jogando juntos. Isso não tem acontecido e por várias razões.
Por um lado, o plantel continua com lacunas evidentes (continua a haver posições sem suplentes credíveis), por outro, continuo com dúvidas que Fernando Santos seja o treinador certo no lugar certo.
A equipa da Luz está atrasada em todos os aspectos do jogo, táctica e fisicamente, não cria lances ofensivos e, pior que isso, parece ter perdido a coesão defensiva que lhe garantiu importantes vitórias na época passada.
Para além destas evidências, que já se notam desde a pré-época e que não parecem ter tendência para melhorar, há outro aspecto que ficou evidente: a equipa está nervosa, instável em termos emocionais - aquela explosão de Petit !?.
Atenção, a culpa não é só do técnico e dos jogadores... a direcção também tem culpa.
sexta-feira, setembro 08, 2006
A montanha pariu... um galo
O presidente do clube de Barcelos continua a criticar os tribunais desportivos e a dizer que não têm credibilidade, garante também que vai continuar para os tribunais civis, eventualmente até aos tribunais europeus.
António Fiúza está convencido que o Gil Vicente vai continuar a jogar na I Liga, esperando que o Tribunal Administrativo de Lisboa assim o decida.
Não saiu, no entanto, nenhuma decisão concreta desta reunião magna dos gilistas, o que dá ideia que andamos todos a gozar com coisas sérias.
A FIFA tem a palavra final... no dia 14 de Setembro, entretanto, esperemos para ver que jornada temos neste fim-de-semana.
quinta-feira, setembro 07, 2006
"Foi um grande resultado"
O seleccionador continua, assim, a sua campanha de "arrefecimento" de expectativas, depois do segundo lugar no Europeu e do quarto no Mundial.
Diz Scolari que a "equipa das quinas" não está bem - e tem razão -, também é verdade que há uma série de lesões em jogadores fundamentais (Miguel, Jorge Andrade, Meira, Maniche, Quaresma, Simão...), mas isto não pode explicar tudo.
É que dar a titularidade a Ricardo Costa e Caneira, por exemplo, já é um problema diferente que poderia ter sido resolvido. Quer o jogo particular, quer o oficial provaram que os dois não estão, pelo menos neste momento, em condições para serem titulares.
Por outro lado, convém recordar a "Felipão" que todas as selecções estão a começar e muitas estiveram no Mundial. Por isso, os problemas são comuns.
O certo é que o grupo é longo, faltam muitos jogos. A qualificação é o objecticvo final e isso faz-se jogo a jogo, ponto a ponto.
Não devemos é, nem ser miserabilistas (dizer que "sete pontos nos primeiros quatro jogos é bom" é estar a gozar), nem eufóricos (considerar - como alguns adeptos por aí - que temos a qualificação está garantida porque o grupo é "fácil").
Aliás, o grupo não é tão fácil como parece... mas sobre isso falaremos mais tarde.
domingo, setembro 03, 2006
Sindroma "K"
No último dia do prazo para inscrição de jogadores, os "encarnados" ganharam dois reforços que já não contavam.
A situação dos dois médios é diferente: o russo tem estado afastado desde meio da época passada, após uma entrevista mal explicada e um abaixamento de forma ainda mais estranho; já o grego - conhecido de Fernando Santos - parecia ter encontrado o seu espaço com a táctica "4-4-2 losango", mas perdeu influência com o regresso do 4-2-3-1 e pediu para sair.
O problema é que, ao que parece, não apareceram propostas que convencessem jogadores e clube.
Agora, do mal o menos, não os podendo transferir seria incompreensível não os inscrever para as competições nacionais e internacionais.
Aliás, especialmente Karagounis pode vir a ser importante, dada a saída de Manuel Fernandes e a idade avançada de Rui Costa, já que pode fazer estas duas posições. Seria até estranho se Fernando Santos não soubesse aproveitar este activo.
Em Janeiro, com a reabertura do mercado, novas oportunidades de saída podem surgir para estes dois descontentes.
PS: A transferência de Manuel Fernandes para o Portsmouth tem contornos muito estranhos e continua por explicar.
sábado, setembro 02, 2006
Registo para memória futura...
O “caso Mateus” parece estar agora perto do fim, falta perceber se para o bem ou para o mal do futebol português.
O “Expresso” garante que a FIFA já decidiu suspender o futebol português, mas a decisão estará suspensa até 14 de Setembro. Até lá, o Gil Vicente tem que abandonar o processo nos tribunais civis, sob pena de seis clubes e a selecção “ficarem a ver navios”.
Antes de mais – e para que fique registado – aqui fica, resumidamente, a cronologia do caso:
- Mateus jogava como profissional no Felgueiras
- O Felgueiras foi à falência e deixou o futebol
- O Lixa contrata Mateus como amador
- Em Janeiro, o Gil Vicente tenta contratar o jogador, mas Liga e Federação recusam porque um clube profissional não pode ter amadores
- O clube de Barcelos viola as regras e recorre aos tribunais civis e consegue uma autorização provisória que a Liga aceita.
- Académica e Belenenses queixam-se desta irregularidade e é aberto um processo
- A primeira reunião da Comissão Disciplinar dá razão ao Belenenses, mas uma segunda dá razão ao Gil porque há mudanças no sentido de voto de alguns dos conselheiros
- O Belenses interpõe recurso e ganha. Os “galos” são condenados a descer de divisão.
- O clube de Barcelos volta a interpor recurso para o Conselho de Justiça da Federação que confirma a descida do Gil Vicente.
- O Gil Vicente insiste e interpõe uma providência cautelar agora no Tribunal Administrativo e Fiscal de Lisboa para tentar reverter a decisão do CJ da FPF, o que acontece.
- O Leixões, terceiro classificado da Liga de Honra, reclama promoção à Liga. A Comissão Executiva da Liga suspende os jogos do Belenenses, Gil Vicente e Leixões, depois do clube de Matosinhos ter apresentado um recurso com efeito suspensivo.
- A FIFA exige que o Gil Vicente seja desportivamente castigado e desista do processo em tribunal civil.
- A Federação invoca “interesse público” para os campeonatos profissionais e, assim, fintar os tribunais civis.
- Conselho de Justiça nega recurso do Leixões. Belenenses fica na I Liga e o Gil suspenso
- António Fiúza, presidente do Gil Vicente, quer manter o caso em tribunal, mas marca uma Assembleia geral de sócios (quinta-feira) para que sejam eles a decidir o que fazer
Este é um grande "imbróglio" que pode, por um lado, ser um novo "caso Bosman" ou a falência do futebol português.
O que é certo é que todos os clubes e Federações conhecem e aceitam, de livre vontade, as regras da FIFA. A partir daqui, é só cumprir os regulamentos.
Vamos ver o que decide o Gil Vicente e o que faz a toda poderosa FIFA...
domingo, agosto 27, 2006
Marcha atrás
A recuperação dos "encarnados" foi iniciada, basicamente, com a chegada de Jose António Camacho a meio da época de 2002/03 com a equipa a terminar a Liga no segundo posto.
No final dessa época, o treinador espanhol fez uma exigência fundamental para a renovação do contrato e que se revelou decisiva para a melhoria do plantel: "Não pode sair nenhum jogador essencial".
Face a esta nova estratégia, não saiu ninguém, entraram dois titulares (Fyssas e Luisão) e a equipa começou a ganhar automatismos e a subir de rendimento, também impulsionada pela união de grupo surgida após a tragédia de Miki Feher.
No final, a equipa da Luz conquistou a Taça de Portugal, diante do FC Porto, e voltou a ficar em segundo na classificação.
Já na época 2004/05, já com Giovanni Trapatoni nos comandos, e sem Tiago (titular vendido ao Chelsea), continuou a contenção de entradas e saídas e - claro - o objectivo era o regresso ao título 11 anos depois.
O triunfo foi conseguido, apesar do Benfica não ter, reconhecidamente, o melhor plantel dos "grandes". A grande vantagem era a união e o conhecimento do grupo de trabalho, aliado à experiência do treinador.
Do grupo de campeões apenas saiu Miguel e toda a estrutura continuou intacta com a chegada do técnico holandês Ronald Koeman, que ainda conseguiu Karagounis e Miccoli como reforços.
A estratégia parecia, assim, que se ia manter pela quarta época consecutiva, mas algou se alterou e para pior no mercado de Inverno da temporada passada.
O que se passou?
De repente, chegados ao Natal da época passada, os "encarnados", em três competições (Campeonato, Taça e Liga dos Campeões) e ainda com lacunas no plantel, fizeram uma mão cheia de contratações com o objectivo de melhorar a equipa.
Ora, não foi nada disso que aconteceu e por duas razões: primeiro porque a chegada de tantos "corpos estranhos" encravou a máquina e minou o grupo e, depois, porque os novos não corresponderam (Moretto, Marco Ferreira, Robert, Manduca, Marcel), nenhum deles justificou a aposta.
Era indiscutível que o Benfica necessitava de alguns jogadores, mas tinham que ser verdadeiras mais valias para entrarem num grupo que tinha sido campeão. Claramente, não foi isso que aconteceu...
A precipitação da SAD (tão usual num passado recente) foi tal que, dos cinco reforços de Dezembro, três já não estão no plantel (Robert, Manduca e Marcel) e os outros dois são suplentes ou reservas.
A juntar a estes casos mais evidentes há ainda outros jogadores (também eles chegados recentemente) que estão afastados, mas que continuam no "sai não sai": André Luiz, Everson, Karyaka ou Karagounis.
O certo é que esta política não trouxe benefícios à equipa nem em termos desportivos (terminou a época em terceiro) nem financeiros (nenhum foi até agora vendido por dinheiro que se visse).
Quando se sabe que, obrigado pelo "project finance", o Benfica tem que fazer, pelo menos, 10 milhões de euros em receitas de jogadores (Manuel Fernandes dá 8.5 milhões), este dinheiro deitado à rua com jogadores duvidosos, ainda menos se compreende.
É obrigatório que presidente, director-geral e treinador se entendam sobre que rumo dar à equipa, que reforços são efectivamente necessários por forma a que a SAD volte a vender pouco mas bem e a comprar verdadeiras mais valias.
sexta-feira, agosto 25, 2006
Caldeirada à portuguesa
Aquilo que se está a passar no futebol português neste início de época é verdadeiramente inacreditável. Não há adjectivos para qualificar as cambalhotas do "caso Mateus".
Sem querer agora falar sobre quem tem razão, até porque são muitos e contraditórios os argumentos e eu não sou jurista, o que gostaria de recordar é que este caso começou há meses, já na segunda volta da época passada.
Foram meses e meses de avanços e recuos, recursos e outros truques, com advogados, juizes, comissões de disciplina e de justiça, fazendo avançar e atrasar o processo.
É verdadeiramente lamentável, digno de um qualquer país da América Latina, que hoje ainda nada esteja decidido e não se saiba quem são os participantes da I Liga e da Liga de Honra.
Só esta tarde, por exemplo, o Benfica teve dois adversários para a primeira jornada: Belenenses primeiro, Gil Vicente depois e, por fim, ao que parece, nem um nem outro, devido à intervenção do Leixões.
O certo é que está tudo embrulhado, verdadeira caldeirada, e três equipas têm os jogos suspensos (Gil Vicente, Belenenses e Leixões) e a Liga começa coxa.
Como "o seguro morreu de velho", o Benfica que, oficialmente recebeu dois documentos com adversários diferentes, já garantiu que vai estar em campo à hora marcada, pronto para jogar, seja contra quem for.
Há três balneários disponíveis...
PS: Alguém que chame um "chef" para pôr ordem nisto, que a caldeirada está a azedar
"Bolinhas" da sorte
Sem serem "cabeças de série" (o que aconteceu pela primeira vez, por efeito de termos três equipas na Champions), os lusos tinham pela frente a vida muito complicada, mas as "bolinhas da sorte" acabaram por não ser nada madrastas.
Ao Sporting de Braga, uma equipa que vai seguramente lutar com os "grandes" pelos primeiros lugares, calhou o Chievo Verona, equipa italiana.
Já o Vitória de Setúbal vai defrontar os holandeses do Heerenveen, enquanto o Nacional joga diante dos romenos do Rapid Bucareste.
A primeira mão realiza-se a 14 de Setembro e a segunda a 28 do mesmo mês.
Face ao que podia ter acontecido, nada mau. Pode ser que seja desta que alguma destas entre na fase de grupos da UEFA.
quinta-feira, agosto 24, 2006
"Roda dos Milhões"
À equipa de Alvalade calharam dois colossos do futebol mundial (Inter de Milão e Bayern de Munique) e a incógnita dos russos do Spartak de Moscovo.
Ao "campeão da pré-época" está, para já, garantido um grande sucesso de bilheteira no Alvalade XXI. Desportivamente, o Sporting vai ter dificuldades para conseguir a qualificação, mas isso só pode ser positivo para a equipa já que, por um lado, ajuda na motivação e, por outro, retira pressão.
Já o campeão FC Porto fica no mesmo grupo que o grande Arsenal, os russos do CSKA (conhecidos do Sporting da final da UEFA) e os alemães do Hamburgo.
Os "dragões" têm condições para seguir em frente, ganhando em casa, e batendo-se com os "gunners" pela vitória no grupo.
Entretanto, o Benfica reencontra o Manchester United, que quererá vingar-se da época passada, até porque parece bem mais forte, defronta o Celtic e também o Copenhaga, a grande surpresa por ter eliminado o Ajax.
Os "encarnados", se tiverem o plantel em condições, e tiverem alguma sorte, podem garantir a passagem à fase seguinte.
Os jogos começam já em Setembro, convém que os portugueses (especialmente as "águias") melhorem a forma rapidamente.
terça-feira, agosto 22, 2006
Missão cumprida

O Benfica fez o que tinha a fazer, ganhou ao Áustria de Viena e carimbou o passaporte para a fase de grupos da Champions.
A vitória por 3-o foi fácil, mas escassa face ao domínio dos "encarnados" até ao minuto 65, altura em que Rui Costa teve que sair por lesão.
Foi uma exibição de gala do "maestro" que marcou o primeiro golo e esteve na jogada dos outros dois, para além de outras "valsas" que foi tocando, perante uns austríacos que não sabem dançar.
Face a este resultado, o Benfica está onde era obrigado a estar: na Liga dos Campeões e já arrecadou, pelo menos, cinco milhões de euros.
A exibição foi boa (enquanto houve Rui Costa), o resultado também, mas agora não podem os adeptos, sócios e dirigentes embandeirar em arco, passar do "8 para o 80" e achar que está tudo bem.
Não está... e continua óbvio, seja em que táctica for, que o plantel é curto em algumas posições.
Ganhar ou ganhar
Num jogo em que está em causa a entrada na Liga Milionária (15 milhões na época passada), contra um campeão austríaco de quarta categoria, aos "encarnados" não resta outra alternativa que não seja carimbar o passaporte para a Champions.
Mesmo com uma mão cheia de lesionados e o plantel ainda em manobras, a equipa da Luz é manifestamente superior, aliás, como se viu no primeiro jogo na Áustria em que o Benfica só não ganhou porque não jogou para tal.
A equipa
Face aos condicionalismos actuais, não há grandes dúvidas, nem alternativas, quanto ao "11" a apresentar por Fernando Santos:
Quim
Nélson, Luisão, Anderson e Ricardo Rocha
Petit, Katsouranis e Rui Costa
Manu, Nuno Gomes e Paulo Jorge
"Meninos mimados 2"
Depois de um período de acalmia, que coincidiu com o Mundial, tudo voltou a agravar-se após mais uma entrevista do guarda-redes do Sporting no "Record" a que Baia, depois, respondeu.
Não querendo, aqui, entrar em pormenores, nem saber quem tem razão, serve o presente post para mostrar o meu desagrado por toda esta "estória".
Está na hora destes "meninos mimados" se calarem ou se entenderem de vez. Portem-se como homenzinhos e joguem à bola.
sexta-feira, agosto 18, 2006
"Meninos mimados"
Já este ano, vários casos, em diferentes campeonatos, têm confirmado esta teoria.
O último exemplo foi Mahamadou Diarra, do Lyon, que esta noite acertou a transferência para o Real Madrid, já depois deter ameaçado o campeão francês com um claríssimo: “Ou vou para Madrid ou não jogo em lado nenhum”.
Outro caso mediático desta pré-época é o do defesa Gallas que ainda não se apresentou no Chelsea, alegando que quer deixar a equipa de Londres, apesar de ter mais um ano de contrato.
Face a estes e outros casos, fica a pergunta: Mas o que é isto?
O que tem acontecido é demonstrativo da força do dinheiro e do total desrespeito pelas mais elementares regras da boa negociação.
Agora, em vez de um clube falar com outro, chegar a acordo e, só depois, ir falar com o atleta, o que se passa é que o comprador alicia o jogador e convence-o a pressionar o clube vendedor de molde a que, das duas uma, aconteça uma rescisão de contrato ou, pelo menos, um grande abaixamento da verba a pagar.
Um dos truques que mais se está a tornar “normal” é o “Não tenho razões psicológicas para continuar”.
Mesmo em Portugal, este esquema inadmissível já foi utilizado, até por clubes grandes, e isso não dignifica em nada as pessoas e as instituições.
Novamente, Mas o que é isto?
Se o clube estiver a cumprir com o contrato, a pagar o salário e o jogador tiver contrato para cumprir, só tem que se aguentar à bronca.
Convém que a FIFA ponha mão nisto, sob pena do futebol entrar por um caminho sem volta. Digo eu…
quinta-feira, agosto 17, 2006
"Caixa Futebol Campus"
Confesso que não gosto muito do nome mas, sinceramente, isso é o que menos interessa.
O fundamental - fundamental mesmo - é que do Centro nasçam jogadores que possam chegar à principal equipa, ser idolos dos adeptos e, quicá, render alguns milhões de euros. Essa tem que ser a prioridade dos "encarnados", depois de vários anos de "casa" às costas, que impediram o desenvolvimento dos jogadores e quase levaram a uma "seca total".
Deixo a pergunta: Quantos jogadores do Benfica "nasceram" nas escolas e tiveram relevo entre a saída e o regresso de Rui Costa, no espaço de 12 anos?
A resposta não é difícil e é bem curta: Maniche e Manuel Fernandes.
A estas certezas podem depois acrescentar-se alguns ameaços: Edgar, Hugo Leal, Bruno Basto e Moreira, por exemplo.
Muito, muito, curto para um clube como o Benfica...
PS: Este acordo com a instituição bancária tem a vantagem de acelerar o pagamento do Centro de Estágio.
PS1: Surreal é o facto do Benfica ter que colocar panos na nova Casa para garantir aos jogadores um treino à porta fechada.
terça-feira, agosto 15, 2006
Jesualdo
Está finalmente confirmada a notícia que a RR deu no passado dia 10 em primeira mão: Jesualdo Ferreira é o substituto de Co Adriaanse no FC Porto. O Boavista recebe um milhão de euros.
Sobre isto três notas:
- Dados todos os condicionalismos, o professor Jesualdo é a melhor escolha que o FC Porto poderia ter tomado nesta altura, a tão poucos dias do início da Liga.
- Com Jesualdo Ferreira e o provável regresso do "4-3-3" o plantel terá(ia) que ser retocado.
- Se este “caso” tivesse ocorrido, por exemplo, na Luz teria caído o Carmo e a Trindade. Como foi no “Dragão”, tudo normal…
“Não há mais Volta a dar-lhe”
Não sou propriamente fã deste ciclista, mas sou obrigado a reconhecer que o homem dá tudo o que tem e tão depressa vai aos “sprints”, como às montanhas ou aos contra-relógios.
É verdade que voltou a “morrer na praia”, ultrapassado por um espanhol que começou cá como profissional. Não sei se Cândido vai ter outra oportunidade de ganhar a nossa “prova rainha”.
Um aspecto que penso que Cândido terá que melhorar é aquela “teoria da perseguição”, como se todo o mundo estivesse contra ele e toda a gente lhe devesse e não lhe pagasse.
Para além de Cândido, destaque para esta Volta louca em que todos os dias mudava o “camisola amarela" e com vários jovens portugueses a "mostrarem serviço".
PS: Nota especial para o Alex que nos deu a Volta e outros grandes momentos de Rádio e vai agora brilhar, com o seu imenso talento, para outra freguesia. Um abraço companheiro.
sexta-feira, agosto 11, 2006
Outras bolas (5)
Depois de Ticha Penicheiro, Tiago Monteiro, Vanessa Fernandes e Telma Monteiro, o destaque de hoje vai merecidamente para um atleta que nos últimos anos tem dado grandes alegrias aos portugueses e é um exemplo.
Do trabalho nas obras ao atletismo foi um passo (rápido) e ganhou-se um dos maiores velocistas mundiais da sua geração.
Aos 27 anos, Francis Obikwelu está em "ponto de rebuçado" e as suas exibições nestes Europeus de Gotemburgo, seja nos 100 seja nos 200 metros, são de se lhe tirar o chapéu.
Até parece fácil.
Com a fase terminal que tem, se Obikwelu conseguisse partir melhor, poderia até bater o recorde do Mundo.
Obrigado Francis e parabéns... mereces. Espero que continues a respeitar as "quinas" como até aqui e, se possível, a ganhar medalhas.
Parabéns também para a família portuguesa que o acolheu e que tão bem o tratou de maneira a ele, agora, gostar tanto do nosso país, ao ponto de o defender e prestigiar internacionalmente.
quinta-feira, agosto 10, 2006
CO(rda) partiu mesmo...
As razões para a saída do técnico holandês não são conhecidas, mas foram "públicas e notórias" as divergências entre Adriaanse e Pinto da Costa, especialmente quanto a um novo avançado para o plantel.
Como eu já tinha referido em alguns posts anteriores, a "coisa" estava tensa e, pelos vistos, insustentável.
O treinador queria um ponta de lança específico, mas os "azuis e brancos" não tiveram dinheiro para fazer cumprir esse desejo.
As declarações de Adriaanse, após o torneio de Amsterdão, já deixavam pouco espaço de manobra
Agora, Adriaanse sai mesmo e deixa o FC Porto com as "calças na mão" quando se aproxima o primeiro jogo oficial.
Com poucos dias de preparação para moldar a equipa à sua imagem e sem dinheiro para reforços, não sei se haverá muitos treinadores com vontade de assumir este projecto.
Quem será a escolha de Pinto da Costa?
Camacho (namoro antigo que já conhece o futebol português), Rui Barros (o adjunto que "sobrevive"), Manuel José (o eterno incompreendido), um outro estrangeiro sem passado no futebol português?
Foi o que se conseguiu arranjar...
Não há grandes comentários a fazer: o jogo foi muito mau, a equipa austriaca é fraquíssima e os "encarnados" mesmo em "crise de identidade" poderiam e deveriam ter feito melhor, poderiam e deveriam ter ganho o jogo.
Tirando a (grande) jogada do golo, pouco ou nada há a destacar. Voltou a ver-se um Benfica lento, sem ideias, sem rasgos, com medo de atacar para não correr o risco de perder... e até a defesa meteu água.
Se tivesse que destacar alguém do "11", escolheria Katsouranis, Manu e Rui Costa (enquanto houve força).
Dentro de 15 dias, no jogo da segunda mão, no estádio da Luz, o Benfica é obrigado a carimbar o passaporte para a fase final da Champions e tem que golear este Áustria de quarta categoria.
terça-feira, agosto 08, 2006
Agora é a sério (*)
A equipa está com dificuldades tácticas e não só (faltam jogadores importantes), mas isso tem que ser ultrapassado com maior ou menor dificuldade.
Seja em 4-2-3-1 ou 4-4-2
Seja com Quim ou Moreira na baliza
Seja com Ricardo Rocha à direita (?!) e Nélson à esquerda (!?)
Seja com ou sem Katsouranis
Seja ou não com Paulo Jorge e Manu nas alas (meu Deus!!!)
Seja com Nuno Gomes sozinho ou acompanhado
É que, depois de uma pré-época com grandes problemas, esta é a altura do plantel se unir e demonstrar vontade, união e concentração.
A vitória é fundamental e a entrada na Champions obrigatória.
(*) Título de "A Bola"
domingo, agosto 06, 2006
"Alerta vermelho"
Nota prévia: a pré-época da equipa da Luz está a ser marcada pela “novela Simão” que está, claramente, a condicionar tudo o resto (*).
O Benfica mudou de técnico e de táctica e está a ter dificuldades de adaptação. Até ao jogo do Bordéus tudo parecia correr sem problemas mas, a partir do Torneio do Guadiana tudo se desmoronou.
Agora, a dois dias do primeiro jogo oficial, para a Liga dos Campeões, não há certezas sobre qual a táctica a utilizar.
Depois de várias semanas de treino e alguns jogos no novo “4-4-2 losango”, após o último jogo de preparação diante do AEK, o técnico admitiu voltar ao “4-2-3-1”, a que os jogadores estão mais habituados.
Entretanto, é bom não esquecer que Fernando Santos pediu dois jogadores (um defesa-esquerdo alternativa a Leo e um médio esquerdo para o vértice do losango) que ainda não chegaram e, possivelmente, mais pedirá se tiver que reformular mesmo a equipa para o “4-2-3-1” já que o plantel tem apenas dois extremos e inexperientes (Manu e Paulo Jorge).
Para uma equipa que tem jogado nos últimos anos na mesma táctica, apesar dos vários treinadores, o tempo de adaptação ao novo esquema era essencial, como fundamental era ter os jogadores certos para as várias posições.
O tempo não foi muito até por “culpa” da pré-eliminatória da Champions, apesar da equipa ter sido a primeira a retomar o trabalho. O Mundial também não ajudou com vários jogadores a chegarem mais tarde.
Mas, porque é que esta “nova” táctica (utilizada, por exemplo, por Milan, Chelsea ou Sporting) não está, para já, a resultar?
“4-4-2 losango”
Esta é uma táctica que, não tendo extremos, obriga a duas coisas: laterais ofensivos e médios polivalentes para jogarem no meio e cairem para as alas.
Por outro lado, convém que o “trinco” saiba fazer as compensações e o “10” tenha liberdade para criar jogo para os dois avançados (móveis e explosivos).
Ora, é precisamente nestes pontos que “a porca torce o rabo”.
Para além do atraso na preparação de alguns titulares (Luisão, Petit, Nuno Gomes), da chegada de outros (Katsouranis) e da lesão de Miccoli, o Benfica está com dificuldade em acomodar o meio-campo.
Petit é médio defensivo, tal como Katsouranis, e Fernando Santos parece estar com dificuldade em encaixar os dois jogadores no “11” uma vez que um terá – na nova táctica – que jogar a interior direito.
Quando se pensaria que seria o grego o escolhido (contratado por ser conhecido do técnico e polivalente), o certo é que tem sido o internacional português a jogar nessa posição, o que, claramente, parece desapropriado às suas caracteristicas.
Por outro lado, no vértice esquerdo tem estado prioritariamente o outro grego (Karagounis) que, apesar de esforçado, tem dois problemas: não é canhoto e não gosta muito de defender.
Enquanto se espera o jogador pedido pelo técnico (não deve chegar tão cedo), Nuno Assis e Karyaka poderiam ser alternativas válidas. O português é mais um criativo e o russo está de saída e sempre que jogou mostrou pouca vontade de mostrar serviço.
Esta táctica, no papel, parece moldada às características do “maestro” (como já jogava em Itália), mas convém que Rui Costa se concentre nas acções ofensivas e não se desgaste defensivamente. Para que isso aconteça é fundamental que os três companheiros de sector estejam a funcionar.
Também na defesa a “coisa” não está a correr bem: os centrais estão desamparados, sem o correcto apoio do meio-campo, e os alas a subir pouco e mal.
Léo e Nélson (ainda não parece recuperado a 100% dos problemas da época passada) dão, estando em forma, todas as garantias porque são dois jogadores que gostam de atacar e fazem-no bem, sem perder sentido defensivo.
Para além destas questões evidentes na equipa titular, há depois a segunda parte do problema: o banco continua a ser curto.
Na defesa, os laterais não têm suplentes. Se Nélson precisa que um central (Alcides) ou um extremo-adaptado (Marco Ferreira) o substitua, do lado esquerdo nem isso e só Nélson (apesar do claro abaixamento de rendimento) ou Ricardo Rocha parecem minimamente capazes de o substituir.
No meio-campo, há mais dois trincos - o jovem Diego e o inanarrável Beto – um com qualidade, mas ainda em adaptação e outro que dá tudo o que tem, mas tem pouco para dar.
O problema agrava-se nos vértices onde, já sem Manuel Fernandes – outra baixa importante e mal explicada – só há Nuno Assis e, ao que parece, o miúdo João Coimbra, repescado da lista de dispensas. Parece-me curto para toda a época.
Para finalizar há os dois já falados extremos que, em principio, estariam destinados a um segundo plano já que só entrariam apenas em alturas de “crise” (jogo difícil em que fosse preciso algum “abre latas”).
No ataque há, teoricamente, cinco opções mas o cenário não é tão brilhante quanto parece: Nuno Gomes tem a preparação atrasada, Kikin Fonseca chegou agora, Miccoli continua a lesionar-se com muita facilidade, Mantorras não tem condições para ser titular toda a época e Marcel continua a difícil adaptação ao Benfica e está longe de provar a minha aposta nele.
4-2-3-1
Agora, em desespero, se Fernando Santos optar por voltar atrás e apostar na táctica conhecida ficam claras duas coisas: o Benfica desperdiçou toda uma pré-época e fica com o plantel muito desequilibrado.
Só com Manu e Paulo Jorge e com o tempo (31 de Agosto) e o dinheiro (será que a hipotética venda de Simão ainda virá a tempo de compor as coisas) a esgotar-se parece dificil que a equipa se consiga aguentar.
São dois miúdos, com pouca experiência de primeira divisão e nenhuma de Benfica e que, seguramente, foram contratados para completar o plantel, não para serem primeiras opções.
Por outro lado parece um desperdício ter cinco homens da frente quando só há um lugar a titular.
Também é discutível que Rui Costa aguente uma época tendo que fazer constantes viagens defesa/ataque com um meio-campo de três.
E então?
O 3-5-2 poderia ser a táctica a utilizar mas também para isso seriam necessários alguns jogadores, para além do tempo para treinar... tempo esse que não há.
Posto isto, e vistos os prós e os contras, confirmando-se as saídas de Simão e Manuel Fernandes, parece-me que, apesar de tudo, e dos riscos que isso implica, o Benfica deveria, entre as duas hipóteses mais prováveis, continuar a apostar no "4-4-2 losango".
É preciso acreditar, dar tempo e espaço aos jogadores e ao técnico. Ainda é cedo para começar, desde já, a começar a "fazer a cama" ao treinador.
(*) Caso analisado em breve.
Avisos em tons de azul
O ataque
Os problemas ofensivos são “públicos e notórios” e Co Adriaanse não se cala com a necessidade premente de contratar um ponta de lança.
Os “dragões” cometeram o mesmo erro do Benfica (com Karadas) na época passada e contaram com “o ovo no cu da galinha” ao dispensar Hélder Postiga, emprestar Hugo Almeida e transferir McCarthy antes de garantir o reforço para o ataque.
Com Bruno Moraes e Sokota sempre lesionados, sobra Adriano e a meia adaptação do esta época esquecido Lisandro.
O técnico holandês continua a pedir um “matador”, mas Pinto da Costa não parece pelos ajustes e diz que não há dinheiro.
Não sei como vai acabar este braço de ferro, mas a última palavra é, claro, do presidente e vamos ver o que faz Adriaanse que ontem voltou a deixar o aviso: “Não há dinheiro para um avançado. Então continuaremos a fazer exibições divertidas mas a perder estes jogos”.
A defesa
Entretanto, para além das questões ofensivas, o treinador da “dobradinha” também não pode negligenciar os problemas da defesa.
Claro que é fácil dizer que falta um avançado e que se falham oportunidades de golo, mas isso nada tem a ver com os seis golos sofridos nas duas partidas realizadas na Holanda.
Tal como na época passada, parece que as tácticas de 3-4-3 (deste ano) ou 3-3-4 (do ano passado) não funcionam em jogos internacionais.
E ainda pior que os seis golos sofridos, nota para os erros defensivos cometidos, mesmo pelos “titulares” (que jogaram frente ao Manchester United).
Muitos espaços abertos, dificuldades de velocidade, compensações tardias...
Sendo certo que estamos a falar de jogos particulares e que estes servem precisamente para testes e experiências, a verdade é que, depois da má época europeia, esta época os problemas parecem manter-se.
Vamos ver se, quando chegar a hora da verdade, Adriaanse vai ou não recuar e voltar aos quatro defesas.
quinta-feira, agosto 03, 2006
Quem?
Os "encarnados" contam com três bons guarda-redes, dois deles internacionais, experientes e que dão, se estiverem todos em condições, garantias à equipa.
Nota prévia: sou favorável a que o plantel tenha três opções efectivas e, assim sendo, sempre me pareceu mal aquela ideia de emprestar ou vender Quim (agora que o técnico já não era Koeman).
Na última época Moreira e Quim estiveram muito tempo lesionados e Moretto terminou a titular da equipa.
Este ano há uma nova época e um novo treinador e, por isso, os três partem em igualdade de opções.
E agora?
Como sabem os que me conhecem ou os que lêem este blog, sou adepto de Moreira e, no ano passado, defendi Moretto até ao máximo porque lhe reconheço condições físicas e técnicas para ser um grande guarda-redes.
Nesta pré-época as coisas não estão a correr bem e isso tem-se reflectido também na baliza. Nenhum dos três guarda-redes esteve excelente, apesar de Quim só ter tido uma oportunidade.
Moreira fez mais jogos mas sofreu muitos golos e em alguns foi mal batido, Moretto lesionou-se nesta fase e continua a mostrar fragilidades inacreditáveis (o golo contra o Depor é surreal), com graves problemas de concentração.
Neste quadro e vindo aí um jogo fundamental, esta vai ser a primeira decisão séria de Fernando Santos. Não é fácil mas, se pudesse dar uma opinião, apostaria para quarta-feira em Quim.
O internacional português é o mais experiente e calmo e seguramente não vai tremer nesta altura de pressão para o plantel.
As equipas começam a construir-se de trás para a frente... a baliza é fundamental.
Por isso, Quim.
“Refresh” encarnado
Fernando Santos é o timoneiro para a nova temporada e isso deixa-me – como já aqui o disse – algumas dúvidas.
A táctica não é surpresa (por exemplo, o Sporting joga assim), mas é um esquema que necessita, por um lado, de tempo e, por outro, de mais jogadores. (*)
Nas contratações, destaque óbvio para o regresso do “maestro” Rui Costa. Depois há também Katsouranis (o primeiro desejo do técnico) e Kikin Fonseca.
Para além destes, destaque para a chamada de dois jogadores que estavam emprestados (Manu e Diego) e uma contratação surpresa (Paulo Jorge).
Apesar destes reforços são óbvias e evidentes as lacunas: falta um lateral-esquerdo e um médio-esquerdo e um médio-direito que encaixem no “4-4-2 losango”.
A acrescentar a tudo isto convém não esquecer que falta já menos de uma semana para a primeira mão da pré-eliminatória da “Champions” e ainda estão por resolver as novelas Simão e Manuel Fernandes.
(*) Falaremos sobre este tema, em pormenor, mais à frente.
Presidente
Sócio nº 88, este antigo presidente (1992-1994) e vice-presidente "encarnado" deu tudo ao Glorioso, até em prejuizo da sua vida pessoal.
Segundo dados de Adriano Afonso, outro antigo dirigente da equipa da Luz, Jorge de Brito meteu cerca de dois milhões de contos no Benfica.
Já Veloso, um dos míticos "capitães" de equipa do Benfica diz que o "águia de ouro" foi o melhor presidente com quem trabalhou na Luz.
Estes são apenas dois exemplos de benfiquistas que homenageram Jorge de Brito neste dia de luto e pesar para o clube.
Era bom que o Benfica pudesse voltar a ter dirigentes da estírpe de Jorge de Brito, pessoas que dão tudo ao clube sem nada pedir, só à procura das vitórias do Glorioso.
Bem-haja Jorge de Brito
Paz à sua alma.
quarta-feira, agosto 02, 2006
“Refresh” verde
Os “leões” têm o mesmo técnico, a mesma táctica, o mesmo grupo de jogadores… e isso, claro, só pode trazer vantagens para continuar com a boa segunda volta da época passada.
Nas contratações, a equipa de Alvalade apostou em jogadores a “custo zero” (destaque para Carlos Paredes, garantia de qualidade) e a continuidade de Caneira.
A SAD leonina procura, agora, um defesa-central, depois do “caso Moisés”, para encerrar o plantel... numa altura em que parece que, afinal, Douala se vai manter.
Na minha perspectiva, Paulo Bento tem apenas duas questões por resolver: qual o “Plano B” quando o 4-4-2 “losango” não funcionar? (extremos só há dois Douala e Nani); falta um ponta de lança com características diferentes dos quatro do plantel para os jogos em que seja necessário alguém mais fixo na área.
Numa altura em que falta ver Farnerud e Carlos Bueno (dois dos reforços), o “11” parece dar garantias ao técnico, mas é bom não esquecer que esta época há Liga dos Campeões e o ritmo de jogos é mais intenso.
Para já, condicionado aos desconhecidos e ao que falta chegar, aqui fica a aposta:
Ricardo
Abel, Tonel, Polga e Caneira
Custódio, Paredes, João Moutinho, Carlos Martins
Liedson, Bueno
No banco, várias opções de qualidade:
Tiago
Miguel Garcia, ?, Miguel Veloso e Ronny
Farnerud, João Alves, Nani e Romagnoli
Deivid e Yanick
Sobram ainda o jovem Rui Patrício (guarda-redes), Tello e Douala.
"Refresh" azul
Mantendo o mesmo técnico, que lhe deu a "dobradinha", e a mesma estrutura de equipa, o FC Porto tem as condições para repetir os mesmos feitos a nível interno e, claro, melhorar na Champions.
A equipa foi, para já, reforçada por quatro jogadores (Ezequias, João Paulo, Diogo Valente e Sektoui), faltando, claramente, um homem para o ataque.
Olhando para a equipa e para os "recém-chegados" é evidente o objectivo de Co Adriaanse: jogadores polivalentes que possam adaptar-se aos seus esquemas de jogo e, ao mesmo tempo, jogar em mais do que uma posição:
Ezequias: defesa esquerdo, defesa-central
João Paulo: defesa central, trinco
Diogo Valente: médio e extremo esquerdo
Sektoui: extremo esquerdo e direito
Sem Benny e sem Hugo Almeida e com os constantes azares de Bruno Moraes e Sokota, o ataque dos "dragões" está entregue a Adriano e isso é, claramente, insuficiente.
Talvez por uma questão de maior equilíbrio, ou pelo crescimento de Anderson ou pela falta de "homens-golo", Adriaanse parece ir apostar, em primeiro lugar, numa táctica de 3-4-3 e não em 3-3-4 como em boa parte da época passada.
Resumindo, resolvida a questão do ponta de lança (o FC Porto não conseguiu chegar a Hesselink e não se fala, para já, noutro nome), os "azuis e brancos" vão ficar ainda mais fortes, porque mais adaptados e porque têm mais soluções, especialmente defensivas (apesar de eu continuar a achar que falta um lateral direito de raiz).
Aqui fica a minha aposta para "11" titular... com um reforço apenas
Helton
Bosingwa, Pepe, Pedro Emanuel
Paulo Assunção, Raul Meireles, Lucho e Anderson
Quaresma, Adriano e Sektoui
No banco há ainda algumas opções bem válidas:
Vítor Baia
Ricardo Costa, Bruno Alves e Ezequias
João Paulo, Cech, Ibson e Jorginho
Alan, Bruno Moraes e Lisandro
Ainda sobram o eterno lesionado Sokota, o jovem Vieirinha, o "reforço" Diogo Valente e o terceiro guarda-redes Paulo Ribeiro.
segunda-feira, julho 31, 2006
As naturalizações, o precedente e a banalização
Normalmente, em todas as gerações lá vai aparecendo um ou outro para ir disfarçando este problema estrutural do nosso futebol e “quando não houve cão caçou-se com gato” (por exemplo Rui Barros ou Sá Pinto).
Depois de Fernando Gomes, Manuel Fernandes, Jordão e Nené, que coexistiram na mesma altura, tivemos, basicamente, Rui Águas, Domingos e Cadete, mais Paulo Alves, que era a “arma secreta” e nunca se fixou como titular.
A situação agravou-se agora com a renuncia de Pauleta à selecção, o que deixa a equipa das quinas entregues a Nuno Gomes (já com 30 anos e não um ponta-de-lança), Hélder Postiga (demora a “dar o salto” e a jogar e marcar com regularidade) e Hugo Almeida (a eterna esperança com grande potencial que ainda não explodiu).
Falta um “matador” e isso já foi evidente no Mundial da Alemanha.
Vem tudo isto a propósito das declarações de Liedson que, há uns dias, admitiu a hipótese de se naturalizar português e jogar pela selecção nacional.
Claro que um jogador como o “levezinho” dava muito jeito à “equipa das quinas” e poderia ser uma mais valia para o conjunto nacional, mas é necessário ver todos os dados do problema e não nos cingirmos, apenas, ao imediatismo da necessidade imediata.
Os mais pragmáticos, por outro lado, vão lembrar que o ataque germânico tinha dois polacos, que a Espanha tem brasileiros e argentinos, que a Itália tem também um argentino, etc, etc.
Por outro lado, esses mesmos vão lembrar o basket, o andebol e o atletismo, modalidades em que já cedemos aos naturalizados.
De recordar que a polémica regressou quando, em 2004, o brasileiro Deco se estreou de “quinas” ao peito. Muitos portugueses não gostaram e até alguns jogadores “torceram o nariz”.
Se o caso Liedson avançar, qualquer dia vamos ter alguém a pedir também a “nacionalização” de Léo (porque não há laterais esquerdos) ou de Hélton e Pepe porque são grandes jogadores.
Entretanto, nos Sub-20 lá estão Ricardo Vaz-Tê, Moreira ou Furtado... será que vão a tempo de evoluir?
Este é um processo para acompanhar e decidir com calma. Um erro pode ser a morte do futebol português.
"Bola de Praia"
Em destaque continuaram e estão para durar os casos de que o nosso futebol é fértil, dentro e fora das “quatro linhas”.
- O “caso Mateus” continua a dar que falar, com novos e velhos protagonistas, mas ainda sem decisões. Por mim, bastava ler os regulamentos aprovados pelos clubes.
- Relacionado com este processo chegou já a falar-se num alargamento da Liga principal onde caberiam Belenenses e Gil Vicente.
- Por falar em Liga, ao que parece, a (Valentim) Loureiro vai suceder (Hermínio) Loureiro.
- Lei de Bases é que ainda não há.
- Entretanto, chegou a ser proposto que os jogadores da selecção não pagassem impostos sobre os prémios, mas o assunto “morreu à nascença”, felizmente.
- Já Luiz Felipe Scolari renovou por mais dois anos com a FPF. Decisão arriscada, mas...
- Arriscada foi também a decisão do Beira-Mar de voltar a apostar em Jardel. Esperemos que o jogador venha mesmo para jogar e voltar a fazer aquilo que sabe que é marcar golos. Assim a cabeça o ajude.
- Ainda por falar em Selecção, a incompetÊncia foi recompensada e José Couceiro é o novo técnico dos Sub-21 e da equipa B.
- Moisés foi recambiado pelo Sporting porque o defesa-central brasileiro omitiu um caso em que estava envolvido que o levou a um castigo de quatro meses pela FIFA.
- Pinto da Costa foi convidado pelos deputados do país para um jantar.
- No Benfica, três grandes casos: Nuno Assis ilibado no caso de “doping”, apesar da polémica continuar com troca de argumentos entre os “encarnados” e o CNAD.
- Manuel Fernandes continua às voltas com uma pubalgia que, para já, impediu a sua transferência para Inglaterra e em litígio, mais ou menos surdo, com o departamento médico da Luz.
- A “novela” Simão continua e teve este fim-de-semana um episódio verdadeiramente surpreendente. O Benfica precisa de vender, o jogador quer sair, o Valência quer comprar. Parece simples, mas não é.
- Lá por fora, já houve decisões no processo “Calciocaos”. A Juventus desceu à Série “B”, Milan, Fiorentina e Lázio foram castigados em pontos, o Inter é o novo campeão. Podia ser pior, mas o mais importante é que a decisão foi tomada de forma célere.
- No ciclismo, a notícia continua a ser o doping que abriu e fechou o Tour de França deste ano.
segunda-feira, julho 10, 2006
"Doente da Bola"... a banhos
Reabriremos nos primeiros dias de Agosto com "fome de bola" ao que se for passando "no país e no mundo".
Sim, porque eu "vou andar por aí"...
O pastilhas
O capitão sai depois do Mundial, um grande certame, e, apesar de ter 33 anos, vai deixar um vazio na equipa.
O "7" continuava a ser titular, a jogar muito e bem, a levar a equipa para a frente, a controlar os ritmos da selecção, a ser a marca do grupo.
Também nos clubes por onde passou, Figo foi sempre dos melhores: idolo no Sporting, Barça, Real Madrid e Inter, mas por aquilo que jogava dentro das quatro linhas e não por aquilo que facturava fora delas.
Aliás, a saída dos "merengues" é um dos erros da equipa espanhola que escolheu mal o galáctico a deitar fora.
Agora, do pastilhas só em Itália, ao serviço do Inter.
Mais uma vez, é caso para dizer: Obrigado Figo, és grande e ficas na galeria dos "imortais".
PS: De Figo o único ponto negro da sua carreira foi aquela fobia das assinaturas de contrato. Primeiro, ainda como miúdo, quando assinou pelo Benfica e, depois, quando conseguiu a "proeza" de assinar por três equipas: Parma, Juventus e Barcelona.
Como diz o outro: "Não havia necessidade".
O açor
Nota também para Pauleta que também deixa a Selecção Nacional depois deste Mundial.
Destaque para os 47 golos marcados com a camisola das "quinas".
Um abraço a ambos.
Bola de Berlim (24)
A Itália é a nova campeã do Mundo depois de uma vitória nos penaltyes na final de Berlim, frente à França.
É o "tetra" dos transalpinos curiosamente, outra vez, no ano em que estão envolvidos em polémicas internas, tal como em 1982 e até em 1934, esta por questões políticas.
Esta foi também, especialmente para nós, a derrota da França, aquela selecção que nos dá cabo dos nervos.
O jogo jogado não foi nada de especial, muito táctico, jogado a meio campo, com poucas oportunidades de golo. Apesar disso começou electrizante com dois golos nos primeiros minutos, de bola parada.
A vitória sorriu à "squadra azzurra", mas acabaram por ser os franceses a ter mais chances, mas Buffon não estava para brincadeiras.
Zizou
Zidane despediu-se esta noite do futebol.
É uma noite má para o desporto-rei porque perde um dos seus "reis magos", mas especialmente porque o perde de uma forma inacreditável.
Zidane agrediu um italiano num lance como muitos os que deve ter tido ao longo da sua carreira.
No entanto, este lance não apaga uma carreira brilhante, com muitos títulos nos clubes e na selecção e jogadas de génio de um jogador fino.
O futebol ficou mais pobre e apetece dizer: Merci Zizou
domingo, julho 09, 2006
Bola de Berlim (23)
Portugal perdeu com a Alemanha (3-1) e fica no quarto posto do Campeonato do Mundo.
A selecção nacional foi derrotada porque não foi eficaz ofensivamente e, já agora, porque se desconcentrou em cinco minutos na segunda parte. Por exemplo, na segunda parte, os germânicos fizeram cinco remates à baliza e marcaram três golos... ora, uma média destas não dá grandes hipóteses.
Fora os falhanços e a eficácia alemã, o que mais destaco no jogo desta noite é a alteração táctica que Scolari, finalmente, utilizou pela primeira vez no Campeonato: 3-5-2.
Vendo-se a perder por 2-0, o técnico arriscou, não virou o jogo, mas a equipa melhorou.
Esta foi sempre uma das críticas que fiz a Scolari: Porque raio nunca se testou um "plano B", quer em jogadores, quer em "sistemas" de jogo.
Acabou o sonho e, agora, apetece dizer: "Foi bonita a festa, pá". Agora resta festejar o quarto lugar e, especialmente, esperar pelo fim do "tabu Scolari".
sábado, julho 08, 2006
Bola de Berlim (22)
A final do Mundial entre França e Itália vai, seguramente, ser muito táctica, forte defensivamente e em que vai vencer, quem for mais eficaz nas poucas ocasiões do jogo.
Estas são as duas selecções mais compactas deste torneio e, se calhar, por isso, é que chegaram ao jogo decisivo.
De um lado Thuram, Gallas, Makelele e Vieira; do outro Canavarro, Materazzi (falta Nesta), Pirlo, Gatuso, Perrotta - "dois blocos de cimento armado" (frase de homenagem a José Marinho).
Depois Henry e Toni, dois grandes avançados, mas com características muito diferentes, um mais móvel e rápido, outro mais fixo e possante.
Nas laterais, a "squadra azzurra" leva clara vantagem com o fantástico Zambrota e o grande (em todos os sentidos) Grosso contra Sagnol e Abidal.
Claro que os gauleses têm o "factor Zidane", que pode ser decisivo, mas eu aposto na Itália e a sua habitual matririce e cinismo para bater a nossa "besta negra".
Também não pode ser esquecida a final do Euro 2000, uns (os franceses) vão querer repetir e os outros vingar...
Bola de Berlim (21)
Numa altura em que está instalada a dúvida quanto à permanência de Luiz Felipe Scolari ao comando da selecção nacional, esta é a altura certa para fazer o balanço da presença portuguesa no Mundial.
E vou fazê-la já, antes do Portugal – Alemanha, para reforçar que, aconteça o que acontecer, hoje em Estugarda, a minha posição não se altera.
A análise que vou fazer divide-se, claro, nos aspectos positivos e nos aspectos negativos.
Sinal positivo
- Aconteça o que acontecer, o balanço desta campanha é extremamente positivo, acima do esperado pelo comum dos mortais e fica na história
- O espírito de grupo fantástico que Scolari conseguiu é algo que deveria ser estudado e recuperado como um exemplo a seguir
- A equipa foi subindo de forma na competição e caiu apenas aos pés da sua “besta negra”
- Defensivamente irrepreensível
- Ricardo, Ricardo Carvalho, Miguel, Maniche e Figo foram os jogadores “mais”
- Petit, Tiago e Simão eram os únicos com quem se podia contar naquele banco
Sinal negativo
- Voltámos a ficar à porta do Olimpo (é só uma constatação de facto, já que lá chegámos)
- Tremenda incapacidade ofensiva, poucos golos, mesmo contra 10 em algumas situações
- Não conseguimos dar a volta na primeira vez que estivemos em desvantagem
- A falta de alternativas (de jogadores e de tácticas)
- Pauleta, Postiga e os veraneantes Boa Morte e Nuno Gomes estiveram ou mal (os dois primeiros) ou inexistentes. Deco também esteve abaixo do esperado
Scolari
- Resultados históricos para um país como Portugal
- Grande especialista na união de um grupo e de um país
- Falta de um “plano B”
- Teimosia que leva à “cegueira desportiva”
Neste aspecto aqui recupero algumas perguntas que já tinha feito antes do início do campeonato mundial:
- Porque foram à Alemanha jogadores como Nuno Gomes e Boa Morte se não estavam em condições de jogar?
- Não ficou provado que Quaresma e João Moutinho fizeram falta?
- Porque nunca se treinou uma alternativa ao 4-2-3-1 (4-4-2 ou 3-5-2)?
Bola de Berlim (20)
Estamos a poucas horas de jogar uma partida pouco menos que inútil e é pena a FIFA insistir nesta “coisa” do terceiro e quarto lugares.
Portugal vai tentar repetir o terceiro lugar conquistado em 1966 (nessa altura com menos equipas).
Era justo por aquilo que a selecção fez nestes seis jogos anteriores com o plantel mais curto dos semi-finalistas.
Neste jogo Scolari falou em três ou quatro alterações: duas são obrigatórias (Ricardo Carvalho castigado, Miguel lesionado), mas é possível que, pelo menos, Petit regresse ao “11”.
Do lado alemão também há baixas, pelo menos três: Ballack, Mertzacker e Friedrich não jogam, enquanto Borowski está em dúvida.
A equipa
Ricardo
Paulo Ferreira, Fernando Meira, Ricardo Costa e Nuno Valente
Petit, Maniche e Deco
Figo, Hélder Postiga e Cristiano Ronaldo
É esta a minha aposta para este sábado. Espero que Deco entre em campo e que Postiga consiga justificar o epíteto de “jogador de futebol”. Simão e Tiago, os dois “suplentes” mais utilizados também poderiam merecer uma chamada.
Atenção que, como já disse anteriormente, o mais certo é este ser o último jogo de Figo, Pauleta, Costinha e Nuno Valente na equipa das “quinas”.
Um desejo final
Entretanto, que Portugal seja terceiro e, já agora, que a Itália vença a França.
sexta-feira, julho 07, 2006
Embrulhos e nós à portuguesa
A análise aos plantéis dos "grandes" será feita mais tarde, quando já estivermos mais perto do início do campeonato.
Para já, duas notas:
- o "caso Mateus" continua a dar que falar e é mais uma embrulhada em que o futebol português gosta de se envolver e que não tem fim à vista
- o fim da limitação de estrangeiros, sem nenhuma quota para jovens das "canteras", é um erro
quinta-feira, julho 06, 2006
Prognóstico
Tenho pena se este meu palpite se confirmar, mas é, infelizmente, isso que me parece, não só pelas declarações de ontem, mas já desde a vitória sobre a Holanda e especialmente depois do jogo com a Inglaterra.
Quer Scolari, quer o seu assessor pessoal deixam subentendido que não estarão muito interessados em continuar.
Isto, apesar do técnico brasileiro, por um lado, garantir que se sente bem no nosso país e que a sua família está encantada em Lisboa e, por outro, reafirmar que não há ainda uma decisão tomada.
O certo é que a FPF e os próprios jogadores do seu grupo querem a permanência de Felipão até ao Euro 2008.
Falta de convites, bem mais agradáveis - financeiramente - não devem faltar a Scolari, vamos ver se ganha o dinheiro ou o apoio de um país.
Há ainda um outro porMAIOR que não pode ser esquecido...
Depois do Mundial é altura de fazer uma mini-remodelação no grupo de jogadores que têm vindo com Scolari há três anos e tal: Figo e Pauleta devem estar a preparar-se para abandonar a selecção, Nuno Valente e Costinha talvez também...
Falta saber se o treinador estará na disposição de reconstruir a "família Scolari"... Acho que não está, infelizmente.
Bola de Berlim (19)
A França voltou a ser a nossa "besta negra" e, mais uma vez, eliminou-nos de uma grande competição, outra vez de penalty, novamente por Zidane.
Não foi um grande jogo, foi equilibrado, com poucas ocasiões de golo de parte a parte, mas que Portugal terminou a dominar sem, no entanto, conseguir quebrar a muralha francesa.
Os gauleses, após o golo, preocuparam-se só em defender e aí estiveram insuperáveis com aquele quarteto central fantástico (Thuram, Gallas, Makelele e Vieira) a não dar hipóteses aos portugueses.
Basicamente, a equipa das "quinas" teve três boas oportunidades na segunda parte: Pauleta, Figo (a mais evidente) e Fernando Meira. Da primeira parte uns remates de longe.
Não concretizou nenhuma e, assim, sobra o jogo do terceiro e quarto lugar (aquele jogo que todos querem evitar e que, na verdade, de nada serve, a não ser, cansar jogadores desmotivados).
Se de Portugal não se viu muito (Deco fez um jogo miserável, Pauleta foi quase inexistente e Figo esteve abaixo do que tem feito, talvez por não estar a 100%), da França ainda se viu menos (salvando-se o rigor defensivo).
O árbitro não esteve bem: esqueceu-se dos cartões, deixou os franceses passarem tempo e há aquele lance (muito) duvidoso sobre o Cristiano Ronaldo.
Resumindo, voltámos a perder para a nossa "besta-negra", outra vez num jogo equilibrado, outra vez através de um penalty e a nossa conta continua a aumentar: 1984, 2000, 2006...
Apesar desta desilusão nada pode esconder o bom trabalho por Scolari e os seu grupo de jogadores. Aconteça o que acontecer fizeram história e, por isso, digo... obrigado.
Claro que há críticas e as que fiz continuam válidas, mas esse comentário fica para mais tarde.
terça-feira, julho 04, 2006
Bola de Berlim (18)
A "squadra azurra" carimbou o passaporte para a final do Mundial e enviou a Alemanha para o jogo do 3º/4º lugar.
A vitória foi justa, quanto mais não fosse porque teve mais remates, mais cantos, mais posse de bola e mais ocasiões.
Foi, como se esperava, um jogo muito táctico, especialmente na primeira parte, com algumas ocasiões de ambos os lados.
Buffon fez duas defesas impressionantes, já a Itália enviou duas bolas aos ferros, já no prolongamento.
Aliás, no tempo extra, deu mais Itália que até fez duas substituições ofensivas, mas os golos até já apareceram numa altura em que já ninguém esperava, ou melhor, em que só os transalpinos acreditavam.
Foi, pode dizer-se, uma vitória à italiana... cínica, mortal, sem dar hipótese de resposta.
Bola de Berlim (17)
Estamos a pouco mais de 24 horas de reencontrar os franceses numa meia-final de uma grande competição internacional.
Para além do balanço negativo nos jogos particulares há ainda (especialmente) duas derrotas que custam a engolir e não se esquecem, por mais anos que passem.
Em 1984, Platini eliminou a equipa das "quinas" num dos jogos mais intensos de que tenho memória. Estivemos a perder, a ganhar (já no prolongamento com dois golos de Jordão) e acabámos por ser derrotados, muito por falta de força e experiência.
Em 2000, o "penalty dourado" de Zidane e um fiscal de linha muito zeloso voltaram a colocar os lusitanos fora da corrida. Também estivemos a ganhar (grande golo de Nuno Gomes), mas depois a "coisa" acabou mal.
Seis anos depois está na hora da vingança...
O jogo
Não vai ser uma partida nada fácil esta contra uns franceses que pareciam de "fim de estação" mas que, de repente, renasceram das cinzas com a vitória sobre os espanhóis, que cometeram o erro básico de picar o orgulho gaulês.
No geral é uma equipa forte, experiente, que sabe tudo de bola e com opções para todas as posições, especialmente de ataque.
A defesa é coesa, no centro quase intransponível com Thuram e Gallas.
O meio-campo tem um muro (com Makelele e Vieira), o que dá liberdade ao artista Zidane, que está a melhorar de jogo para jogo.
Nas alas dois jovens "leões", tecnicistas e rápidos, que podem criar problemas aos laterais portugueses.
Na frente, Henry, só um dos melhores do mundo.
Depois, no banco, ainda há, entre outros, Trezeguet, Saha, Govou e Wiltord.
Portugal vai ter que estar, uma vez mais, ao seu melhor nível desportivo e de concentração para ultrapassar este adversário complicadíssimo.
Com os regressos de Costinha e Deco, as esperadas recuperações de Figo e Ronaldo e sem Petit, a equipa das "quinas" não terá dúvidas quanto ao "11" a apresentar.
Vai ser uma luta de esquemas iguais (4-2-3-1) e aí ganha quem lutar mais e errar menos.
Fundamental vai ser parar alguns jogadores-chave dos franceses: o cérebro Zidane, as arrancadas de Vieira, as subidas de Sagnol, a irreverência de Ribery e o instinto de Henry. Por outro lado convém ter cuidado com as bolas paradas e a altura dos jogadores franceses.
FRANÇA
Barthez
Sagnol, Thuram, Gallas e Abidal
Makelele, Vieira e Zidane
Ribery, Henry e Malouda
PORTUGAL
Ricardo
Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente
Costinha, Maniche e Deco
Figo, Pauleta e Cristiano Ronaldo
Confesso que não grandes opções mas, face ao adversário, talvez fosse o jogo ideal para Petit (se pudesse) jogar ao lado de Costinha e Ronaldo jogar na frente no lugar de Pauleta, com Simão na ala.
Que os Deuses do futebol e, já agora, a Senhora de Fátima e do Caravagio nos ajudem.
Bola de Berlim (16)
Estamos a chegar ao momento decisivo do Mundial da Alemanha, já em dia da primeira meia-final. Mas ainda estamos a falar de falar sobre o que passou.
O Alemanha - Argentina sorriu aos donos da casa nas grandes penalidades, mas é verdade que num jogo excessivamente táctico (massador mesmo no primeiro tempo), os germânicos procuraram mais a vitória, talvez porque estiveram a perder.
Ficou a ideia de que a selecção das pampas não deu tudo o que podia e sabia, especialmente neste jogo, com o técnico com medo de arriscar quando se viu a ganhar com um golo no início da segunda parte.
No Itália - Ucrânia, os transalpinos não deram hipóteses, apesar do resultado ser exagerado. O jogo cínico da "squadra azzurra" continua a dar cartas.
Já no Brasil - França venceu quem jogou para isso. Dos campeões do mundo pouco ou nada se viu, com o primeiro remate perigoso a surgir já em tempo de descontos.
Foi pena, feitas as contas, ter-se visto pouco Messi e, especialmente, muito pouco Ronaldinho Gaucho.
Agora as meias finais
Face ao que tem acontecido, a Itália é, agora, a minha principal candidata ao título mundial. É uma equipa tacticamente irrepreensível, que defende muito e bem e que tem muitas e boas opções ofensivas. Depois tem aquilo que falta a muita boa gente: eficácia.
Mesmo sem Nesta e Rossi, a equipa de Lippi tem todas as condições para seguir em frente, mesmo jogando daquela forma que não entusiasma.
E que luxo deixar Del Piero a ver os jogos do banco.
Os alemães têm o "factor casa" a favor, estão moralizados e a exceder todas as expectativas, mas vão jogar sem Frings, o trinco que equilibra a equipa.
Tem a palavra o "chelseano" Ballack para servir os "polacos" da frente.
A França parece uma fénix, renascida das cinzas, depois de uma qualificação complicada, uma primeira fase difícil. Zidane está em grande e o bloco está, outra vez, forte e coeso.
Aquela mescla entre veterania e juventude acordou tarde, mas está agora mostrar resultados.
domingo, julho 02, 2006
Oficina
É a primeira equipa a fazê-lo, pré-eliminatória da Liga dos Campeões "oblige", e, nesta altura, queria deixar apenas três notas:
- Espero que o "caso" Manuel Fernandes não seja um novo "caso" Miguel
- Estou curioso para perceber se o boato Miccoli-"dragão" tem algum fundamento
- Claro que o plantel ainda não está formado como queria Fernando Santos
Bola de Berlim (15)
Portugal está nas meias-finais de um Mundial, 40 anos depois da campanha dos "Magriços". Mais uma vez, sofremos mas passámos os ingleses nos penalties.
Foi mais uma tarde de glória e, a partir daqui, aconteça o que acontecer, já se fez "estória".
A equipa das "quinas" passou, mereceu passar, mas podia e devia ter jogado melhor, especialmente porque esteve uma hora com um jogador a mais.
É certo que não tinhamos Costinha e Deco e que Cristiano Ronaldo não estava a 100%, mas mesmo assim podia ter-se evitado o sofrimento do prolongamento e das grandes penalidades.
Também é verdade que as equipas estavam com medo de arriscar, mas a maior responsabilidade era dos portugueses.
Já agora, só uma nota, da mesma forma que Scolari já admitiu que preparou a equipa para jogar com 10, deveria fazer o mesmo para a situação de vantagem numérica.
Bom, mas como diz a outra, "isso agora não interessa nada".
O jogo
Jogou de início a equipa que eu teria colocado, para contrapor ao super-meio-campo inglês e a luta foi titânica.
Não houve muitas oportunidades de golo e o equilíbrio foi a nota dominante no primeiro tempo que chegou, obviamente, empatado a zero.
Na segunda parte, os ingleses entraram melhor e estavam a começar a ter ascendente quando ao quarto de hora o Rooney nos fez um grande favor.
Apesar da substituição do Pauleta que não percebi (não que ele estivesse a jogar bem, mas porque tinhamos um jogador a mais), a verdade é que os lusos foram aos poucos ganhando preponderância no jogo, especialmente através de remates de fora da área.
Sem conseguir criar perigo na área e com os jogadores a começarem a sentir dificuldades físicas, Portugal ainda apanhou alguns sustos, especialmente de bolas paradas.
As entradas de Hugo Viana (especialmente) e Postiga (que mal esteve, para além do penalty) ajudaram a reequilibrar a equipa e, quer no fim dos 90 quer no prolongamento, levaram a que Portugal estivesse mais perto do golo, o que poderia ter evitado o sofrimento final.
A equipa
Todos os 14 que estiveram em campo foram guerreiros, mas é impossível não destacar Ricardo que esteve absolutamente soberbo nos penalties, defendendo três e adivinhando o quarto. Foi "o homem do jogo", apesar da votação da FIFA.
A defesa esteve "cinco estrelas" com os centrais insuperáveis (Ricardo Carvalho voltou a provar que é dos melhores do mundo e Fernando Meira a cada jogo que passa vai apagando a má imagem do jogo frente a Angola) e uns laterais muito certos nas marcações e com Miguel a ter ainda força para ir à frente.
O meio-campo não esteve brilhante, também porque faltaram Costinha e Deco, mas lutaram muito. Petit entrou mal, mas recuperou, e Tiago deu tudo. Hugo Viana, desta vez, entrou bem.
No ataque, Pauleta não teve jogo enquanto Figo e Ronaldo tentaram, enquanto tiveram forças para isso. Simão não entrou tão bem como habitualmente.
De volta ao Ricardo só para dizer que tem estado a fazer um grande campeonato do Mundo, dando segurança à equipa, nos remates de fora da área, nos cruzamentos e, se calhar, vai estar no "11" da prova.
Agora, venham os franceses que nós temos duas contas para acertar com eles.
sexta-feira, junho 30, 2006
Bola de Berlim (14)
Estamos a poucas horas do Portugal - Inglaterra dos quartos de final do campeonato mundial da Alemanha.
É mais um encontro entre lusos e ingleses, o quinto em fases finais de europeus e mundiais: para já, o balanço é claramente favorável aos portugueses, mas falta vingar aquela (injusta) derrota de 1966.
E, atenção, apesar do balanço positivo e dos súbditos de Sua Majestade não estarem a jogar nada de especial neste torneio germânico, o certo é que o jogo não vai ser nada fácil e vai obrigar os potugueses a estarem concentrados e, obviamente, a evitarem os pontos fortes do adversário.
Há também o espírito de vingança que pode tornar os ingleses ainda mais fortes.
Os ingleses
Com a lesão de Owen e as más exibições dos primeiros jogos, Eriksson parece ter abandonado o clássico 4-4-2 para jogar num 4-3-3 que é praticamente um 4-5-1:
Robinson
Gary Neville, John Terry, Rio Ferdinand e Ashley Cole
Hargreaves, Lampard, Gerrard
Beckham e Joe Cole
Rooney
Olhando para este "11" o que é que se percebe: por um lado é formado por grandes jogadores e com poucos pontos fracos.
Na defesa, o elo mais fraco é claramente Gary Neville que os nossos alas podem aproveitar para explorar o mais possível. Pontos positivos, a dupla de centrais, possivelmente a melhor do torneio. Ponto de interrogação para Cole que não parece estar em forma.
No meio-campo, com três médios centros, incluíndo um trinco clássico (que também pode ser Carrick), há mais liberdade para Lampard e Gerrard, o que tem um aspecto positivo e um negativo:
O negativo é que estes dois jogadores, com menos preocupações defensivas, vão poder aparecer mais junto à nossa área e rematar muito (aspecto em que são fortíssimos). O positivo é que o balanço positivo pode deixar espaços que podem ser aproveitados no contra-ataque.
Na frente é obrigatório ter cuidado com os centros de Beckham e, claro, as bolas paradas, as penetrações e dribles do Joe Cole e a "velocidade terminal" de Rooney (a subir de forma de jogo para jogo).
Depois, se as coisas lhes estiverem a correr mal, lá vai entrar o Crouch e aí vai ser necessário ter um escadote, mas pode até vir a simplificar a nossa vida, apesar de tudo.
Portugal
Sem Deco e sem Costinha e com Cristiano Ronaldo quase em dúvida (tem que jogar), Scolari pode ter que adaptar ligeiramente a equipa, apesar de não haver muitas opções. Há, digamos, três cenários:
- um meio campo (quase) normal com Petit a fazer de Costinha e Figo a fazer de Deco
Ricardo
Miguel, Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Nuno Valente
Petit, Maniche e Figo
Cristiano Ronaldo, Pauleta e Simão
- um meio campo mais operário
Ricardo
Miguel, Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Nuno Valente
Petit, Maniche e Tiago
Cristiano Ronaldo, Pauleta e Figo
- um ataque móvel
Ricardo
Miguel, Ricardo Carvalho, Fernando Meira e Nuno Valente
Petit, Maniche e Tiago
Figo, Cristiano Ronaldo e Simão
Seja qual for o "11" o certo é que Scolari não tem muitas opções de banco se tiver que alterar, especialmente em termos ofensivos.
Nuno Gomes e Luís Boa Morte estão com pouco ritmo devido às lesões que se arrastam, Hélder Postiga e Hugo Viana mostraram muito pouco quando entraram.
Espero como for, com quem for, que a equipa das "quinas" vença e possa mesmo chegar às meias finais.
Eu cá, das três hipóteses, a que gosto menos é a mais provável (a primeira hipótese).
Gelsenkirchen tem dado sorte... esperemos que não haja duas sem três.
CNADa a esconder
Soube-se agora que a Comissão Técnica do Conselho Nacional Antidopagem recomendou em Abril o arquivamento do processo com base nos resultados da contra-análise.
No entanto, esta indicação não foi seguida depois de uma votação 4-3 dentro do CNAD. Entre os quatro que votaram contra a posição dos peritos estava o presidente e o director do instituto (partes interessadas na queixa dos "encarnados").
Esta situação só agora foi conhecida porque a acta esteve escondida e parece dar força à teoria do Benfica de que algo de estranho se passa com este processo.
De recordar que Nuno Assis foi apanhado em Dezembro nas malhas do doping, após o jogo com o Marítimo, já cumpiu os seis meses de castigo, mas continua a reclamar inocência.
Há muito ainda por explicar... a começar pelo Dr. Luís Horta que terá que dizer porque não seguiu o conselho dos peritos.
"Fora de jogo"
Está em curso aquela que parece ser uma mega operação de moralização do ciclismo mundial e a começar por cima, afectando, desde já, a maior competição.
Por causa de uma alegada rede de doping em Espanha alguns dos melhores ciclistas mundiais já não vão participar na Volta a França em Bicicleta que amanhã começa.
Fora da bicicleta para o Tour já estão, entre outros, Ivan Basso e Jan Ullrich, os dois maiores favoritos à vitória final.
Convém recordar que este caso também já levou Manolo Saiz, um dos directores-desportivos mais influentes, a ser detido por algumas horas.
O mais certo é isto ser apenas a "ponta do iceberg" mas, seja como for, o fundamental é que se consiga "limpar" a modalidade e combater o doping.
Também é verdade que não deve haver desporto mais seguido, perseguido ou controlado pelos "vampiros" da UCI.
Face ao que se está a passar também era bom que os organizadores fizessem competições e etapas mais realistas, por forma a não "obrigar" os ciclistas a doparem-se para cumprir o que lhes é exigido etapa a etapa.
Não sei como vai ser o Tour deste ano, sem as principais figuras, mas se tiver que perder qualidade por alguns anos para recuperar credibilidade então que assim seja.
Se couber ao ciclismo dar o exemplo aos outros desportos, então que sejam mesmos os senhores das bicicletas a levar a "camisola amarela" da luta contra a batota do doping.
quarta-feira, junho 28, 2006
Bola de Berlim (13)
Nos oito jogos da segunda fase do Mundial não houve grandes surpresas: passaram os seis favoritos e os dois "outsiders" (se é que posso dizer isto) que apontei no "Bola de Berlim 9".
Não houve grandes jogos, longe disso, e a qualidade futebolistica até desceu com especial destaque (negativo) para o Itália - Austrália, Inglaterra - Equador e o Suíça - Ucrânia. A excepção acabou por ser o Espanha - França.
A Alemanha está mais forte do que eu pensava, a Argentina não está a confirmar o futebol espectáculo, a Itália continua "cínica", a França parece renascida e o Brasil, a meio gás, lá vai passando, mesmo sem samba.
A Espanha, que fez a melhor fase de grupos, voltou a falhar nos momentos decisivos e já está em casa, depois de muita euforia e excesso de confiança.
Agora, os quartos...
Vão ser quatro grandes jogos, com destaque para dois grandes clássicos mundiais. Esperemos que a qualidade futebolística suba.
- Alemanha - Argentina
- Itália - Ucrânia
- Portugal - Inglaterra
- Brasil - França
Bola de Berlim (12)
Continua a guerra psicológica de ingleses e brasileiros para pressionar a selecção nacional, mas hoje Pauleta deu a resposta à altura dos acontecimentos:
"Não temos medo de ninguém. Se conhecer um bocadinho da história de Portugal, verá que Portugal não tem medo de ninguém. Simplesmente somos um País que respeita toda a gente e que só quer ser respeitado. Nós, portugueses, não admitimos que nos faltem ao respeito ou que inventem informações falsas sobre os nossos jogadores ou sobre o nosso País", disse o avançado.
Estas declarações de um dos capitães são mais uma prova do fantástico espírito de grupo e união que reina no grupo de trabalho e que, diariamente, tem vindo a ser demonstrado e reafirmado por jogadores titulares e suplentes.
De recordar que Carlos Alberto Parreira falou sobre o Portugal - Holanda criticando a equipa das "quinas" e hoje há declarações falsas de Pauleta num jornal inglês.
Entretanto, o árbitro Ivanov fez acusações graves (e injustas) sobre os jogadores portugueses e convinha que a FIFA pusesse mão nisto.
Nota positiva apenas para o senhor Eriksson que colocou "água na fervura" e voltou a pôr os pontos nos "ii" ao dizer: "Claro que Portugal é uma equipa com fair play. Estive cinco anos em Portugal, conheço muitos jogadores, muita gente, é um país que adora futebol".
segunda-feira, junho 26, 2006
Bola de Berlim (11)
Portugal venceu a Holanda por 1-0 nos oitavos de final do Mundial da Alemanha. Foi uma partida louca, intensa, sofrida, inolvidável.
Foi uma partida incrível, de luta, entrega, entre-ajuda, espírito de sacrifício e, claro, alguma sorte e saber.
Foi mais um daqueles jogos tipo "missão impossível" que o "fado português" gosta e precisa. Parecido com este, nos últimos anos, recordo imediatamente, sem pesquisa, três jogos: Alemanha - Portugal (Estugarda), Portugal - Inglaterra (Euro 2000) e Portugal - Inglaterra (Euro 2004).
O jogo...
Portugal não entrou bem, mas voltou a ter a sorte do jogo ao marcar no primeiro remate que fez à baliza, outra vez, por Maniche e falhou o segundo por Pauleta mesmo em cima do intervalo.
Aguentando na defesa, a equipa das "quinas" jogou quase todo o segundo tempo em inferioridade numérica e teve que saber sofrer, levou uma bola à barra, mas, mesmo assim, podia ter "matado" o jogo com vários contra-ataques.
Contra a "laranja" e contra um árbitro russo que prejudicou Portugal e o futebol, a vitória lusa acabou por ser justa.
Nota para a lesão de Ronaldo que foi arrumado logo aos sete minutos e o senhor Ivanov só mostrou o amarelo.
Destaques positivos para Ricardo e Ricardo Carvalho, Miguel e Maniche, Figo e Simão...
Destaques negativos para a infantilidade de Costinha e para as grandes dificuldades de Nuno Valente sobre Van Persie.
Luiz Felipe Scolari continua de "pé quente", conseguindo e cultivando a união do grupo e dando lições de psicologia, até nas conferências de imprensa.
Está cumprido o objectivo primeiro (chegar aos 8), agora o que vier é lucro e tudo é possível. No sábado... venha a Inglaterra.
domingo, junho 25, 2006
Bola de Berlim (10)
A selecção portuguesa joga este domingo com a Holanda nos oitavos de final do Campeonato do Mundo de futebol, reeditando as meias-finais do Euro 2004.
Luiz Felipe Scolari já disse que este é "o jogo mais importante" da carreira da equipa das "quinas" em terras germânicas.
Claro que eu percebo a posição do técnico: este é o primeiro "mata-mata" e que, em caso de vitória", coloca Portugal nos oito mais... precisamente a fasquia mínima que Scolari impôs, mas tenho esperança que esta não seja a última partida.
Uma coisa é certa: a selecção lusa é experiente, está motivada, tem jogadores em boa forma e quase repete a equipa do Euro, enquanto do outro lado está uma "laranja" fresca, com "fome" de títulos e "sede" de vingança.
Aliás, este pode ser - como já referi - o maior adversário de Portugal: a vontade de desforrar a derrota de há dois anos.
A Holanda tem uma boa equipa, com grandes jogadores (destaque para Robben e Van Nistelrooij, no ataque, Sneijder no meio-campo e Van der Saar na baliza) e, por isso, o jogo não vai ser nada fácil.
A equipa
Ao que parece, Luiz Felipe Scolari vai repetir o "11" que defrontou e ganhou ao Irão e, assim, colocar o 4-2-3-1 português contra o 4-3-3 holandês.
Em relação à equipa escolhida, tendo em conta o adversário, tenho receio que Meira não aguente Van Nistelrroij e que Miguel se esqueça de defender Robben (talvez Paulo Ferreira fosse o mais indicado).
Se estes dois gomos da laranja forem neutralizados e Sneijder não puder rematar, é já meio caminho andado para a vitória.
Posto isto, acho que Costinha vai ter um papel fundamental nas compensações defensivas e na acção de cobertura.
Convém, já agora que o "trio mágico" (Figo, Deco, Ronaldo) funcione em pleno para aproveitar o ponto mais fraco da equipa de Van Basten: a defesa.
sábado, junho 24, 2006
Bola de Berlim (9)
Terminou esta sexta-feira a primeira fase do Mundial da Alemanha e, bem vistas as coisas, não houve grandes novidades. A bem dizer, no fim das três jornadas dos oito grupos, houve uma surpresa e meia.
No "grupo E", a República Checa acabou por ser a grande desilusão com uma eliminação precoce, especialmente depois de uma entrada de "leão" ao derrotar os Estados Unidos por 3-0.
Os problemas no ataque, com as lesões de Koller e Baros, podem ter contribuido decisivamente para este desfecho, mas convém não tirar mérito ao Gana que, apesar de estar a fazer a sua estreia num Mundial, tem uma equipa experiente, formada há vários anos, com muitos jogadores campeões nas camadas jovens.
Este mau resultado pode também representar o fim de uma grande geração de checos com Nedved e Poborsky à cabeça.
Já a "meia surpresa" foi a da Austrália que, no "Grupo F", acompanha o Brasil para os oitavos de final, enviando a Croácia mais cedo para casa.
Continuam os "milagres" de Guus Hiddink e oito anos depois das meias finais com a Holanda e quatro anos depois das meias finais com a Coreia do Sul, são agora os "Socceroos" a beneficiar da experiência e sabedoria do técnico holandês.
Nota final para as dificuldades da França para garantir a qualificação. Quatro anos depois da humilhação do Oriente, os gauleses tiveram que esperar pela segunda parte do último jogo para conseguir seguir em frente.
Agora, os oitavos...
Para além do jogo português, destaque evidente para o confronto entre espanhóis e franceses, duas equipas históricas que se encontram, quiçá, cedo de mais.
Os jogos são os seguintes:
- Alemanha - Suécia
- Argentina - México
- Inglaterra - Equador
- Portugal - Holanda
- Itália - Austrália
- Suíça - Ucrânia
- Brasil - Gana
- Espanha - França
Destaque teórico para as equipas da esquerda, mas atenção a ucranianos e franceses. À equipa africana saiu a "fava".
sexta-feira, junho 23, 2006
Bola de Berlim (8)
Portugal venceu o México por 2-1, conseguiu três jogos, três vitórias, fez nove pontos, ganhou o grupo e cumpriu a obrigação de passar aos oitavos de final.
Não pude ver o jogo mas, pelo relato, deu para perceber que tivemos que sofrer e tivemos mesmo alguma sorte para garantir o triunfo.
Scolari deu descanso a metade da equipa, os cinco "amarelados", e a equipa, nos primeiros 45 minutos, conseguiu dar boas indicações e fez dois golos.
Já no segundo tempo, a "coisa" não correu tão bem e a pressão dos mexicanos mostrou uma defesa a abanar e muito: Caneira e Miguel, por razões diferentes, a sentirem dificuldades nas alas e, especialmente, Fernando Meira a voltar a dar a impressão de não conseguir fazer esquecer Jorge Andrade.
Apesar disso, destaque para as exibições (muito positivas) de Ricardo, Maniche e Simão e nota menos para Hélder Postiga e Boa Morte.
O capitão Figo fez o jogo mais discreto deste Mundial e foi bem substituido para descansar.
Chá, café ou... laranjada
Confirma-se que o adversário lusitano nos oitavos de final vai ser a Holanda.
A "laranja mecânica", teoricamente, encaixa-se melhor no futebol português, com um 4-3-3 semelhante ao da equipa das "quinas".
Apesar de, nos últimos confrontos, sempre ter levado a melhor, este jogo está longe de ser "favas contadas" já que os holandeses têm um conjunto de jogadores de grande valor, com especial destaque para o "chelseano" Robben.
Os agora comandados pelo melhor avançado de todos os que já vi jogar (Marco Van Basten) têm uma equipa renovada, com "fome" de vitórias, e, ao mesmo tempo, uma "sede" de vingança, pelo baile que levaram há dois anos.
O (jogador) fetiche
O médio grego já tinha sido comandado pelo engenheiro no AEK e volta a segui-lo, agora, para a Luz.
Vi poucos jogos de Katsouranis (lembro-me da participação no Euro 2004) e, por isso, vou deixar para mais tarde uma análise mais profunda do jogador.
No entanto, há algumas notas que gostava de deixar desde já:
- O Benfica dá confiança ao treinador ao contratar um "seu" jogador
- O Benfica coloca pressão no treinador ao contratar um "seu" jogador
- Os "encarnados" necessitavam de um jogador com estas características (médio defensivo com "cabedal" - 1m83)
- A polivalência do jogador pode ser importante num meio campo que já tem jogadores de qualidade
- Esta contratação e o namoro com D´Alessandro (deve chegar outro jogador para o lugar do argentino) "provam" que a equipa vai apostar num 4-4-2-losango
- Assim, a saída de Simão estará para breve
Posto isto, tendo em conta o actual plantel que vai estar na Luz na época que se avizinha e o equilibrio desejado, faltam ainda algumas contratações:
- um Defesa Esquerdo para dar luta a Léo
- um Médio Interior Esquerdo (que faça de o que Karagounis fará na meia-direita e que seria D´Alessandro)
- um ou dois Avançados (um sendo Miccoli e tendo em atenção a situação conhecida de Mantorras)
- um Ala que jogue nos dois flancos (para além de Manu que deve ficar no plantel) (*)
(*) Convém não esquecer os flancos, apesar da táctica prioritária (4-4-2 losango) não os contemplar e de Simão estar a ser dado, pelo próprio clube, como transferível.
domingo, junho 18, 2006
Bola de Berlim (7)
A selecção portuguesa ganhou e ganhou bem ao Irão.
A equipa das "quinas" controlou o jogo do princípio ao fim, criou várias oportunidades para marcar, voltou a falhar alguns golos, mas provou a sua superioridade em campo.
Sustos apenas dois logo a seguir ao primeiro golo português. Muito pouco para uma equipa como o Irão que parecia apostar tudo nas bolas paradas.
Deu para perceber que os comandados de Luiz Felipe Scolari estão a melhorar, como equipa, e individualmente. Convém, claro, que essa melhoria continue porque vêm aí jogos bem mais complicados.
- Foi bom ver, outra vez, o "ministro" Costinha a controlar o meio-campo,
- Foi bom voltar a ver "Art" Deco (grande golo),
- Foi bom ver as arrancadas de Miguel pelo flanco e as compensações aos colegas de defesa
- Foi bom ver que Fernando Meira começa a ganhar entrosamento com o resto do sector
- Foi bom continuar a ver Figo em grande
- Foi bom ver Cristiano Ronaldo a fazer uma segunda parte bem mais perto do seu valor habitual.
Aquele meio-campo de "Mourinho dragão" está a ganhar fôlego e, se não houver lesões, a equipa tem tudo para continuar a evoluir.
Petit, Tiago e Simão são, claro, as primeiras alternativas e são credíveis.
A incógnita continua a ser o ataque. O que vai acontecer sem Pauleta (ai aquele falhanço completamente isolado!) ou se for preciso jogar com dois avançados?
E a seguir?
Nos oitavos de final, já sabemos, só temos duas hipóteses: Argentina ou Holanda.
Dificilmente poderia ser pior... mas, do mal o menos: que nos calhe a "laranja" que nós até estamos habituados a espremer fruta.
O "4-3-3" de Van Basten encaixa no nosso esquema e a Holanda sabe jogar à bola, joga aberto e isso pode dar-nos espaços desde que, claro, saibamos parar Robben, controlar Van Nistelrooy e impedir Schneider de rematar.
Já o elástico "3-5-2" da Argentina parece uma máquina de jogar futebol: no primeiro jogo chegaram ao 2-0 e meteram travões e ontem esmagaram a Sérvia-Montenegro.
Apesar de um achar que a equipa é desequilibrada, isso é compensado com a qualidade extrema da maior parte dos jogadores e, especialmente, pelas inúmeras opções que dão a Pekerman soluções para tudo... e ainda não jogou Júlio Cruz.
quinta-feira, junho 15, 2006
“Triângulo das Bermudas”
O nome da novela desta época chama-se "Triângulo das Bermudas".
Descontando os (muitos) nomes que vão sendo atirados para o ar, há dois que parecem interessar mesmo a Fernando Santos: o trinco Katsouranis e o médio ofensivo D´Alessandro.
Para já, não quero falar sobre os jogadores em si e a táctica que estará a ser preparada pelo novo técnico.
A questão que se coloca aqui tem a ver com as negociações e as dificuldades de contratação que o clube da Luz parece estar a sentir para fechar os negócios.
Claro que, sem vender nenhum dos seus jogadores nucleares (Simão está à espera que o telefone toca e Luís Filipe Vieira também), os "encarnados" não conseguem dinheiro fresco para fazer negócios.
Como se sabe, para se conseguir contratar um atleta é necessário chegar a acordo com o clube do jogador e com o próprio atleta.
Ao que parece, desta vez, o Benfica já convenceu os dois jogadores, mas está a sentir dificuldades para "dobrar" os clubes.
Em outras situações aconteceu exactamente o contrário, e já vários negócios abortaram por não se conseguir completar o "triângulo" com os jogadores a "desaparecerem" da órbita do Benfica e a "aparecerem" noutros clubes.
Alguém vai acabar por chegar, mas o mais certo é serem as terceiras ou quartas opções. O ano passado, por exemplo, aconteceu isso com os avançados: Tomasson e Kalou foram os dois nomes mais falados (e confirmados) até à chegada, já em cima da hora, de Miccoli.
O que não havia necessidade era estas novelas serem públicas, deixando à vista as dificuldades do Benfica em conseguir os jogadores que pretende e a dar aso a piadas dos adversários.
Claro que a situação se agrava por culpa dos dirigentes que tentam “tapar o sol com a peneira” e continuam a prometer contratações sonantes, apesar de saberem que não chegam lá.
O ideal seria conseguir blindar estes negócios até estarem 100% garantidos, mas, claro, isso não é fácil. Tirando o Chelsea nenhum outro clube consegue, sem medos, anunciar alto e bom som o que pretende e, mesmo assim, fechar os acordos.
segunda-feira, junho 12, 2006
Bola de Berlim (6)
Portugal venceu Angola por 1-0, cumpriu a sua obrigação e entrou no Mundial a ganhar (ao contrário do que tinha acontecido em 2002 e 2004).
Pragmaticamente a selecção das "quinas" fez o que tinha a fazer, garantir os três pontos no jogo de abertura, frente a uma Angola estreante. Isso é o mais importante.
É verdade que se esperava mais e, que com um começo avassalador (falhanço aos 10 segundos, golo aos 4 minutos, ambos por Pauleta), a selecção nacional deixou os adeptos com "água na boca" que depois não saciou.
Na primeira parte, o jogo até nem foi mau, um golo, uma mão cheia de oportunidades falhadas e um susto, foi o sumo dos primeiros 45 minutos para os jogadores de Scolari.
Já na segunda parte, a "coisa" correu bem pior com Portugal a baixar o ritmo, a perder o controlo do jogo e a não ter, praticamente, chances de golo.
Os "palancas negras" também poucas vezes incomodaram Ricardo, mas pairava no ar aquela sensação desconfortável de que algo negativo podia acontecer se houvesse uma desconcentração ou um deslize.
Acabou por se salvar o resultado e mais uma grande exibição do capitão Luís Figo.
Portugal volta a entrar em campo no sábado, frente ao Irão, que este domingo perdeu 3-1 frente ao México, demonstrando alguma fragilidades defensivas.
A equipa
Luiz Felipe Scolari surpreendeu ao deixar Costinha no banco e ao poupar Deco. Tiago e Simão foram titulares e Figo jogou de "10".
Penso que o técnico fez bem e os primeiros 45 minutos provaram isso:
- Costinha e Maniche necessitam de ganhar ritmo e é indiscutível que Petit e Tiago estão em melhor forma.
- Tivemos um grande Figo, um bom Simão e pouco Ronaldo.
- Pauleta marcou um, falhou dois ou três
- Miguel melhor que Nuno Valente (que levou com o melhor dos angolanos)
- Ricardo Carvalho melhor que Fernando Meira
- Ricardo bem sempre que teve que entrar em acção (uma grande defesa no primeiro tempo)
- Deco não estava a 100%, não jogou, convém que recupere